Mega-ciberataque derruba sistemas de comunicação ao redor do mundo

O Brasil também foi afetado. O Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo tiraram seus sistemas do ar.

Um mega-ciberataque derrubou sistemas de comunicação de empresas e serviços públicos em diferentes países durante a manhã desta sexta-feira. Na Espanha, a rede interna da Telefónica foi hackeada, e funcionários foram orientados a desligar seus computadores. Relatos de funcionários indicam que também foram afetados os sistemas da seguradora espanhola Mapfre e do banco BBVA.

Nas telas, apareciam mensagens pedindo o pagamento de um resgate em bitcoins – o valor subiria com o passar do tempo. No Reino Unido, ao menos dezesseis hospitais públicos enfrentaram problemas após um ataque análogo contra seus sistemas de tecnologia. O bloqueio de computadores impediu o acesso a prontuários e provocou o redirecionamento de ambulâncias.

Informações preliminares da imprensa espanhola indicam que os ciberataques têm origem na China. Segundo a assessoria de imprensa da Telefônica em Madrid, as atividades da empresa no Brasil não foram impactadas, mas estão sendo tomadas “medidas preventivas para garantir” a operação. A empresa é dona da operadora Vivo. Também a assessoria de imprensa do Santander, igualmente em Madrid, afirmou que não teve suas operações afetadas no Brasil nem em outros países.

Segundo o portal IT Security News, ao menos setenta e quatro países foram afetados nas últimas horas.

O ataque é resultado de um vírus “ransomware”, que exige um resgate para o retorno do funcionamento do sistema operacional, e se espalhou por meio de uma falha do Windows.

*Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em Santa Catarina, foi para o Rio Grande do Sul aos vinte anos. Foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas entre 1962 e 1963. Foi secretário da Indústria e Comércio e da Fazenda de Porto Alegre, além de secretário de Relações Internacionais e chefe da Casa Civil do governo do estado do Rio Grande do Sul. Foi preso duas vezes durante o regime militar brasileiro, em 1962 e 1972. Publicou um livro sobre esta experiência, chamado Ahú, diário de uma prisão política. Trabalhou nos jornais Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, e nas revistas nas Veja e Exame. Também apresentou e participou de programas de televisão na RBS, Band, TV Pampa e TV Guaíba além de programas de rádio. Blog do Políbio Braga

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