Dicas de Livros – Não Ficção
O HUMANO MAIS HUMANO – O que a inteligência artificial nos ensina sobre a vida
Brian Christian – Editora Cia. das Letras
O humano mais humano é uma investigação abrangente e fascinante de como computadores estão nos fazendo repensar o papel da humanidade no século XXI. Brian Christian alinha os avanços da inteligência artificial aos solavancos da interação social para questionar: em uma era de máquinas inteligentes, o que significa ser humano?
Christian usa como fio condutor da trama sua participação no prêmio Loebner, um evento anual em que se aplica o famoso teste de Turing: via texto, jurados conversam simultaneamente com um computador e um humano e, baseados em suas respostas, decidem qual é qual. A máquina que engana mais jurados é consagrada como Computador Mais Humano, e resta ao membro mais convincente da nossa espécie a distinção de Humano Mais Humano – título simbólico que ele foi buscar na cerimônia de 2009. A competição, no entanto, é apenas o ponto de partida para uma jornada em que Christian entrelaça ciência, arte e situações do cotidiano de maneira surpreendente. Mais do que se tornar o “Humano mais Humano”, a questão é: quando máquinas pensarem, o que vai nos diferenciar delas? É dessa competição que o autor quer
que saiamos vencedores.
Este é o livro de estreia de Brian Christian; já traduzido em mais de dez línguas, entrou na lista dos melhores de 2011 dos jornais New York Times, Wall Street Journal e Boston Globe, e da prestigiada revista New Yorker.
OPERAÇÕES SECRETAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Jesús Hernández – Editora Madras
A Segunda Guerra Mundial não foi travada apenas nos campos de batalha. Os Serviços de Inteligência organizaram operações secretas para atacar o inimigo em seu ponto mais fraco. Para tanto, recorreram a homens valentes e corajosos, dispostos a arriscar suas vidas para cumprir uma missão que, na maioria dos casos, era praticamente suicida. Neste livro, você vai encontrar ataques surpresa no coração do território inimigo, assaltos, sequestros, assassinatos, missões de espionagem, enfim, todo tipo de operações secretas destinadas a mudar a trajetória da contenda; apenas algumas delas alcançariam seu objetivo. O autor aborda pela primeira vez essas operações que costumam ser esquecidas pelos livros de História, mas cujo impacto no andamento da guerra foi muito maior do que costuma se acreditar. Após a leitura destas páginas, sua impressão sobre a Segunda Guerra Mundial não será mais a mesma.
MEMÓRIAS DO ESQUECIMENTO
Flávio Tavares – Editora LP&M
Cheio de lirismo e emoção, Memórias do esquecimento é um relato descarnado e cru sobre a prisão e a tortura após o golpe militar de 1964 no Brasil. Formado em Direito e professor da UnB, o jornalista Flávio Tavares participou da resistência à ditadura e foi preso. Libertado com outros catorze presos políticos em troca do embaixador dos Estados Unidos, em 1969, iniciou longo exílio no qual foi vítima (e sobrevivente) da chamada Operação Condor. Este livro é um testemunho sobre os labirintos de uma época sombria e tortuosa. Da repressão à resistência, da dor à esperança, está tudo aqui, para jamais esquecer.
Vencedor do Prêmio Jabuti 2000 na categoria Reportagem.
LINCOLN
Allen C. Guelzo – Editora LP&M
O décimo sexto presidente dos Estados Unidos estava morto. O assassinato de Abraham Lincoln (1809-1865) em um teatro lotado colocava fim à vida de um dos homens que transformaram os Estados Unidos numa nação regida por princípios liberais e democráticos. Allen C. Guelzo, premiado duas vezes com o prestigioso Lincoln Prize, reconstrói a genealogia dos Lincoln até o nascimento de Abraham.
Renegando o passado familiar ligado à terra, o futuro presidente dos Estados Unidos da América se tornou um grande advogado, cativando as pessoas com o domínio pleno da palavra. Já como líder da nação, Lincoln lutou pela coesão do seu país – fragmentado em uma luta sangrenta que opôs Norte e Sul na Guerra da Secessão – e se engajou, sem nunca abrir mão de seus princípios, numa luta ferrenha pelas liberdades individuais, elegendo a escravidão como o grande mal a ser combatido.
COMO ANDAR NO LABIRINTO
Affonso Romano de Sant’Anna – Editora LP&M
Como Andar no Labirinto é uma coleção de crônicas escritas por Affonso Romano de Sant’Anna, poeta, cronista e ensaísta brasileiro que versam pelos assuntos mais diversos, entre textos contemplativos da arte e do cotidiano, análises da nossa sociedade pós-moderna, confluência das artes com o dia-a-dia no mundo, críticas e opiniões sócio-comportamentais, algumas estórias das andanças do autor pelo mundo e sua paixão por seu estado natal, Minas Gerais. Textos que passam sinceridade nos convidando para uma reflexão do que foi abordado.
Por ser uma obra com diversos textos opinativos, naturalmente haverá a concordância e a discordância do leitor com o autor, com visões de mundo e preceitos que divergem, mas acredito que esse seja um dos papéis da crônica, não apenas informar, mas colocar o “tempero” do cronista, usando para fazer a sua crítica ou contar a sua história cotidiana, elementos de prosa, lirismo ou poesia. Sendo então textos curtos, estes nunca esgotam ou vão a fundo em uma questão específica, mas podem gerar naquele que o lê a centelha do debate e discussão daquelas ideias apresentadas, seja por achar coerente o ponto de vista ou encontrar uma opinião totalmente divergente.
Evocando em muitos textos esse sentimento de reflexão, Como Andar no Labirinto, não é um livro para se ler de cabo a rabo de uma vez, mas sim para degustar alguns textos diariamente, e como o próprio autor clama em um de seus escritos, não deglutir a informação, mas digeri-la mastigando aos poucos e aproveitando todas as nuances que a obra pode lhe oferecer.
Interessante também notar a organização dos textos, que pelo menos num primeiro olhar, não tem uma sequência lógica, dividida em capítulos ou por datas, nada disso. Mas de alguma forma subjetiva eles apresentam uma fluidez sequencial, sem nenhum tema central, mas com pontos orgânicos que se comunicam subliminarmente. Talvez demonstrando um pouco dos labirintos que formam a nossa sociedade e complexidade humana, e que tanto fascinam o autor. Permitindo com que textos sobre “Recortes da Vida” e a “Redescoberta da Lentidão” façam o mesmo sentido relacional tanto lado a lado como em qualquer ordem apresentada.
O vasto currículo e premiada obra de Affonso Romano de Sant’Anna dispensam qualquer elogio quanto a sua capacidade e fluência de escrita. Encerrando assim, uma boa indicação para um livro, que não se pretende muito além de questionar e refletir, como se isso fosse pouco.
AUTOBIOGRAFIA: Visconde de Mauá
Visconde de Mauá – Editora do Senado Federal
O Visconde de Mauá é o mais importante empreendedor brasileiro do século XIX. Figura entre mítica e emblemática da sociedade brasileira, o empresário passou à História como expressão máxima do homem de negócios no período imperial. Neste relato, acrescido de biografia do Visconde feita por Cláudio Ganns, historiador e parente de Irineu Evangelista de Sousa, encontramos fontes fidedignas para estudar a trajetória do homem e do empresário. Base para muitos estudos e biografias de Mauá, este livro revela a motivação e o arrojo do Visconde em vários empreendimentos, como o estaleiro de Ponta da Areia, os negócios no rio da Prata, as estradas de ferro, as companhias de iluminação, os bancos e a navegação na Amazônia. O livro fornece documentação de fonte primária e permite ao pesquisador e aos interessados na História do Brasil conhecer a figura humana e o grande homem de negócios que foi Mauá. Cláudio Ganns assinala com pertinência: este volume “é um notável e emocionante documento que ele escreveu por dever de honra, com o coração sangrando na hora amarga da falência em 1878”. Descrição física: 334 páginas
SEGUNDA VIAGEM A SÃO PAULO: quadro histórico da província de São Paulo
Auguste Saint-Hilaire – Editora do Senado Federal
Saint-Hilaire, célebre botânico francês, realizou viagens ao Brasil de 1816 a 1822. Dessas viagens nos legou importantes relatos, todos feitos com o maior rigor científico. Afonso E. Taunay esreve que eles representam “valioso contingente de informes sobre a mais importante região brasileira a que se estende entre as duas maiores cidades do país.”. Ainda segundo Taunay, o nosso público amante dos assuntos nacionais apreciará realmente este relato probo e elevado, saído da pena do grande viajante a cuja memória devem os brasileiros muitos motivos de verdadeira gratidão. 238 páginas
CRESCENDO COM OS SEX PISTOLS – Precisa-se de sangue novo
Alan G. Parker e Mick O’Shea – Editora Madras
Você pensa que sabe a história dos Sex Pistols? Pense melhor… Crescendo com os Sex Pistols mapeia não apenas a formação da banda, os primeiros shows e a ruptura, mas trata dos seus inúmeros reencontros e da atual situação dos seus membros. Há muitas fotos raras e inéditas até agora, além de objetos ligados ao grupo difíceis de se encontrar. Tudo isso torna este livro único e fascinante.
Os Sex Pistols eram o “sangue novo” que Malcolm McLaren precisava para satisfazer suas ambições artísticas e financeiras. Aqui você encontra a história real deles. Nesta obra, os autores Alan G. Parker e Mick O’Shea, autênticos seguidores dos Sex Pistols, reúnem uma pesquisa minuciosa, entrevistas exclusivas e reflexões pessoais para contar as histórias por trás das manchetes e chegar à essência da banda.
PINK FLOYD – Primórdios
Barry Miles – Editora Madras
Um relato revelador do início da carreira do Pink Floyd, de suas raízes em Cambridge ao status de culto na Londres dos anos 1960. Um retrato detalhado de um grupo lendário em sua ascensão. O autor, Barry Miles, viu a banda tocar quando eles ainda eram chamados The Pink Floyd Sound e escreveu o primeiro artigo feito sobre eles para um jornal alternativo de Nova York em 1966. Miles acompanhou o progresso deles, de uma banda de covers de R&B até se tornarem a força musical lendária que criaria um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos – The Dark Side of the Moon. Ele também conheceu socialmente os membros da banda, testemunhou o declínio rápido de Syd Barrett e se envolveu ativamente na organização de alguns dos shows mais importantes do grupo. Então, aqui está a história autêntica e irresistível do grupo que forneceu a primeira trilha sonora da Londres alternativa e iniciou no mundo do rock uma combinação radical de música, espetáculos de luzes e efeitos pirotécnicos no palco.
AMY, AMY, AMY – A história de Amy Winehouse
Nick Johnstone – Editora Madras
Nick Johnstone desvenda a vida e a carreira de uma das estrelas britânicas mais brilhantes e problemáticas. Amy, Amy, Amy percorre a jornada errática de Amy Winehouse para a fama, desde seu lar judaico familiar em North London, detalhando sua subida meteórica ao estrelato e os dois álbuns que a elevaram para o topo. Seus problemas bastante divulgados com álcool e drogas, anorexia, bulimia e suspeita de autoflagelo a mantêm nas manchetes e ameaçam obscurecer seu talento como cantora. Amy, Amy, Amy restabelece o equilíbrio, atribuindo a medida real ao talento de Winehouse enquanto oferece um relato honesto de suas múltiplas crises pessoais. Esta edição conta a história de Amy até 2008, com seu sucesso nos Grammies americanos, onde ela ganhou cinco prêmios, a desintegração de seu casamento e mais manchetes em que agarra foliões nos bares de Camden Town. …investiga a brilhante carreira e turbulenta vida pessoal de Amy, olhando além do penteado de colmeia e problemas de drogas para expor a verdadeira Amy.
SOB A LUZ DAS ESTRELAS – Somos uma soma de pessoas
José Messias – Editora Madras
O livro SOB A LUZ DAS ESTRELAS – Somos uma soma de pessoas, além de ser uma biografia do autor, é também uma obra completa no que diz respeito à História do Rádio, da Televisão e da Música Brasileira, trazendo fatos inusitados e um farto material histórico. José Messias criou o quadro Pra quem você tira o chapéu?, em 1974, para o Rádio e Televisão, e ficou imortalizado como jurado do Programa Raul Gil. Pra quem você tira o chapéu? É até os dias de hoje um dos quadros que mais faz sucesso, e que está há mais tempo no ar ocupando os melhores lugares de audiência. José Messias é considerado pela crítica como o Melhor Jurado do Brasil; ele é também jornalista, membro da Academia Nacional de Letras e Artes, na cadeira de Gabriela Mistral, e sócio remido da Ordem dos Músicos. Em 2002, passou a integrar o corpo de jurados do Programa Raul Gil, no qual atua com fabuloso brilhantismo. O livro traz os melhores momentos da MPB e da Jovem Guarda da qual José Messias foi um dos principais mentores levando vários cantores ao estrelato, entre eles: Jerry Adriani, Wanderley Cardoso e Clara Nunes. A obra apresenta também a história de seu convívio com artistas, personalidades e políticos, como Grande Otelo, Flávio Cavalcanti, Ayrton, Lolita Rodrigues e Tancredo Neves. Muitos acontecimentos importantes e que marcaram época na vida do autor fazem parte deste verdadeiro acervo de comunicação.
MICK JAGGER
Philip Norman – Editora Cia. das Letras
Mick Jagger é o astro da música que melhor encarnou o ideal de sexo, drogas e rock’n’roll. Nesta que é a mais completa biografia do líder dos Rolling Stones, Philip Norman refaz os passos da consagração de Mick Jagger e mostra como ele se tornou um showman sedutor, o protótipo do pop star genial, escandaloso e milionário.
A partir de uma pesquisa detalhada e numerosas entrevistas, Norman reconstitui a infância de Mick (nascido Mike), o início da carreira do grupo (quando os Stones rivalizavam com os Beatles) e acompanha cronologicamente a evolução da banda, revelando bastidores da criação de clássicos como “Satisfaction”, “Jumpin’ Jack Flash”, “Brown sugar” e “Start me up”.
O livro repassa os episódios turbulentos da carreira do astro e seu grupo, como a morte de Brian Jones, a relação de amor e ódio com Keith Richards, a prisão e o processo por porte de drogas em 1967 e o trágico concerto de Altamont (Califórnia), em 1969, quando um membro da plateia foi esfaqueado até a morte pelos Hell’s Angels, enquanto Mick Jagger cantava “Sympathy for the Devil”.
Ganham destaque os relacionamentos conjugais e extraconjugais com mulheres atraentes e famosas como Marianne Faithful, Bianca Jagger, Jerry Hall, Carla Bruni e Angelina Jolie.
O autor também relata o envolvimento de Mick Jagger com Luciana Gimenez em 1998, no Rio de Janeiro, quando ainda era casado com Jerry. Mick planejava vir ao Brasil com Angelina Jolie, mas a atriz cancelou a viagem. No Rio, durante a turnê Brigdes to Babylon, o cantor acabou se envolvendo com a modelo brasileira, com quem teve um filho, Lucas, nascido em 1999 e reconhecido depois de um processo legal movido por ela.
Hoje, sir Mick Jagger, condecorado pela rainha da Inglaterra, é um respeitado avô de quase setenta anos, mas sua imagem e sua voz ainda inspiram fãs e admiradores. A biografia restitui ao astro sua dimensão humana, retratando um personagem complexo, vulnerável e afetivo.
O estilo envolvente de Philip Norman narra como, em sua longa trajetória de mais de cinquenta anos como astro e ícone sexual, Mick Jagger foi assimilado pelo establishment, mas manteve a mística transgressiva e fascinante do rock.
HAVIA GIGANTES NA TERRA – Deuses, Semideuses e Antepassados Humanos: a evidência de DNA alienígena
Zecharia Sitchin – Editora Madras
Desde seu primeiro livro, O Décimo Segundo Planeta (Madras Editora), Zecharia Sitchin afirmou que os Elohim bíblicos que disseram “Vamos moldar o Homem de acordo com nossa imagem e semelhança” eram os deuses da Suméria e da Babilônia – os anunnakis que vieram à Terra de seu planeta Nibiru. Adão, ele escreveu, foi geneticamente modificado com o acréscimo de genes anunnakis similar àqueles dos hominídeos existentes, há alguns 300 mil anos. Então, de acordo com a Bíblia, nos dias que antecederam o Grande Dilúvio, e também daí em diante, “havia gigantes na Terra” que se miscigenaram com os descendentes de Adão, dando à luz “heróis de renome”. Com detalhes meticulosos, Sitchin mostra que esses eram os semideuses das tradições sumérias e babilônicas. Neste livro, ele afirma que atualmente existem evidências físicas que poderiam comprovar aqueles contos bíblicos e sumérios. Seguindo passo a passo por uma quantidade de manuscritos e artefatos antigos, ele conduz o leitor até a “Ur dos caldeus” e aos tempos de Abraão onde, 4 mil anos mais tarde, arqueólogos descobriram no recinto sagrado sepultamentos únicos e extraordinários para a riqueza e opulência dos artefatos que continham e pelo número de serviçais enterrados com eles. Conhecidas como “As Tumbas Reais de Ur”, elas permanecem um mistério desafiador.
Agora, Zecharia Sitchin chega à impressionante conclusão de que as duas tumbas mais extraordinárias foram os locais de sepultamento de uma deusa anunnaki e seu marido semideus, e vai mais adiante, identificando-os e à sua genealogia ancestral, com aqueles que foram os primeiros a aterrissar na Terra, vindos de Nibiru.
A HISTÓRIA DA MÁFIA
Nigel Cawthorne – Editora Madras
A Máfia começou em uma pequena ilha no Mediterrâneo, a Sicília. Ela cresceu e tornou-se uma grande força política na Itália, além de atravessar seus tentáculos em todos os aspectos da vida dos Estados Unidos. Pelas drogas, sua influência se difundiu para a Grã-Bretanha, o Canadá e a Austrália. E, pelos filmes de gângster de Hollywood, como O Poderoso Chefão e Os Bons Companheiros, permeia a cultura popular. Esta obra é repleta de personagens atrozes, como Al Capone, que dominou Chicago durante a Lei Seca; os capangas Lous Lepke e Alberto Anastasia, que fundaram a Murder, Inc.; Totò Riina, “chefe dos chefes”; John Gotti, o “Teflon Don”, e Bernardo “The Tractor” Provenzano, que se escondeu da lei em uma casa de fazenda durante 43 anos. Esses homens extraordinários viveram em tempos extraordinários. A História da Máfia narra a vida deles, de suas famílias, seus códigos, crimes e homicídios a sangue-frio. Uma narrativa longa e envolvente, banhada de sangue e marcada por traições. O livro contém várias fotos históricas dessa época.
OS CRIMES DE STALIN – A trajetória assassina do czar vermelho
Nigel Cawthorne – Editora Madras
Venerado pelos russos como um grande líder, Stalin foi um dos maiores tiranos da História Moderna, competindo com Hitler, Mao Tsé-Tung e Pol Pot. Mas ele provavelmente teve mais sangue em suas mãos que qualquer um dos demais. Nascido Josef Dzhugashvili em Gori, Geórgia, em 1879, Stalin estudou para ser padre, embora lesse secretamente as obras de Karl Marx. A política logo se tornou sua religião e, durante seu governo implacável, cerca de 60 milhões de pessoas pereceram. Os camponeses que resistiram à política de coletivização de Stalin foram denunciados como kulaks, presos, mortos a tiros, exilados ou trabalharam até a morte em sua crescente rede de campos de concentração, o Gulag. Ninguém estava seguro, nem mesmo seus amigos, sua família ou seus aliados políticos. Esta é a história de um homem que nunca se desviou sequer por um segundo de sua busca pelo poder absoluto. O livro é totalmente ilustrado.
A HISTÓRIA DA SS – O implacável esquadrão da morte de Hitler
Nigel Cawthorne – Editora Madras
A Schutzstaffel ou SS, a elite brutal do Partido Nazista, foi fundada por Hitler em 1925 para ser sua guarda pessoal. Desde 1929, era liderada por Heinrich Himmler, que aumentou seus números de 300 para mais de um milhão em 1945, quando a SS cresceu para ser a infraestrutura da Alemanha nazista, assumindo quase todas as funções do Estado. Os membros da SS eram escolhidos não apenas pelo grau de personificação da noção de Hitler de “supremacia ariana”, mas também para consolidar a lealdade além da vida ao Führer em todos os níveis da sociedade alemã.
Selecionados a dedo para administrar os campos de concentração e encabeçar o Holocausto, eles espalhavam a morte e a destruição por onde fossem. Seus crimes nunca poderão ser apagados da memória humana. Fanáticos impiedosos em uniformes pretos e botas, a SS aniquilou, torturou e escravizou milhões. Esta é a história da ascensão e da queda de uma das organizações mais vis que o mundo já conheceu.
A TV NO ARMÁRIO – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros
Irineu Ramos Ribeiro – Edições GLS
Em pleno século XXI, os meios de comunicação ainda abordam as diferenças de gênero de forma preconceituosa – tanto no noticiário como nas novelas e em outros programas de entretenimento. Fruto de ampla pesquisa sobre a cobertura dada pela TV à questão homossexual, esta obra abre caminhos para problematizarmos a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Prefácio de Carlos Eduardo Lins da Silva.
TERAPIA AFIRMATIVA – Uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais
Klecius Borges – Edições GLS
Para a psicologia afirmativa – base teórica do trabalho do autor –, a homofobia, e não a homossexualidade, é a principal responsável pelos conflitos vivenciados por homossexuais. Por isso, os psicoterapeutas que adotam a abordagem afirmativa oferecem a seus pacientes absoluto respeito por sua sexualidade, cultura e estilo de vida. Para gays, psicólogos e todos os que querem se instrumentalizar para combater o preconceito.
MARIGHELLA – o guerrilheiro que incendiou o mundo
Mário Magalhães – Editora Cia. das Letras
A vida de Carlos Marighella (1911-69) foi tão frenética quanto surpreendente. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar – a Ação Libertadora Nacional -, esse mulato de Salvador era também um profícuo poeta, homem irreverente e brincalhão.
Nesta narrativa repleta de revelações, o jornalista Mário Magalhães investiga as várias facetas do biografado. Em ritmo de thriller, reconstitui com realismo desconcertante passagens pela prisão, resistência à tortura, operações de espionagem na Guerra Fria e assaltos da guerrilha a bancos, carros-fortes e trem-pagador. Mas também recupera a célebre prova de física respondida em versos no Ginásio da Bahia e poemas de amor.
Isso sem negligenciar a influência internacional de Marighella e seu Minimanual do guerrilheiro urbano, guia que correu o mundo e virou cult nos anos 1960. Traduzido para dezenas de idiomas, é tido hoje como um clássico da literatura de combate político, e levou Jean-Paul Sartre, admirador do estilo de seu autor e de sua disposição para a ação audaz, a publicar artigos seus na revista Les Temps Modernes.
A controversa vida de Marighella é também uma história dos movimentos radicais e da esquerda no Brasil e no mundo. Coadjuvantes de peso, que tangenciaram a vida do protagonista, povoam estas páginas: Fidel Castro, Getúlio Vargas, Che Guevara, Carlos Lacerda, Stálin, Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, além de figuras-chave da cultura, como os escritores Jorge Amado e Graciliano Ramos; os pintores Cândido Portinari e Joan Miró; os dramaturgos Augusto Boal e Dias Gomes; e os cineastas Glauber Rocha, Jean-Luc Godard e Luchino Visconti.
Proclamado pela ditadura militar como seu inimigo número um, o guerrilheiro foi morto em uma emboscada policial em São Paulo, na noite de 4 de novembro de 1969. Do início ao fim, esta biografia de tirar o fôlego apresenta informações inéditas sobre a trajetória de Marighella e o atribulado e apaixonante tempo em que ele viveu.
A HISTÓRIA SENSACIONALISTA DO BRASIL
Leonardo Lanna, Marcelo Zorzanelli, Martha Mendonça e Nelito Fernandes – Editora Record
Os autores se juntaram ao pessoal do sensacionalista — site que se tornou um fenômeno na internet — para contar de maneira escrachada e bem-humorada a história do Brasil.
A história sensacionalista do Brasil descreve de maneira bem-humorada e isenta de verdade os acontecimentos mais marcantes da história de nosso país: do e-mail de Pero Vaz de Caminha, que foi parar na caixa de spam do Rei, à vitória de Collor sobre Lula por um dedinho, passando pela fundação de Salvador, primeira capital da colônia em 1549, cuja festa só terminou em 1950.
CURSO BÁSICO DE ÁUDIO
Júlio Ross – Antenna Edições Técnicas
CURSO BÁSICO DE ÁUDIO é organizado em capítulos, com linguagem de fácil compreensão, apresenta de forma didática, as informações básicas sobre áudio, sua composição, componentes, equipamentos e métodos de implementação. Indispensável para quem atua nesta área como informação útil para o seu trabalho.
É compatível com escolas técnicas, tecnológicas e de engenharia que fazem uso do tema nos seus currículos de ensino. Ideal também para os aficionados de áudio, iniciantes ou profissionais. Entre outros assuntos, aprenderá a ligar os equipamentos em sistemas profissionais; tratamento acústico dos ambientes e etc.
ACÚSTICA E SONORIZAÇÃO – Teoria e Prática
S. Rocha – Editora Studium Telecom
Conheça os diversos tipos de microfones, sua correta utilização, equalizadores, misturadores, alto-falantes sem segredos, conheça as caixas acústicas existentes, as características e vantagens de cada uma.
Aprenda a calcular e montar divisores de freqüência de 2 e 3 vias, construa e economize sua própria caixa de som.
Sonorize ambientes corretamente. Instalação de Som automotivo.
SERIAL KILLERS – Nas mentes dos monstros
Charlotte Greig – Editora Madras
Nosso fascínio pelos serial killers é ao mesmo tempo perturbador e compreensível. Perturbador porque, de acordo com a moral da sociedade, deveríamos condenar os crimes cometidos por esses assassinos e evitar qualquer pensamento acerca de suas ações horrendas, mas compreensível porque somos muito fascinados por seus motivos – o que os levam a se comportar de modos tão desvirtuados e o que os fazem se tornar assassinos que agem continuamente? Charlotte Greig escolheu e escreveu em detalhes sobre os 50 serial killers mais famosos do mundo, indo de Jack, o Estripador, a Ted Bundy. Com a documentação de cada um deles, é fácil perceber temas semelhantes surgindo: David Berkowitz ou Anatoly Onoprienko, que cresceram para ser solitários e, consequentemente, acabaram se vingando de uma sociedade pela qual se sentiam rejeitados; os assassinos que matavam por impulso sexual, como Albert Fish ou John Christie; e os praticantes ocultistas, como os Estripadores de Chicago e Richard Ramirez, inspirados por rituais macabros, a fim de transformar suas fantasias obscuras em realidades ainda mais sombrias. Não importam quais sejam as histórias que surjam desse grupo de indivíduos distorcidos, Serial Killers – Nas Mentes dos Monstros é um testamento atraente – e preventivo – do potencial do comportamento humano para o verdadeiro terror e a pura maldade.
UMA INTRODUÇÃO À FILOSOFIA BUDISTA
Stephen J. Laumakis – Editora Madras
Stephen J. Laumakis é professor adjunto do Departamento de Filosofia na Universidade de St. Thomas, St. Paul. No início desta obra, ele oferece informações básicas a respeito da sociedade e da cultura, do contexto filosófico e religioso em que, a partir dele, a vida e os ensinamentos de Siddhatta Gotama ganharam vida.
Depois, trata dos detalhes do Dharma, mostrando os aspectos metafísicos e epistemológicos do Kamma, Samsara e renascimento, da origem interdependente,da impermanência, do eu-não-permanente e do vazio, bem como de Moksa e Nibbana. Embora se admita que o nosso conhecimento de Buda se baseia em evidências históricas limitadas, os textos que integram este livro tentam relacionar os segmentos básicos de sua biografia e mostrar como suas experiências de vida moldaram suas visões filosóficas. Também propõem uma leitura filosófica dos fatos da vida de Siddhatta Gotama como um ponto de partida para conhecer e compreender os ensinamentos do Buda histórico.
O tema principal deste trabalho de Stephen J. Laumakis é a filosofia budista, com uma atenção especial em sua epistemologia e metafísica. Diferentemente das introduções que tratam o Budismo como religião, este livro é uma introdução à filosofia budista. Além disso, esta obra se ocupará principalmente das teorias budistas do conhecimento e da realidade e, de modo secundário ou periférico, de suas afirmações éticas.
CARCEREIROS
Dráuzio Varella – Editora Cia. das Letras
Em Estação Carandiru, que desde 1999 teve mais de 500 mil exemplares vendidos, Dráuzio Varella focou seu corajoso relato na população carcerária de um dos presídios mais violentos do Brasil. Mas os vinte e três anos atuando em presídios brasileiros como médico voluntário também o aproximaram do outro lado da moeda: as centenas de agentes penitenciários que, trabalhando sob condições rigorosas e muitas vezes colocando a vida em risco, administram essa população.
Foi com um grupo desses agentes que Dráuzio passou a se reunir depois das longas jornadas de trabalho, em um botequim de frente para o Carandiru. E essa convivência pôs o autor em contato com os relatos narrados em Carcereiros, segundo volume da trilogia iniciada por Estação Carandiru – o terceiro livro, Prisioneiras, terá como ponto de partida o trabalho do médico na Penitenciária Feminina da Capital.
Acompanhamos, assim, uma rebelião pelos olhos de quem tenta contê-la. A descoberta de que um colega está do lado dos bandidos. Um momento de solidariedade, outro de egoísmo. Um ato heroico e outro de covardia. Entramos em contato com o cotidiano dos carcereiros e as situações desconcertantes impostas pelo ofício, que eles resolvem com jogo de cintura e, não raramente, com humor.
O que emerge é um retrato franco de um mundo totalmente desconhecido para quem está de fora. Dráuzio fala também de sua própria atividade como médico do sistema penitenciário: das frustrações, dos acertos e, sobretudo, da dificuldade em conciliar uma vida tão imersa nesta realidade com a de médico particular, apresentador de programas de divulgação científica, pesquisador de plantas, escritor e pai de família.
Se há algo de comum a essas vidas – carcereiros, médico, detentos -, é a dimensão humana que nunca escapa aos relatos do autor.
UMA BREVE HISTÓRIA DO CRISTIANISMO
Geoffrey Blainey – Editora Fundamento
“É notável que um homem que viveu há mais de 2000 anos, que não tinha cargo público ou riqueza e que não viajou além de alguns dias de caminhada de sua cidade natal tenha tido tanta influência na história mundial.” Uma Breve História do Cristianismo reconta magistralmente os passos de Jesus, esse homem com uma vida tão curta e uma história tão longa.
Do mesmo autor de Uma Breve História do Mundo, um livro abrangente, dinâmico, rico em detalhes e extremamente agradável de se ler. O consagrado historiador Geoffrey Blainey analisa de forma imparcial os primeiros passos do Cristianismo, investiga os eventos que possibilitaram sua evolução e conta por que a doutrina cristã permanece tão viva nos dias de hoje quanto nos seus primórdios.
Afinal, quem foi Jesus? Um mito ou um homem de infinita sabedoria? Qual a origem dos Evangelhos e o que se sabe a respeito daqueles que os teriam redigido? Que fatos levaram a disseminação do Cristianismo ao redor do mundo? E qual o papel de outros personagens desta história, como Francisco de Assis, Martinho Lutero, John Wesley, João Paulo II e até os Beatles?
Geoffrey Blainey vai guiá-lo em uma viagem repleta de mistérios, polêmicas, conflitos e fé. Uma narrativa essencial para compreender mais do que o mundo de hoje – para compreender o homem de hoje.
QUEM PENSA ENRIQUECE
Napoleon Hill – Editora Fundamento
Todos querem ficar ricos. Poucos conseguem. Qual será o segredo, a fórmula que cria milionários?
Por vinte anos, Napoleon Hill, autor de Quem pensa enriquece, se dedicou a descobri-la. E conseguiu.
Ele acompanhou de perto a ascensão de 500 das maiores fortunas do mundo. Convivendo com mitos como Henry Ford, Theodore Roosevelt, King Gillette e John Rockefeller, o autor encontrou 15 características comuns a todos esses grandes vencedores.
Quem pensa enriquece, principal fruto das idéias de Napoleon Hill, é um dos maiores bestsellers do mercado editorial, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo. Uma obra atemporal que vem ajudando pessoas comuns a se tornarem ricas e poderosas.
Nas suas mãos, está uma obra-prima com o poder de enriquecer sua vida. Aproveite.
JACQUES LACAN, O PASSADO PRESENTE
Alain Badiou & Roudinesco – Editora Difel
Leitura fundamental para conhecer um dos homens mais influentes do século XX e os tentáculos de seu pensamento, que ainda hoje permeiam a sociedade, Jacques Lacan, passado presente, de Alain Badiou e Élisabeth Roudinesco, é uma conversa inteligente e ágil marcada por duas diferentes visões que se complementam e pintam um retrato fascinante deste que é considerado um dos homens mais importantes da psicanálise.
A primeira parte desse diálogo é dedicada aos encontros dos dois autores com Lacan. Primeiro um encontro social e, depois, um encontro com suas ideias, suas posições políticas, sua relação com a filosofia e o controle que ele exerceu sobre o mundo intelectual dos anos 1960 e 1970.
Na segunda parte do livro, os autores dialogam sobre a obra de Lacan: o que ela foi, o que resta dela e, sobretudo, o que ela pode propor à sociedade para o futuro, ajudando todos a enfrentar a angústia gerada pela crise e a lutar contra as tentações obscurantistas.
Quaisquer que sejam os pontos de desacordo entre Badiou e Roudinesco, os dois concordam em dois aspectos fundamentais: a importância do pensamento lacaniano nos dias atuais e as qualidades vanguardistas do psicanalista, que, no fim de sua vida, afirma Élisabeth, anunciou o aparecimento de flagelos atuais, como o racismo, o individualismo furioso e a demagogia de massa.
VOCÊ CONHECE AQUELA? – A piada, o riso e o racismo à brasileira
Dagoberto José Fonseca – Selo Negro Edições
A piada, cujo intuito é provocar o riso e dissimular conflitos, explicita com jeitinho a fragilidade da democracia racial e social brasileira, tornando ainda transparente a tentativa padronizadora perpetrada pelo branqueamento. Aqui, o autor analisa como as piadas sobre negros contribuem para propagar o racismo e abre caminho para discutirmos mais profundamente as relações étnico-raciais em nosso país.
ASTROLOGIA PARA GAYS E LÉSBICAS – Um guia divertido
Estela Rotta Lobo – Edições GLS
Finalmente um guia dos signos para quem não é hetero! Agora você não precisa ficar fazendo aqueles malabarismos de interpretação ao ler como o homem de Áries se entende com a mulher de Leão: nesse guia divertido, ilustrado pelos ótimos cartuns de Márcio Baraldi, o homem de Aries se junta ao homem de Leão, e a mulher de Aquário com a mulher de Libra! Prepare-se para rir e entender o seu amor.
UMA HISTÓRIA DO MUNDO
David Coimbra – Editora L&PM
Um livro que faz você se apaixonar pela História
Você já parou para pensar por que o homem abandonou centenas de milhares de anos de vida nômade e decidiu se fixar num único lugar na Terra? Por que as pessoas se juntam em cidades? Por que o homem moderno vive como vive, com suas crenças, medos e culpas? Uma história do mundo foi escrito para responder a essas e a outras tantas perguntas.
David Coimbra elaborou um instigante panorama sobre a constituição da humanidade – fruto de quarenta anos de leituras e pesquisas – que permite saborear a História sob um ângulo diferente. Começando com os primeiros vestígios da vida humana na Terra e viajando entre os patriarcas hebreus e os povos do Oriente Médio, o autor dá um salto no tempo para Napoleão e os grandes arqueólogos da História – passando com engenhosidade e um toque de humor por Homero, Megan Fox e Dilma Rousseff – e retornando para o Antigo Egito, onde grande parte da consciência do homem ocidental foi urdida.
A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS
Sigmund Freud – Editora L&PM
O trabalho maior de Freud pela primeira vez traduzido direto do alemão
A interpretação dos sonhos é o trabalho maior de Sigmund Freud (1856-1939), que inaugurou a era da psicanálise e mudou para sempre a maneira como o ser humano percebe a si mesmo. Além das novíssimas perspectivas lançadas sobre a natureza e os significados dos sonhos – outrora considerados apenas resquícios da vida diurna –, neste estudo revolucionário Freud postula uma instância até então desconhecida da psique humana: o inconsciente.
Tal pressuposto – o da existência de um continente praticamente inacessado da “alma” humana – abriu todo um leque de possibilidades de estudos científicos e psicanalíticos para Freud e seus seguidores. Trabalho tão genial hoje quanto à época de sua primeira publicação, em 1899, A interpretação dos sonhos é considerada uma das obras fundadoras da contemporaneidade e que mais influenciaram o pensamento do século XX.
Porque a edição da L&PM é diferenciada:
- Traz inclusão de notas e comentários que Freud adicionou ao longo de sua vida.
- A tradução direto do alemão retoma a clareza e a fluência do pensamento de Freud.
- Oferece um exclusivo índice de sonhos, nomes e símbolos.
- Edição coordenada por renomados psicanalistas e professores: revisão técnica e prefácio de Tania Rivera, texto biobibliográfico de Paulo Endo e Edson Sousa, tradução de Renato Zwick.
Os dois volumes podem ser adquiridos na caixa ou separadamente.
REVOLUÇÃO FRANCESA
Max Gallo – Editora L&PM
A Revolução Francesa é contada em dois volumes pelo historiador Max Gallo. O povo e o rei e Às armas, cidadãos! estão também em uma caixa especial. São 694 páginas que compõe os dois volumes da obra e fazem da obra de Gallo um marco na imensa historiografia disponível sobre o movimento político e revolucionário mais importante dos tempos modernos.
No primeiro volume, O povo e o rei – 1774-1793, Gallo compõe o retrato da França pré-revolucionária, apresenta as causas e o ambiente social que propiciou a revolta de 1789 e, sobretudo, concentra-se na figura patética de Luis XVI e os luíses que o precederam.
Já Às armas cidadãos – 1793-1799 começa com a morte do rei e o início da jornada do Terror, quando cai o governo moderado em 31 de maio de 1793. Max Gallo coloca diante do leitor os detalhes desta jornada sanguinária: a violência da luta política. Uma Paris conflagrada, faminta, sem pão, sem lei, tomada pelo furor da caça aos monarquistas, “restauradores”, emigrados e nobres em geral é descrita com maestria e precisão pelo historiador.
COMO SER MULHER – Um divertido manifesto feminino
Caitlin Moran – Editora Paralela
Nunca houve época melhor para ser mulher. Elas podem votar, têm a pílula, estão no topo das paradas musicais, são eleitas presidentes e primeiras-ministras e não são acusadas de bruxaria e queimadas desde 1727. Entretanto, algumas perguntinhas incômodas persistem: Os homens no fundo as odeiam? Como elas devem chamar os próprios peitos? Por que as calcinhas estão ficando cada vez menores? E por que as pessoas insistem em perguntar quando elas vão ter filhos?
Em Como ser mulher, Caitlin Moran responde a essas e muitas outras perguntas que mulheres modernas no mundo todo estão se fazendo.
JOSÉ BONIFÁCIO
Miriam Dolhnikoff – Editora Cia. das Letras
Entre a destacada produção acadêmica da historiadora e professora Miriam Dolhnikoff contam-se diversos livros, capítulos e artigos dedicados aos primeiros anos da Independência. Em suas pesquisas sobre aquele período capital da formação do país, Dolhnikoff tem privilegiado os mecanismos de organização institucional do Estado brasileiro. Neste volume, a autora retrata um dos personagens mais importantes dos acontecimentos que levaram à emancipação política do Brasil, bem como de seus primeiros momentos como nação independente: José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838).
Político, cientista, poeta e advogado paulista, Bonifácio foi o todo-poderoso ministro de d. Pedro I até 1823, além de, após a Abdicação, tutor do futuro d. Pedro II. Foi o principal idealizador de nossas primeiras instituições políticas, incluindo grande parte da Constituição imperial de 1824. Um dos responsáveis pela manutenção da unidade do Império recém-nascido e por seu reconhecimento internacional, também foi um cientista de renome na Europa e um intelectual refinado, influenciado pelas ideias renovadoras dos philosophes franceses.
Herói da pátria, Bonifácio possui, entretanto, uma biografia repleta de passagens ainda pouco conhecidas. Neste livro rigoroso e abrangente, que já desponta como referência sobre a trajetória do biografado, as facetas de cientista, poeta e revolucionário – Bonifácio combateu as tropas napoleônicas durante sua estada em Portugal – ajudam a esclarecer a atuação política do “patriarca da Independência” ao longo dos anos decisivos da fundação do Brasil.
A FORÇA DA ESCRAVIDÃO – Ilegalidade e costume no Brasil oitocentista
Sidney Chalhoub – Editora Cia. das Letras
Diante de um caso de identidade duvidosa de um preso negro que se suspeitava ser cativo, mas que afirmava ser livre de nascimento, o chefe de polícia do Rio de Janeiro entre 1833 e 1844, Eusébio de Queiróz – em tese o responsável pela repressão à escravização ilegal de africanos e ex-cativos -, certa vez afirmou que seria “mais razoável a respeito de pretos presumir a escravidão, enquanto por assento de batismo, ou carta de liberdade não mostrarem o contrário”. A obrigação de provar sua condição de pessoa livre, sob risco de ir a leilão público e retornar aos horrores do trabalho forçado, era apenas um dos obstáculos enfrentados pelos negros brasileiros no exercício de sua incipiente cidadania no Brasil imperial.
Como demonstra o historiador e professor Sidney Chalhoub neste ensaio indispensável, o descaso sistemático das autoridades em relação aos direitos mais básicos da população negra não pode ser dissociado das ilegalidades do tráfico de cativos. Entorpecida pelos pactos de conveniência com a classe proprietária, a vigilância do Estado foi conivente com o contrabando de mais de 700 mil africanos após a proibição nominal do tráfico, em 1831. Essa flagrante ilegalidade sinalizava aos ex-escravos e aos nascidos livres que sua precária experiência da liberdade estava à mercê dos interesses da casta de senhores, disseminando o medo da reescravização e estimulando práticas de resistência social.
DE OLHO EM MÁRIO DE ANDRADE – Uma descoberta intelectual e sentimental do Brasil
André Botelho – Editora Claro Enigma
A trajetória de Mário de Andrade está profundamente ligada à da moderna cultura brasileira. Líder do movimento modernista, Mário participou da Semana de Arte Moderna de São Paulo, escreveu obras importantes, como Macunaíma, e, acima de tudo, viveu intensamente o espírito modernista nas mais diversas esferas. Nas artes, procurou promover o diálogo criativo entre formas populares e eruditas; a partir da música, estudou e refletiu sobre as mais diversas manifestações artísticas; como intelectual e homem público, experimentou e praticou a tão almejada renovação cultural.
Com a ajuda de mais de trinta fotos e pinturas que ilustram a vida de Mário de Andrade, André Botelho apresenta esse poeta, romancista, contista, cronista, fotógrafo, colecionador, pianista, professor e leitor inveterado, que um dia se definiu dizendo: “Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cinquenta”.
EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA, PROSTITUÍDA…
Kai Hermann e Horst Rieck – Editora Bertrand Brasil
Quando, no início de 1978, encontramos Christiane F. — então com 15 anos —, ela depunha como testemunha num tribunal de Berlim. Pedimos-lhe uma entrevista que faria parte de uma pesquisa sobre os problemas da juventude.
Tínhamos previsto duas horas para a entrevista, e elas se transformaram em dois meses. De entrevistadores, passamos a ouvintes apaixonados e profundamente emocionados.
Este livro nasceu da gravação desse depoimento de Christiane F. É nossa opinião que esta história ensina mais do que o mais bem documentado relatório sobre a situação de uma grande parte da juventude.
Christiane F. quis que este livro viesse a público. Como quase todos os viciados em drogas, desejava romper o silêncio opressivo que cerca a questão dos tóxicos entre os adolescentes.
Todos os sobreviventes da “turma”, bem como seus pais, apoiaram nosso projeto e concordaram, para reforçar a autenticidade deste documento, com a publicação de nomes e fotografias. Das famílias, porém, não citamos os sobrenomes.
Ao depoimento de Christiane F., juntamos declarações de sua mãe e de outras pessoas que dela se ocuparam, assim completando a análise com uma perspectiva diferente.
TERRAS DE SANGUE: a Europa entre Hitler e Stalin
Timothy Snyder – Editora Record
Ensaio sobre os genocídios comandados por Hitler e Stalin de mais de 14 milhões de pessoas, entre as décadas de 1930 e 1940. Snyder descreve países como Polônia, Bielo-Rússia, Ucrânia, os países bálticos e partes da Rússia como as “terras de sangue”, áreas com grandes concentrações de judeus que mais sofreram com os assassinatos em massa promovidos por políticas do Nazismo e do Stalinismo, que, embora estivessem em lados opostos durante a Segunda Guerra Mundial, promoveram o maior banho de sangue étnico da história.
AMÉRICA
Andy Warhol – Editora LP&M
Andy Warhol não saía de casa sem sua câmera. América é o resultado de dez anos de fotos excepcionais, revelando a estranha beleza e as extraordinárias contradições do país que possibilitou a Andy Warhol se tornar essa figura emblemática. Explorando suas maiores obsessões – entre elas a imagem e a celebridade –, ele fotografa lutadores e políticos, a beleza dos muito ricos e os pobres que tudo perderam; Capote com as cicatrizes de uma cirurgia plástica recente e Madonna escondida sob uma peruca morena. Ele escreve sobre o país que ama, desejando ter morrido quando levou um tiro; sobre o fato de tudo ter um preço e também sobre a fama e a beleza.
Uma América sem Warhol é quase tão inconcebível quanto Warhol sem a América. Este tributo, comovente e sagaz, representa o grande artista do superficial em seu momento mais pessoal e profundo.
RITOS DE PAZ
Adam Zamoyski – Editora Record
Detalha os bastidores do Congresso de Viena, que aconteceu em 1815, após a queda do Império de Napoleão. Contando com uma vasta coleção de fontes em seis línguas, que incluem não apenas documentos oficiais, cartas pessoais, diários e relatos originais, como também os relatórios de espiões e informantes da polícia, Adam Zamoyski revela que a nova Europa foi forjada por homens que não estavam interessados em reestruturar o continente, mas que eram movidos pelo medo, ambição e luxúria, em meio a uma atmosfera de depravação moral.
DRESDEN:Terça-feira, 13 de fevereiro de 1945
Frederick Taylor – Editora Record
A partir de um estudo conduzido magistralmente pelo historiador Frederick Taylor, Dresden: Terça-feira, 13 de fevereiro de 1945 tenta desmistificar a devastadora operação organizada contra a cidade alemã, operação tratada muitas vezes como um dos maiores crimes de guerra dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.
Assim como a destruição de Hiroshima, o bombardeio de Dresden, cidade alemã com um famoso sítio cultural, é tido como um dos maiores horrores da Segunda Guerra Mundial. O ataque foi promovido pelos aliados em fevereiro de 1945, poucos meses antes do término do conflito, e milhares de toneladas de explosivos e bombas incendiárias foram despejadas sobre a cidade.
“Dresden: terça-feira, 13 de fevereiro de 1945 não vai colocar um ponto final em nenhuma dessas discussões, mas a minha crença é que revelará um arcabouço moral mais complexo e ambivalente do que aquele que até então tem sido reconhecido”, afirma Taylor.
Além de traçar um histórico da cidade, Taylor se baseia em diversos documentos para compor com coerência uma estimativa de vítimas (o número de mortos chegou a ser afirmado em algumas centenas de milhares pelo ministro alemão de propaganda Joseph Goebbels), reúne depoimentos de sobreviventes do ataque e desmente os que presumem que o ataque tenha sido motivado apenas por crueldade. O historiador ainda desconstrói a ideia de que Dresden não fizesse parte da máquina de guerra nazista. Fato que fez com que a cidade se tornasse alvo dos ataques aliados.
NEM HERÓIS NEM VILÕES
Moacir Assunção – Editora Record
A Guerra do Paraguai foi o maior e mais sangrento conflito da história brasileira. Também foi o maior da América Latina, perdendo em amplitude no continente apenas para a Guerra de Secessão americana. Ao opor os fundadores do Mercado Comum Sul-Americano — Brasil, Argentina e Uruguai — contra o Paraguai, então uma potência militar em busca de espaço na região, definiu as fronteiras do Prata.
Não há estatísticas confiáveis do número de mortos, mas estima-se que pelo menos 300 mil perderam ali suas vidas. Simbólica em todos os sentidos, polêmica, a guerra ganha agora um olhar inovador. Em NEM HERÓIS NEM VILÕES, o jornalista Moacir Assunção traz dados novos à questão, e discute reflexos que perduram até os dias de hoje, trazendo dificuldades à consolidação do Mercosul.
Fruto de intensa pesquisa, o livro disseca, também, a participação dos EUA na guerra (em apoio ao Paraguai), o que fez com que o Brasil suspendesse por três vezes as relações diplomáticas com o país. Com entrevistas da bisneta de Solano López e intelectuais lopistas, a obra abre espaço para as difíceis relações entre líderes militares do Brasil como o Duque de Caxias e da aliada Argentina, como Bartolomeu Mitre.
Os bastidores de episódios importantes da guerra, como Curupaiti, a maior derrota aliada, que quase levou ao fim do conflito; as doenças que atingiram o país e mataram mais gente que os combates propriamente ditos. O autor ainda discute as conseqüências do conflito, as grandes vilanias da guerra e, pela primeira vez, os livros anti-Brasil lançados em vários países latinos e respondidos por autores brasileiros.
Fartamente ilustrado, traz à luz personagens praticamente ausentes na historiografia tradicional: a primeira vítima do conflito, o governador da província de Mato Grosso, que morreu de fome no Paraguai, José Díaz e Caballero, os maiores generais do exército paraguaio, e o filho de Solano López, Enrique, que entrou com ações contra os governos brasileiro e argentino — a família contratou Ruy Barbosa como advogado — para tentar reaver terras que haviam pertencido a sua mãe.
NEM HERÓIS NEM VILÕES é um livro fundamental para se entender a dinâmica social, política e econômica do continente sulamericano.
UMA BREVE HISTÓRIA DA FILOSOFIA
Nigel Warburton – Editora L&PM
Descomplicando a filosofia
O termo “filósofo” origina-se das palavras gregas que significam “amor à sabedoria”. A filosofia começa justamente com questionamentos sobre como deveríamos viver, se Deus existe ou como a sociedade deveria se organizar. Essas foram as preocupações de Sócrates, que passava os dias em Atenas fazendo perguntas complicadas e desconcertando as pessoas que encontrava ao apontar como entendiam tão pouco sobre as coisas.
Uma breve história da filosofia apresenta os grandes pensadores da filosofia ocidental e explora suas principais ideias sobre o mundo e sobre a melhor maneira de viver nele. Em quarenta capítulos, Nigel Warburton, um dos mais conhecidos e mais lidos filósofos contemporâneos, propõe uma jornada pela rica história da filosofia. Partindo da tradição iniciada com Sócrates, há aproximadamente 2.500 anos, o autor traz dados interessantes sobre a vida e o pensamento de alguns dos mais instigantes filósofos como Kant, Maquiavel, Sêneca, Freud, Nietzsche, entre muitos outros. A leitura flui graças à maneira divertida que Warburton encontrou para encadear os capítulos: no final de cada texto, ele faz um link com o filósofo que vem a seguir.
De uma maneira descomplicada, é a partir dessas vidas peculiares que Warburton apresenta inquietantes perguntas éticas que até hoje são alvo da filosofia, dando espaço e inspiração para pensar, argumentar, raciocinar e perguntar. Uma breve história da filosofia apresenta a grandiosidade da busca do entendimento filosófico pela humanidade e convida todos a se juntarem à discussão.
EVOLUÇÃO
Brian e Deborah Charlesworth – Editora L&PM
“Devemos admirar o que a evolução produziu e tomar cuidado para não destruí-la com nossa ganância e estupidez, preservando-a para nossos descendentes.”
De onde viemos? Abandonando a ideia de uma intervenção divina na criação do homem, o estudo da biologia evolutiva não apenas ofereceu uma bem documentada resposta a essa pergunta mas transformou o modo como concebemos as origens da humanidade e sua relação com o universo.
Com 21 ilustrações e uma linguagem clara e acessível, Evolução apresenta os conceitos elementares, os avanços e as descobertas de um dos mais controversos temas da ciência. Para além da teoria, os pesquisadores Brian e Deborah Charlesworth demonstram como a evolução opera em nossas vidas a partir de exemplos práticos, como as bactérias que se tornam resistentes a antibióticos ou o aumento da longevidade dos seres humanos.
OS PRINCÍPIOS DA PROSPERIDADE
Henry Ford – CRA/RJ e Freitas Bastos Editora
O CRA-RJ em parceria com a Freitas Bastos Editora está publicando o livro Os Princípios da Prosperidade de Henry Ford. O livro foi publicado pela primeira vez no Brasil na década de 40 com tradução e prefacio de Monteiro Lobato. Os Princípios da Prosperidade reúne de uma só vez três publicações: “Minha vida e minha obra”, “Hoje e amanhã” e “Filosofia de indústria”.
De acordo com o Presidente do CRA-RJ, o acesso a clássicos como esse contribui de maneira positiva para o despertar de consciência. Para Monteiro Lobato não há leitura nem estudo mais fecundo que o livro de Henry Ford.
DISCIPLINA, A TRILHA DO SUCESSO
Carlos Rosa – Editora Interciência
Este livro tem como objetivo refletir sobre a autodisciplina: eu mando eu obedeço, que é uma das características necessárias e presentes em quase todas as listas de autores e profissionais, quando tratam de assuntos relacionados com o sucesso, a liderança, a qualidade de vida e outros temas afins. É comum vermos estes autores citarem a autodisciplina como um dos pilares de sustentação sem entrar no mérito de como ser disciplinado.
Dentro dete contexto, e pela necessidade de resultados de curto prazo das empresas e da própria vida pessoal atual, a obra faz uma analogia da maratona, que busca resultados no longo prazo com as corridas de 100 metros, de curto prazo.
Para ser disciplinado devemos ter um sentido de vida e nos dedicarmos integralmente a ele, como diversos atletas nos ensinam com suas vitoriosas carreiras. Dentro desta metáfora que os conceitos vão sendo passados a cada km (capítulo).
A linguagem é simples e direta, e todos os capítulos têm uma revisão dos conceitos e uma comemoração para valorização de cada etapa vencida, fatores determinantes para reforçar a disciplina, que deve ser vista como prêmio e não como punição.
CONFISSÕES DE UM TURISTA PROFISSIONAL
Kiko Nogueira – Editora Novo Conceito
Quem gosta de viajar, e viaja mesmo (isto é, não faz turismo pra inglês ver), sente uma vontade danada de falar a verdade sobre os lugares que visitou.
Coisas como: vale a pena todo aquele trabalho no Louvre para não ver a Monalisa? Existe algum lugar mais insalubre do que uma barraca de praia no Nordeste? Ou ainda: por que o Brasil precisa de mais uma obra de Oscar Niemeyer, o veterano arquiteto que deixa um rastro de concreto aonde quer que vá?
Mas falar essas coisas é, no mínimo, tornar-se um chato. Pois Jota Pinto Fernandes, alter ego de Kiko Nogueira, é o chato que vive em cada viajante.
Corajoso e desbocado o suficiente para dizer o que as agências e seu amigo que acabou de chegar de Nova York nunca falarão.
Escrito pelo ex-diretor da revista Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas, da Editora Abril, Confissões de um Turista Profissional é uma leitura para quem quer olhar as lindas fotinhos no celular, na volta daquele pacote inesquecível, e pensar: “E não é que era isso mesmo…?”
MULHERES LIVRES
Aurine Crémieu e Hélène Jullien – Editora Novo Conceito
Em Mulheres livres, Aurine Crémieu e Hélène Jullien, jornalistas e membros da Anistia Internacional, contam a luta de 14 mulheres pela liberdade. Expostas a todos os embates, da pena de morte às mutilações, dos crimes de honra aos crimes de guerra. Originárias da Tunísia, do Malaui, da França, dos Estados Unidos, do Chile, do Paquistão, isso pouco importa. Aqui há um retrato da situação de muitas mulheres no mundo. É um relato sobre resistência, apesar do medo, e elas continuam ainda hoje a lutar em nome da liberdade.
PARA SEMPRE
Kim Carpenter e Krickitt Carpenter – Editora Novo Conceito
A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a “Krickitt” com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.
O CÓDIGO DAS PROFUNDEZAS
Roberto Lopes – Editora Civilização Brasileira
Em abril de 1982, os submarinos argentinos mobilizados para garantir a defesa das ilhas Malvinas saíram para o mar gelado do Atlântico Sul com problemas no casco, motores enguiçados, defeitos nos tanques de lastro e panes nos computadores de bordo, nas comunicações, em geradores de energia e até nos torpedos.
Em O Código das Profundezas – Coragem, Patriotismo e Fracasso a bordo dos Submarinos Argentinos nas Malvinas, Roberto Lopes resgata e analisa esta história com base em documentos sigilosos das marinhas da Argentina, dos Estados Unidos e do Brasil, além de documentos diplomáticos argentinos. Um livro essencial para se entender o episódio e que lança luz sobre o futuro geopolítico do Atlântico Sul.
“Este livro descreve a ameaça que a Força de Submarinos da Armada argentina representou para seus inimigos ingleses durante a Guerra das Malvinas, em 1982. Os fatores que condicionaram sua atuação e as lições – e consequências – derivadas de seu modesto desempenho”, afirma Lopes.
Entre as muitas revelações, o autor conta que o Almirante Juan Lombardo – submarinista idealizador do assalto anfíbio às Malvinas e atualmente preso por violações aos Direitos Humanos – fez com os seus subordinados o que não quis para si mesmo, em 1958: tripular um submarino velho em situação de grave risco.
A obra também esclarece como o fiasco dos submarinos argentinos determinou o desprestígio da Marinha do país, hoje, inferior às marinhas da brasileira, chilena e peruana.














































































