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Educação, uma ingente carência nacional

Nosso país tem sido sistematicamente agredido, nos últimos tempos, pela revelação diária de seguidos escândalos envolvendo gigantesca corrupção da parte de agentes públicos de todos os níveis, dos mais altos aos mais modestos, nos três poderes e nos âmbitos federal, estaduais e municipais, mancomunados com empresários responsáveis pelas maiores corporações nacionais de variados setores de atividades, sempre em prejuízo do bem comum, da democracia, do progresso e da paz social. As investigações que se vêm processando, principalmente, mas não exclusivamente sob a responsabilidade da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, em todos os quadrantes de nosso imenso território, apresentam quadro dantesco de total prevalência do vício e de ausência da virtude nas tenebrosas transações realizadas com os dinheiros públicos nos múltiplos, demasiados casos focalizados.

Toda sociedade carrega um nível considerado tolerável de corrupção, pois isso é, infelizmente, decorrente da imperfeição humana. Mas, no Brasil pós-1990, principalmente como consequência do deletério período do amoral predomínio lulopetista, o assalto aos haveres públicos tornou-se ineditamente exponencial, sem paralelo na História, já que, além de visar enriquecimentos pessoais e partidário espúrios, integrava-se ao projeto radical de subversão da ordem democrática vigente, a ser alcançada por sua desmoralização pela falta propositadamente criada de recursos para ações essenciais a cargo do Estado – educação, saúde e saneamento, segurança, geração de empregos – e, assim, contribuir decisivamente para a implantação do jugo vermelho tirânico em seu lugar.

A ciclópica corrupção, a deliberada incompetência administrativa, o aparelhamento generalizado do Estado, em todos os níveis, por sicários sem qualquer mérito ou capacidade específica ou técnico-gerencial, tudo visando à derrocada da ordem democrática, foram, assim, as nefastas contribuições petistas para o abastardamento dos valores da sociedade. Do mesmo modo que o uso diuturno da mentira, da caríssima propaganda enganosa e de todas as formas de incentivo à ignorância do povo, para mais facilmente manipulá-lo. Para consternação dos brasileiros de bem, logo se percebeu que todos os demais partidos, do absurdo aparato numérico existente no Brasil, haviam sido contaminados pelas práticas lesivas e imorais de “fazer política”. Não bastou, pois, realizar o impeachment de Dilma e o afastamento do lulopetismo do governo para redimir o Brasil, como tanto desejavam os patriotas…

A educação, em todas as suas manifestações, tem regredido perigosamente no Brasil, principalmente nos últimos sessenta anos, sempre por influências e interesses externos, que não desejam a afirmação do nosso país como a potência que deveria ser, mercê dos portentosos recursos de que dispõe em sua gigantesca base territorial, legado maior do sacrifício, do trabalho, do suor e do sangue dos nossos bravos ancestrais. Os grandes inimigos, quais lobos que se escondem em peles de cordeiros, têm sido os centros hegemônicos internacionais, movidos por interesses financeiro-econômicos e que perseguem a implantação de um governo mundial que se sobreponha aos Estados Nacionais Soberanos, e o comunismo internacional, com sua cruel e tirânica concepção de governo do partido único. O produto dessa deletéria ação tem sido o abaixamento do nível ético-moral e intelecto-cultural das nossas elites e a crescente generalização da ignorância da ampla massa popular, com vistas a prejudicar a capacidade de virtuosa e eficaz-eficiente liderança das primeiras e de desenvolvimento do senso crítico, de análise e de escolha da última. Posso afirmar, sem receio, que, nos tempos de minha infância-juventude, era muito melhor que hoje o quadro da educação integral e dos seus resultados no Brasil!

Estão em crescente e programada crise todas as manifestações educativas, as formais e as informais. A família, celula-mater da sociedade e início de todo o processo educativo, em que as crianças aprendem limites, os conceitos de certo e errado, de virtude e vício, de disciplina e respeito, de amor e solidariedade, tem estado sob ataque constante, visando a sua destruição. As igrejas, bastiões de fé e culto, mas também dos ensinamentos eternos de como devem proceder as pessoas entre si e diante do Divino Criador, têm trilhado caminhos de “aggiornamento” de acordo com as tendências da época e que, muitas vezes, afastam os crentes e prejudicam o alcance de sua mensagem de Salvação e Esperança.

As escolas, de todos os níveis, sofrem pelos incríveis abandono e deterioração de suas instalações físicas, pela má remuneração, má formação e revolta consequente dos professores e mestres, muitos intoxicados pela influência marxistóide, e sujeitos, também, às ameaças e agressões dos maus alunos, autênticos e precoces marginais criados no triste ambiente decorrente do abandono familiar e da frouxidão do Estado.

Os meios de comunicação têm tido grande participação negativa no processo de destruição, programada, pela grande presença e influência de marxistas nas redações, como, de resto, nos meios intelectuais, reflexo da deformação das faculdades de ciências sociais e humanas e do constante recrutamento ideológico extremista em seu seio. Pode afirmar-se, sem erro, que o grande retrocesso na educação tem a idade da televisão, que poderia, se bem usada, ser instrumento de elevação da sociedade, mas transformou-se, infelizmente, em veículo de desinformação e de deformação em massa.

O resultado de tudo isso tem sido governantes, legisladores e magistrados despreparados, muitos deles irresponsáveis, arrogantes na sua pequenez e envolvidos em práticas danosas ao bem e ao patrimônio comuns, pessoas do povo que não respeitam os semelhantes, egoístas e que colocam seus interesses pessoais acima de tudo e de todos, não aceitam limites, nem restrições aos apetites, transformando-se em maus cidadãos e incapazes de construir uma verdadeira e duradoura Democracia, pois que falhos, também, na arte de dar bom encaminhamento aos votos nas sucessivas e, por isso, viciadas eleições…

O Brasil atravessa os piores momentos de nossa vida nacional, num agravamento constante desde 1990, para inconformismo, tristeza, vergonha e consternação dos patriotas verdadeiros, aqueles cuja Bandeira é verde-amarela-azul-e-branca. A solução, demorada e necessária, repousa no resgate da Boa Educação, em todas as formas, níveis e ambientes. Quem estará disposto a se integrar a esse Projeto de Salvação Nacional, dando-lhe início imediato? Este é o chamado a todos os que se importam com o Brasil e a ele dedicam talentos, trabalhos, sacrifícios, vida: denunciemos e erradiquemos os maus, promovamos os bons e os justos, adotemos o critério de concurso e de mérito para o provimento de todos os cargos/funções no Estado, não demos vez aos espertalhões/aventureiros com nossos votos, honremos nossos bravos e corajosos ancestrais, não nos vendamos pelos trinta dinheiros da traição, amemos com fé e orgulho à terra em que nascemos!

Rio de Janeiro 11 de junho de 2017, Dia da Batalha Naval do Riachuelo.

*Vice-Almirante Reformado Sérgio Tasso Vásques de Aquino, nasceu em Curitiba, Paraná, em 20 de janeiro de 1937. Filho do General de Divisão Tasso Villar de Aquino e de Elza Vásques de Aquino. Ingressou na Marinha em 22-04-1952, como Praça Especial de Aluno do Colégio Naval, jurando à Bandeira em 11-06-1954, como Aspirante a Guarda-Marinha do Corpo da Armada, na Escola Naval.

Ao longo de sua carreira militar ocupou os seguintes postos: Comandante do Submarino “Amazonas”, Comandante do Corpo de Aspirantes da Escola Naval, Comandante do Corpo de Aspirantes da Escola Naval, Chefe da Divisão de Assuntos Políticos da Escola Superior de Guerra, Chefe da Secção de Assuntos Políticos do Colégio Interamericano de Defesa, “International Senior Fellow” da National Defense University, dos EUA, Chefe de Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada, Subchefe de Avaliação e Controle do Estado-Maior da Armada, Comandante Naval de Brasília, Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Comandante da Força de Submarinos, Diretor do Pessoal Civil da Marinha, Vice-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Ainda foi representante da Marinha na Comissão Interministerial de Estudo de Legislação das Forças Armadas – CIELFA e Perante a Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988).

Como formação, dentre outros, cursou na Escola Superior de Guerra, além de ter se graduado bacharel em Ciências Administrativas e Econômicas.

Conferencista sobre assuntos de Relações Internacionais, Política, Estratégia, Inteligência/Informações, Movimento Comunista Internacional, Expressão Militar, Poder Naval e Poder Marítimo, Operações de Submarinos e Atividades na Antártica.

Publicou livros, textos e artigos, sobre a Ação do Movimento Comunista Internacional, Política Nacional, Presença Brasileira na Antártica, Ministério da Defesa e Destinação Constitucional das Forças Armadas, o Papel da Atividade de Informações/Inteligência numa Sociedade Democrática e Conjuntura Brasileira.

É membro da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

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