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Pesquisa mostra que corrupção pode ser hereditária

Um tal de diretor da Petrobrás, Roberto Gonçalves, herdou o cargo de outro diretor, Pedro Barusco, notório corrupto da estatal, que conseguiu a proeza de devolver cem milhões de dólares de propina para o Ministério Público e mesmo assim ainda desfila por aí em lanchas, carrões e usa óculos escuros maravilhosos, para esconder seus olhos de gato do patrimônio público.

Esse Roberto, como noticiado agora na mídia, herdou o direito de roubar e receber propina na estatal petroleira. Roubou cinco milhões de dólares e estes estavam espalhados em diversas contas internacionais, mas foi pego em delação de outros ladrões.

Caros amigos investigadores, tenho quase certeza que os outros sucessores destas diretorias corruptas da Petrobrás estão contaminados com vírus da roubalheira e não conseguem esquecer a prática de seus antecessores. Não parem por aí, pois existem centenas de estatais que estes reprodutores do roubo nacional estão em ação e nomeando seus parentes como atores deste triste espetáculo de dilapidar a riqueza nacional. É só procurar que vão encontrar!

O Barusco praticamente não ficou nem alguns meses na cadeia e está aí soltinho e leve e deve fazer piadas nas rodas de amigos de como roubava enquanto trabalhava e de como valeu a pena.

Desta forma, a corrupção brasileira inova e dá direito de uma pessoa que herdar o cargo de outro herdar o direito de roubar. Agora começo a entender o sucesso da prole do Jader Barbalho e do Renan Calheiros, que comprova que este direito deve e vai ser usado em beneficio a seus entes queridos. José Sarney soube usar muito bem isto e sua geração se transformou toda em exímios dilapidadores da coisa publica. Lula, que não é nada bobo, transformou sua prole, amantes, amigos e “laranjas” em uma turma exemplar em herdar e na capacidade de usar o bem publico em favor de sua família raptora de coisas que não são de sua propriedade.

*Ewerton Pereira, mineiro de nascimento, é engenheiro agrônomo, empresário e escritor, autor dos livros “Crônicas da vida passageira”, “Noturnos” e “Narcosul”.

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