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Namoro perde a melhor característica

riarca bíblico Jó. Mas quando se chegava aos finalmente… Era um delírio! Era o transporte do céu para a terra!

Naquele tempo pretérito, tocar, mesmo que de leve, como que sem querer, os seios da garota, era uma façanha heróica!

E o beijo… Nem é bom falar! A garotada, hoje, ri, com ar de superioridade, quando isso vem à baila. Mal sabe o que está perdendo com sua afoiteza!

Por isso, por causa daquele exercício de controle e de paciência que mantínhamos (ou também por isso), os casamentos que resultavam desses namoros eram, salvo exceções (e estas sempre existiram e vão existir) para a vida toda.

Hoje… Bem, cada um sabe de si e arca, claro, com as consequências dos seus atos. E o assunto tratado aqui não é bem este. Mas como todo conto exige novo ponto…

Essa história de que é nas grandes ocasiões que se conhecem os amigos é coisa de quem, de fato, não tem a mínima noção do que são amizades.

Como Mário de Andrade acentuou em certa ocasião, portanto, também tenho horror às grandes ocasiões. Mas continuo, ao contrário dele, que preferia as quartas-feiras, preferindo as quintas-feiras…

*Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor dos livros “Por uma nova utopia”, “Cronos e Narciso” e “O país da luz”.

E-mail: pedrojbk@bestway.com.br

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