Espada Significado

Por em 25/07/2009


Todos os grupos esotéricos sabem que em cada símbolo de nosso templo interno e externo se encontram velados em uma verdade transcendente. Numa permanente leitura do livro do homem e do livro da natureza, nos indicam a retidão de nosso andar e o valor do esforço. Nossos símbolos nos ajudam a desvendar nossa realidade interior ao vivenciá-las e dar-lhes a correta dimensão.

Vamos desenvolver uma visão de um deles.

Assimilada e usada durante séculos a idéia de arma (espada) como elemento de conquista, o seu conceito e utilização foram consagrados no âmbito iniciático pelos pensamentos e a conduta de dedicados estudantes dos mistérios, com valores diferentes. Enfim é o que se detém pela força de seu ideal a nossos erros, e nos conquista para a luz.
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Não é somente o saber, mas sim o compreender e utilizar o que nos da o completo conhecimento de qualquer símbolo.

A espada que repousa sobre a mesa do mestre tem um simbolismo definido, é o símbolo primário da força que defende nossos irmãos e irmãs na invisível presença da egrégora contra todo ataque externo e nos da os parâmetros para a ordem interna da Heptada.

Neste ponto devemos aprofundar-nos no porque a espada tem esse caráter defensivo e ordenador.

Dentro de nossa tradição ocidental é marco de referencia do ideal cavalheiresco.

É o poder que pode destruir o mal e preservar a justiça.

São as forças da luz e da ordem, enfrentadas à da obscuridade e o caos.

É por isso que se converte em um Axis Mundi em relação a determinados princípios. Nela se encontram representadas: a honra, o valor, o poder, a verdade, a retidão e o equilíbrio.

Dentro de sua construção no plano espiritual representado pela folha que toma contato com o plano material representado pela empunhadura para plasmar nos mundos material e espiritual a vontade de quem tem o conhecimento e o poder para empunhá-la.

Por isso que aos cavaleiros lhes era dado uma “espadeirada” ao serem consagrados (por outro cavaleiro) como tais.

Ao encontrar-se associada desde tempos imemoriais a luz e ao fogo, seu emprego constitui uma purificação, como se encontra expressa na alquimia onde representa o fogo purificador.

Dentro dos relatos de cavalaria representa a força espiritual do cavaleiro, e a este respeito podemos dizer que é reflexo da autoridade ao encarnar quem a empunha, os ideais citados anteriormente.

Os materiais nos quais está construída têm particulares simbológicas as que ficam no mistério oculto da alquimia do saber.

Recordemos que é um dos elementos utilizados dentro do que se chamou em séculos passados a magia prática. Como exemplo pode citar que o ferro para os romanos simbolizava o Deus Marte e tinha a capacidade de afugentar os espíritos malignos.

Porém há algo a que devemos referir-nos, é a Ordem do Templo, para que uma espada tenha utilidade deve estar temperada, igual que um iniciado.

Temperar significa tomar consciência de sua própria essência e sutilizar os corpos transformando-os em instrumentos apropriados para tal essência.

Quando um indivíduo tempera é quando alcança uma realização interior de continuo equilíbrio com as leis do UNO; sem necessidade de mediar sua mente seu acionar é o correto, cumpre com o expresso em nossos comentários sobre o óctuplo caminho.

Outro simbolismo é a referencia ao Verbo, dentro do cristianismo representa o espírito e a palavra de Deus, obrando nela um ser com vontade própria.

Dalí nasce o medieval costume de dar nome as espadas.

Cito como exemplo uma das mais famosas:

Excalibur, seu mais antigo nome é Caliburn que significa “a que faz uma marca a fogo na matéria”, deixo a vocês tirar as conclusões entre sua simbologia de palavra divina e o antes citado sobre a realização nos planos espiritual e material e sua referencia a quem pode empunhá-la.

A espada ocidental é reta e tem referencia a tradição solar e um simbolismo que cai dentro do fálico em atribuição a sua energia regeneradora que destrói a injustiça e a ignorância gerando paz e justiça, o poder da luz encoberta pela escuridão das possibilidades do não-ser e que ao ser empunhado num relâmpago denota realização, atividade, ação e criação.

Um capítulo a parte mereceria a realização interior e exterior do herói que tem as faculdades do uso da espada.

Entre a mitologia e a realidade multidões de iniciados empunham a espada para defender milenários ideais.

Na antiga tradição celta encontramos a invencível espada do deus LUG, divindade da luz.

Artur, Sigfrido, arquétipos que tiveram a capacidade de liberar ou recompor suas espadas.

Aquele que a possa sacar, empunhar, de sua prisão ou recompor caso a encontra quebrada recompõe a desordem e é capaz de restaurar a ordem ideal.

É aquele que utilizando sua vontade, iluminado pela luz do ideal, decide restaurar para si e para outros a harmonia perfeita, a cósmica. Que demonstrou ser merecedor de tal dom.

Assim mesmo dentro da tradição ritualística se ensina e assinala que a espada ritualística representa a dualidade, o positivo e o negativo, e nele se nos indica um caminho no meio.

Com ele se dispõe a ordem interna de nossa Heptada, pois nessa atitude correta e ação que podemos desenvolver-nos e progredir tanto na individualidade, como em grupo.

Se nos diz que, entre a lei e a espada se encontra o correto acionar dos irmãos, há quem possa crer que faz simplesmente referência a lei e o castigo, costurando muito mais fino, podemos dizer que nosso caminho se encontra entre nossa realidade física como Heptada e os arquétipos que nos brindam nossos símbolos.

A espada é então o caminho da inteligência e a conduta, tomando consciência de nosso eixo interno, o caminho do meio que nos conduz a reintegração, o caminho do iniciado.

Equilibrando os fios de nosso espírito sendo intermediários da Vontade Superior.

A correta ou incorreta forma de utilizar um símbolo está em nos, que buscamos o acerto ou o erro e por ele somos responsáveis.

Se saímos do caminho do meio, nos restam os fios, todos têm nossa espada, o verbo, que como os antigos cavaleiros faz retroceder os dragões da ignorância, da mentira, da ambição, das trevas e o caos, construindo entre nos uma fraternidade, uma egrégora pujante e realizadora dos ideais de nossos Mestres do passado, os Superiores Incógnitos: martinistas, maçons, rosa cruzes e cavaleiros da verdade, devem levar os fecundos princípios e valores entregues nas sociedades secretas, e na totalidade da sociedade, ali onde nossos passos nos levem, porém com a discrição necessária.

Não limitaremos nossa ação aos templos, se não ao Grande Templo que é a criação e a glória do Grande Criador do universo e o que nele existe. Talvez agora nos demos conta porque a espada se nos brinda, como dizíamos no principio, como elemento defensivo e ordenador; se cada ser no caminho, faz seu próprio simbolismo, é materialmente impossível outro destino. Encarna-se nele os valores e conhecimentos necessários á fraternidade e a união surgem instantaneamente. Pois quem pode cuidar melhor de um irmão, senão outro irmão. A espada que o Mestre da Heptada tem a autoridade para utilizar, é também nossa, pois nos aderimos a sua simbologia e a respaldamos com nosso conhecimento, nosso poder interior. Ao ser iniciados e conhecer a linguagem secreta, ou seja, a do silencio e da ação, será vosso selo, como o Mestre afirmou em seus inspiradores escritos, dos filósofos de todos os tempos.




Por David Caparelli, em 25/07/2009 - 00:10. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

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