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Os atos e o tempo

Qualquer fato marcante do passado lembrado. Ou não tão marcante; a brincadeira com um cão, as palavras de um pai, um acontecimento singelo. Estão no passado, estão em nossa memória. Mas só isso? Aquele momento engraçado ou triste, acabou definitivamente? O que é o passado, o que já passou? Desapareceu?

Não existimos mais a não ser em nossas memórias.

Para as religiões este atos ficam de alguma maneira gravados em Deus, no carma ou outra entidade/estrutura eterna.

Para os esotéricos, nossos atos ficam gravados – assim como nossas experiências – em uma dimensão espiritual.

Para a ciência, provavelmente nada fica para trás. As estruturas atômicas formadas por partículas e formadoras dos pensamentos e das emoções – através de interações – desaparecem.

Como no mundo atômico tudo é efêmero, as estruturas que formavam ou que através de reações propiciavam determinadas percepções, desagregam-se e formam outra coisa.

Não se sabe se “algo” se agrega a cada átomo, próton, nêutron ou elétron.

*Ricardo Ernesto Rose é consultor em inteligência de mercado, desenvolve atividades de marketing, transferência tecnológica e consultoria comercial na área da sustentabilidade. Jornalista, autor, com especialização em gestão ambiental e sociologia. Graduado e pós-graduado em filosofia. Coordenou o lançamento de diversas publicações sobre os setores de meio ambiente e energia e escreve regularmente para sites, jornais e revistas. É editor do blog “Da natureza e da cultura” (www.danaturezaedacultura.blogspot.com.br) e autor dos livros “Como está a questão ambiental – 100 artigos sobre a relação do meio ambiente com a economia e o clima”, “Os recursos e a cidade” e “A religião e o riso e outros textos de filosofia e sociologia”. Contatos através do site www.ricardorose.com.br

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