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O Brasil e o nosso precário desenvolvimento científico

A Educação é o fator primordial para o desenvolvimento de uma nação. E com a Educação alcançaremos desenvolvimento em todas as áreas da ciência.

Países como Israel, Coréia do Sul, China, Japão, e Índia, são exemplos emblemáticos. Ele investem pesado em ciência e tecnologia, e em razão disso, saíram da pobreza para a riqueza, num espaço de tempo de cinco a seis décadas apenas. Entretanto, no Brasil, a educação é uma tragédia em todos os níveis.

Adquirir um diploma de segundo grau, ou um diploma universitário, é algo que se resolve em questão de poucas horas. Diplomados que desconhecem tudo, abundam por aí.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, vem defendendo que investimentos na área da ciência, alcancem pelo menos 2% do valor do PIB, mas estamos muito longe disso. E este valor é mais de 4% em Israel e na Coréia do Sul, e em torno de 3,5% no Japão.

Qualquer país sério e comprometido com a riqueza de seu povo, investe dinheiro graúdo em ciência e tecnologia, isto é, sempre acima de 2% de seu produto interno bruto. E investem porque o retorno é garantido!

Aqui no Brasil, o Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicações, (houve fusão de ministérios), neste 2017 sofrerá corte de 44% nos seus recursos. Assim, dos R$5,81 bilhões que seriam investidos originalmente, o valor minguou para R$3,27 bilhões. Isto é, o que já estava ruim, vai ficar pior. Um desalento para muitos abnegados cientistas. Vai ficar difícil!

Pasmem, estes 3,27 bilhões de reais é a metade do investimento de 2005, em valores corrigidos monetariamente.

Não é a toa, pois, que ocupamos apenas a sexagésimo-nono posição no ranking internacional de inovação científica. UMA VERGONHA!

Quem se informa minimamente, sabe e reconhece, que não se desenvolve um país sem financiamento contínuo na área científica. Por isso, entendo que há muita miopia na visão dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, sob comando de Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira, respectivamente.

Apesar de transito frequente em muitas universidades do mundo, estes dois ministros não entenderam que o corte de investimentos da área científica é como dar um tiro no próprio pé. O país freia.

Ora, nós precisamos copiar modelos que vem dando certo há décadas. Israel e a Coréia do Sul, por exemplo, alcançaram progresso e riqueza para seus povos, principalmente via desenvolvimento científico. Simples assim!

Não tentem reinventar a roda, prezados!

*João Antônio Pagliosa é engenheiro agrônomo.

Comentários

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Comentários

  1. Teresinha Winter disse:

    O senhor está supondo que eles querem desenvolver o ensino no país. Mas começaram cortando a maior parte dos investimentos em educação, de todos os tipos, e pretendem cortar muito mais. Somente quem tem condições financeiras poderá estudar, inclusive no exterior. Os institutos federais estão morrendo à míngua. Daí o Temer vai lá e fecha porque estão dando prejuízo! Quer dizer, a estratégia tacanha de enfraquecer primeiro e derrubar depois. Tal qual fizeram com as farmácias populares. Deixaram o povo sem nem ter a quem recorrer, enquanto se reorganiza através das prefeituras. Quer dizer, mais uma despesa passada à força pras prefeituras, sem a respectiva verba, é claro. Perderam a vergonha na cara. Inclusive já ouvi defensores do governo e de suas “estratégias” falando, cinicamente, que “as melancias vão se acomodar”. Quer dizer que os cidadãos deste país vão se acostumar com tudo e parar de reclamar. Benzadeus. Não restará pedra sobre pedra. Daqui a 1 ou 2 anos vai se ver no que resultou toda essa sujeira consentida. O círculo da economia foi quebrado.

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