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Reforma da Previdência amplia mercado para o Itaú e o Bradesco

Em reunião, domingo, no Palácio Jaburu o presidente Michel Temer – reportagem de Vera Rosa e Filipe Frazão, O Estado de São Paulo de segunda-feira, designou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia como articulador do projeto de emenda constitucional que visa a reforma da Previdência Pública no país. O empenho do governo é muito grande, como comprovam as declarações dos Ministros Henrique Meirelles e Moreira Franco, base da ofensiva parlamentar que o Planalto está desenvolvendo.

A reforma da Previdência depende de emenda constitucional e, se aprovada, vai ampliar o mercado financeiro para o Itaú e o Bradesco, os dois principais bancos brasileiros que operam na área da Previdência Privada. Vai ampliar a área de atuação porque um dos pontos principais da reforma proposta pelo Planalto é o estabelecimento do teto de aposentadoria do serviço público em valor igual ao que determina o atual sistema do INSS.

TETO DO INSS – O teto, para os admitidos a partir de 2013, passa a ser portanto de cinco mil e quinhentos reais por mês. Como deverão proceder aqueles cuja remuneração ultrapassa esse limite? Terão que aderir, na medida de suas posses, à Previdência Privada em busca da complementação de seus vencimentos. Porque é praticamente impossível alguém receber um salário, digamos, de oito reais e se aposentar com cinco mil e quinhentos.

Ou não se aposenta, ou ingressa no plano de suplementação. Quanto à primeira perspectiva, o governo já prepara pressões e incentivos para que os servidores se aposentem.

O Itaú e o Bradesco apresentam as condições básicas para receberem os servidores em busca de uma previdência complementar e sólida.

DIFÍCIL MISSÃO – Não será fácil a tarefa atribuida a Rodrigo Maia, já que as reações à reforma da Previdência na realidade são muito grandes. Mas as dificuldades eram também grandes e Michel Temer conseguiu barrar a licença para que fosse julgado pelo STF.

Dificuldades o presidente da República encontra também, no Congresso, para estabelecer a reoneração e substituir a desoneração às empresas, concedida por Dilma Rousseff em 2011. A medida provisória que inclui esse dispositivo legal, para se ter uma ideia, só em 2017, no atual governo representa uma receita de 12,7 bilhões de reais. Porém uma emenda do Deputado Nilton Cardoso Júnior, relator da matéria freia, essa diminuição, fixando-a em 4,5 bilhões de reais. Uma diferença de quase 8 bilhões.

De outro lado, a medida provisória extingue as desonerações a partir de 2018, mas o relator deseja mantê-las para dezesseis empresas que julga merecedoras. Um novo obstáculo, portanto. Este assunto foi bem focalizado por Rafael Di Cunto, Marcelo Ribeiro e Andrea Jubé, no Valor, edição também de segunda-feira.

Não terminam aí ainda as dificuldades do governo.

Fonte: Tribuna da Internet

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  1. Teresinha Winter disse:

    Que vergonha! O governo tirando de quem não tem pra continuar favorecendo seus cupinxas e financiando as campanhas de seus puxa-sacos.

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