Se as urnas falassem…

Se as urnas falassemQue ninguém sensato nunca acreditou na lisura das eleições brasileiras isto é fato. Depois das urnas eletrônica então, onde nenhum comprovante impresso existe para posterior recontagem, nem se fala! O fato é que o próprio governo não estimula a confiança do eleitor. Não cria meios para que possamos ter confiança nos programas utilizados no processo de votação e sua contagem posterior.

Assim, com o objetivo de levar transparência às eleições com urnas eletrônicas (que nenhum país do mundo aderiu, por não considerar um processo confiável!), surgiu o movimento “Você Fiscal”, que nada mais é do que uma forma de fiscalização do processo eleitoral por intermédio da conferência dos boletins de urna. Esta metodologia já foi posta em prática no primeiro turno das eleições, quando mais de quinze mil boletins de urna foram comparados. Dessa forma, os próprios eleitores se tornam “fiscais cidadãos”, “adotando” uma zona na qual se comprometem a fiscalizar pelo menos um boletim de urna (B.U.).

Este projeto é de autoria do professor da Unicamp e pesquisador em segurança digital, Diego Aranha, e do empreendedor digital, Helder Ribeiro, e foi desenvolvido e financiado coletivamente pela sociedade civil, sem fins lucrativos e sem nenhuma vinculação partidária ou com grupos ou empresas.

Os autores do projeto explicam que esse boletim de urna, que toda urna imprime no final da votação, deveria expressar fielmente o total de votos para cada candidato naquele específico aparelho. Como ao terminar a votação, os boletins devem ser fixados em locais públicos (conforme determina o artigo 82 da resolução 23399 de 2013 do TSE), por exemplo, na porta da seção eleitoral, o eleitor tiraria uma foto do mesmo e a enviaria para a equipe do “Você Fiscal” através do email bu@vocefiscal.org ou mesmo pelo aplicativo do projeto que pode ser baixado pelo http://www.vocefiscal.org. Assim, pela comparação dos boletins enviados pelos eleitores com os publicados oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral, é possível detectar possíveis erros na transmissão dos dados ou fraudes no trajeto da urna após a votação. Com várias cópias de boletins de urna, torna-se possível ainda estimar resultado da votação, independente do que o TSE informar e comparar com o resultado oficial. O objetivo é levar transparência eleitoral a todos os cantos do Brasil. Nem é preciso ser da mesma zona eleitoral que consta no próprio título de eleitor.

Só assim o cidadão poderá ter uma maior confiança no resultado final. Será que os governos gostaram de tal projeto?

*Wilson de Oliveira é mineiro de Cataguases e divide sua vida entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.

2 thoughts on “Se as urnas falassem…

  1. Se as urnas falassem diriam quem votou em determinado candidato, mas não informariam quem vendeu seu voto e nestas eleições, tanto no primeiro como no segundo turno, teve muita gente que vendeu seu voto para o PSDB de Aécio 45 e Alckmin 45, além de muitos outros candidatos do mesmo partido, daí se explica a grande votação de Aécio e Alckmin em S.Paulo, principalmente na capital onde o governador não goza da simpatia dos habitantes da grande cidade.
    Os mineiros não se venderam!
    O PT dormiu de touca mais uma vez e se não promover Reformas neste mandato de Dilma, irá encontrar muitas dificuldades para se manter no Governo em 2018.

  2. Na baixada santista, o grande cabo eleitoral de Aécio 45 e Alckmin 45, foi o prefeito de Santos, Paulo Alexandre. Em todos os municípios da baixada a compra/venda de votos para estes dois passarões, correu solta. E quem pode provar isso? Ninguém porque o PT dormiu!

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