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Marcelo Henrique Marques de Souza

Mais um pouco das mentiras da mídia sobre a greve dos servidores

Passando pela banca de jornal, vejo que o 'Extra', jornal aqui do Rio, traz hoje uma manchete daquelas imensas, com os seguintes dizeres: "Grevistas só punem quem paga o salário deles: o povo". E isso acompanhado de uma foto que destaca as filas que se formaram nas barcas, graças à operação da polícia rodoviária federal na Ponte Rio-Niterói. Pra quem sabe que o jornalismo não passa de mais um tipo de drama e pra quem sabe que tipo de linha segue o Extra, jornal das organizações globo, isso não é novidade. Mas vale desmembrar um pouco a questão.
Heitor Scalambrini Costa

O exemplo da Alemanha

A Alemanha foi à primeira nação industrializada a ter um plano de abolir a energia nuclear do seu território. A data para por fim a esta era de insegurança foi dia 29 de maio de 2011, por decisão da coalização de governo da chanceler Ângela Merkel. Até 2022 não haverá mais reatores nucleares neste país emblemático, particularmente para o Brasil, que assinou em 1975 um acordo de cooperação técnico-científico-econômico prevendo a instalação de 8 usinas nucleares em nosso território. Juntas, as 17 usinas existentes em solo alemão que produziam menos de 1/4 da energia alemã serão desativadas. Este exemplo está sendo seguido, e paises como a Itália, Áustria, Suíça, Bélgica, Japão, entre outros, já começaram a revisar suas políticas nucleares.
Bruno Peron Loureiro

Trabalho escravo e religiosidade

A América Latina coleciona casos de precarização, exploração e escravização do trabalho. Números vultosos de pessoas, outrossim, não se importam de laborar em condições degradantes em troca de um salário que lhes permita pagar o mínimo de contas porque é a única opção que resta ou porque têm que sustentar uma família. Mal passa pela cabeça destes trabalhadores o significado de produtos supérfluos, tão caros na propaganda dos meios de comunicação. Tampouco lhes preocupa aos trabalhadores infantis, imigrantes ilegais e indigentes que os patrões se enriqueçam às custas do suor de sua fronte.
Bruno Peron Loureiro

Muros da paz aparente

A situação conflitante entre Israel e Palestina não tem trégua. O que se esperava resolver pela negociação bilateral cede às tentações unilaterais de Israel, que continua construindo lares judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. O pulverizado povo palestino acompanha os movimentos de seu líder Mahmoud Abbas, que negocia a formação de um Estado Palestino, contíguo ao de Israel.
Ricardo Cabral

Como uma ideologia foi absolvida de seus crimes

O ex-ditador e torturador argentino Rafael Videla foi condenado ontém (22/12), aos 85 anos, à prisão perpétua pela execução de 31 presos políticos, em 1976, na cidade de Córdoba. É importante, claro, comemorar – como fazem, neste momento, milhares de argentinos. Sobretudo, porém, é preciso fazer uma ressalva e atentar para o fato de que não se deve esquecer – como a história oficial esqueceu – de que é impossível dissociar os crimes das ditaduras da América Latina de uma estratégia ideológica de implementação de políticas econômicas neoliberais.
Marcelo de Oliveira Souza

Disputa na Copa do Mundo: Brasil X Holanda dói no corpo!

Querendo ou não, nós brasileiros temos a nossa vida muito ligada ao futebol, nossas alegrias, decepções e tudo que o esporte chutado possa nos proporcionar. O Brasil e Holanda sempre foi um caso a parte, eles jogam muito bem mas nós quase sempre ganhamos, numa dessas vitórias, a do ano de 1994 foi a que mais marcou, pois a galera aqui não perdoa nem nos dias de Copa do Mundo, assisti num desses subúrbios da vida a grande partida onde o heroi foi o Branco, com aquele chutão de falta, voltei contente para casa, contudo tinha um grupo de "torcedores" que estavam mais para baderneiros, expressando a alegria e "cultura" de fazer batucada no fundo do coletivo.
Aristóteles Drummond

Crescer e crescer

Há muita onda em relação a números positivos da nossa economia nos primeiros quatro meses do ano. Mas quase nenhuma referência à capacidade ociosa de nossa indústria. São poucos os novos empreendimentos fora dos setores ligados a petróleo e mineração. Já não se fala em biocombustível e nada foi feito para que nossa produção de etanol crescesse a ponto de ganhar mercados externos. A livre empresa trabalha sem apoio oficial. A Petrobrás , como se sabe, implica com o etanol desde o inicio.....
Pedro Bondaczuk

Como Cabral falava

A pronúncia das palavras da língua portuguesa, atualmente no Brasil, por incrível que possa parecer, é semelhante à usada nos tempos do descobrimento do País, em fins do século XV e início do XVI em Portugal. Enquanto na metrópole, contudo, ela sofreu enormes modificações, por influência principalmente do galego, aqui conservou as características básicas de então. As formas de pronunciar as palavras tornaram-se tão diferentes, nos dois países, a ponto do português falado em cada um deles não parecer ser o mesmo idioma, embora, evidentemente, o seja.
Bruno Peron Loureiro

Paroxismo de esperança

A proclamada "liberdade" é a que permite que alguns países brinquem com nações inteiras como se estivessem jogando pôquer, inclusive com recurso a blefes. Os modos pueris fazem-nos acreditar que, se a partida não acabar bem, basta recolocar as cartas. O descaso com nações soberanas, ainda que pequenas e islâmicas, é típico de pujantes caras-de-pau, que, no estilo EUAno de achar que governa o mundo, fustigam, por exemplo, o Irã impondo-lhe sanções econômicas deletérias e imprudentes.
Herivelto Quaresma

“Se, para entrar no Conselho de Segurança, é preciso ser subserviente, é preferível não entrar”

Celso Amorim, nosso ministro: “Se, para entrar no Conselho de Segurança, é preciso ser subserviente, é preferível não entrar”. Hillary Clinton que se conforme com sua política belicista e imperialista. Esse ministro é do Brasil e, felizmente, não é do mesmo espécime que nossos jornalistas. Outra pergunta que os jornalistas costumam fazer, há pelo menos 10 anos – imaginem o tamanho da paciência requerida – é em relação à pretensão do Brasil de ser um membro permanente do Conselho de Segurança. Estas últimas ações, perguntam em uníssono, não “atrapalharia” tais pretensões?
Bruno Peron Loureiro

Gastos militares na América do Sul

É a paz um projeto utópico? Tema recorrente de uma filosofia imprescindível. O Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz de Estocolmo alerta sobre o aumento de fluxo de armamentos ao redor do mundo. Corrida armamentista é um tema que se tinha por soterrado até pouco tempo atrás, quando os números escancararam o aumento de investimento bélico e de preocupação com as "regiões de tensão", como América do Sul, África Setentrional, Oriente Médio, Ásia Meridional e Sudeste Asiático.
Ronaldo Silva

O que é a escravidão?

Com relação à escravidão, quando abordamos tal assunto vêm-nos a memória a imagem e entendimento clássico do negro africano, subjugada no processo colonial mercantil europeu no século XV-XVI. Dentre todos os países da Europa Ocidental, o que mais ressaltou no processo escravizatório que nos quantifica etnicamente afro é Brasil-Portugal.
Bruno Peron Loureiro

O rugido da Quarta Frota

Nenhum país, por mais fechado que seja, é capaz dentro da sensatez de ignorar a inserção internacional e os processos globais de articulação dos povos e das economias. A China e o Japão, respeitando os matizes, exemplificam sistemas que se abriram ao mundo e tornaram-se países poderosos. Os excessos de inspiração telúrica, porém, induzem à deformação da harmonia internacional em proveito de poucos países, que não escondem a ganância e a volúpia de tomar para si.