Início » Pedro do Coutto » Na imprensa e no povo foi péssima a repercussão do julgamento de Temer

Na imprensa e no povo foi péssima a repercussão do julgamento de Temer

Gilmar não agradou a gregos nem a troianos.

Não podia ter sido pior a repercussão na imprensa do resultado do julgamento do TSE que apenas prolongou, por pouco tempo, a permanência do presidente Michel Temer no poder. Nenhum jornal, nenhum comentarista de programas na televisão, ninguém na realidade ficou satisfeito com o voto de Minerva do ministro Gilmar Mendes. A sensação geral é a de frustração e de descrédito, não quanto a Justiça em geral, mas em relação ao TSE em particular, principalmente aos quatro integrantes que garantiram a vitória de uma tese impossível à luz da lei, da ética e até da moral.

Ironicamente surgiram comentários dizendo que o desfecho de quatro a três foi consequência do excesso de provas. De fato, provas de corrupção não faltaram, o que foi assinalado tanto pelas testemunhas das manobras financeiras, quanto pelos delatores que desembolsaram milhões e milhões de reais aparentemente para a campanha da chapa Dilma-Temer, mas na realidade para encobrir uma sequência interminável de propinas e contratos superfaturados na Petrobrás.

DENÚNCIA NO STF – Agora o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em matéria de Jailton de Carvalho, O Globo deste domingo, vai ampliar a denúncia contra o Presidente da República com base no depoimento do doleiro Lúcio Funaro e a perícia da gravação do diálogo de quarenta minutos entre Joesley Batista e Michel Temer.

A Polícia Federal, espera Janot, deve concluir a perícia da gravação nos próximos dias. Para os que investigam o processo, o caso Michel Temer é um dos mais bem documentados, registrando crimes políticos.

A rigor, pelo que se conhece dos fatos acumulados ao longo do tempo, não se percebe a possibilidade de Temer sobreviver à crise da qual ele é mesmo o personagem mais importante. Não só pela amizade e intimidade que mantinha com Joesley Batista, mas também por sua vinculação com Rocha Loures, o fugitivo da noite e da mala de 500 mil reais.

QUAL O DESTINO? – Por que motivo os donos da JBS iriam doar R$ 500 mil a um suplente de deputado federal? Sobretudo um ex-assessor do Palácio do Planalto. O destino do suborno não poderia terminar com Loures, filmado em desabalada carreira de um táxi para outro pelas câmeras da Polícia Federal.

Examinando-se, assim, o quadro real do sinuoso e sombrio processo de corrupção, constata-se – que coincidência – não se ouviu nem a mínima palavra do presidente Michel Temer sobre a corrupção. As declarações que ele e seus personagens mais próximos têm acentuado, ao contrário, direcionam-se mais contra a Operação LavaJato do que contra os ladrões que vinham assaltando a Petrobrás, o BNDES e o país, de forma avassaladora e sem limite.

Limite? O limite que agora a população brasileira deseja conhecer encontra-se voltado para o fim do atual governo. Enredou-se a si próprio numa teia de corrupção e falsificações. Tentou iludir a nação e o povo. Não conseguiu.

Fonte: Tribuna da Internet

Comentários

comentários

Comentários

  1. Doroti Aparecida Honório disse:

    Comentar oque mais, descarado não reflete suas atitudes, se o fizesse pensaria com cuidado em sua imagem.
    Imagem não quer dizer aparência pois no caso de ideais, aparência logicamente não é nada relevante.
    Creio que foi a maior balela esse julgamento; em um país onde pode-se depor quatro presidentes é escandaloso depor cinco.
    Incrível o desculpa.
    Porque mostrar tanta sujeira para ela ser coberta?
    Será que já não temos sujeira suficiente para engolir?
    O mundo precisa ver nossas vergonhas legalizadas publicamente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*