Rejeição eleitoral: essa maldição tem cura?

Por em 05/09/2012

Tamanho da fonte: Aumentar o tamanho da letraDiminuir o tamanho da letra
Compartilhar

A rejeição é um dos sentimentos mais terríveis experimentados pelo ser humano. E não dá para escapar dele: em algum momento de nossas vidas o vivenciamos em algum grau. Consiste em sentir-se não aceito, não querido, preterido, discriminado, e até humilhado.

A rejeição fere, por vezes gravemente, a autoestima. Há casos tão severos que provocam marcas indeléveis.

O rejeitado, num imediato mecanismo de defesa, acha-se injustiçado. Mesmo que conheça o motivo que o levou a essa condição, não o reconhece como suficiente para tanta repulsa.

Como estamos em tempo de campanha eleitoral, voltemos nosso foco para o índice de rejeição a candidatos.

Para começo de conversa, ao bater na autoestima, a rejeição provoca reações diversas tanto nos candidatos que rejeitamos como nos eleitores. Nestes, principalmente se estão indecisos.

Quanto ao candidato rejeitado, a rejeição eleitoral não mexe somente com seus sentimentos, seu brio. É o pior que pode acontecer com ele no que tange às suas pretensões. Quem rejeita atesta, em tese, que tem motivos suficientes para não votar no candidato. E o que mais quer um candidato em campanha é, por óbvio, convencer as pessoas a votar nele.

Quanto ao eleitor, como se sabe, não gosta de votar em perdedores. E o índice de rejeição não deixa de ser uma derrota anunciada. Por isso, esse índice tende a aumentar se não forem tomadas providências convincentes por parte do rejeitado.

Quais as razões que levam o eleitor a rejeitar um candidato? As mesmas que levam qualquer pessoa a rejeitar a outra. Ou seja, motivos procedentes e improcedentes. Elencar todos eles seria uma pretensão de quem não conhece gente. Gente é complicada nesse sentido – e em muitos outros também! Porque as pessoas nem sempre são rejeitadas pelo que verdadeiramente são. O que conta, na maioria das decisões de rejeitar, é a aparência. Há pessoas com quem jamais se trocou meia dúzia de palavras, ou até nunca se conviveu ou não se sabe informações que nos autorizem julgá-la, mas, mesmo assim, concluímos que é antipática, truculenta, incompetente, e por aí vai.

Outra motivação de rejeição é a que podemos chamar de rejeição por vínculo. O simples fato de alguém ser parente, amigo ou que se relacione com quem rejeitamos pode ser motivo suficiente para que o rejeitemos também. No caso da política, o apoio de pessoas ou partidos rejeitados pelo eleitor a determinado candidato tende a lhe transmitir rejeição. Nesse caso, a atitude do eleitor se justifica porque ele acredita (e com razão) que esses vinculados com o candidato que rejeita podem influenciar em suas decisões, em seus atos se ele eleito for. Ou seja, rejeição eleitoral é uma doença que pega. E pega feio porque quando entra no candidato para sair é difícil.

Entretanto, não se desesperem candidatos rejeitados. Nem tudo está perdido. Estamos em pleno século 21 e as ciências da cura evoluíram bastante. Caso seja essa a sua condição no momento, procure ajuda de quem possa identificar o motivo ou os motivos que levaram alguns eleitores a o rechaçarem. Desde logo, um conselho: o primeiro passo é aceitar o que pessoas de sua confiança, que devem ser, de preferência, competentes para fazer essa avaliação, lhe disserem. É evidente que ninguém se sente à vontade sabendo de seus defeitos (ou supostos defeitos), mas não tem outro jeito. Aceite que precisa mudar algo no seu modo de se apresentar aos eleitores, e mude, ou os convença de que está com a razão se quiser baixar seu índice de rejeição. O mais rápido possível. Por vezes, é preciso apenas esclarecimentos didáticos que o povo em geral possa entender e, assim, alterar algum conceito negativo sobre você. Não esqueça que um bom marqueteiro numa hora dessas é providencial. Eles existem para isto: convencer os eleitores que o candidato para quem trabalham são os melhores A não ser que seu caso de rejeição seja intratável, incurável – o difícil é convencê-lo disso.

Exceto nos casos extremos − aqueles em que o eleitor está coberto de razão −, o rejeitado não precisa açoitar sua autoestima a ponto de desistir de tentar reverter a situação. Saiba (isto talvez lhe sirva de alento) que você pode ser rejeitado justamente por suas virtudes, por seus méritos, por suas conquistas. De repente, é esse seu sucesso na vida que incomoda aos que preferem rejeitá-lo a admirá-lo. Se esse for o seu caso…

Rejeitados injustamente, reajam! Ainda dá tempo.

*Viriato Moura é médico, diretor-presidente do Complexo Hospitalar Central, membro da Academia de Letras de Rondônia, presidente da Academia de Medicina de Rondônia.






Por Viriato Moura, em 05/09/2012.

Comente!

Busca

Colunistas


stivali ugg outlet italia online canada goose jacka dam billigt ralph lauren pas cher ugg pas cher bottes uggs pas cher hollister online shop Hollister Outlet Online Shop Deutschland Hollister Outlet Online Shop Deutschland Hollister Online Shop Deutschland Sale Hollister Sale Online Shopping Canada Goose Schweiz doudoune parajumpers pas cher Ropa Hollister Espa?a Online hogan 2014 hollister france moncler outlet hollister outlet piumini moncler parajumpers italia woolrich france moncler danmark moncler jakker moncler outlet hollister outlet deutschland moncler jacke detuschland ugg deutschland canada goose deutschland woolrich nederland moncler jassen moncler jacken moncler deutschland ugg outlet ugg deutschland the north face jacken the north face outlet the north face deutschland hollister deutschland hollister outlet abercrombie