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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões</title>
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		<title>Limite monetário de cobertura para as despesas hospitalares</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcus Soares]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Especial 735.750-SP, entendeu que que é abusiva a cláusula do contrato, que limita a despesa com internação hospitalar. Para os Ministros, “não pode haver limite monetário de cobertura para as despesas hospitalares, da mesma forma que não pode haver limite de tempo de internação”, isso porque, tal conduta é “incompatível com o próprio objeto do contrato de plano de saúde, consideradas as normais expectativas de custo dos serviços médico-hospitalares”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/limite-monetario-de-cobertura-para-as-despesas-hospitalares/limite-monetario-de-cobertura-para-as-despesas-hospitalares/" rel="attachment wp-att-19366"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Limite-monetário-de-cobertura-para-as-despesas-hospitalares.jpg" alt="" title="Limite monetário de cobertura para as despesas hospitalares" width="225" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-19366" /></a>Há pouco tempo um familiar meu sofreu um grave acidente automobilístico e, devido ao grau das lesões, precisaria ser submetido imediatamente a uma delicada intervenção cirúrgica, para colocação de placas e fixação pinos na região do ombro e clavícula, sob pena de perder a mobilidade desta importante área do corpo. Foi um susto incrível naquela madrugada!</p>
<p>Muito embora esse familiar seja cliente, há anos, de um renomado plano de saúde, foi necessário buscar socorro no Judiciário, porque o plano de saúde não quis autorizar o uso do material cirúrgico prescrito pelo médico responsável, bem como arcar com todas as despesas do hospital particular para qual foi removido após o socorro.</p>
<p>O fato é que, após passar três dias em um leito hospitalar, com fratura exposta, alto risco de infecção e perda da mobilidade de todo o braço direito, foi exarada uma ordem judicial através de um pedido liminar e a cirurgia foi realizada. Hoje esse familiar vem se recuperando muito bem e não corre mais qualquer risco.</p>
<p>Essa história, caros leitores, serve para exemplificar a forma desrespeitosa, abusiva, desumana e ilegal, como os segurados  geralmente são tratados quando precisam utilizar seus planos de saúde, em momentos de grande dificuldade.</p>
<p>Durante aqueles três dias, entre idas e vindas ao Fórum e ao hospital, ouvi relatos estarrecedores de médicos e funcionários. A saúde, e a própria vida humana, tornaram-se puro business<strong>[1]</strong>. O aspecto financeiro se sobrepõe, e muito, ao bem-estar da pessoa necessitada&#8230; pessoas que não conseguem um rápido acesso à justiça, ficam literalmente apodrecendo em seus leitos, devido a abominável inércia e negação dos planos de saúde em cumprir com suas obrigações.</p>
<p>Recentemente, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Especial 735.750-SP (<strong><a href="http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&#038;tmp.texto=104788&#038;utm_source=agencia&#038;utm_medium=email&#038;utm_campaign=pushsco">veja aqui</a></strong>), entendeu que que é abusiva a cláusula do contrato, que limita a despesa com internação hospitalar. Para os Ministros, <em>“não pode haver limite monetário de cobertura para as despesas hospitalares, da mesma forma que não pode haver limite de tempo de internação”, isso porque, tal conduta é “incompatível com o próprio objeto do contrato de plano de saúde, consideradas as normais expectativas de custo dos serviços médico-hospitalares”.</em></p>
<p>Registre-se ainda, que em casos semelhantes, se faz presente o dano moral, que deverá ser mensurado pelo juízo da causa. No caso do Recurso Especial citado, o mesmo foi arbitrado me vinte mil reais.</p>
<p><strong>[1]</strong>    Negócio, comércio, transação.</p>
<p><em>*<strong>Marcus Antônio Silva Soares</strong> é advogado no Rio de Janeiro, <strong><a href="http://marcusarf.blogspot.com">http://marcusarf.blogspot.com</a></strong></em></p>
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		<title>A verdade está lá fora!</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo de Oliveira Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcelo de Oliveira Souza]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que podemos dizer que só nós podemos ter um planeta habitável? Será que tudo isso não é de interesse de um pequeno grupo de pessoas, para que a sociedade não entre em colapso? Essa questão de existência de vida fora do planeta é muito controversa, contudo temos que ter a nossa mente aberta, preparada para todas as hipóteses, isso é pensar cientificamente, será que Deus deu o dom do pensamento e criatividade somente para a raça humana, tão arrogante e imperfeita? Dentre inúmeros planetas existentes, será que somente o nosso é o premiado com civilização? Aqui mesmo na Terra temos diversos ambientes, muitos improváveis para vida como conhecemos, mas existindo formas variadas de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/a-verdade-esta-la-fora/a-verdade-esta-la-fora/" rel="attachment wp-att-19383"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/A-verdade-está-lá-fora.jpg" alt="" title="A verdade está lá fora" width="220" height="204" class="aligncenter size-full wp-image-19383" /></a>Desde os primórdios da humanidade, a nossa espécie humana tem interesse por descobertas, até como um ato de sobrevivência.</p>
<p>Quando o centro do mundo foi o continente europeu, os grandes navegadores saíram pelo mundo afora com pequenas caravelas de madeira e instrumentos rudimentares como o astrolábio para engendrar nos sete mares.</p>
<p>O tempo passou, nossa sociedade mudou em diversos sentidos, mas aquela sede de descoberta aumenta cada vez mais, até por necessidade, pois no futuro ninguém sabe o que pode acontecer com o nosso planeta, quem garante que o planeta Terra possa existir para sempre?  </p>
<p>Com a sanha pelo consumo, onde as pessoas destroem o planeta rapidamente, ocasionando degelo de calotas polares, desmatamento, sem falar nas “esperadas” tragédias naturais como a expansão do sol, colisão com meteoros e coisas que a gente nem imagina, como até uma invasão extraterrestre,  certamente tem gente lá nas grandes esferas do poder que já está estudando sobre isso há muito tempo.</p>
<p>Essa questão de existência de vida fora do planeta é muito controversa, contudo temos que ter a nossa mente aberta, preparada para todas as hipóteses, isso é pensar cientificamente, será que Deus deu o dom do pensamento e criatividade somente para a raça humana, tão arrogante e imperfeita? Dentre inúmeros planetas existentes, será que somente o nosso é o premiado com civilização? Aqui mesmo na Terra temos diversos ambientes, muitos improváveis para vida como conhecemos, mas existindo formas variadas de vida.</p>
<p>Será que podemos dizer que só nós podemos ter um planeta habitável? Será que tudo isso não é de interesse de um pequeno grupo de pessoas, para que a sociedade não entre em colapso?</p>
<p>Você ainda pensa que num futuro ou até no presente, se acontecer algum desastre de proporções mundiais a raça humana terminaria por completo como aconteceu com os dinossauros? Claro que não, como todo povo inteligente, muita gente vai sair do planeta na hora da destruição, já pensou se todos soubessem que existe uma saída de emergência? Garanto que até que está lendo esse texto e principalmente escrevendo ia tratar de encontrar e principalmente levar seus entes queridos, mesmo que desejássemos deixar muitos desafetos em meio ao fim do mundo.</p>
<p>Se não fosse assim, para que existiria a estação espacial de pesquisas? Será que existe apenas para plantar feijão e outros cereais em diferentes condições? Para que o governo se esforça tanto em desmentir a presença de vida inteligente lá fora? Para que tantos experimentos e explorações espaciais, se achássemos que nunca iríamos lá fora?</p>
<p>Toda essa realidade é escondida, não podemos ter a mente fechada pensando que somente o nosso mundinho violento seja o centro do universo, não podemos taxar o outro de louco ou anormal como muitos podem achar ao ler esse texto, pois é isso que nossos governantes querem, a desinformação é a principal arma em todo regime, seja ele democrático ou principalmente ditatorial, todos sabem disso.</p>
<p>Portanto, quando virem uma estrela no céu, tenham a mente aberta, pois ela não poderá estar mais ali, sendo somente um reflexo da mesma, ou pense que nos céus do nosso planeta existe muita verdade que temos que desvendar.</p>
<p><em>*<strong>Marcelo de Oliveira Souza</strong>: Pseudônimo SOM, natural do Rio de Janeiro, Professor de Língua Portuguesa, formado na Universidade Católica do Salvador. Pós-graduado pela Faculdade Visconde de Cairu com convênio com a APLB/UNEB; Membro titular do Clube dos Escritores de Piracicaba; Organizador do Concurso Anual Poesias sem Fronteiras; participa de vários concursos de poesias, contos, sempre conseguindo colocações louváveis. Organizador do Concurso Literário Anual POESIAS SEM FRONTEIRAS.</em></p>
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		<title>Profetas do plim-plim</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Caldeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Helder Caldeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Os movimentos novilúnios da guerra política instaurada já revelam os lobisomens do cenário brasileiro, frutos maduros de uma geração autoritária que não está preparada para a era digital e o amplíssimo ressoar de vozes das redes sociais. O próprio enredo da cômica Comissão “Cachoeirense” Parlamentar Mista de Inquérito é prova inconteste desse desarranjo: só os membros da CPMI não conseguem ter acesso às investigações da Polícia Federal, enviadas ao Congresso Nacional em suposto sigilo de justiça pelo Supremo Tribunal Federal. Boa parte do processo vazou e já está disponível a qualquer internauta em websites de toda natureza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/profetas-do-plim-plim/profetas-do-plim-plim-2/" rel="attachment wp-att-19399"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Profetas-do-plim-plim1.jpg" alt="" title="Profetas do plim-plim" width="244" height="206" class="aligncenter size-full wp-image-19399" /></a>Em tempos de renovação dos votos de uma CPMI do Fim do Mundo – que o sociólogo Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, passou a chamar de CPMI das Piruetas da Lógica – perambulam pelas esquinas jornalístico-midiáticas os pseudoprofetas de páginas pomposas. Não são brilhantes profissionais da comunicação. Apenas prestam-se ao coser de lantejoulas em suas palavras. Bem disse o saudoso carnavalesco Joãozinho Trinta: <em>“Quem gosta de miséria é intelectual; pobre gosta de luxo!”</em>. Sejais, pois, brilhoso!</p>
<p>Os movimentos novilúnios da guerra política instaurada já revelam os lobisomens do cenário brasileiro, frutos maduros de uma geração autoritária que não está preparada para a era digital e o amplíssimo ressoar de vozes das redes sociais. O próprio enredo da cômica Comissão “Cachoeirense” Parlamentar Mista de Inquérito é prova inconteste desse desarranjo: só os membros da CPMI não conseguem ter acesso às investigações da Polícia Federal, enviadas ao Congresso Nacional em suposto sigilo de justiça pelo Supremo Tribunal Federal. Boa parte do processo vazou e já está disponível a qualquer internauta em websites de toda natureza.</p>
<p>De um lado da arena ficam os congressistas, ostentando caras aparvalhadas, barrigas de jacaré ressaltadas em mal talhados auxílios-paletó e cabelos acaju. Babões, enquanto acariciam as coxas das “ladies” ou o tanquinho dos michês do casting Mary Corner, não conseguem compreender como uma ferramenta de internet pode ser tão mais poderosa que os palanques e tribunas de antigamente. Há, ainda, um rancor nas entrelinhas, já que relegados aos papeis de amigos da protagonista na Vênus Platinada. E são!</p>
<p>Do outro lado do front, batalhões de repórteres – com ou sem diplomas – são alinhados conforme a ideologia das bigas que os transportam e pagam seus salários. Ao longo das últimas décadas, enterraram o sagrado dever da formação responsável e ética de opinião. Melhor adaptados ao tempo facebookiano, tornaram-se meros “seguidores” de opinião. Podem até ter algum pensamento próprio, mas ele irá pender e depender da logomarca que carregam “no corpo, na alma e no coração”. São “feras feridas”&#8230; às vezes, fedidas.</p>
<p>Daí, funciona assim: o presidente do grupo editorial e seu editor-chefe são flagrados em grampos telefônicos confundindo ética jornalística com usucapião mercadológico da informação; estes, por sua vez, escalam seus melhores títeres para darem plantões como articulistas bem versados, doutores na ciência contemporânea da difamação rasteira; de quebra, convencem os “eternos chapa-branca da casa-grande” – como classificou o célebre Mino Carta – a estabelecer uma aliança “baba-ovo” em seus meios médios (perdoem a redundância, mas não resisti à tentação!).</p>
<p>Mandachuvas alinhados, os repórteres-soldados têm convicção de que só serão publicados e lidos, vistos e endeusados, quando empunhados das armas exigidas pelos senhores do feudo jornalístico. Suas reais opiniões pouco importam. O que vale nessa hora são os dogmas corporativos, a manutenção do “status celebrity” e boa dose de criatividade ficcional para forjar notícias, plantar fatos e comentários e até defender o indefensável, se o chefe mandar. Prestam-se à figuração como buchas-de-canhão na arena de guerra.</p>
<p>Aquele que nega o papel de serviçal das ideologias casagrandenses, não será vítima apenas do silêncio e da geladeira da dita “grande mídia”, mídia-média. Será perseguido e demonizado. A máquina editorial do feudo tratará de destruir sua reputação em praça pública, alçando sua cabeça em ponta de lança para que sirva de exemplo aos que planejam qualquer inconfidência profissional.</p>
<p>Reza o ditado: <em>“quem pode, pode; quem não pode, se sacode”</em>. Para manter seus salários, sustentar suas famílias, garantir o pão de cada dia e alimentar alguns sentimentos ególatras, jornalistas enfiam a ética e a responsabilidade na lata do lixo e se tornam arautos do “rei-nú”. <em>“Vida longa ao rei”</em>, bradam pelas vielas do Brasil os profetas do plim-plim.</p>
<p><em>*<strong>Helder Caldeira</strong> é escritor, jornalista político, palestrante e conferencista, autor do livro <strong>“A 1ª PRESIDENTA”</strong> (Editora Faces, 2011, 240 páginas), primeira obra publicada no Brasil com a análise da trajetória da presidente Dilma Rousseff, e comentarista político da <strong>REDE RECORD</strong> de Mato Grosso, onde apresenta o quadro <strong>“iPOLÍTICA”</strong>. <strong><a href="http://www.heldercaldeira.com.br">www.heldercaldeira.com.br</a></strong> – helder@heldercaldeira.com.br</em></p>
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		<title>A proteção jurídica da maternidade</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/a-protecao-juridica-da-maternidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos José Martinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[João Carlos José Martinelli]]></category>

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		<description><![CDATA[A maternidade é um dom natural de vida, que fortalece a união dos casais, estrutura a instituição da família e se firma como o aspecto principal da dignidade feminina. Merece, por isso, ampla proteção jurídica. E apesar da palavra “mãe” aparecer uma única vez na Constituição Federal para se referir no art. 12 à condição de brasileiros “nascidos no estrangeiro de mãe brasileira”, a Carta Magna não lhe é indiferente, dando tratamento especial por meio de outras palavras e conceitos em diversos de seus dispositivos. Assim, baseados nessas normas constitucionais e que podem variar de acordo com as convenções coletivas de cada categoria profissional, são os seguintes seus direitos: licença maternidade de 120 dias, com pagamento do salário com a opção de prorrogação pelo prazo de mais dois meses conforme Lei 11.770 de 2008; garantia de não serem demitidas do emprego, desde a confirmação de gravidez até cinco meses após (a não ser quando enquadradas em justa causa); assistência gratuita para os filhos, até os seis anos, em creches e pré-escolas; dois descansos especiais de 30 minutos, para amamentar os filhos, até os seis meses, durante a jornada de trabalho e exigência de um local apropriado para deixar seus filhos, em locais onde trabalhem, pelo menos, 30 mulheres com mais se 16 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/a-protecao-juridica-da-maternidade/a-protecao-juridica-da-maternidade/" rel="attachment wp-att-19405"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/A-proteção-jurídica-da-maternidade.jpg" alt="" title="A proteção jurídica da maternidade" width="187" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-19405" /></a>Reitere-se nesse espaço, que a capacidade de amar das pessoas é sempre digna de respeito e admiração, notadamente pelos atributos que pressupõe: doação, abdicação, afeto e persistência. No entanto, a maternidade ainda é mais venerada, pois além de superar essas características, revela-se numa aptidão consciente da promoção do ser humano em todas as dimensões. Tanto que, se para uns, “ser mãe é padecer no paraíso”, para outros, bem mais realistas, trata-se de uma missão mesclada de alegrias, dores, renúncias e felicidade. No entanto, ser mãe é vivenciar tudo isso e muito mais, e não é fácil traduzir em palavras o que se passa nas profundezas de seu coração. </p>
<p>Com efeito, a realidade apresenta inúmeras mulheres que com atitudes positivas, mesmo em meio aos maiores dissabores e tormentos da vida, ensinam-nos que os desafios existem para serem enfrentados com espírito forte e cristão. Com filhos acometidos de graves moléstias ou problemas de deficiência, outorgam-lhes intensa dedicação e manifesto carinho. Por sinal, o Evangelho é dispõe ser suficiente que tenhamos “olhos para ver e ouvidos para escutar” tantas mães que assumem essa qualidade ou condição até as últimas conseqüências.</p>
<p>Efetivamente, a maternidade é um dom natural de vida, que fortalece a união dos casais, estrutura a instituição da família e se firma como o aspecto principal da dignidade feminina. Merece, por isso, ampla proteção jurídica. E apesar da palavra “mãe” aparecer uma única vez na Constituição Federal para se referir no art. 12 à condição de brasileiros “nascidos no estrangeiro de mãe brasileira”, a Carta Magna não lhe é indiferente, dando tratamento especial por meio de outras palavras e conceitos em diversos de seus dispositivos. Assim, baseados nessas normas constitucionais e que podem variar de acordo com as convenções coletivas de cada categoria profissional, são os seguintes seus direitos: licença maternidade de 120 dias, com pagamento do salário com a opção de prorrogação pelo prazo de mais dois meses conforme Lei 11.770 de 2008; garantia de não serem demitidas do emprego, desde a confirmação de gravidez até cinco meses após (a não ser quando enquadradas em justa causa); assistência gratuita para os filhos, até os seis anos, em creches e pré-escolas; dois descansos especiais de 30 minutos, para amamentar os filhos, até os seis meses, durante a jornada de trabalho e exigência de um local apropriado para deixar seus filhos, em locais onde trabalhem, pelo menos, 30 mulheres com mais se 16 anos.  </p>
<p>Apesar dessas inúmeras conquistas, ainda são visíveis as discriminações contra as funcionárias que engravidam; a falta de recursos para disponibilizar lugares apropriados para amamentação; humilhações como a exigência de provas de laqueadura para obtenção de emprego; a falta de regras mais rígidas para o cumprimento de obrigação alimentar de pais absolutamente irresponsáveis, que transferem às mulheres todos os deveres na criação, subsistência e educação dos primogênitos e muitas outras circunstâncias negativas que comprometem a função social da maternidade. Cabe a sociedade em geral e aos nossos legisladores, aprimorarem o zelo de tão nobre e especial ministério</p>
<p><strong>Blogue luso-brasileiro: <a href="http://solpaz.blogs.sapo.pt/">“PAZ”</a></strong></p>
<p><em>*<strong>João Carlos José Martinelli</strong> é advogado, jornalista, escritor e professor universitário.</em> </p>
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		<title>Lembranças do passado</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Bosco Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[João Bosco Leal]]></category>

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		<description><![CDATA[Residindo perto do Pantanal Sul Mato Grossense, de belezas naturais deslumbrantes e muitos animais silvestres, resolvi convidar uma amiga de juventude para passar um feriado prolongado em minha casa e assim nos reveríamos e ela conheceria o pantanal. Pretendia mostrar locais que conheço sem nenhuma programação previamente agendada, passeando, parando, tirando fotos, mostrando o que lhe era desconhecido, sem nenhum compromisso de horários, mas como chovia e fazia frio quando a aeronave que a trazia pousou, percebi que a programação teria que ser alterada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/lembrancas-do-passado/lembrancas-do-passado/" rel="attachment wp-att-19389"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Lembranças-do-passado.jpg" alt="" title="Lembranças do passado" width="220" height="214" class="aligncenter size-full wp-image-19389" /></a>Residindo perto do Pantanal Sul Mato Grossense, de belezas naturais deslumbrantes e muitos animais silvestres, resolvi convidar uma amiga de juventude para passar um feriado prolongado em minha casa e assim nos reveríamos e ela conheceria o pantanal.</p>
<p>Pretendia mostrar locais que conheço sem nenhuma programação previamente agendada, passeando, parando, tirando fotos, mostrando o que lhe era desconhecido, sem nenhum compromisso de horários, mas como chovia e fazia frio quando a aeronave que a trazia pousou, percebi que a programação teria que ser alterada.</p>
<p>Como duas pessoas que não se viam ou tiveram qualquer tipo de contato há trinta e sete anos, fomos almoçar e começar a conversar sobre o que ocorreu em nossas vidas nesse período e também sobre o que ela gostaria de fazer já que com aquele tempo a programação anterior não seria aconselhável.</p>
<p>Durante essa conversa, por algumas declarações e comportamentos, já percebi que meu convite talvez não tivesse sido uma boa ideia. Notei que havíamos vivido em mundos e culturas diferentes por um período demasiado longo, o que tinha nos transformado em duas pessoas com uma quantidade enorme de diferenças.</p>
<p>Morando só e já próximo dos sessenta, nada mais lógico e esperado que possuísse algumas ou muitas manias, mas tentei colocar minha convidada muito à vontade, mostrando-lhe seus aposentos e onde encontraria tudo o que pudesse necessitar, desde alimentos, bebidas, pratos, talheres e como funcionava a máquina de café.</p>
<p>Por simples bom senso e educação que se espera de quem possui um grau cultural elevado, ou até mesmo por conhecimento prático adquirido durante a vida, imaginei que alguns comportamentos não ocorreriam por serem inesperados para quem se hospeda em casa alheia, independentemente das manias adquiridas por quem está acostumado a viver só como eu.</p>
<p>Morando só no interior do Paraná logo notei que acostumada a viver em casa, não tinha noção do que seria viver em um prédio de apartamentos, mas diversas atitudes comportamentais por mim inesperadas confirmavam minha primeira impressão: éramos pessoas totalmente desconhecidas.</p>
<p>Como o clima frio e chuvoso não a estimulavam sequer a sair do quarto por longos períodos, solicitei a presença de outra amiga e demos algumas voltas pela cidade, visitando locais interessantes e pontos turísticos, mas foi tudo o que conseguimos, pois no dia seguinte o tempo melhorou e o sol voltou a brilhar, mas ela não se interessou pelo passeio turístico que eu havia programado para o Pantanal alegando que preferia permanecer quieta, dentro de casa.</p>
<p>Pensei então sobre todo o período que estivemos longe, morando em ruas, cidades e estados diferentes, estudando em escolas e cursos, tendo amigos e relacionamentos mais ou menos profundos ou duradouros, com idades e em épocas distintas.</p>
<p>Com todas essas variações de estilos, meios e modos de vida, realmente não poderíamos mais ser o que éramos e pensar ou agir como costumávamos fazer.</p>
<p>Uma pena, pois a intenção era a melhor possível e ao invés de reaproximar, certamente acabou afastando mais ainda duas pessoas que já não se viam há décadas, mas que mantinham lembranças de um tempo diferente, quando éramos jovens e que infelizmente nunca voltará.</p>
<p>Tentar reviver o passado pode fazer perder lembranças que na mente se mantinham bonitas e por isso lá deveriam permanecer.</p>
<p><em>*<strong>JOÃO BOSCO LEAL</strong> é jornalista (reg. MTE nº 1019/MS) articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Blog: <strong><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/">http://www.joaoboscoleal.com.br/</a></strong></em></p>
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		<title>Brasil: um palco aberto de execuções sumárias em vias públicas</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Milton Corrêa da Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milton Corrêa da Costa]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida humana perdeu o valor em território nacional. A crença dos assassinos é a da certeza da impunidade e da não identificação de autoria. Como a polícia ostensiva não pode ser onipresente e como a taxa de esclarecimentos de homicídios é baixíssima (falta estrutura de inteligência policial) e as leis penais são benevolentes, protegendo assassinos a ameaça à vida humana é, portanto, real e iminente. É possível, pois, matar, ficar impune e continuar matando. Vale lembrar que alguns dos assassinos de aluguel (grupos de extermínio), que atuam nos quatro cantos do território nacional, possuem arma e carteira de policial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/brasil-um-palco-aberto-de-execucoes-sumarias-em-vias-publicas/brasil-um-palco-aberto-de-execucoes-sumarias-em-vias-publicas/" rel="attachment wp-att-19423"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Brasil-um-palco-aberto-de-execuções-sumárias-em-vias-públicas.jpg" alt="" title="Brasil - um palco aberto de execuções sumárias em vias públicas" width="210" height="197" class="aligncenter size-full wp-image-19423" /></a>Na cidade do Rio de Janeiro ocorreu, num período de dez dias &#8211; a mais recente se deu na noite de domingo (13/05) onde a vítima morreu com 20 tiros &#8211; a segunda execução sumária em via pública, por ação de emboscada. Ou seja, as vias públicas, em todo o país, não só no Rio, transformaram-se em palcos abertos de execuções sumárias. Mata-se seres humanos, sem dó e piedade, por qualquer motivo: seja por vingança encomendada (assasssinos de aluguel), por disputas judiciais, por latrocínio, por pertencer a uma torcida organizada de futebol do time rival, pela disputa do comércio de drogas, por disputas judiciais, na luta pelo controle territorial de milícias, pela denúncia do trabalho investigativo da imprensa, por disputa de terras, por violência sexual, por brigas dentro de boates, por uma briga de trânsito ou ao volante de um carro, alcoolizado e/ou em excesso de velocidade, pela razão que for, a céu aberto, de dia ou à noite, a qualquer hora, em qualquer lugar. Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima. Ressalte-se que no Maranhão e em Barra do Pirai/RJ, recentemente, dois jornalistas foram também executados em vias públicas.</p>
<p>A vida humana perdeu o valor em território nacional. A crença dos assassinos é a da certeza da impunidade e da não identificação de autoria. Como a polícia ostensiva não pode ser onipresente e como a taxa de esclarecimentos de homicídios é baixíssima (falta estrutura de inteligência policial) e as leis penais são benevolentes, protegendo assassinos &#8211; o jornalista Pimenta Neves permaneceu mais de 10 anos fora do cárcere &#8211; a ameaça à vida humana é, portanto, real e iminente. É possível, pois, matar, ficar impune e continuar matando. Vale lembrar que alguns dos assassinos de aluguel (grupos de extermínio), que atuam nos quatro cantos do território nacional, possuem arma e carteira de policial.</p>
<p>Frise-se, no entanto, que 90% dos 16 milhões de armas de fogo que circulam no território nacional se encontram nas mãos da sociedade civil e que 7,6 milhões desse arsenal não tem registro. O comércio e a indústria bélica brasileira movimentam cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ressalte-se ainda que entre 1998 e 2008, segundo dados do Mapa da Violência, divulgado em fevereiro de 2011, a taxa de homicídios ficou em 26,4 por cada grupo de 100 mil habitantes. A Organização Mundial de Sáude considera taxas acima de 10 como epidêmicas. </p>
<p>É bom lembrar, conforme matéria de <strong>&#8216;O GLOBO&#8217;</strong>, de 03/09/11, que de todos os inquéritos abertos sobre homicídios dolosos até 2007 no Estado do Rio de Janeiro, 96% já haviam sido arquivados (6.447 casos) pelo Ministério Público, por autoria desconhecida. Crimes que ficaram impunes. Por sua vez, um estudo do Movimento Viva Rio, com apoio do Ministério da Justiça, concluiu que 69,85% do armamento apreendido no Rio passam à ilegalidade no próprio estado, sendo que 15,80% vêm de outros estados e 14,09% chegam pelas rotas internacionais. Em relação à munição apreendida, 75% provém do poder público. </p>
<p>Voltamos a Chicago dos anos 30, sem nenhuma dúvida, num Brasil de 50 mil homicídios/ano, até que pelo menos a prisão perpétua, para crimes covardes e hediondos, se implante no país, desde que obviamente os criminólogos humanitários permitam. Por enquanto, assassinos de todo gênero não se intimidam diante da lei e o medo do crime é fato real. Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima, até juízes, como no caso da magistrada Patrícia Acioli. Triste e real premonição. A lei penal misericordiosa precisa ter fim e a lei nova precisa intimidar. Com a palavra o Congresso Nacional, que tem a relevante missão de legislar para proteger a sociedade. Os mecanismos de desestímulo e correção ao crime precisam ser revistos. A cultura do direito penal mínimo precisa acabar.</p>
<p><em>*<strong>Milton Corrêa da Costa</strong> é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Como a interpretação pode nos salvar de uma briga</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/como-a-interpretacao-pode-nos-salvar-de-uma-briga/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:04:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lygya Maya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lygya Maya]]></category>

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		<description><![CDATA[As interpretações baseadas em experiências passadas têm o efeito de parasitas no sistema nervoso, passando a ser nocivas para o resto da vida, se não ficarmos atentos às interpretações que damos a elas. Conheço uma mulher que se baseia tanto em suas experiências negativas anteriores, que com dificuldade consegue ter uma conversa sadia para seu próprio prazer. Geralmente, ela se ofende com uma pergunta inocente, porque pensa que a pergunta tem um significado implícito e este não é positivo. Sente-se vítima da pergunta sem intenção de ofender ou julgá-la. Pessoas assim não “ouvem” a pergunta, elas “interpretam” a pergunta, e a comunicação se torna uma tortura para ambas as partes. Há frustração na pessoa que perguntou – por não estar sendo ouvida – e na que “reage” de maneira evasiva – por se sentir julgada. O resultado pode ser desastroso, muitas vezes causando discussões desnecessárias.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/como-a-interpretacao-pode-nos-salvar-de-uma-briga/como-a-interpretacao-pode-nos-salvar-de-uma-briga/" rel="attachment wp-att-19349"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Como-a-interpretação-pode-nos-salvar-de-uma-briga.jpg" alt="" title="Como a interpretação pode nos salvar de uma briga" width="245" height="186" class="aligncenter size-full wp-image-19349" /></a>As interpretações baseadas em experiências passadas têm o efeito de parasitas no sistema nervoso, passando a ser nocivas para o resto da vida, se não ficarmos atentos às interpretações que damos a elas.</p>
<p>Conheço uma mulher que se baseia tanto em suas experiências negativas anteriores, que com dificuldade consegue ter uma conversa sadia para seu próprio prazer. Geralmente, ela se ofende com uma pergunta inocente, porque pensa que a pergunta tem um significado implícito e este não é positivo. Sente-se vítima da pergunta sem intenção de ofender ou julgá-la. Pessoas assim não “ouvem” a pergunta, elas “interpretam” a pergunta, e a comunicação se torna uma tortura para ambas as partes. Há frustração na pessoa que perguntou – por não estar sendo ouvida – e na que “reage” de maneira evasiva – por se sentir julgada. O resultado pode ser desastroso, muitas vezes causando discussões desnecessárias.</p>
<p>Ocorre que muitos de nós colocamos a culpa nos outros, por nossas tristezas, frustrações e raiva. Na verdade, somos nós que geramos estes sentimentos. Ninguém abre nossa cabeça ou coração e coloca sentimentos dentro deles, nós é que os sentimos, interpretando cada situação.</p>
<p>Solução para uma comunicação sadia:</p>
<p>Sugiro que aprendam a “ouvir” a pergunta e não só escutar para interpretar. Só assim a comunicação pode ser benéfica para ambas as partes. </p>
<p>Sua na sabedoria de “ouvir” &#8211; sem interpretar.</p>
<p><em>*<strong>Lygya Maya</strong> é coach, escritora e palestrante. Desenvolveu sua carreira nos Estados Unidos, onde atuou na Companhia do mestre em motivação Anthony Robbins. É autora do e-book Ame as Emoções que Você Odeia (2008), disponível em <strong><a href="http://www.lygyamaya.com.br">www.lygyamaya.com.br</a></strong>.</em></p>
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		<title>A economia do consumo e do crédito</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/a-economia-do-consumo-e-do-credito-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wagner Siqueira]]></category>

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		<description><![CDATA[Como as drogas, viver a crédito cria dependência. E, assim os empréstimos tóxicos propagam-se pela disseminação de toxicômanos por dívidas da economia de consumo e de crédito. Cuidado: você pode ser a próxima vítima! Pior ainda, talvez já o seja! É preciso escapar da “ditadura do curto prazo”, que tem monopolizado inteiramente o debate sobre a crise global de 2008 em todo o mundo. Mais do que tudo, o debate tem que se concentrar efetivamente no que importa, no que fará a diferença, ou seja, na construção de uma nova civilização, num novo modelo que atenue de fato os atuais efeitos da crise e minimize a incidência de outras no futuro. Tudo sem deixar de simultaneamente atentar para a gestão de nosso cotidiano, com vistas a humanizá-lo e a torná-lo mais justo e equitativo, que garanta uma melhoria real da qualidade de nossas vidas comuns ou ordinárias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/a-economia-do-consumo-e-do-credito-2/a-economia-do-consumo-e-do-credito-2/" rel="attachment wp-att-19359"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/A-economia-do-consumo-e-do-crédito.jpg" alt="" title="A economia do consumo e do crédito" width="225" height="225" class="aligncenter size-full wp-image-19359" /></a>É preciso escapar da “ditadura do curto prazo”, que tem monopolizado inteiramente o debate sobre a crise global de 2008 em todo o mundo. </p>
<p>Mais do que tudo, o debate tem que se concentrar efetivamente no que importa, no que fará a diferença, ou seja, na construção de uma nova civilização, num novo modelo que atenue de fato os atuais efeitos da crise e minimize a incidência de outras no futuro. Tudo sem deixar de simultaneamente atentar para a gestão de nosso cotidiano, com vistas a humanizá-lo e a torná-lo mais justo e equitativo, que garanta uma melhoria real da qualidade de nossas vidas comuns ou ordinárias.</p>
<p>O nosso dever é responder à crise, naquilo que ela tem de atípico e de inusitado.</p>
<p>Esta não é apenas mais uma crise cíclica do capitalismo, a que os marxistas tanto se referem. </p>
<p>É a crise de um sistema &#8211; (o capitalismo de consumo e financeiro) -, e de uma civilização &#8211; (a pós-industrial) -, que marca o paroxismo de uma nova era. O nosso dever é estar à frente de nosso tempo, fazer as incursões exploratórias e recolher as informações que nos permitam diagnosticar a atual realidade e vislumbrar a construção de um novo tempo.</p>
<p>Os socialistas do século XIX se diziam os filhos de uma primeira revolução industrial, os da máquina a vapor e da industrialização então nascente.</p>
<p>Os do liberalismo econômico, por outro lado, diziam-se os herdeiros da eletricidade e do fordismo, ou melhor, da produção industrial de massa. Nós somos os contemporâneos de imensas mudanças conceptuais e estruturais da sociedade de mercado, ainda muito mal compreendidas e exploradas.</p>
<p>É evidente que a “revolução digital” nos sinaliza claramente com a terceira onda da revolução industrial. Ela, por si só, chacoalha os modelos econômicos e as geografias mundiais. Mas não só ela – muito mais ocorre nas profundezas da sociedade de mercado, sem que nos detenhamos atentamente sobre o que se passa diante de nossos olhos apáticos e displicentes.</p>
<p>A espetacular queda de Wall Street em 2008, e o subseqüente colapso do setor bancário, não sinalizam o fim do capitalismo, como muitos ainda teimam em afirmar.</p>
<p>Logo após a eclosão da crise, os líderes mundiais participantes do G20 se reuniram apressadamente em Washington para ratificar o compromisso de todos com os dogmas da sociedade de mercado e para, com as ações práticas de seus governos, transformarem o Estado, com o dinheiro dos cidadãos contribuintes, numa gigantesca companhia de seguros dos bancos e das bolsas de valores. </p>
<p>Mais uma vez evidencia-se a natureza cooperativa do Estado em relação ao mercado. O Estado agora desempenha um novo e lamentável papel: passa a ser um mero executor da soberania do mercado, o que agrava mais ainda a radical privatização dos destinos humanos e aprofunda a desregulamentação da indústria e do sistema financeiro.</p>
<p>A segunda metade do século XX experimentou brutais transformações econômicas, sociais e políticas que nos levaram à evolução do capitalismo de produção para o capitalismo de consumo e de crédito. Ou melhor: a transformação de uma sociedade de produtores, em que os lucros provinham sobretudo da exploração do trabalhão assalariado através da apropriação da “mais valia”, para o inusitado de uma sociedade de consumidores e de devedores, em que os lucros passam a ser derivados sobretudo da exploração dos desejos de consumo e do endividamento crescente dos clientes ou consumidores.</p>
<p>A fina flor da doutrina empresarial moderna afirma que a função da oferta é criar demanda, ou seja, é preciso induzir e ampliar novas necessidades, que exigem cada vez mais diferentes níveis de satisfação e de aumento do número de novos clientes. E isto vale tanto para produtos industriais quanto financeiros.</p>
<p>Os empréstimos neste contexto são a jóia da coroa: a oferta crescente de empréstimos deve criar e ampliar a necessidade de novos empréstimos para dar vazão a um consumo cada vez mais concupiscente.</p>
<p><em>“Não adie a realização de seu sonho”</em>, <em>“não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”</em>, <em>“use </em><em>o seu cartão de crédito”</em>, ou <em>“desfrute agora e pague depois”</em>, são exemplos de motes publicitários que exponenciam a lógica que agora sustenta a sociedade de mercado: oferta crescente de crédito aos que devem, e os consumidores endividados cada vez mais colonizados pelo consumo e pelas dívidas.</p>
<p>Não pode pagar a sua dívida? Não se preocupe! Os banqueiros não são mais aqueles “agiotas insensíveis” de ontem, ávidos por reaver seu dinheiro em prazos prefixados e não renováveis.</p>
<p>Os bancos modernos desejam lhe oferecer ainda mais crédito para que você possa lhes pagar as velhas dividas e ainda lhe sobre “algum” para novas compras, pouco importando que sejam coisas supérfluas, mas que vão lhe trazer novas alegrias como mais um feliz proprietário do mais novo gadget lançado no mercado.</p>
<p>Claro, desde que você continue pagando as suas prestações mensais, mesmo que novamente com freqüência e pontualidade claudicantes. </p>
<p>O gentil gerente personalizado de seu banco sempre estará disponível para nova dilação dos prazos de pagamento. O importante é que você volte a sorrir, com a nova composição de sua divida e com as novas compras que vai realizar, com o novo empréstimo, em algum shopping center no próximo fim de semana. A contrapartida, parece-lhe, decorre de um fato natural: você agora é transformado num devedor colonizado, no novo servo da gleba do século XXI. Bem, <em>“você pode pagar sem problemas e quando não der, volta a fazer nova composição”.</em></p>
<p>Por certo, o devedor típico é aquele que jamais quita integralmente as suas contas. Buscar novos empréstimos passa a ser a única forma realista de suspensão da execução da dívida. </p>
<p>Ingressar nessa condição de servidão à dívida é mais fácil do que nunca na vida das pessoas; e cada vez mais difícil sair dela.</p>
<p>Como as drogas, viver a crédito cria dependência. E, assim os empréstimos tóxicos propagam-se pela disseminação de toxicômanos por dívidas da economia de consumo e de crédito. Cuidado: você pode ser a próxima vítima! Pior ainda, talvez já o seja!</p>
<p><em>*<strong>Wagner Siqueira</strong> é administrador de empresas, professor, ex-deputado-estadual pelo estado do Rio de Janeiro e ex-secretário de administração do município do Rio de Janeiro, na gestão do prefeito César Maia 2005/2009. Wagner Siqueira nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. </em><br />
wagners@attglobal.net &#8211; <strong><a href="http://www.wagnersiqueira.com.br">www.wagnersiqueira.com.br</a></strong></p>
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		<title>Perde-se mais um gigante: o escritor mexicano Carlos Fuentes</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/perde-se-mais-um-gigante-o-escritor-mexicano-carlos-fuentes/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Roberto Nascimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pena que Carlos Fuentes se foi aos 83 anos. Viveu em vários países, inclusive no Brasil (Paraná) por conta da profissão do pai, que era diplomata. Além de escritor, Fuentes era também diplomata. Escreveu 20 livros ao longo de sua carreira de sucessos. Carlos Fuentes era um homem de esquerda, entretanto criticava Cuba e Venezuela. Chamava o presidente da Venezuela de Mussolini tropical. Na revolução cubana em 1959 estava na capital, Havana, antes da chegada de Fidel Castro vindo da Sierra Maestra, mas depois se afastou dos revolucionários cubanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/perde-se-mais-um-gigante-o-escritor-mexicano-carlos-fuentes/carlos-fuentes/" rel="attachment wp-att-19455"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Carlos-Fuentes.jpg" alt="" title="Carlos Fuentes" width="226" height="223" class="aligncenter size-full wp-image-19455" /></a>Quando um gênio da humanidade vai embora é como se um pouco de nós esteja indo junto. Uma pena que Carlos Fuentes (foto) se foi aos 83 anos. Viveu em vários países, inclusive no Brasil (Paraná) por conta da profissão do pai, que era diplomata. Além de escritor, Fuentes era também diplomata. Escreveu 20 livros ao longo de sua carreira de sucessos.</p>
<p>Carlos Fuentes era um homem de esquerda, entretanto criticava Cuba e Venezuela. Chamava o presidente da Venezuela de Mussolini tropical. Na revolução cubana em 1959 estava na capital, Havana, antes da chegada de Fidel Castro vindo da Sierra Maestra, mas depois se afastou dos revolucionários cubanos.</p>
<p>Fuentes também esteve em Praga na década de 70 com os escritores Gabriel Garcia Marques, Júlio Cortazar e Milan Kundera. Na oportunidade, previu a invasão dos russos, o que de fato aconteceu em seguida.</p>
<p>O Nobel de Literatura, Mário Vargas Lhosa eram muito amigo de Fuentes, que admirava Machado de Assis, considerado por ele como o maior continuador da obra de Miguel de Cervantes.</p>
<p>Assisti no mês passado a uma imperdível entrevista do escritor, na <strong>Globo News</strong>. Geneton Morais Neto, o jornalista brasileiro que o entrevistava foi muito feliz pela maneira como conseguiu dirigir as perguntas do diálogo com o intelectual mexicano.</p>
<p>Fuentes estava muito à vontade e respondeu serenamente até prevendo o desfecho de hoje, quando perguntado se acreditava em Deus, disse: <em>“Se existe não sei, mas estou perto de saber a resposta”</em>.</p>
<p>Quanto à pergunta se preparava um novo livro, afirmou: <em>“Quero escrever sobre o revolucionário Emiliano Zapata. Entretanto, toda vez que me debruço sobre o tema que povoa meu cérebro, alguma coisa acontece que desvia esse foco&#8221;</em>.</p>
<p>Provocado por Geneton acerca da frase: <em>“Coitado do México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”</em>, respondeu: México e Estados Unidos, tão perto um do outro e ambos tão longe de Deus.</p>
<p>Sua maior tristeza foi à morte precoce de dois de seus filhos, sendo a filha perdida pelo consumo de drogas aos 29 anos. O narcotráfico sangra o México e sua maior preocupação era à força do cartel das drogas.</p>
<p><strong>Artigo publicado no site <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=38172">Tribuna da Internet</a></strong></p>
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		<title>Você sabe o que são sacramentos?</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/voce-sabe-o-que-sao-sacramentos/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felipe Aquino]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina. Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos. Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/voce-sabe-o-que-sao-sacramentos/voce-sabe-o-que-sao-sacramentos/" rel="attachment wp-att-19377"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Você-sabe-o-que-são-sacramentos.jpg" alt="" title="Você sabe o que são sacramentos" width="220" height="219" class="aligncenter size-full wp-image-19377" /></a><strong>Conhecendo um pouco mais sobre os Sete Sacramentos<br />
 </strong><br />
Jesus Cristo redimiu o mundo com a sua morte e ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, seu corpo místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.</p>
<p>Por isso o Concílio Vaticano II chamou a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.</p>
<p>Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a sua morte e ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.</p>
<p>Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina. Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos. Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que <em>“o Grande Sacramento – a ordem sacramental através do qual a vida eterna do Pai flui até cada indivíduo em particular” </em>(E. Bettencourt).</p>
<p>Cada Sacramento consta de matéria (água, pão, vinho, gestos…) e forma, que são as palavras proferidas sobre a matéria, declarando o sentido da mesma: <em>“Eu te batizo…; Isto é o meu Corpo…”</em> Os Sacramentos são sinais visíveis porque o ser humano é formado de corpo e alma; ele passa do visível ao invisível. Aristóteles († 322 a.C.) dizia que: <em>“Nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”</em>. É pelos sentidos que ele aprende. Tertuliano (†220 ) dizia que: <em>“A carne (o corpo) é o eixo da salvação. Lava-se o corpo a fim de que a alma seja purificada; unge-se o corpo a fim de que a alma seja consagrada… O corpo é nutrido pelo Corpo e Sangue de Cristo, a fim de que a alma se alimente de Deus… Não podem, pois, ser separados na recompensa, já que estão unidos nas obras da salvação”</em> (Sobre a Ressurreição da Carne 8 PL 2, 852).</p>
<p>Os Sacramentos agem <em>“ex opere operato”</em>, quer dizer, pela força do próprio rito, independente da santidade do ministro; em outras palavras, é Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, pois Ele é o único sacerdote do Novo Testamento; os demais ordenados são seus ministros, como disse São Tomás de Aquino. Se tiverem sido validamente ordenados pela Igreja e ministrarem os sacramentos com a mesma intenção que Cristo fez, então, participam do único Sacerdócio de Cristo e sua ação é eficaz.</p>
<p>Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante. O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados.</p>
<p>Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça. Por isso os frutos dos Sacramentos dependem do esforço de conversão da pessoa; das suas disposições interiores.</p>
<p><em>“Toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos”</em> (SC,6), disse o último Concílio. Há na Igreja sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio (cf. DS 860;1310;1601). (CIC. §1113)</p>
<p>Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado em nós. Nascemos de nossos pais para uma vida de sofrimentos herdada de Adão; o Batismo nos faz renascer, dando-nos uma vida nova, de filhos de Deus, herdeiros do Céu, passando pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 6, 1-11).</p>
<p>Aos poucos a criança atinge a adolescência e se robustece; na vida espiritual recebe o Sacramento da Crisma que lhe dá pelo dom do Espírito Santo, a maturidade espiritual e a força para viver e testemunhar a fé. A cada dia a vida precisa ser alimentada com o pão, mas ele não impede que a morte aconteça; então, Cristo nos dá, pela Igreja, o Pão do Céu, a Eucaristia, que é remédio e sustento para a caminhada, e que nos garante a vida eterna.</p>
<p>As doenças ameaçam o nosso corpo e a nossa vida terrena, também os pecados ameaçam nossa vida espiritual. Temos os remédios para a vida do corpo e Cristo nos dá, pelo Sacramento da Penitência, o remédio que cura a alma. Quando chegamos à vida adulta escolhemos a profissão e o trabalho, e nos preparamos para ele; na vida espiritual seguimos a nossa vocação, para o casamento ou para a vida religiosa. Para realizar bem esta missão Deus nos dá o Sacramento do Matrimônio e da Ordem.</p>
<p>No final da vida, ou na doença grave, quando o sofrimento e até a morte se aproxima, novamente Cristo nos acolhe e prepara para nos curar ou para nos preparar para o desenlace final, acompanhando-nos pelo Sacramento da Unção dos Enfermos.</p>
<p>Assim, os Sacramentos nos acompanham em toda a vida, a fim de que a vida espiritual não pereça, e sejamos felizes sempre na companhia de Cristo, para que possamos chegar <em>“ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”</em> (cf. Ef 4, 13; 1Cor 2,6).</p>
<p>Do Livro:<strong> OS SETE SACRAMENTOS</strong></p>
<p><strong>Blogue luso-brasileiro: <a href="http://solpaz.blogs.sapo.pt/">“PAZ”</a></strong></p>
<p><em>*<strong>Felipe Aquino</strong> é casado, tem cinco filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na <strong>TV Canção Nova</strong>: <strong>&#8220;Escola da Fé&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Trocando Idéias&#8221;</strong>.</em></p>
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