O Brasil independente no seu dia!
Vem chegando mais um dia onde o orgulho de ser brasileiro aflora, formando realmente uma unidade nacional, num dos maiores países do mundo em extensão territorial.
Os desfiles aparecem nas ruas das capitais brasileiras e outras importantes cidades do interior, o civismo espontâneo torna tudo mais belo, exaltando a característica alegre e festiva do brasileiro (assim é visto no exterior), por causa disso sofremos, sem falar da facilidade de não lembrar ou não dar importância aos fatos importantes que norteiam a política brasileira.
As CPIs, ou outras siglas de investigação política, de grande apelo popular agradecem as festividades, escândalos e comoções; a página da lembrança se apaga e tudo muda de contexto, tornando o mesmo resultado: impunidade.
Numa nação de dimensões continentais a fartura se acentua, os trópicos ajudam a lavoura, contudo a fome assola na vida dos “descamisados” das calçadas, os direitos são rotineiramente vilipendiados com o sucateamento da saúde pública e privada; a violência vem crescendo assustadoramente, onde toques de recolher são aplicados por bandidos; a desvalorização crescente da educação é o principal motivo de tanta violência, depois da corrosão do ambinete familiar, mas o orgulho da independência brilha que nem a constelação no dia do grito à beira do riacho, que já nem existe mais.
Muito se especulou e ainda se especula sobre o que realmente é lenda, bravura, dos herois da Independência, a história aumenta de um lado e cercea de outro, como o verdadeiro dia em que o Brasil consolida a sua independência, segundo os baianos é dois de julho.
Contudo o que mais temos a comemorar além da unidade nacional em prol de uma Língua Portuguesa, é o grande patrimônio natural e cultural que ostentamos, exportando influencias, matérias primas ou industrializadas para os confins do mundo, mostrando que apesar de “eternamente novos”, sonhadores com o futuro, o povo brasileiro tem o seu valor, e é por isso que temos que lutar, principalmente no âmbito interno, pois não se pode comemorar riquezas e alardear para o mundo a imagem de um país simpático se nossos governantes são antipáticos com seu próprio povo.
*Marcelo de Oliveira Souza: Pseudônimo SOM, natural do Rio de Janeiro, Professor de Língua Portuguesa, formado na Universidade Católica do Salvador. Pós-graduado pela Faculdade Visconde de Cairu com convênio com a APLB/UNEB; Membro titular do Clube dos Escritores de Piracicaba; Organizador do Concurso Anual Poesias sem Fronteiras; participa de vários concursos de poesias, contos, sempre conseguindo colocações louváveis. Organizador do Concurso Literário Anual POESIAS SEM FRONTEIRAS.
Por Marcelo de Oliveira Souza, em 07/09/2010 - 00:01. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























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