Sou flamenguista sim, e daí?
A verdadeira história de uma flamenguista.
Creio que essa real história poucas pessoas gostariam de dizer que é sua.
Houve um tempo em minha vida que tudo era sonho plantado em meu coração. Eu filha caçula de uma família de 04 irmãos. Casa bonita, brinquedos, cama macia, mesa farta, abraços emocionados a cada chegada da escola, infância perfeita.
Sempre ouvia a minha mãe alertar a todos quanto à violência urbana, pedindo sempre para que meus irmãos ficassem de olho em mim, e meu pai, nossa, brincar depois das 21 horas mesmo na porta de casa, nem pensar. Mas o que seria violência urbana num lar de sorrisos, abraços, fartura……
Dia primeiro de julho de 1974, isso mesmo, 35 anos já se passaram. Hoje é a primeira vez em minha vida que relato tal acontecimento. Descobri que estou forte. Tenho certeza de que ao terminar meu breve relato serei outra pessoa, por que me sinto em condições de lembrar esse dia, até mesmo escrever sobre ele.
Até esse dia que em meu intimo sempre chamei de dia D, ninguém havia me ensinado o que seria sofrimento, distância, dificuldade. Tudo de uma hora para outra virou um enorme quebra-cabeça no qual as peças custavam a encaixar-se, por que eu só sabia o que era ser uma criança feliz.
Madrugada do dia 01 de julho de 1974, depois de abraços emocionados para mais uma noite de sono tranqüilo, contei a minha mãe sobre todas as coisas boas do dia, em seguida embarquei num sono profundo.
De repente, um barulho ensurdecedor de tiros, hoje posso dizer que eram tiros, mas naquele dia não sabia do que se tratava. Barulho de muitas pessoas correndo, gritos, mais tiros. Eu imóvel na minha cama, um de meus três irmãos entra no meu quarto me tira violentamente da cama e me lança pela janela quarto, por sorte a casa onde eu morava era de um único pavimento e fui lançada no imenso jardim que minha mãe e meu avô cuidavam como se fossem ganhar um troféu.
Mais barulho de tiros, muitas pessoas correndo, se jogando uma sobre as outras. Dois homens vieram correndo em minha direção, mais disparos, então resolvi involuntariamente correr sentido a rua, corri, corri, não entendia e não sabia por que corria, caí no chão. Um senhor ajoelhou-se ao meu lado e, com os olhos cheios d’água abraçou-me.
Ouvia pessoas gritando, pedindo ajuda. Via as luzes vermelhas e piscando dos carros da policia.
Vi a blusa desse senhor, era uma blusa vermelha com listas pretas, continuamos abraçados, eu sentia muita sede, frio, pois vestia apenas um pijama de flanela e pés descalços, esse senhor me colocou no colo, levou-me a casa dele e me disse: fique aqui, você está segura agora, tudo vai acabar bem, fique aqui, atrás de mim estava a mulher dele uma senhora portuguesa, que atônita perguntava a ele: o que está acontecendo? Ele sem responder, saiu.
Naquele momento a ansiedade estava de encontro marcado com o desconhecido. Ninguém consegue mesmo controlar os trilhos do futuro, comigo foi assim, estava deixando precocemente de ser uma menina feliz para vivenciar a mais amarga das realidades.
A violência que tanto ouvia falar havia penetrado em minha casa. Isso mesmo! fui apresentada a senhora violência. Minha casa estava invadida por diversos homens armados em busca de jóias, dinheiro e outros objetos de valor, meu pai no afã de defender seu lar reagiu bravamente. Vizinhos chamaram a policia que também sem nenhum preparo (pior do que nos dias atuais) invadiu a fim de conter os marginais – saldo real – 11 mortos – dentre eles meu pai, minha mãe, e meus irmãos, quatro marginais e dois policiais.
O meu querido irmão mais velho. Há o mais velho, lindoooo, não que os outros também não fossem, mas meu querido Doge – ele salvou minha vida ao me lançar bruscamente pela janela.
Daí pra frente, a mudança, meu coração balançava entre a surpresa do novo e a saudade. A mudança que viria, agora eu teria que morar com minhas avós. Como e a quem pedir os afetos que eu conhecia?
Criada sem regras, sem educação e sem Deus. Mas eu era feliz dentro da minha tristeza que era fato consumado. Via apenas um instinto, uma órfão diferente dos demais, descobri que não havia lobisomem nem alma penada.
Um dia voltando da escola, a qual estudava durante todo o dia por ser um semi-interno, vi muita luz. Quanta gente! Onde estão indo? Perguntei-me. Todas vestidas com a camisa igual à daquele senhor que me deu o mais valioso dos abraços, e que hoje com certeza tem um lugar bem especial ao lado de nosso criador, as pessoas cantavam, balançavam bandeiras e ecoava um coro como canários aos meus ouvidos.
Desci e perguntei? O que está acontecendo? Incrédulo um grupo me respondeu: é MENGOOOOOO, como assim, retruquei, menina MENGOOOO, o melhor, o mais querido, outro ao seu lado logo disparou, isso é coisa de homem, e você é uma menina, volte para suas bonecas.
Imediatamente, a menina transformou-se num moleque, respondi: não quero seu julgamento, eu vou aonde vocês forem! E assim fiz, eles paravam, conversavam com mais e mais pessoas. Enfim eu estava no olho do furacão, no meio de uma das maiores torcidas organizadas a RAÇA RUBRO NEGRA.
Vendo que não teria jeito de se livrarem de mim, um deles falou: como você pretende entrar no Maracanã, você tem dinheiro? Eu respondi: não. Tem ingresso? Novamente respondi: Não. E mais uma vez ele aos deboches perguntou: vai pular o muro? Instantaneamente respondi: Sim, vou. Gargalhadas sem fim…….
Pulei o muro, mas eles me ajudaram, pois uma vez em cima do antigo muro do Maracanã só teria uma saída pular, por que do outro lado estava os guardas.
Já dentro do Maracanã, uma sensação indescritível tomou conta de mim. Era uma euforia por estar livre, que se misturava a um medo do desconhecido, acompanhado por uma curiosidade de desbravador. Era um clima festivo.
Flamengo Campeão carioca.
Se eu tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual eu sou Flamengo, a palavra seria UM ABRAÇO. E mais para mim:
O Flamenguista não liga se você não sabe dançar, ele se levanta e dança com você seja qual for o seu ritmo.
O Flamenguista são pessoas boas, não são grosseiras com garçom.
O Flamenguista é seu amigo mesmo que você não seja Flamengo.
É preciso ter força, coragem e ser gentil para ser Flamenguista.
O Flamenguista é firme, não baixa a guarda e tem coragem por que quando perde, sabe perder com classe.
Sou feliz por se Flamenguista, mas choro quando vejo que a felicidade se transforma em vandalismo numa comemoração com saldo de pessoas machucadas, objetos destruídos, vidas furtadas e consequentemente lares destruídos. Essas pessoas não são verdadeiramente Flamenguistas, querem apenas se fazer dizer que são FLAMENGO e posar de celebridade em nome da maior torcida.
Elas não levam o carinho na camisa, não merecem participar de nenhuma torcida, essas pessoas são seres sem luz que não sabem nem porque elas vivem. Apenas passam por nossas vidas deixando seu rastro de crueldade.
Mas por outro lado, se você quiser se meter em complicação critique o Flamengo perto de uma mulher flamenguista, assim como eu, em final de campeonato. É bem provável que assim que você abrir a boca, ela vai ficar com o coração acelerado, os olhos saltados, siga meu conselho saia de perto, você pode estar preste a acordar um vulcão adormecido. Por outro lado, se você tiver sorte do FLAMENGO estar ganhando, ela te dará um olhar tão fulminante de deixar qualquer ser vivo paralisado.
Há outra coisa que não cabe nos Flamenguistas é essa afirmação antagônica de que tudo que é bom dura pouco é desculpa dos fracos e invejosos, tudo que é bom, dura o tempo de se tornar inesquecível.
Eu vou desfrutar por muito, muito tempo o presente divino do domingo dia 06 de dezembro de ver um mar vermelho e preto cobrir o Maracanã, ao som de “ UMA VEZ FLAMENGO, FLAMENGO ATÉ MORRER… E AINDA PARA ARREPIO “…SEMPRE TE AMAREI, ONDE ESTIVER ESTAREI OHH MEU MENGOOOO, TU ÈS TIME DE TRADIÇÃO, RAÇA AMOR E PAIXÃO.OHH MEU MENGOOOO……
Lembre-se é o caráter de verdadeiros Flamenguistas que mantém o poder da alegria.
Com Carinho,
Denildes Palhano
Mulher, Carioca, Advogada, Salgueirense e, claro…. Flamenguista sim, e daí?
Por Denildes Palhano, em 10/12/2009 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























Siga a Revista Debates Culturais pelo
Curta a Revista Debates Culturais no 


Mais uma vez parabéns pelos textos maravilhosos que você sempre escreve; e mais uma vez não poderia de parabenizá-la, não só pelos textos e sim por ser um exemplo de ser humano maravilhoso que você é.
Dizer simplesmente o que é ser uma flamenguista é muito fácil, agora expor um relato de vida como o seu, tem de ter muita coragem, existem pessoas que tentam comparar-se a você, mas isso é ÍMPOSSÍVEL, pois ser DENILDES PALHANO, É SER DENILDES PALHANO E DAÍ?
QUE DEUS TE ABENÇÕE SEMPRE
BJOS
Me falta palavras. Só invejo coragem. E como sou Flamengo apoio e digo mais, essas pessoas são VÂNDALOS. As autoridades deveriam expor as fotos desses Vândalos e proibir a entrada deles nos jogos.
Vândalos que se repetem ao longo da história desse clube, em todos os esportes, em todas as modalidades e em todas as décadas. A própria história do futebol carioca é um exemplo, quando o flamengo era um clube de elite que impedia que negros, pobres, mulatos e operários vestissem a sua camisa e participassem do seus quadros.
Em uma sociedade de massa, com mídia massificada, comida massificada, política e ambientalismo massificados metamorfoseados em “globalização”, “Coca-Cola para todos”, e controlados por uma grande “sístase grega” ao estilo mais moderno de Michel Foucault, o flamengo nada mais é do que o nosso representante tupiniquim para a massificação do futebol.
Isso é muito diferente de ser POPULAR (do latim “populare”, o que vem do, ou surge do próprio povo: hábitos populares). Ser flamengo, hoje, não vem do povo. Vem dos interesses consumistas, daqueles que desejam atingir para vender ou controlar. Nem que seja vender ideias. Novamente, controle, Foucault, etc..
É o fim real e direto da democracia até no esporte, pois todos são impostamente, sim, “flamengo, e daí?”
Seu texto é belo, o tema é negro. Sem o rubro. Só se for de vergonha para quem possui senso crítico.
De qualquer forma, parabéns! Desperta “debates culturais”.
Aqui vai um exemplo do que é ser flamenguista ao longo da história:
“Sport ameaça processar veículos que tratarem o Flamengo como hexacampeão.
O Sport Clube do Recife vai processar os veículos de comunicação que tratarem o Flamengo como hexacampeão brasileiro.
“Estamos examinando todas as matérias. Estamos dispostos a entrar com uma ação contra os veículos que causarem algum tipo de dano moral para o Sport ou dano material para os patrocinadores”, afirma Eduardo Carvalho, vice-presidente jurídico do clube.
O motivo é o polêmico campeonato de 1987. O time pernambucano é reconhecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como o campeão, mas o Clube dos 13, que organizou a Copa União, considera o clube carioca o vencedor do título naquele ano. Com isso, o Sport argumenta que o Flamengo é apenas pentacampeão.
“O órgão máximo do futebol considera o Sport como campeão em 1987, mas grande parte da mídia considera o Flamengo como hexacampeão. Então, o Sport não é campeão de nada?”, ironiza.
De acordo com a CBF, o Flamengo terminou o campeonato daquele ano na terceira posição. Para Carvalho, a imprensa não retrata esse fato.
“Todo mundo está achando que o Sport é contra a imprensa, mas não é isso. Uma pessoa pode considerar que em 1987 o Flamengo tinha o melhor time e até considerá-lo campeão. Isso é uma opinião dela e o clube não vai processá-la. Agora, o veículo de comunicação que homologar o título que o Flamengo não tem, vamos processar”, explica.
A diretoria do Sport divulgou em seu site um comunicado à imprensa, ressaltando sua indignação sobre o fato. “Não pode o Sport calar-se diante de uma informação dessas – pois isso seria negar à sua imensa torcida e a seus sócios o direito legítimo de manter intocável seu título de Campeão Brasileiro em 1987, proclamado pela CBF e garantido por todos os tribunais competentes”.”
Essa é a nossa mídia, sempre transparente como vidro pintado de negro. De preferência sem o rubro, de novo.
NETVASCO – 07/04/2009 – TER – 18:35 – OS 85 ANOS DA ‘RESPOSTA HISTÓRICA’
Há precisamente 85 anos, no dia 7 de abril de 1924, o Club de Regatas Vasco da Gama produziu um dos documentos mais importantes da história do esporte mundial, que ficou conhecido como “A RESPOSTA HISTÓRICA”.
O documento, redigido em poucos parágrafos, comunicava ao sr. Arnaldo Guinle, presidente da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), liga recém-fundada pelos cinco clubes mais influentes do Rio de Janeiro na época (América, Bangu, Botafogo, FLAMENGO e Fluminense), que o Vasco preferia não fazer parte da nova entidade a ter que se submeter à exigência de eliminar de seus quadros 12 atletas, a maioria deles negros, mulatos, nordestinos ou pobres, considerados pela AMEA jogadores “de profissão duvidosa”.
Desta forma, o Vasco manteve-se na LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres), liga na qual, enfrentando os cinco “grandes”, conquistara o Campeonato Carioca de 1923, e disputou em 1924 um campeonato esvaziado contra equipes de menor expressão, sagrando-se campeão com 16 vitórias em 16 jogos.
Em 1925, o Vasco foi admitido na AMEA de forma incondicional e voltou a enfrentar os “grandes” com seus atletas negros, mulatos, nordestinos e pobres.
Uma reprodução da “RESPOSTA HISTÓRICA”, este verdadeiro marco da luta do Club de Regatas Vasco da Gama contra a discriminação social e racial no esporte brasileiro, pode ser vista nos dias de hoje na Sala de Troféus da sede de São Januário, encimada pelo seguinte lembrete: “Sem o Vasco, o futebol brasileiro não teria conhecido Pelé”.
A RESPOSTA HISTÓRICA
“Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.
Ofício nr. 261
Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle
M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos
As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.
Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.
Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.
Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.
São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.
Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.
Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado
(a) Dr. José Augusto Prestes
Presidente”
O CASO DAS PAPELETAS AMARELAS
VER OS VÍDEOS EM
http://www.blablagol.com.br/papeletas/
OU AINDA:
http://video.google.com.br/videosearch?hl=pt-BR&source=hp&q=papeletas+amarelas&um=1&ie=UTF-8&ei=iYEiS6rSIIGxlAfz8dn3CQ&sa=X&oi=video_result_group&ct=title&resnum=4&ved=0CBwQqwQwAw#hl=pt-BR&source=hp&q=papeletas+amarelas&um=1&ie=UTF-8&ei=iYEiS6rSIIGxlAfz8dn3CQ&sa=X&oi=video_result_group&ct=title&resnum=4&ved=0CBwQqwQwAw&qvid=papeletas+amarelas&vid=2603245760472378417
EM RESUMO, O QUE ERA? UM ESQUEMA DE CAIXA 2 FEITO NO FLAMENGO PARA COMPRAR ÁRBITROS E JOGADORES, VISANDO A CONQUISTA DO CARIOCA DE 86!!
ESSE ESQUEMA FOI DESCOBERTO EM UMA DAS REUNIÕES DO CONSELHO FISCAL, DEPOIS DE UM BATE BOCA ENTRE CONSELHEIROS A RESPEITO DE UM ROMBO NAS CONTAS DO CLUBE.
UM DIRIGENTE, NÃO AGUENTANDO A PRESSÃO, ACABOU CONFESSANDO A EXISTÊNCIA DE DESVIOS DE RECURSOS E MOSTROU AOS CONSELHEIROS ALGUNS RECIBOS – PAPEL NA COR AMARELA – QUE COMPROVAVAM AS PROPINAS PAGAS AOS ÁRBITROS E JOGADORES (QUEM NEGOCIAVA ESSES PAGAMENTOS ERA O EMPRESÁRIO LÉO RABELO). fONTE: http://www.netvasco.com.br/forum/viewthread.php?tid=5616
Tivemos Eurico, mas que teve uma ótima escola…
Ary Barroso também era locutor esportivo. Torcedor confesso do Flamengo, torcia descaradamente a favor do rubro-negro nas transmissões que eram feitas pelo rádio. Quando o Flamengo era atacado, ele dizia mensagens do tipo:”Ih, lá vem os inimigos. Eu não quero nem olhar.”, se recusando claramente a narrar o gol do adversário. Quando o embate era realizado entre equipes que não fossem o Flamengo, sempre que saía um gol, primeiro ele narrava, e depois tocava uma gaita.
BEM PARCIAL… E ASSIM AJUDOU A CRIAR O “MITO” DO CLUBE VERMELHO E PRETO.
Querido Adìlio mais uma vez o meu instinto feminino falou mais alto – Jamais discutir futebol com você. Você faz juz a estar nesse site, é uma verdadeira aula que acabo de ler. Muito, muito obrigada mesmo, foi um priivilégio ler não só esse texto, como todos os demais que você deu de presente ao povo brasileiro. Sem rasgar seda, seus conteúdos nunca perdem as qualidades didáticas culturais, mesmo numa dura critíca, que diga-se de passagem, sempre construtiva.
Saúde e Paz.
Não posso criticá-la jamais, pois o espaço é livre!!!
Isso não existe.
Combati apenas um ícone pós-moderno que contribui para o mundo caótico no qual estamos vivendo. E o flamengo, com certeza, é um deles, em termos de Brasil.
Mais uma vez, parabéns pelo relato!
Concordo totalmente com a perspectiva traçada pelo Adilio Jorge Marques.
O parecer dele está muito bem justificado e documentado. Só sendo um indivíduo muito alienado pela mídia (principal responsável pela criação do mito em torno deste clube que se auto-declara popular) para não saber como foi montado o ‘histórico’ dos títulos do fla.
Lamentável não é a paixão dos torcedores, mas a falta de esclarecimentos sobre a própria história do clube e a incapacidade de um visão crítica, o que é bem típico nos rubro-negros.
Saudações Vascaínas.
Com todo respeito aos Vacainos, e pricipalmente ao Mestre Adilio Jorge,que sabe colocar muito bem suas palavras sem ofender.
meu caro amigo André!o senhor me chama de alienada, é seria de bom tom se todos os alienados Flamenguistas fossem como eu. Tenho muito orgulho de ser FLAMENGO SIM E DAÍ?
Não sei quanto a sua formação, mas a aliendada aqui, ao qual o senhor desrespeitosamente se refere, é MULHER, MÃE, ADVOGADA,JORNALISTA E ESCRITORA, coisa que até mesmo na torcida vascaina não é tão fácil de se encontrar.
Mas fique tranquilo,quando me lembro do Vasco, me lembro também dos invasores de minha terra, aqueles que roubaram, escravizaram, mataram em nome do Senhor, violentaram nossas mulheres e por ai vai….Há! só pra lembrar. Em todas as torcidas existem VANDALOS, inclusive no vasco.
Fique mais traquilo, para quem já sabe lidar com a perda, superou quatro Câncer e consequentemente fez 23 cirurgias até a presente data e venceu, não será sua colocação,traduzida em ofensa que irá me abalar.
SAUDAÇÕES RUBRO NEGRAS – SOU FLAMENGUISTA SIM E DAÍ?
Prezada Denildes,
Não chamei a senhora de alienada, porque não me dirigi diretamente à sua pessoa. Seria indelicado da minha parte fazer um juízo de valor sobre uma pessoa que nem conheço e não sei absolutamente nada a respeito. Definitivamente, não foi esta a minha intenção.
Acompanho futebol há muito tempo, e estou cansado de ver muitas demonstrações negativas por parte da torcida do seu clube (que indicam um comportamento anti-desportivo para falar o mínimo). Todo flamenguista se acha superior aos demais. Não vejo esta superioridade e nem reconheço isto (a que atribuo ser um produto fabricado pela mídia na imaginação rubro-negra), mas isto é outra história. Espero que não se aborreça comigo pelo fato de eu pensar deste modo. Nem vou entrar no mérito de avaliar sua opinião negativa sobre a influência portuguesa no Brasil, pois não estou de acordo.
Na verdade, eu só enviei esta mensagem para que não pense que tenho algo pessoal contra você.Com os meus melhores cumprimentos.
Saudações Vascaínas.
Cara Denildes,
Sou apenas obrigado a discordar de alguns comentários seus, apenas desta vez, para não “manchar” o nome de nosso personagem histórico:
- O navegante Vasco da Gama nunca esteve no Brasil.
- E os portugueses não foram invasores, mas colonizadores, da mesma forma que os espanhóis, os franceses, os holandeses, os ingleses, etc., mundo afora.
- Não há uma terra brasileira, ou sua, ou de um de nós. O Brasil prima pela miscigenação de várias raças, e este é o símbolo maior do Clube Vasco da Gama, já que ao contrário dos demais clubes cariocas, o Vasco não discriminava pobres, negros, portugueses, ou jogadores de qualquer origem social/racial.
- Escravizar, violentar e matar em nome de “um Senhor” a raça humana o faz desde que existe nesta Terra: egípcios, chineses, hebreus, visigodos, e inúmeros outros. Aliás, faz-se isso até hoje. Ou o que pode explicar o ocorrido nas torres gêmeas de NY em 2001?
- Vasco da Gama não expandiu as terras de Portugal em nome de “um Deus”, mas pelas rotas comerciais em disputa na época. Quem organizou a expedição desde muito antes foi a Ordem de Cristo, mas isso é outra história…
- E temos que acabar de vez com outro equívoco grave: a de afirmar que o Brasil é o que é por causa de Portugal e/ou de nossa colonização lusa. Se fosse assim, a Guiana Francesa seria uma potência mundial! E a Indonésia, colonizada pela Holanda? A América Latina, com os Astecas, Incas, dizimados pela Espanha? E a Índia e sua miséria que perdura até, com influência territorial da Inglaterra e da França?
Assim, a discussão que vale hoje é apenas a clubística, e assim devemos permanecer, pois a rivalidade é saudável. Seu texto está de parabéns, Denildes.
Só que eu terminaria dizendo, devido à mídia tendenciosa que eu não nego:
Eu não sou flamenguista, e daí?
Bjs!