Início » Políbio Braga » Gilmar Mendes e a JBS

Gilmar Mendes e a JBS

Instituto de Gilmar Mendes recebeu R$ 2,1 milhões da JBS. Além disto, fazenda do ministro vende gado para a JBS.

Reportagem de hoje da Folha de S. Paulo revela que o grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF. De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos.

O IDP disse à Folha de S. Paulo que devolveu 650 mil reais à JBS (de um total de 2,1 milhões de reais). O dinheiro foi devolvido, segundo o IDP, em 29 de maio. O acordo da JBS com a PGR foi homologado em 18 de maio.

Uma semana depois, Gilmar Mendes atacou a decisão de Edson Fachin de homologar sozinho aquele acordo.

No dia seguinte, o próprio Gilmar Mendes admitiu à Folha de S. Paulo que suas fazendas vendiam gado para a JBS.

A Folha de S. Paulo encaminhou à JBS uma série de perguntas sobre o dinheiro repassado ao IDP, de Gilmar Mendes.

Eis algumas perguntas feitas:

– Quem fez os pedidos em nome do IDP?

– Houve alguma solicitação por parte de Gilmar Mendes?

– A JBS costuma patrocinar eventos de outras faculdades?

Nenhuma pergunta foi respondida.

*Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em Santa Catarina, foi para o Rio Grande do Sul aos vinte anos. Foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas entre 1962 e 1963. Foi secretário da Indústria e Comércio e da Fazenda de Porto Alegre, além de secretário de Relações Internacionais e chefe da Casa Civil do governo do estado do Rio Grande do Sul. Foi preso duas vezes durante o regime militar brasileiro, em 1962 e 1972. Publicou um livro sobre esta experiência, chamado Ahú, diário de uma prisão política. Trabalhou nos jornais Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, e nas revistas nas Veja e Exame. Também apresentou e participou de programas de televisão na RBS, Band, TV Pampa e TV Guaíba além de programas de rádio. Blog do Políbio Braga

Comentários

comentários

Comentários

  1. Doroti Aparecida Honório disse:

    Eu sabia, O negócio de Gilmar Mendes é dinheiro.
    A última coisa que ele leva em conta com certeza e agora mais seguramente que nunca é a justiça oque ficou muito claro no julgamento da chapa Dilma Temer.
    Esse cidadão deveria ficar em sua fazenda pois a não ser a arrogância pouco pode contribuir com uma justiça verdadeira.
    Ah me esqueci, se não fosse ministro seria complicado esse negócio de fundação.
    Seus lucros poderiam ser menores e pelo jeito ele não iria achar lucrativo.
    Vamos engolindo mais esse gordo sapo, as coisas boas passam, porque não passariam as más?
    Mas que dignidade e respeito tem mais valor, la isso tem mas, infelizmente o político no Brasil não leva dignidade em conta.

  2. Teresinha Winter disse:

    Pra que um ministro do STF ou de qualquer corte precisa ter “instituto”? Que história é essa?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*