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Rubens Turci

O que é o Śuddha Dharma? – Parte 02

Dissemos, anteriormente, que o śuddha (essência, puro) dharma (sagrado) constitui a matéria, por excelência, de que trata a Bhagavad Gītā. Necessitamos, agora, aprofundar este ponto. A essência do sagrado (śuddha dharma) não é algo que possa ser “conhecido” pelo estudo teórico de qualquer Escritura. Do mesmo modo que o conhecimento detalhado do mapa de uma cidade não possibilita ao sujeito o mesmo tipo de experiência de quem, de fato, percorre todos os seus caminhos, assim também se dá no âmbito do śuddha dharma. Não basta estar familiarizado com textos e aspectos teóricos relativos ao sagrado. É necessário percorrer os caminhos, identificar as paisagens e aprender a distinguir todos os sinais que vão se apresentando para saber o momento de parar, de virar, os locais que se deve visitar, ou evitar, e assim por diante. Assim como as demais Escrituras,
Rubens Turci

Chico Xavier e a Bhagavad Gita: a batalha do ser

Antes de me referir ao texto da Gita propriamente dito, quero ressaltar dois pontos. O primeiro, diz respeito à ética, conforme expressa na famosa frase de Sócrates, proferida logo após o seu julgamento, quando fora condenado à tomar a cicuta. O segundo ponto liga-se ao primeiro por discutir a natureza mesma da ação e como ela se vincula ao mistério da renúncia, que faz com que a ação seja, a um só tempo, caridosa, amorosa e perfeitamente ética.
Rubens Turci

Chico Xavier e a Bhagavad Gita: espiritualidade e heresia

Hoje é comum ouvir-se falar em ‘espiritualidade nativa’, ‘espiritualidade feminina’, e assim por diante, para designar aquilo que as religiões institucionalizadas nem sempre conseguem abranger. O termo funciona como um esforço para unir, antes que para dividir. Em linhas gerais, define-se ‘espiritualidade’ como a vida interior e o conjunto de práticas que a sustém, sem que isto se dê necessariamente em associação com qualquer religião institucionalizada. É através deste termo que se pode colocar juntos, sob uma mesma categoria, pessoas tão distintas quanto o Bispo Desmond Tutu, Dom Helder Camara, Gandhi, Tolstoy, Joana D’Arc e o Dalai Lama Tenzin Gyatzo, por exemplo. O termo ‘espiritualidade’ empresta fôlego novo para lidar com as antigas divergências e se apresenta com um bom candidato para substituir o papel que se atribui à ‘religião’.
Rubens Turci

Chico Xavier e a Bhagavad Gita: a disciplina do coração

Isto me fez pensar na obra de Chico Xavier e como ela se relaciona com a antiga disciplina do coração, fundada no amor, conforme a exposição de Krishna à Arjuna na Bhagavad Gita. Os romances de Chico Xavier trazem ao ocidente esse aprofundamento sobre a disciplina introduzida por Cristo. A sua obra retrata a relação do ser humano com a divindade que reside no coração e a sua lei, mantendo-se fiel à simplicidade do Sermão de Cristo e, ao mesmo tempo, tratando de alguns detalhes mais técnicos que só aparecem na Bhagavad Gita.
Rubens Turci

Chico Xavier e a Bhagavad Gita: a experiência do olhar

A alma também poderia ser identificada e interpretada em termos de alguns sinais mais fundamentais . Esta capacidade natural de interpretação manifestar-se-ia, nos seus níveis mais rudimentares, por exemplo, como um sentimento de simpatia ou antipatia que um ser desperta no outro, sem que se saiba ao certo a razão.