Ordem de São Lázaro de Jerusalém
Acima, brasão da Ordem de São Lázaro de Jerusalém.
A verdadeira história da Ordem começou como dos Templários e a dos Hospitaleiros, com a chegada dos Cruzados em Jerusalém.
O primeiro Grão-Mestre foi Gérard Tenque, sucedeu Roger Boyant, antigo reitor do Hospital de São João, que ficou leproso.
De origem unicamente religiosa, a Ordem tornou-se também militar em 1200. Seu alvo original era receber os Cavaleiros leprosos de diversas Ordens.
Contudo, seu caráter militar, sob o domínio franco na Palestina, é inegável, visto que em 1244 encontramos os Cavaleiros no combate de Gaza, onde foram massacrados.
O Papa Inocêncio IV autoriza eleger um mestre na Europa.
Em 1256, todavia, logo que se retiraram da Palestina para instalarem um mestrado na Europa, os Cavaleiros constituíram com os Templários, os Hospitaleiros e os Teutônicos uma das quatro grandes Ordens militares.
Em 1244, a Ordem se desenvolve na França devido à generosidade do Rei Luiz IX. A Ordem não foi bem-sucedida nessa época.
Em 1603, o Papado uniu a Ordem de São Lázaro à Ordem de São Maurício, onde os Duques de Savóia eram mestres hereditários, o que equivaleu a seu desaparecimento.
O Rei Henrique IV quis mantê-la na França e fundou a Ordem de Nossa Senhora de Monte Carmelo, na qual reuniu São Lázaro, mas Roma não reconheceu a fusão.
São Lázaro torna-se, daí em diante, uma Ordem dinástica na França que era dominada pelos reis da França e tomou oficialmente o título de “Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo e de São Lázaro de Jerusalém”.
Por David Caparelli, em 09/09/2009 - 00:01. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























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O relato acima é em partes verdadeiro, digo em partes, pois, a Ordem de São Lázaro não desapareceu quando da União com a Ordem de São Maurício, da qual os Príncipes-Duques de Savóia eram Grão-Mestres Hereditários, pois tal Ordem existe até nossos dias, sendo uma das mais expressivas da Europa.
Também é verdade que a Ordem de São Lázaro de Jerusalém existe até hoje, sendo reconhecida por uma enormidade de Estados Europeus, e existe um Grão Priorado da Ordem aqui mesmo no Brasil, que se dedica a reunir os descendentes da Nobreza Hereditária e também os não nobres, em torno de um ideal de caridade e amor aos necessitados.
Gostaria de informar que o símbolo exposto acima como Brasão da Ordem nem sequer um brasão é, trata-se de uma Comenda da Ordem. O Brasão da Ordem de São Lázaro de Jerusalém é composto por um campo de prata, com uma cruz de São Lázaro de sinopla.
Nem o autor do artigo acertou, nem o sr. “conde.” Trata-se da placa de grã-cruz da Ordem. Até onde sei, nenhum Estado reconhece, oficial e legalmente, a Ordem, que anda dividida entre o Almázan e o Anjou, entre espanhóis e franceses. Ademais, a Santa Sé não reconhece, mais uma vez, oficialmente, nenhuma delas. Seus priorados, no entanto, tem o reconhecimento de meia dúzia de dinastias e de príncipes. Só isso. No Brasil, meia dúzia de membros são nobres, e só. Os demais, são bons descendentes de fortes e robustos colonos.
O “Sr.” Lenthe demonstra um total desconhecimento acerca da Ordem de Cavalaria Hospitalaria de São Lázaro de Jerusalém. Em primeiro lugar, o símbolo que inicia esta pauta, nem de longe é a placa da Grã-Cruz da Ordem, já que dela faço parte, e sei que cada um dos ramos, institui suas próprias comendas, logo não existe uma placa que possa ser taxada como “da Ordem”, como um todo.
Em segundo lugar, El-Rey de Espanha, reconheceu de facto, a Ordem, quando permitiu que seu primo, Dom Carlos de Bourbon Gereda, Marquês de Almazán, tornasse-se o 49º Grão-Mestre da Ordem (pela Obediência de Malte e Peris). Além do reconhecimento de iuri, por vários diplomas legais.
Em terceiro lugar, o Governo da República da Áustria reconheceu oficialmente a Ordem de São Lázaro de Jerusalém, e seu corpo de voluntários, o CSLI. A Ordem também foi reconhecida pela ONU, que lhe concedeu o posto de Observadora Permanente nas Nações Unidas.
Na questão do Reconhecimento pela Santa Sé, o Papa só pode reconhecer as Ordens de Cavalaria, que o tem por Soberano, como ocorreu no caso do reconhecimento da Ordem de Cristo, em Portugal. Porém, o reconhecimento da Cúria Romana se dá com o fato, de que vários Cardais fazem parte da Ordem, como o Cardeal Basil Hume, da Inglaterra, o Cardeal Paskai, da Hungria, ou Cardeal Murpky O’Connor, todos, por sinal, ocuparam o cargo de Capelães Gerais da Ordem.
No caso da Nobreza residente no Brasil fazer parte da Ordem, isso é assunto certo, pois o Brasil possui um Grão-Priorado da Ordem, em que fazem partes numerosos Nobres Titulados Hereditários, cujos títulos são legais e reconhecidos por Monarquias Européias, porém, os supostos “descendentes de fortes e robustos colonos”, serão sempre bem-vindos.
E é obvio, que o Sr. Charles de Lenthe deveria saber que nem em português, nem em nenhum outro idioma, deve-se escrever Títulos Nobiliárquicos em letra minúscula, ou entre aspas, pois isso é um GRAVE ERRO GRAMATICAL.
Sr. Charles de Lenthe, pelo visto nem deveria ter te pronunciado. Parabenizo Cande Andre Galli por seu conhecimento, tendo em vista que tudo o que escreveu é verdadeiro.
Muito obrigado Sr. Barão de Sarandi, o senhor é um grande cavalheiro, pois sabes diferenciar o certo do errado.
Caros Confrades
Fui admitido na Ordem, pelo Grão-Priorado do Brasil, como “Comendador de Mérito”, depois transferido ao quadro “de Justiça”, recebendo diversas promoções até Grã-Cruz. Afastei-me por discordar de iniciativas do Grão-Prior da época, que Deus o tenha. Agradeceria saber da situação atual do Grão-Priorado, em especial quanto a reconhcimento internacional. Posso, entretanto, dar meu testemunho de que não era ele muito rigoroso quando do exame da legitimidade de títulos de nobreza usados pelos cavaleiros .
“O ‘Sr.’ Lenthe demonstra um total desconhecimento acerca da Ordem de Cavalaria Hospitalaria de São Lázaro de Jerusalém. Em primeiro lugar, o símbolo que inicia esta pauta, nem de longe é a placa da Grã-Cruz da Ordem, já que dela faço parte, e sei que cada um dos ramos, institui suas próprias comendas, logo não existe uma placa que possa ser taxada como ‘da Ordem’, como um todo.”
Isso prova, peremptoriamente, que não sabe do quê e o quê fala. Ramos? Existem, sendo por demais condescendente, dois (o francês e o espanhol). Ora, faça-me o favor…! As insígnias são padronizadas e os graus são os mesmos. Agora…, chamar a placa de “brasão” é, como diria um bom “caipira nobilitado”, “prá acabá cun Goiaz!”
“Em segundo lugar, El-Rey de Espanha, reconheceu de facto, a Ordem, quando permitiu que seu primo, Dom Carlos de Bourbon Gereda, Marquês de Almazán, tornasse-se o 49º Grão-Mestre da Ordem (pela Obediência de Malte e Peris). Além do reconhecimento de iuri, por vários diplomas legais.”
Acontece, também, que não existe “El-Rey” de Espanha, mas “El Rey de España”; com o hífen (-), é a tradicional denominação arcaica dos reis portugueses… O Almazán não é um Bourbon. A mãe dele o era; e da linha “Santa Elena.” E ele não é marquês titular; a esposa dele o é. Não obstante, é o legítimo grão-mestre. O rei “não permitiu” tanto quanto, também, “permitiu”! Ou seja, não fez ou falou NADA. Ele nem foi consultado. E nem poderia! Diz do malte da cerveja ou do quê? Peris, o jogador de futebol? Reconhecimento de “jure”? Se é de jure, não o será “de facto.” Não misture semântica – que não conhece – para despitar a realidade… Alhos e bugalhos não são a mesma coisa.
“Em terceiro lugar, o Governo da República da Áustria reconheceu oficialmente a Ordem de São Lázaro de Jerusalém, e seu corpo de voluntários, o CSLI. A Ordem também foi reconhecida pela ONU, que lhe concedeu o posto de Observadora Permanente nas Nações Unidas.”
A Áustria reconheceu, mutatis mutandis, como o quê no Brasil seria uma “Associação de Utilidade Pública.” Agora, reconhecimento histórico, como sucessora da vetusta Ordem, é lá outra coisa! Observadora Permanente??? Ah…, meu caro, está a fazer piada?! O Ary Toledo terá um novo concorrente condecorado?
“Na questão do Reconhecimento pela Santa Sé, o Papa só pode reconhecer as Ordens de Cavalaria, que o tem por Soberano, como ocorreu no caso do reconhecimento da Ordem de Cristo, em Portugal. Porém, o reconhecimento da Cúria Romana se dá com o fato, de que vários Cardais fazem parte da Ordem, como o Cardeal Basil Hume, da Inglaterra, o Cardeal Paskai, da Hungria, ou Cardeal Murpky O’Connor, todos, por sinal, ocuparam o cargo de Capelães Gerais da Ordem.”
Como-é-que-é? Repita por favor…! Acho que não li direito! (com a idade, as vistas e os óculos…) O papa reconheceria uma ordem da qual ele é o grão-mestre!? MESMO? Vixê… Ter um membro da cúria numa ordem não transforma, ipso facto, a tal ordem em “reconhecida” pela instituição da qual o clérigo é membro… Putz! Reconhecimentos devem ser oficiais e por meio de BULAS! Bulas, não bules. Cházinhos às 17h com bolachas sequilhos entre um cardeal e um “Grão-Prior” não muda nada…
“No caso da Nobreza residente no Brasil fazer parte da Ordem, isso é assunto certo, pois o Brasil possui um Grão-Priorado da Ordem, em que fazem partes numerosos Nobres Titulados Hereditários, cujos títulos são legais e reconhecidos por Monarquias Européias, porém, os supostos ‘descendentes de fortes e robustos colonos’, serão sempre bem-vindos.”
Aé? Então cite um desses “nobres titulados.” Um só basta. Não vale se auto-citar, viu? Aliás… deixa para lá! Só uma coisa: os únicos Galli titulados (sem fazer comparações de sobrenomes e suposições) são os Galli Zugaro, que eu conheço bem…
Megalomania é uma doença. Não sei se os “titulados” sabem disso…
“E é obvio, que o Sr. Charles de Lenthe deveria saber que nem em português, nem em nenhum outro idioma, deve-se escrever Títulos Nobiliárquicos em letra minúscula, ou entre aspas, pois isso é um GRAVE ERRO GRAMATICAL.”
(…) Nem respondo…!
Cordialmente,
Charles, conde de Lenthe (está no Gotha…) Rio-me!
Vejamos novamente os inférteis ataques do “Sr. Charles de Lenthe”, se é que esse é realmente o seu nome.
Em primeiro lugar, não são dois os Ramos da Ordem, são quatro, ou o “Sr. Lenthe” é tão ignorante ao falar de minha Ordem que desconhece que os Ramos são os seguintes:
Ramo Bourbon Malta-Sevilha,
Ramo Orleans
Ramo de Malta
Ramo da Obediência dos Grandes Priores
E caso não saibas, as insígnias NÃO SÃO PADRONIZADAS, e além do mais, mudam de tempos em tempos, de modo que as insígnias que se utilizavam no século XVIII nem de perto lembram as atuais.
Ora o “Sr. Lenthe” parece querer saber mais de meus direitos nobiliárquicos do que eu! Ora procure o que fazer seu desocupado! Se não sabes existem 23 Ramos da Casa de Galli, todos descendentes da Casa de Galli d’Anjou, descendentes diretos do Imperador Carlos Magno. Sobre a nobreza dos Barões Galli di Zugaro (se diz em bom italiano, Galli di Zugaro, e não ‘Galli Zugaro’, ora vá estudar italiano!), está é incontestável, porém deverias ter pesquisado um pouco mais a respeito dos:
Galli di Cherasco, Condes de Mântica
Galli di Firenze-Miransu, Barões de Miransu
Galli di Osimo, Condes della Piuma
Galli di Urbino, Condes della Palma
Galli di Piacenza e Cremona, Condes de Val d’Asti
Galli di Milano, Barões de Reghinera
Galli di Ferrara, Barões de Ferrara
Galli di Bari, Barões de Loreto
Galli di Roma, Barões pela Santa Sé
Galli della Loggia, Condes de Tremezzo, Condes de Galli, Condes della Loggia e Condes do Império Francês.
Para que o “Sr. Lenthe” saiba, sou parte deste último Ramo, os Galli della Loggia, que são Condes de Tremezzo, por concessão do Duque de Milão, dês de 1412. Condes de Galli dês de 1640, por Concessão do Duque de Parma. Condes della Loggia por Concessão do Rei da Sardenha dês de 1781. Condes do Império Francês dês de 1810. Todos esses títulos foram oficializados por Sua Majestade o Rei da Itália, quando da Unificação do Reino, e por isso mesmo, a Casa de Galli della Loggia consta na INDICE GENERALE ANNUARIO DELLA NOBILTÀ ITALIANA, mas nem sei o porquê estou citando isso, já que é obvio que o Sr. Charles nem sabe de que se trata, não é mesmo?
Como o Conde de Lenthe (já que diz estar no Gotha, vamos acreditar que sejas ele o titular) pediu que citasse um só nobre titular que teria pertencido ao Grão Priorado do Brasil, e que não poderia ser eu mesmo, o que achas do famoso Conde Jacek Pawel Zainiswick, que chefiou a então Delegação do Brasil por tantos anos? Ou será que o senhor Conde de Lenthe não sabes quem foi? “Ria-se” agora!
Sobre se Sua Majestade o Rei da Espanha sabia ou não da Nomeação do Marquês de Almanzán para o Grão Magistério, ora, quem pensas que é para saber o que o Rei da Espanha sabe ou deixa de saber? Ou será que os Condes de Lenthe são recebidos diariamente no escritório privativo de Sua Majestade?
ATAVIS ET ARMIS
Don Andre Frederico Albert Vittorio Emmanuele di Scarampi Galli della Loggia, XIII Conde de Galli, XI Conde della Loggia, XI Conde do Império Francês.