Quem quer progredir?

Por em 27/11/2009


ProgredirProgresso é movimento, marcha para frente, avanço, evolução. Nosso progresso pessoal e o da nossa comunidade estão absolutamente indissociáveis. O aperfeiçoamento de um leva ao desenvolvimento do outro.

Este acontece com a acumulação de bens materiais e conhecimentos capazes de transformar a vida social e conferir-lhe um maior significado. Mas também pode ser entendido como aprimoramento civilizatório, espiritual, tecnológico, cultural e etc. O que, no fundo, se pensarmos bem, dá na mesma.

O caminhar pela vida nesse intuito criará o progresso de nossa cidade e do nosso país. Se cada um fizer sua parte, o progresso de todos será muito mais rápido e evidente. Ajude seu colega a progredir, incentive seu funcionário (inclusive com um salário digno) a trabalhar mais e melhor, esforce-se para que a firma que o emprega aumente seu padrão de qualidade e de ganhos. Ao fazê-lo, você estará progredindo junto.

O problema é que muitas pessoas não conseguem compreender a profundidade desse pensamento. Seu egoísmo e suas pequenas vaidades falam mais alto. Principalmente os que estão no comando das situações. O poder lhes turva a vista. Embrutece e emburrece. Para estes já não importa o progresso coletivo. Às vezes, nem mesmo o da entidade que dirigem. Só o seu ilusório, momentâneo e mesquinho progresso é que importam. Então, obliteram qualquer nova ideia, obscurecem qualquer voz dissonante, calam e punem qualquer um que discorde de sua forma errônea de progredir. Voltaire disse: “Não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-las.” Este era um grande homem. Os pequenos dizem: concordo plenamente com tudo que dizes, mas farei o que puder para tapar a tua boca.

Por mais difícil que seja a situação, jamais devemos nos curvar. Lutemos sempre, com ética, sabedoria e trabalho. Se não conseguirmos assim o tão sonhado progresso comum, pelo menos estaremos muito próximos do pessoal. Pois uma consciência tranquila e a satisfação do dever cumprido, também tem o seu valor. Já é um progresso.

*Uili Bergamin nasceu em Bento Gonçalves, RS, no dia 02 de fevereiro de 1979. Destaca-se por sua escrita concisa, e pela busca das palavras certas, que encaixam perfeitamente ao texto. Bergamin é também colunista em jornais e revistas de circulação em Caxias do Sul e região.
Obras publicadas

O Sino do Campanário (2005, contos, Editora Maneco) Coletânea de catorze contos e obra inaugural do autor. Apesar do título, não é propriamente um livro religioso. Talvez seja antes o contrário. O conto que nomeia a obra, por exemplo, narra a história de um padre que, aos 70 anos, revê sua vida e relembra um grande amor do passado. A solidão do celibato, a angústia de estar teminando de viver, o fracasso de uma vida que não realizou seus sonhos nem o de seus pais, faz com que transfira suas dores ao sino de sua igreja, como única forma de redenção. Praticamente todos os contos têm como fio condutor a crença, o amor e a dúvida. Seus contos são independentes e escritos de maneira simples, porém, seu texto é polêmico e questionador, e incita à reflexão sobre crenças, verdades e dogmas.

Cela de Papel (2006, novela, Editora Maneco) Novela fragmentada, com nuance autobiográfica. É uma fantasiosa alegoria sobre a arte da leitura. Repleta de metalinguagens.

Do Útero do Mundo (2007, poesias, Editora Doravante) Impiedosos e intensos, luminosos e sombrios, a maioria dos poemas que compõem a obra já obteve alguma premiação literária. Do Útero do Mundo vem sendo muito elogiado pelos leitores e também pela crítica.




Por Uili Bergamin, em 27/11/2009 - 00:01. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

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