Inteligência Linguística

Por em 18/06/2009


Trata-se de uma inteligência inata, ou seja, que já nasce com o ser humano. O homem já nasce com um pré–dispositivo para adquirir a linguagem, para se expressar, e se utilizar de mecanismos que o ajudam a viver. Segundo Howard Gardner (1985), essa capacidade inata, geral e única caracteriza a inteligência lingüística que, por sua vez, denota uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem.

Quanto à escrita, essa inteligência vai ajudar a pessoa a aprender os mecanismos da língua e suas estruturas, por exemplo: o alfabeto, a análise sintática, e assim sucessivamente. Quanto à língua falada, a inteligência em questão ajudará no uso objetivo da linguagem que é convencer, agradar, estimular, comunicar, relatar, ou seja, transmitir idéias.

Gardner diz que essa habilidade é muito utilizada pelos poetas e que em crianças ela se evidencia quando uma criança conta ou relata uma história verdadeira, vivenciada por ela ou por alguém próximo a ela.

É impossível ler sobre essa inteligência proposta por Gardner e não pensar na explicação de Noam Chomsky sobre o processo de aquisição da linguagem, pois para Chomsky, a criança já nasce com uma aptidão inata para adquirir a linguagem e ele não acredita que a criança apreende uma língua apenas pela repetição dos pais e das pessoas ao seu redor. Então, a teoria do Inatismo Chomskiana se assemelha muito com a teoria de Gardner sobre Inteligência Lingüística porque ambos acreditam na aptidão do ser humano para adquirir a linguagem e que todo ser humano é criativo.

A produtividade, ou seja, o fato das crianças produzirem construções gramaticais complexas sem jamais terem aprendido e a criatividade estão relacionadas ao cérebro e à Faculdade da Linguagem. Com a criatividade, a criança cria todo um universo ao seu redor e precisa da produtividade para colocá-lo em prática, para evidenciá-lo.

O balbuciar dos bebês de aproximadamente seis meses que sinaliza o começo da aquisição da linguagem, evidenciando a inteligência lingüística presente em nossas vidas. Após o balbuciar, vêm as fases de criação de uma palavra, de duas palavras e mais tarde, a fase de construções complexas como as sentenças, etc. Dessa forma, a criança adquire a linguagem e passa a se comunicar.

*Elias da Mota Ferreira, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.




Por Elias da Mota Ferreira, em 18/06/2009 - 10:19. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

2 respostas to “Inteligência Linguística”

  1. bem esclarecedor mas acho que falta e imagens e explicações .

    #1969
  2. Lucas Siqueia

    eu gostei deu para eu fazer um relatório
    sobre essa inteligência muito bom =)

    #2927

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