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Prioridade para o emprego

A questão do emprego é uma prioridade e uma preocupação nacional. Não é possível que esta quantidade de brasileiros fique por mais tempo sem uma oportunidade. E os números não param de crescer. No entanto, com uma política que estimule o investimento produtivo, na indústria, nos serviços e no comércio, muita coisa pode ser feita com vontade política e coragem.

Uma mexida na legislação trabalhista naquelas questões que tornam o empregar no Brasil uma atividade de alto risco ajudaria muito na atração de investidores e nos aumentos da atual capacidade produtiva no país, oferecendo mais empregos. Tudo pode ser feito sem ferir os direitos inalienáveis, mas cortando o que a demagogia vem permitindo nas regalias que oneram a folha salarial. O absenteísmo é grande no setor público, sem descontos das faltas e registros na folha funcional. Muito difícil, por exemplo, o desconto de dias parados em greves.

A demissão sem justa causa é muito questionada nos tribunais, assim como os impostos e direitos que o empresário só percebe quando demite. Desonerar as folhas e simplificar a CLT é o caminho mais natural para recuperar o emprego. Um país como o nosso não deve nunca passar de 5% a sua taxa de desemprego.

Equacionar a continuação do programa de obras públicas não só atende a necessidade de melhorar a infraestrutura de transportes e energia, por exemplo, mas colabora no social na medida em que o setor é empregador de mão de obra.

E sem deixar de lembrar que alguns avanços na legislação podem criar centenas de milhares de empregos sem maior investimento público. O jogo, em cassinos, nos bingos, nos jockeys clubes e em máquinas, pode gerar mais de cem mil empregos diretos em poucos meses e mais de duzentos mil indiretos. Mas com legislação adequada e estimuladora à presença do empreendedor ou de entidades como as dedicadas ao turfe.

No Brasil, existe a mentalidade de se limitar ganhos, aumentar controles, em quadro que a história demonstra facilitar práticas ilegais e corrupção. Não se deve criar dificuldades que possam estimular o mercado de facilidades.

Os políticos e tecnocratas precisam ter e exercer a responsabilidade social, sem paternalismo ou assistencialismo. O povo quer emprego, formação de mão de obra qualificada, ambiente favorável a todo e qualquer tipo de investimento, com tributos e leis trabalhistas claras e justas.

*Aristóteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Comentários

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Comentários

  1. Teresinha Winter disse:

    É, realmente, o trabalhador tem mesmo muitos privilégios, sem falar nas mordomias! Ah! E leis que fazem com que o “empreendedor” perca sempre nos tribunais do trabalho, como falam. Bah! Ainda mais uma folha onerosa e vários “direitos” que o “empreendedor” só vai ver na hora de demitir! Não é horrível? Mas porque o “empreendedor” não vai lá brigar com o governo e exigir redução de impostos, em geral, e, principalmente, os incidentes sobre a folha de pagamento? Hein??? Não, entram todos em acordo, fazem doações pras campanhas e PLIM, fazem uma lei pra retirar do trabalhador mais um “privilégio”!!! É, tem de criar empregos às custas do próprio trabalhador, já que, realmente, várias empresas “estrangeiras” querem investir no Brasil, porém, “sem esses custos absurdos e exorbitantes de privilégios aos trabalhadores”. Principalmente as empresas chinesas. Estão querendo implantar aqui no Brasil o mesmo sistema escravagista chinês? Benzadeus!!! Precisamos ir pra rua mesmo.

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