Sobre a devolução do canhão “El Cristiano” da Guerra do Paraguai!

Por em 19/03/2010


El CristianoAcima, Canhão “El Cristiano”, 1894. Atualmente no Pátio Epitácio Pessoa, Museu Histórico Nacional. O local da foto é, provavelmente, o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (construído em 1764). Na época, esta instalação militar era o principal depósito de armas e munições do Exército, no Rio de Janeiro. (fonte: Museu Histórico Nacional)

Neste mês de março de 2010, cumprem-se 140 anos do fim da Guerra do Paraguai. Na verdade, a guerra em si terminou quase um ano antes. Solano López fugiu e os meses finais foram apenas de perseguição e cerco, culminando com sua morte em 1 de março de 1870. Informa-se, agora, que o governo brasileiro devolverá o canhão El Cristiano, fato que produzirá descontentamento no meio militar.

O nome “El Cristiano”, dado ao canhão, veio do fato de ter sido fundido usando o cobre dos sinos das igrejas de Assunção. Lançava balas esféricas de dez polegadas. “El Cristiano” estreou na batalha de “Curupayti”, a maior derrota da Tríplice Aliança na guerra. O exército paraguaio ocultou seus soldados e canhões nas folhagens e atraiu as tropas brasileiras e argentinas num campo aberto, e em seguida abriu fogo, em especial com canhonaços. Morreram 100 paraguaios e mais de 9 mil soldados aliados (metade das forças). O general-presidente argentino Mitre perdeu o comando das forças aliadas a partir daí, retornando à Argentina, e o Brasil assumiu o comando com Caxias.

“El Cristiano” foi levado para Humaitá e se mostrou inútil contra os encouraçados brasileiros. Foi abandonado, na fuga, pelos paraguaios e trazido depois para o Brasil como memória da guerra e da vitória do exército brasileiro.

Se há essa disposição por parte do governo brasileiro, no mínimo o que se pediria é que fosse uma troca. Menos de duas horas de Assunção há um memorial com navios que participaram da Guerra do Paraguai, entre os quais, brasileiros. Uns dois anos atrás foi descoberta a carcaça do navio Rio de Janeiro. Se a decisão de devolver “El Cristiano”, por seu simbolismo, está tomada, que sejam devolvidos os navios brasileiros também.

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Por César Maia, em 19/03/2010 - 00:01. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

43 respostas to “Sobre a devolução do canhão “El Cristiano” da Guerra do Paraguai!”

  1. SERGIO

    Que moral temos pra chamar os portugueses de burros? A “GUERRA DO PARAGUAI” não foi do PARAGUAI e muito menos nossa. Deveríamos chama-la: GUERRA DO INTERESSE ECONOMICO INGLES. Brasileiros, Argentinos e Uruguaios, não passaram de otários, dos ingleses. Aniquilamos um vizinho que era a única POTENCIA que já existiu na América Latina: fabricavam armas, pólvora, tinham bom parque textil, e praticamente não existiam analfabetos nesse pais( de governo SOCIALISTA). Para finalisar, tivemos nossa dívida externa aumentada, para cada PARAGUAIO morto perderam-se quatro do lado “aliado”, navios afundados ou apreendidos etc. E a INGLATERRA? Perdeu seu CONCORRENTE latino. Agora só ela fabricava e vendia: armamentos, tecidos, etc. Sim; e ria da cara dos PANACAS LATINOS. APRENDEMOS? Parece que não! Será que foram mesmo os alemães que afundavam navios BRASILEIROS na segunda guerra? Ou YANKES? Estávamos à milhares de kilometros da guerra. Viviam no BRASIL milhares (senão dezenas de milhares) de Alemães, filhos e netos dos mesmos. Eramos NEUTROS e podemos dizer, até amigos não só dos Alemães, mas de qualquer outra nacionalidade. Entramos sim, por pressão do governo Norte Americano. Afinal de contas, assim que os “alemães” afundavam um navio Brasileiro(na costa brasileira), quase instantaneamente, apareciam os “bondosos yanks” para “socorrer” a tripulação do navio, aos gritos, dizendo que:”foram os alemães”. Eu pergunto: Por que esses “alemães” não atacavam os navios americanos que estavam praticamente ao lado do navio BRASILEIRO? MISTÉRIO!!!!!!

    #580
  2. Carlos Henrique

    O Brasil não começou a guerra, foi forçado pela invasão paraguaia de nosso território, nenhum pais devolve quinhão de guerra.
    Sérá uma vergonha e uma traição o Governo Brasileiro devolver um artefato que tirou a vida de milhares de brasileiros

    #581
  3. Maico Guimaraes

    O governo não pode devolver esse canhão.
    Meu Bisa, participou da guerra. Todos os brasileiros são proprietários desse canhão.
    Não podemos deixar isso acontecer.

    #583
  4. Gustavo Borges

    É preciso denunciar esse caso ao ministério público.

    #584
  5. Fernando Manes

    El Cristiano não pode ser devolvido ao Paraguai.

    O que será que Duque de Caxias e os soldados brasileiros que heroicamente lutaram e deram suas vidas na Guerra do Paraguai diria ao saberem que El Cristiano seria devolvido ao Paraguai?

    Imagine a cena, soldados brasileiros mortos pelos ataques implacáveis e impiedosos de El Cristiano. Imagine a felicidade e a comemoração das tropas brasileiras ao vencerem a guerra e colocarem as mãos em El Cristiano como um troféu.

    El Cristiano é mais que um troféu de guerra conquistado pelo Brasil, El Cristiano simboliza o sangue, o sofrimento, a garra, a vida, a morte, a vitória, a soberania, o patriotismo do Brasil e do seu bravo povo.

    Não podemos nos esquecer que El Cristiano foi usado pelo Paraguai para nos atacar, e muitos soldados brasileiros morreram atingidos pelas balas de El Cristiano.

    El Cristiano é parte incontestável da nossa história, história gloriosa, El Cristiano é parte indispensável do nosso patrimônio histórico.

    Se vamos devolver El Cristiano ao Paraguai, então teremos que devolver o Brasil à Portugal, ou então vamos requisitar que Portugal devolva tudo que nos tirou em séculos de exploração, ou então vamos ter que invadir o Uruguai para reconquistar o nosso território, ou atacar a Bolívia para pelo menos reconquistar a nossa dignidade com relação a Refinaria da Petrobas que nos foi roubada por Evo Morales, vendida sobe pressão à preço de banana.

    A devolução de El Cristiano vai abrir um precedente muito perigoso, terá muito pais mundo à fora que irá reivindicar seu “patrimônio” que encontra-se em nossos museus.

    El Cristiano foi conquistado em uma guerra sangrenta, conquistado.

    Agora, só esta faltando pedir perdão ao Paraguai pelo massacre do povo paraguaio, alem de devolver El Cristiano ao Paraguai poderíamos também dar um pedaço do nosso território à eles, pois, com certeza a nossa história, a nossa soberania, a nossa dignidade nos vamos encaixotar junto com El Cristiano e mandar para Assunção.

    Tenho vergonha em ver nossa história, a memória dos nossos heróis nacionais sendo tão desrespeitada e desvalorizada, se Duque de Caxias tivesse aqui ele jamais permitiria tal ato.

    Espero que o Exército Brasileiro interceda neste assunto, em respeito a sua própria memória e a sua gloriosa história.

    #585
  6. HELDER GOMES

    Sou totalmente a favor de que o nosso pais devolva o espório dde guerra, porem é oportuno que o governo brasileiro faça uma réplica do canhão e o coloque exatamente no local de exposição no museu nacional com um cartaz contando a história do canhão e os motivos da devolução. Isso iria atrás muitas pessoas ao museu. “VAMOS FAZER HISTÓRIA COM A PRÓPRIA HISTÓRIA”. Por favor façam isso chegar ao Minstério da Cultura.

    #586
  7. José

    Quem mandou votar no Lula….

    #587
  8. Marisa

    Como podemos honrar nossos mortos?
    Alguém lembra o significado da palavra dignidade?
    Já foram esquecidos nossos heróis?
    Morreram em vão? não é o canhão que está no jogo político…
    É a honra de ser militar.
    É a honra de lutar pelo país, de defender a pátria.
    Está na hora de rever nossa história.
    Ou história é pra ser esquecida?
    Por favor o povo precisa ter acesso a história e seus registros.

    #588
  9. Abilio Pimenta

    Contestando as afirmações do “SERGIO”, o Brasil foi forçado a entrar na guerra pois teve seu território invadido pelo Exército Paraguaio, é claro que a Inglaterra lucrou com essa guerra, mas se não tivessemos vencido hoje não teriamos parte do Mato Grosso do Sul e toda a Região Sul do Brasil, pois a intenção de Solano Lopez era uma saída para o mar que possibilitasse a exportação dos produtos paraguaios. Contudo, precisava ele invadir nosso território? E quanto a fabricação de armas e outros produtos destacado por ele, alguns países já fabricavam principalmente armamento.
    A segunda guerra também foi citada pelo fato do Brasil ter lutado ao lado dos Aliados (EUA, Inglaterra, Canadá, etc…), porém a CSN e a Base Aérea de Natal saíram de acordos firmados em troca de apoio nesse conflito.
    Bom, é uma pena que parte da nossa história tenha sido banalizada, pois esse canhão representa acima de tudo o sacrifício daqueles irmãos brasileiros que tombaram nessa guerra que foi o maior conflito armado da América do Sul, e se alguem alegar que é para curar alguma ferida aberta eu não estou nem aí para a história Paraguaia. Imaginem se se eles tivesem conseguido a tal “saída para o Mar”, hoje eles nos devolveriam a parte do território conquistado?
    E só nos resta lamentar.

    #589
  10. Rodolfo

    Como brasileiro eu me sinto extremamente desvalorizado com a intenção do governo do Brasil em devolver este canhão. Como em qualquer disputa, seja ela uma guerra ou uma partida esportiva, os louros ficam para aqueles que vencem. Ainda mais nesse caso, que a vitória foi às custas de vidas brasileiras, que de maneira nenhuma deveriam ser desrespeitadas, mesmo depois de tantos anos. É lamentável que a diplomacia brasileira esteja praticando nessa politicagem internacional ao invés de exercer o seu papel defendendo a soberania, a honra e memória nacionais. Como brasileiro e patriota, fiquei mesmo muito irritado com essa atitude. RRA.
    “Um povo sem património, é um povo sem referências. Um povo sem referências, é um povo sem memória.Um povo sem memória, é um povo sem futuro”.

    #591
  11. Issoi p/ mim é a maior babaquice, onde já se viu usar um canhão desse em um campo aberto, isso é só p/ infantaria.
    Quem escreveu o texto não tem conhecimento do assunto, meu pai serviu em 54 na fronteira com o paraguai, e ele falou que esse tipo de armamento era usado p/ atacar navios pois ele era estatico instalado em um ponto estrategico.
    Esse trombolha era carregado a cada 5 minutos, seria necessario 5 anos e 2 meses p/ matar 9000 inimigos atirando dia e noite, sem errar um tiro, e todos não poderiam se mover, Tenha dó!!!

    #593
  12. CIDO

    Acho que o pai do Dario serviu em uma unidade errada. Em 54 não se usava mais esse tipo de armamento, portanto, nenhum militar recebia instruções de como usar tal artefato. Não duvidem que tal dispositivo tenha sido usado para conter o inimigo e ele não foi usado sozinho, foi usado em conjunto com outras armas. Quanto em devolvê-lo, que também nos devolvam os equipamentos de guerra que são nossos e que estam expostos num museu perto da capital, Assunção, como troféus de guerra capturados de nosso País e que pessoas que estavam neles, morreram para defender nosso território.

    #595
  13. Jr.

    Essa choradeira paraguaia enche o saco, fala sério!!
    Primeiro é Itaipú, depois o canhão agora os arquivos de guerra.
    Que mais nossos “hermanos” perdedores de primeira vão querer que o Lula vai correndo arriar as calças pra eles?
    Serra na cabeça!! O Brasil é para os brasileiros!!
    Certo era o que se falava na ditadura: Brasil: Ame-o ou Deixe-o.
    Bye Bye Lula e Yapirona pros paraguaios.

    #597
  14. Marco valério Vuolo Marques

    A Guerra do Paraguai foi um dos maiores genocídios da história da humanidade, senão o maior se considerarmos o número de mortos percentualmente a população do Paraguai na época. As estimativas variam, mas com certeza a quase totalidade da população masculina foi dizimada (alguns estudos afirmam que mais de 99,5%). Atrocidades como massacres de grupos de crianças, mulheres e idosos mancharam a história de nosso País. Sim! Paraguaios também invadiram nossas terras e praticaram barbáries, mas um erro não justifica outro.
    Alguns historiadores recentemente, a meu ver, na ânsia de provar diferentes teses querem imputar aos governantes paraguaios da época um maior grau de culpa, afirmando que a conspiração inglesa não existiu. Ora, com certeza a guerra não era um desejo de todo inglês, aqueles que fabricavam artigos supérfluos, por exemplo, não queriam a guerra. Mas pergunto: E aos fabricantes de armas interessava? A toda indústria ligada à guerra (naval, metalurgia, vestuário (uniformes) interessava? Aos banqueiros ingleses interessava? A resposta será sempre sim.
    Fomos levados a uma guerra, seria melhor dizer carnificina. Duas enormes nações, Brasil e Argentina e o nanico Uruguai (sem querer ser pejorativo) bancados, motivados e apoiados MILITARMENTE pelo Império Britânico destruíram a nascente potência guarani. Sim! Nascente potência, livre e soberana.
    Os incultos (mais uma vez não quero ser pejorativo) que não escrevam sem conhecer o mínimo sobre o assunto um pouco mais profundamente. Estes que leiam, estudem antes de tecerem seus comentários, porque se o fizerem podem se arrepender futuramente. Não sejam levados pelo falso e ignorante patriotismo. Não ofendam este povo massacrado e descaracterizado pelo “holocausto paraguaio”. Sejamos justos. Sejamos honestos. Sejamos íntegros. Sejamos antes de tudo um povo que saiba reconhecer seus erros.
    E erramos… Saibam que o então pequeno pais em meados do século XIX era uma nação próspera, com índice de analfabetismo próximo ao zero, exportadora, não de muamba, como hoje, mas com uma indústria nascente que fazia frente aos produtos ingleses.
    Solano Lopéz queria uma livre e justa passagem para o mar, o que ajudaria a exportação dos produtos guaranis. Os impostos para as embarcações paraguaias que tinham como única saída o “Rio da Prata” aumentavam. Brasileiros e argentinos começaram a minar os sonhos paraguaios intervindo na política interna uruguaia.
    Lamentavelmente historiadores modernos querem valorizar por demais outras razões ligadas aos processos de construção dos Estados nacionais envolvidos. A verdade é: Os ingleses queriam a guerra e a guerra se fez, ou melhor, fizemos a guerra para eles.
    El Cristiano, o Cristão, deve ser devolvido ao Paraguai, assim como qualquer artefato brasileiro deve ter destino inverso. Mais do que isso – DEVERÍAMOS INDENIZAR O POVO PARAGUAIO PELA DESTRUIÇÃO E ANOS DE OSTRACIMOS QUE A ELES IMPUSEMOS, OBVIAMENTE COM MAJORITÁRIA PARTICIPAÇÃO INGLESA.
    Causa para um tribunal internacional. Muito mais que a luta por um canhão.

    #630
  15. Ilian Garathorm

    Estou com o Marco Valério.
    É obvio que a guerra foi financiada pelos piratas ingleses.
    O Paraguay estava, sim, ameaçando a hegemonia dos ingleses na América do Sul.
    O que ficou dessa guerra, a maior carnificina das américas, um país sem líderes, sem mercado, sem população, que vive até hoje na marginalidade da história.
    E a nossa divida externa impagável.

    #661
  16. Gen Franco

    Serginho, (inho mesmo)

    pq vc nao estuda de verdade e para de ficar repetindo cliches eskerdistas !!!!

    Seu socialista burro !!!!

    #663
  17. Fabio

    Sérgio, vai estudar um pouco mais de História. Você está fraco nessa matéria ou foi influenciado por essa esquerda (pior de tudo, paraguaia) que insiste em deturpar o que realmente aconteceu.

    #683
  18. Ernesto

    Respeito à História, à Memória,
    à Vida e à Morte de Heróis

    “Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria”. Ten Antonio João

    Ernesto Caruso, 31/03/2010

    O Paraguai é uma nação amiga. As suas Forças Armadas mantêm nos nossos estabelecimentos de ensino alunos nos níveis de formação, aperfeiçoamento, de comando e estado-maior, em perfeita integração, além da Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai, de há muito contribuindo nesse bom relacionamento, sem antagonismos por conta dos antecedentes históricos. Os heróis de ambos são reverenciados nas cerimônias, lá como cá, com a presença de militares que lhes prestam continência. Solano Lopes e Caxias são símbolos para as suas pátrias e se enfrentaram na Guerra da Tríplice Aliança.
    A História não se apaga. As guerras de ontem marcaram uma época, mortos e feridos se imolaram, sofreram as vicissitudes dos campos de batalha, vivos voltaram, escreveram as sua epopéias, cólera, granadas e baionetas sangraram corpos, sepultaram combatentes, vitórias e derrotas forjaram heróis contra o invasor expansionista adentrando no Mato Grosso e se lançando até o Rio Grande do Sul.
    O sofrimento da Retirada da Laguna, registrada por Taunay, lancetou mais a alma do que o corpo atingido pelos projéteis inimigos.
    Quanto sacrifício nos campos de batalha, na logística difícil, nas atividades produtivas, no esforço de guerra das gentes mesmo longe dos combates, alimento escasso, sem medicamentos, rezando por seus patriotas, parentes e amigos.
    Há que se refletir hoje, sentindo essa luta de 1864 a 1870, distante dos centros do poder nacional, restritos no litoral.
    A natureza humana impõe a preparação para guerra. O mundo de hoje e de sempre não se esconde de ninguém por maior vocação pacifista dos pregadores. Mata-se no presente em nome de Deus como no passado, só que com armas mais aperfeiçoadas.
    O sentimento patriótico precisa ser despertado, ensinado. Os Símbolos Nacionais são o esteio dessa formação, mantendo acesa a necessidade de uma estrutura para defesa do território onde nascemos, como foi nos tempos pretéritos, hoje um tanto descuidada. Os troféus de guerra fazem parte da História, demonstram físicamente o sangue derramado pelos antepassados como lição vista, sentida e admirada, não como menosprezo ao povo que empunhou armas contra o Brasil em qualquer tempo. Um homem faz a guerra. Fez mais uma, e coube aos brasileiros defendê-lo.
    Somos e seremos o que fomos como Nação.
    O canhão El Cristiano da Fortaleza de Humaitá é um símbolo da Guerra da Tríplice Aliança, com toda a força que transmite às novas gerações o valor do soldado brasileiro, dentre outras peças que repousam nos museus e ilustram os compêndios de História.
    São propriedades da Nação, enriquecidas por acervos doados por descendentes de ex-combatentes de todos os tempos. Não podem ser dilapidados, descuidados por gente que não tem compromisso com o passado de luta e de glórias.
    O Paraguai já recebeu com elevada deferência a devolução de objetos pessoais de Solano Lopes, numa demonstração de boa vontade, amizade e respeito. Mas, que tal fato não se estenda aos demais troféus e nem signifique um arrependimento, a confissão de um erro ou o pedido de perdão pelas ações de guerra em defesa do território invadido, afrontado e de desgraças sofridas por quem estava pacificamente guardando e produzindo nas fronteiras em 1864 e não nos palácios de Brasília em 2010.
    29 de dezembro de 1864. Colônia Militar de Dourados. Mato Grosso. Tenente Antonio João Ribeiro do Exército Brasileiro — hoje Patrono do Quadro Auxiliar de Oficiais — no comando de uma guarnição isolada com um punhado de bravos, incluindo quatro civis e uma mulher, não se rendeu diante da força inimiga. Tombaram sob os tiros de mais de 200 bocas de fogo. Deixou uma lição que se deve guardar no peito, escrita na simplicidade das letras e na grandeza do sentimento:
    “Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria”.
    Assim, antes de se efetivar a devolução do canhão, há que se ouvir a Associação de Ex-Combatentes do Brasil, com representação nacional, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro que nasceu em 1838, o Instituto de Geografia de História Militar do Brasil, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil, a Liga de Defesa Nacional, ou será mais uma afronta às Forças Armadas que cumpriram e cumprem a missão de defender o país e aos descendentes dos vitimados pela guerra.

    #684
  19. luiz antonio pinto

    Srs.

    O presidente do Brasil não é dono da historia da nossa Patria, portanto não tem autoridade moral para doar um patrimonio da nação brasileira.
    Lembramos que o Paraguai é que tomou a inciativa de declarar guerra ao Brasil, aprisionando navios, autoridades, invadindo o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul, de forma traiçoeira e covarde, matando e violentando as populações civis daquelas regioes.
    Ate hoje o Paraguai só nos da problemas : trafico de drogas, de armas e querem espoliar os brasileiros que trabalham a terra em seu pais, uma vez que seu povo é indolente e incopetente para o trabalho.
    O povo brasileiro deve se unir contra estas aberrações do governo atual, mostrando nas proximas eleições o seu descontentamento com os vendilhoes da Patria.

    #698
  20. vamo da um tiro com o el cristiano no paraguai

    #715
  21. quem não entende de história,ao ler o que o Marco Valério diz,pensa que ele é o gênio do conhecimento,mais na prática vejo que é um tremendo otário e anti-patriota,além de dizer vários absurdos,ainda diz que o governo brasileiro deveria indenizar o país invasor do tirano e sanguinário Solano López,acho que esse tal leitor deveria juntar suas malas e ir para o Paraguai ver seus irmãos brasileiros sendo perseguidos e desapropriados de suas terras por uma política de reforma agrária disfarçada de revanchismo.

    #752
  22. Emerson Teixeira

    pelo que posso observar nos comentários, somos mais patriotas do que pensava, devemos sim lutar pela historia de nossa nação, e não deixar que politico interessados em faser joguinho politico apague nossa história e a memória de nossos herois. devemos externar esta nossa indiguinação sobre esta atitude, devendo o governo governar segundo nossas vontades.

    #762
  23. Gen Aureliano Pinto de Moura

    Como Presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, já me manifestei por escrito contrário a entrega do canhão. Nada tenho pessoalmente contra o povo Paraguaio. Residi por 2 anos e 3 meses em Assunção, onde fui muito bem tratado. Mas entregar um troféu de guerra, que custou sangue brasileiro é uma outra história. Talvez a idéia de trocar pelo navio (Taquari) que se encontra em “Vapor Cuê”, fosse uma solução. Ao ser aprisionado esse navio, sua guarnição e demais brasileiros a bordo, foram mortos. Alguns com as orelhas cortadas.
    Devolvendo o canhão, amanhã vão querer a estatua do Gen Osório (Prça 15, Rio de Janeiro) construida com o bronze dos canhões paraguaios.
    Sou contra a entrega.

    #783
  24. JULIO

    ESSE PADRE PRESIDENTE PARAGUAIO QUER CHAMAR ATENÇÃO DE UM ASSUNTO QUE NÃO TEM NADA A VER, JÁ VIRAM QUE NOSSO GOVERNO É FRACO E AGORA VAO QUERER TUDO, INVADIRAM O BRASIL, MATARAM NOSSO POVO E COMEÇARAM A GUERRA, LEVARAM O QUE MERECERAM E ACABOU A CONVERSA. AQUELES QUE CONHECEM VERDADEIRAMENTE A HISTORIA DA GUERRA DO PARAGUAI ENTREM NO SITE E ASSINEM, QUEM NÃO CONHECE A HISTORIA E AINDA ACHA QUE OS INGLESES QUE ARMARAM TUDO, COM ESSE PAPO DE ESQUERDISTA FRUSTRADO, PROCUREM LER E SE INFORMAR. É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI PARA A FRENTE, A GRANDE MAIORIA É DE PATRIOTAS DE COPA DO MUNDO, SE DAQUI A 2 SEMANAS O BRASIL SAIR DA COPA, ACABOU O VERDE AMARELO NAS RUAS.

    #850
  25. Marcelo

    Sou morador de Resende, sede da Academia Militar das Agulhas Negras, em seus pátios existem vários armamentos expostos que foram presas de guerra dos pracinhas na Itália. Pelo visto daqui a pouco vamos ter que devolver tudo. Vai ter Alemão, Japonês, Italiano revindicando o retorno destas peças ao seu país, e nossa Memória Histórica Militar como é que fica? Por acaso os países europeus devolveram as peças apresadas aos alemães? Manda o Paraguaios, Bolivianos devolverem as peças do Museu da Guerra do Chaco. Após eles devolverem tudo aí sim podemos pensar em devolver o El Cristiano.

    #868
  26. Teófilo Santos

    Por que não devolvem o Acre? Por que não entregam a Hidroelétrica de Itaipú também? Por que não indenizam os índios por existirmos na terra que foi deles originalmente? Por que não indenizam a África pelos negros trazidos como escravos? Por que não entregam o além do Tratado de Tordesilhas para a Espanha? Por que não devolvem o Brasil para Portugal? Ora!

    #869
  27. Cezar Rocha

    Os assuntos brasileiros vem sendo tratados como se fossem propriedade particular do presidente Lula, causando desconforto e lesando os legítimos interesses nacionais. O perdão de dívidas contraídas no passado por nações amigas, lesa o Tesouro nacional, pois distribui para terceiros, o suor de brasileiros que contribuiram com impostos (assoberbantes) para a formação de reservas que foram negociadas ( não foram impostas) aos tomadores desses empréstimos.
    Agora o presidente quer doar o sangue de brasileiros que tambaram em batalha contra o invasor do solo de nossa Pátria, devolvendo presa de guerra, conquistada com o sangue de brasileiros que foram massacrados por arma do então inimigo.
    É revoltante o descaso e o tratmento de quem, não só desconhece a História da Pátria, mas se impõem ao fazer prevalecer sua vontade, para aparecer como grande líder internacional.
    ISTO É ATO CRIMINOSO!!!

    #895
  28. LUIZ FERNANDO

    ABSURDA A IDEIA DE DEVOLVER O CANHÃO eL CRITIANO AO PARAGUAI.
    OS PRÓPIOS NACIONAIS NÃO PERTENCEM AO LULA

    #951
  29. Jumas Morais

    Sr. Marcos Valério Vuolo Marques, recomendo-lhe que leia um pouco mais sobre este evento histórico que foi a “Guerra do Paraguai”. O Sr está sendo vítima de mentiras e falta de conhecimento sobre este assunto. Parece que realmente o Sr. só leu o livro Guerra do Brasil do Chiavenato. Infelizmente o Sr Chiavenato escreveu um folhetim sem nenhum compromisso com a verdade e com objetivo único de desmoralizar as figuras iconicas das forças armadas brasileiras porque o Brasil na época em que o livro foi escrito estava sob ditadura militar.
    Compreendo perfeitamente os motivos do Chiavenato, porém não posso concordar que um jornalista que tem compromisso com a verdade se corrompa pelos seus princípios políticos e divulgue tantas mentiras. A verdade deve prevalecer, seja qual seja sua orientação política.
    O Paraguai não era um país desenvolvido em meados do século XIX, muito pelo contrário, praticamente todas as terras do país estavam nas mão da família Lopez. O povo paraguaio era explorado por uma oligarquia ditatorial, assassina, perversa e extremamente violenta. Os números de mortos informados pelo Sr. é fantasioso e totalmente contestado por qualquer historiador sério, não podemos falar: (alguns estudos afirmam….). Isso não é coisa séria, site as informações com os nomes dos autores e livros, não jogue mais desinformações no ar. Goebels fez isso muito bem na Alemanha Nazista e você viu o que aconteceu lá. Este revisionismo só interessa aos paraguaios e não à verdade e a verdade deve ser soberana.Recomendo que o Sr leia Maldita Guerra de Francisco Doratiotto, para começar e se o assunto tornar-se realmente interessante, pode me solicitar mais alguns títulos que lhe indicarei com muito gosto. O movimento “A Causa Perdida” após a guerra da secessão nos EUA teve o mesmo objetivo e o interessante é fazer o Gal Lee de humano e respeitador da raça negra, sendo que ele tinha escravos e fazia uso contumaz da chibata.
    O canhão não é meu, não é seu e tampouco dos paraguaios. O canhão pertence à memória de milhares de brasileiros que lutaram e morreram em campos de batalhas insalubres, miseráveis com o cheiro de morte pelas balas, pelas pontas das lanças e pelo cólera. Historiadores sérios de fora da América Látina comparam Solano Lopez com Hitler, sendo que Lopez era era mais perverso.

    #1370
  30. Sérgio, espero que você seja bastante jovem para ter tempo de estudar um pouco de história. Recomendo que você leia um pouco mais antes de fazer uso do vernáculo. Quanta besteira você falou!!!!
    Para começar leia Maldita Guerra de Franscisco Doratiotto e pare de falar besteiras.

    #1409
  31. Jumas Morais

    Sérgio, Você precisa ler um pouco antes de dar sua opinião sobre um determinado assunto. O que você expressou demonstra total ignorancia sobre a Guerra do Paraguai e infelizmente sobre a participação brasileira na segunda guerra mundial. Para piorar você misturou os dois e o caldo entornou. Para começar a entender a guerra do Paraguai leia Maldita Guerra de Franscisco Doratiotto e depois posso te indicar mais alguns. Recomendo também que se ler as mentiras de José Júlio Chiavenato não saia por aí achando que o Solano Lopez era uma grande figura humanitária, porque não era. Solano Lopez matou a própria mãe, o irmão e foi o grande responsável pela chacina de seu povo. Quando ficar bom sobre este assunto indicarei a você pelo menos uns 20 livros sobre a Segunda Guerra Mundial. Acredito que até lá use sua testosterona com as mulheres e não se deixe enganar.

    #1410
  32. Sgt Aquino

    Puta que las pariu, Solano Lopez mandou chicotear eté a mãe, somos mesmo um povo sem memória, qualquer coisa que se refere a história militar esse governo corruPTo faz questão de apagar, devolver El cristiano é um crime de lesa-pátria ao invés desse bando de políticos safados resolver os problemas sérios de nossa nação, ficam armando picuinhas com essas sandices. Os homens só lembram de Deus e de suas forças armadas na hora do desepero.

    #1534
  33. Ao Marcos Valério, Ilian Garathorn e às outras “vitimas” do livro de baboseiras deste esquerdopata recalcado Júlio Chiavenato, leiam urgentemente Maldita Guerra de Francisco Doratioto!!!!!!

    #1618
  34. Edson

    O comentarista Marco Valério Vuolo Marques – Diz que é justo a invasão do Brasil por um vizinho para ter uma saída para o mar, veja: “Solano Lopéz queria uma livre e justa passagem para o mar, o que ajudaria a exportação dos produtos guaranis”. Seu comentário é antipatriota, desprovido de brio e amor pelo Brasil. Se houve excesso ou não das tropas isso é outra questão, mas que o invasor deveria ser rechaçado eu não tenho dúvida. Em relação ao canhão é um símbolo da insanidade de Solano Lopes, que fique onde está para trazer a mente que muitos brasileiros morreram por causa dessa “justa insanidade” de buscar o mar.

    #1782
  35. marcelo santos

    É um desrrespeito aos que tombaram naquela guerra, foram os paraguaios que invadiram o Brasil. O que o governo do PT quer é fazer média com o vizinho que tambem tem seu governo de esquerda, para fortalecer aquele governosinho de bosta perante sua opinião pública. Politico não luta em guerras, apenas as criam, quando muito enrriquessem com elas. A única coisa que o PT tem feito na politica internacional é nos humilhar nos enfraquecendo e não respondendo de forma energica as provocações, lamentavel.

    #1905
  36. Além dos assassinatos de crianças velhos e mulheres mesmo tendo
    se rendidos (isso aos milhares),assaltos torturas estupros etc,ainda quer ficar com as migalhas ? tenham um pouco de honestidade.

    #1921
  37. ja ficamos com cerca de 40% do territorio do Paraguai e ainda querem um canhão?

    #1922
  38. Jumas Morais

    Caro Alipio Aarão. Leia um pouco sobre Guerra do Paraguai antes de dar opiniões. Você está demostrando inteira ignorância sobre o assunto. Leia Maldita Guerra de Francisco Dorattioto, leia também Cartas do Campo de Batalha de Richard Francis Burton. Sobre os 40% do território do Paraguai leia um pouco sobre os tratados de fronteiras que foram sendo feitos ao longo da história entre Portugal e Espanha antes de falar bobagem. Quem ficou com a maior parte do território paraguaio foi a Argentina que ficou com chaco austral. Mesmo assim, não podemos criticar porque aquilo era território do Vice Reinado do Prata e o Paraguai era somente uma provincia rebelde. Vai me dizer que você acredita que as Malvinas são Argentinas, que o Texas é mexicano ou mesmo Gibraltar é espanhol? Não se iluda com estupros e mortes de crianças em guerras, este fato sempre ocorreu e vai continuar ocorrendo e não se esqueça que o Tratado de Versalhes foi assinado no século XX, muito depois da Guerra do Paraguai. Os prisioneiros paraguaios eram tratados nos hospitais brasileiros e depois mandados para o Rio de Janeiro onde muitos moraram em residencias até a guerra terminar, muitos deles foram alfabetizados no Brasil. Enquanto a grande maioria dos prisioneiros brasileiros morreram nas prisões paraguaias. É verdade que houveram excessos das forças aliadas, mas não chega nem aos pés das atrocidades que Solano Lopes fez com próprio povo.

    #1937
  39. Sr. Alípio Arão, faça um favor a si mesmo, esqueça este historiador de araque, Júlio Chiavenatto !! deixe de ser uma vítima, – como eu fui e, muitos outros- daquele livrinho de ficção histórica de 32 anos atrás; sem querer ser repetitivo, leia Guerra do Paraguai, Maldita Guerra, de Francisco Doratioto, lançado em 2002!! garanto que sua opinião sobre este assunto irá mudar, como a minha mudou!! A não ser, que o sr. insista, em priorizar sua ideologia política, em prejuízo da verdade histórica, como este cretino do Chiavenatto !!

    #2038
  40. Carlos

    Lula e PT deixem de ser safados… Chega de dilapidar o patrimonio público…chega de entreguismo… entregaram as refinarias de Petrobrás para Bolivia… agora querem entregar o sangue que os verdadeiros patriotas derramaram em guerra… esse trofeu representa o sangue dos soldados… e deve permancer no Brasil…

    #2137
  41. Jonas Plinio do Nascimento Júnior

    Como uma vez disse,o Barão do Rio Branco em suas Efemérides: “Os troféus pertencem a nação que os conquista e são conservados com o maior respeito cuidado em algum templo,ou museu militar”.Seria anti-patriótico devolver troféus conquistados com sangue e sacrifício de vidas brasileiras imoladas em campo de batalha.Meus antepassados que participaram diretamente na refrega em seus postos de comando, legaram a seus descendentes noções de honra e patriotismo.Os que tiverem dúvida que abram os arquivos do Itamaraty, que lá, quando pesquisarem mudarão de idéia, inclusive, a respeito do papel do Império quanto a posse de territórios pós guerra.Existem ” estoriadores” e Chiavenatto é um deles.Consultem Gustavo Barroso( João do Norte), historiador que foi membro da Academia Brasileira de Letras, Fernando Luis Osório,Dionísio Cerqueira e outros mais recentes como Francisco Doratiotto, em sua obra intitulada Maldita Guerra, onde trata de estudo serio sobro o conflito.

    #2203

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