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Mais cadeia para João Santana e sua esposa

Mais cadeia para João Santana e sua esposaJoão Santana e sua esposa Mônica Moura passarão mais cinco dias na cadeia. A Polícia Federal está cada dia mais perto da campanha de Dilma à reeleição.

João Santana, o marqueteiro de Dilma Rousseff, e sua esposa, Mônica Moura, passarão mais cinco dias na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. E o pedido foi da própria Polícia Federal, que acha que os dois estão mentindo sobre o uso de dinheiro desviado da Petrobrás na campanha de Dilma à reeleição.

O pedido de prolongamento da prisão tem por base a análise de novas provas apreendidas nas buscas realizadas nesta semana, na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé. Dentre os documentos apreendidos está uma planilha financeira com indicações de que o casal recebeu da Odebrecht quatro milhões de reais no Brasil durante a campanha eleitoral de 2014. O casal, em seus depoimentos, negou o fato. Ao todo, foram sete repasses, entre outubro e novembro de 2014, exatamente enquanto João Santana atuava junto à campanha de Dilma Rousseff à reeleição.

Esta planilha contém ainda a anotação de que o total negociado chegaria a 24 milhões de reais, e estava na casa de Maria Lúcia Tavares, funcionária da Odebrecht, contra quem a Polícia Federal também solicitou a prorrogação de prisão temporária. Os delegados entendem que a origem dos recursos ainda não foi totalmente esclarecida e que eles estão claramente à margem da contabilidade oficial. O mais surpreendente é que estes repasses teriam ocorrido depois que a Lava Jato realizou buscas na sede da Odebrecht em São Paulo.

MAIS PROBLEMAS PARA DILMA NO TSE

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, solicitou a apuração de pagamentos da campanha eleitoral da presidente Dilma feitos junto a sete empresas que prestaram serviços nas eleições presidenciais de 2014. E ainda determinou que as notas fiscais referentes à prestação de serviço sejam enviadas ao Ministério Público, Receitas federal e estadual, Polícia Federal e Conselho de Administração de Operações Financeiras (Coaf) para análises e para que sejam tomadas as providências cabíveis, em caso de ser realmente constatas fraudes.

O pedido foi feito tendo por base a prestação de contas da campanha presidencial, que, diga-se de passagem, foi aprovada com ressalvas no fim de 2014. Deste então que o ministro Gilmar Mendes, que é relator das contas, vem pedindo apurações sobre suspeitas envolvendo a campanha petista.

O cerco está se fechando…

*Wilson de Oliveira é mineiro de Cataguases e divide sua vida entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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