Egrégora
Um conceito desconhecido do meio acadêmico nasce de uma palavra também pouco usual “Egrégora”, definida, em outros círculos de conhecimento, como a única das projeções mentais direcionadas por um grupo de indivíduos. Partindo dessa definição temos como exemplos os grupos de orações, onde pesquisadores já concluíram que pacientes hospitalizados que recebem orações recuperam-se melhor que os que não recebem.
Aplicado a Gestão do Conhecimento, o conceito de Egrégora, como uma força coletiva que faz acontecer, tem tudo para ser a força motivadora do “salto quântico” que o mundo do trabalho necessita para acompanhar o ritmo tecnológico, porém cabe uma advertência, a cultura e a filosofia por trás dos conceitos de “capital” e “humano” são quase “matéria” e “anti-matéria”, é necessário muita habilidade para que esses dois centros de energia não entre em rota de colisão e de autodestruição.
As teorias administrativas sempre trataram as pessoas como meios, mecanismos de uma máquina que precisa produzir e gerar lucro, logo a tentação de continuar nessa filosofia será enorme, mesmo que ocultem ou dissimulem esse objetivo com termos e definições que nada dizem às pessoas onde os processos são mais importantes que o “humano”.
Por outro lado o “humano” precisa tomar consciência do seu papel e do seu potencial, não só na escala micro do seu local de trabalho, mas em todas os níveis em que o seu trabalho causa impactos diretos e indiretos na vida de todos.
Será que o Ser consegue humanizar o Capital? Ou o não-ser capitalizará o humano? São perguntas complexas que exigem respostas profundas, que implicam reflexões ontológicas. Afinal parece que estamos num momento crucial da história da humanidade, onde a sustentabilidade da vida no planeta passa por decisões micro e macro, principalmente nos sistemas de maior interferência humana. Ecologia tornar-se o conceito chave nesse século, qual o equilíbrio ecológico necessário dentro de um sistema corporativo, onde gestão do conhecimento desponta como estratégia preponderante do futuro?
Uma nova economia está nascendo junto com um novo ser humano, que tem a consciência crescente de sua multiplicidade de papéis, seja como trabalhador, consumidor, empreendedor e cidadão.
**O presente artigo foi escrito originalmente como redação da prova discursiva, aplicada pela Fundação Cesgranrio, do Concurso Público do Banco Central do Brasil, para o cargo de Analista da Carreira de Especialista do Banco Central, em 2010.
*Jesse Rodrigues, é cearense, radicado em Brasília, pedagogo (UECE), especialista em planejamento educacional (UFC), mestrando em Ciência Política (UNIEURO), é servidor federal no cargo de especialista em financiamento de programas e projetos educacionais do FNDE/MEC. Blog http://verdadeepoder.blogspot.com/
Por Jesse Rodrigues, em 06/04/2010 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























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