O Símbolo Perdido
Algum tempo atrás, o mundo foi sacudido com um livro de Dan Brown – O Código da Vinci, onde ficcionalmente falava-se da figura de Maria Madalena como esposa de Cristo, o que causou certo reboliço nas cabeças pensantes ou não. “Anjos e Demônios” falava sobre maquinações dentro do Vaticano envolvendo a eleição de um Papa que havia inclusive sido assassinado para se conseguir certo intento pelo “Carmelengo” deste mesmo Papa. Como sou um leitor de ficção seja ela de que tipo for. Por isso os livros como estes de Dan Brown; Senhor dos Anéis e todos os outros que envolvem a saga escritas por Tolkien (O Hobbit e Silmarillion);o universo do jovem bruxinho Harry Potter, Crônicas de Nárnia, etc., sempre são livros de cabeceira, assim como os filmes de ficção científica tem a minha preferência.
Porém, o novo livro de Dan Brown, O Símbolo Perdido, foi um que me chamou muito a atenção. Acabei de lê-lo e me apaixonei pela história. Muito cheio de aventura, visto que o mesmo segue o dinamismo dos anteriores livros de Dan Brown. Perseguições, pistas falsas, descobertas fantásticas, tendo como pano de fundo Washington DC.
A capital de nossa grande irmã do norte, que sabedor, assim como o Brasil Colonial e início de Império, tiveram uma forte participação da Maçonaria, tem em seus prédios e símbolos máximos todo um arcabouço maçônico. Vamos cutucar então a onça com vara curta: sabemos que muitos católicos torcem o nariz para os “Pedreiros Livres”, porém, temos de verificar, como bom professor de História que nossos irmãos maçons possuem uma forte influência em muitas áreas do mundo e da sociedade como: Ciência, Política, Economia etc.
Não é segredo nenhum, mesmo eles tendo muitos segredos que acredito devam ser mantidos dentro de seus muros pelo que posso entender do pouco que sei, que esta fraternidade tem sua grande importância no mundo atual e isto vem desde os Templários do passado. Porém, me atendo ao livro, que é o foco deste meu escrito, vai uma sugestão: LEIAM, MAS LEIAM MESMO! Porém, com olhos isentos de qualquer coisa, o coração aberto a tudo que possa vir, leiam com isenção total de idéias, com a sugestão que um personagem do livro faz ao Professor Robert Langdon – acredite, mesmo sendo cético (mais ou menos essa a idéia, mas não as palavras descritas no livro, quem ler, tal fala esta quase no final do livro). Abram suas mentes, não a ciência Noética que fala o livro, não que eu não acredite, mas, passe por cima dela, abra sua mente para o tal “Símbolo Perdido”, para o que é buscado pelo bandido do Livro, Mal’akh, e que seja na verdade uma busca pela verdade. Não sei se foi esta a idéia do autor, mas, realmente como sempre faço, li o livro, isento de tudo, apenas pelo prazer de ler, e me surpreendi com uma leitura que me levou a pensar, que me levou a refletir sobre verdades que estão a nossa frente, em nossos olhos, e que muitas das vezes não temos capacidade de entender ou mesmo não apreendermos o que nos esta sendo mostrado.
Não vou aqui, contar o final do livro, mas, não é o mordomo o culpado isso eu posso garantir. Para quem gosta de uma leitura densa, envolvente, emocionante, nas doze horas em que se passa a história do livro todo, é como ver todos os episódios da série, 24 Horas de uma só vez, é emocionante. Também não estou ganhando nada da editora que nem sabe que estou a escrever tal texto, mas, não dava para ficar calado diante de tal leitura. Apenas relato – leiam o livro com isenção total de tudo, leia com a mente aberta, não se posicionem por que fala de maçonaria, de ciência Noética, ou de outras coisas, leia pelo prazer de ler, e ao final, busquem vocês mesmo o Símbolo Perdido, pois, contrariando a máxima da série Arquivo X (A verdade esta lá fora), o livro de Dan Brown nos leva a pensar que a verdade esta dentro de nós e que esta escancarada, verdadeiramente escancarada, bastando para isso, termos o bom senso de analisar determinadas posições nossas sem perdermos nossas convicções, sejam elas políticas, sociais ou religiosas.
Valeu a pena cada centavo gasto no livro, e agora que terminei, inicio um outro que mais de oito pessoas já me indicaram (é da mesma editora, mas já disse, não estou aqui fazendo propaganda dela – hihihi) – A Cabana.
Quando terminar, quem sabe faço algum comentário, afinal, sempre é bom indicar bons livros para todos lerem.
Abraços Fraternos, justos e perfeitos (gente, só copiei de um amigo, não sou maçom).
Niterói, 13 de Janeiro de 2010
Lugus Chrispino
*Lugus Chrispino é o pseudônimo de Luiz Gustavo dos Santos Crispino, professor de História da rede pública de Niterói e de outras instituições.
Por Lugus Chrispino, em 16/01/2010 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























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