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Saudável é ser bem-casado ou sozinho bem-resolvido

Uma revista norte-americana de psicologia acaba de publicar um estudo óbvio, mas que guarda algo bem intrigante nas entrelinhas. A qualidade de vida física e psíquica de uma pessoa guarda uma relação íntima com suas escolhas afetivas. Casais felizes, harmônicos, compatíveis, aqueles que têm afinidade, admiração mútua, companheirismo e forte relação de lealdade apresentam resistência elevada contra doenças mais comuns, são menos propensos a disfunções de ansiedade ou depressão, vivem mais e melhor.

Mas, o contrário é verdadeiro: solteiros ou separados, bem-adaptados à vida individualizada, que adoram ter espaço próprio, se sentem livres, e não sós, são ativos no trabalho, têm vida social, afetiva, ou curtem seus hobbies, livros, sua clausura e seus filmes, pois naturalmente são caseiros. Eles se mostraram na pesquisa muito saudáveis e confiantes, e não têm desejo de viver acasalados ou de compartilhar seu espaço sagrado com outra pessoa. São igualmente felizes e bem-resolvidos.

O grande problema é que entre esses dois extremos vive a grande maioria da população! Os casados e acasalados que vivem mal, em desarmonia, conflitos, às vezes, odiando-se, na maioria das vezes suportando-se ou fingindo em nome de uma série de normas ou convenções. Desde as religiosas, “o que o Deus uniu, o homem não separa”, por questões financeiras ou de status, ou ainda por comodidade, preocupação com julgamento alheio em nome dos filhos e um sem número de desculpas e justificativas. São os que adoecem, sobrevivem em vez de viver, os queixosos crônicos e mal-humorados.

Os que mais bebem, mais frequentam hospitais com sintomas inespecíficos, falam mal do casamento, de filhos ou da rotina. Casam e descasam, pois não se adaptam à vida de solteiro e depositam suas fantasias em príncipes encantados, frutos de paixões pueris e na esperança de mudar o rumo de suas vidas. Um dia, acordam com sapos bêbados ao lado, e começa a morrinha outra vez.

O certo é que existem pessoas que nasceram com um talento incrível para casar ou acasalar, e outros são naturalmente monásticos, livres, esquisitamente independentes, caseiros, ou adoram voar de forma solo. Sim, adoram um namoro, mas, cada qual no seu ninho. Outros, entretanto, precisam de um “cobertor de orelha”, assim como o ar que respiram. A natureza é assim: diversa, surpreendente e bela. Descubra a sua e seja feliz!

Fonte: Jornal O TEMPO

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