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Livros: Não Ficção

1964 – O ÚLTIMO ATO
Wilson Figueiredo – Editora Gryphus

1964 – O ÚLTIMO ATO

Esta obra reúne uma seleção de artigos inéditos em livro que descrevem a conjuntura anterior ao golpe de 1964 e também o período imediatamente posterior à intervenção militar, “1964 – O último ato” é um convite à reflexão da política brasileira. Lançamento da Gryphus Editora, o livro organizado pela pesquisadora Vanuza Braga apresenta 11 artigos assinados pelo jornalista Wilson Figueiredo, publicados entre 23 de fevereiro e 21 de junho de 1964.

Em um contexto político de exaltação contra o comunismo e a Revolução Cubana, o anticomunismo foi a principal ferramenta utilizada por grande parte dos jornais da época, em maior ou menor intensidade, para amedrontar a classe média e, em paralelo com a crise econômica e política, ser um dos fatores que contribuíram de forma definitiva para o sucesso do golpe militar. A questão democrática, porém, não parecia estar na agenda da direita e nem da esquerda. Enquanto a primeira preocupava-se em defender seus privilégios, a segunda lutava pelas reformas e considerava necessário ir para o confronto com os grupos que a elas se opunham, mesmo que isso significasse o abandono da democracia.

Para entender o complicado cenário político da época, a seleção dos artigos reproduzidos em “1964 – O último ato” é sucinta e eficaz. Publicado em maio de 1964 no livro “Os idos de março e a queda em abril”, organizado por Alberto Dines, o artigo “A margem esquerda” inicia o livro e imerge o leitor no cenário político da época. Em seguida, cinco artigos publicados antes e cinco publicados após o golpe, na coluna Tema Nacional, do Jornal do Brasil, complementam com um olhar crítico e apurado a história da política brasileira. Ao final, a seção “Quem era quem na crise política de 1964” ainda elenca todos os personagens citados nos artigos com seus respectivos cargos no contexto da crise.

AS DUAS FACES DA GLÓRIA
William Waack – Editora Planeta

As duas faces da glória

Só agora, 70 anos depois, começamos a superar a ordem estabelecida ao final da Segunda Guerra Mundial – um conflito de imenso peso na memória coletiva de muitos povos e países não só pelo seu papel central na construção do mundo que vivemos mas, também – ou sobretudo – pelos episódios aterradores de extermínio em massa, o horror dos totalitarismos, a inigualada destruição de populações civis e a arma do fim da humanidade, a bomba atômica.

Se para alguns a participação brasileira foi simbólica ou de menor peso nos eventos puramente militares, isso em nada muda a importância, a coragem e o sacrifício pessoais dos soldados brasileiros, enviados à morte muitas vezes sem preparo, treinamento, equipamento e comandantes competentes num país distante e numa situação de difícil compreensão. A contrário, essas circunstâncias reforçam o brio que demonstraram.

São duas perspectivas completamente distintas, a da participação do indivíduo e a da projeção histórica do acontecimento. É profundamente triste constatar quantos analistas no Brasil não sabem, ou não quiseram, separar uma coisa da outra.

DO OUTRO LADO
Mary del Priore – Editora Planeta

DO OUTRO LADO

Em Do outro lado – A história do sobrenatural e do espiritismo, a autora trata de que forma nossos antepassados lidavam com esse mundo dos espíritos.

Focando sobretudo no desenvolvimento do espiritismo, criado por Allan Kardec e assimilado por muitos intelectuais brasileiros no século XIX, ela também aborda fenômenos bastante populares na época, como o magnetismo, o sonambulismo, as “mesas volantes” e uma série de outras formas de entrar em contato com o mundo sobrenatural e com aqueles que já partiram.

HISTÓRIA COMPARADA
José D’Assunção Barros – Editora Vozes

História Comparada

A História Comparada pode ser entendida como uma modalidade historiográfica que rediscute as tendências e procedimentos da historiografia tradicional. Ao invés de pesquisar uma realidade histórica única, o procedimento da “comparação” permite ao historiador examinar em iluminação recíproca dois ou mais recortes de tempo e espaço. Este livro discute algumas das mais recentes tendências historiográficas que surgiram a partir da prática da História Comparada, desde a primeira década do século XX. O autor analisa desde o contexto que favoreceu o surgimento da perspectiva comparatista em História, até questões operacionais, conceitos e metodologias que precisam ser conhecidas pelos historiadores e cientistas sociais.

UMA HISTÓRIA DA ÓPERA – Os últimos quatrocentos anos
Carolyn Abbate e Roger Parker – Editora Cia. das Letras

UMA HISTÓRIA DA ÓPERA

A ópera é uma das formas de arte mais extraordinárias dos últimos quatro séculos. Proibitivamente cara e irrealista por essência, representa no entanto as paixões humanas com inigualáveis poder e drama.

O livro de Carolyn Abbate e Roger Parker já nasce como clássico: desde o trabalho de Joseph Kerman, A ópera como drama, escrito na década de 1950 e ainda referência incontornável sobre o assunto, talvez o gênero não tenha recebido um tratamento de escopo tão ambicioso. Se o leitor especializado encontrará neste ensaio análises profundas, o leigo terá um guia que o conduzirá às várias facetas e períodos da ópera.

Da corte dos Médici na Florença do século XVI até o presente, passando por Monteverdi, Händel, Mozart, Verdi, Puccini, Berg e Britten, os autores traçam análises profundas dos contextos sociais, políticos e literários, das circunstâncias econômicas e das quase constantes polêmicas que acompanharam o desenvolvimento do gênero nos últimos quatro séculos. Isso sem se descuidar da apreciação propriamente estética das óperas estudadas e do aspecto central e talvez definidor dessa forma de arte: as tensões entre palavra e música, personagem e intérprete.

Impossível negar que há uma crise na “produção” contemporânea, além da difícil questão do financiamento (a ópera, como negócio do entretenimento ou atividade econômica, não parece ser autossustentável). A audiência, no entanto, cresce e a ópera permanece criativa e florescente, com encenações originais e intérpretes talvez tecnicamente melhores do que jamais foram. A ópera, enfim, vive.

A REUTILIZAÇÃO DA ÁGUA
Luiz Augusto Rodrigues da Luz – Editora Qualitymark

A reutilização da água

O objetivo deste livro é mostrar a necessidade de preservar a qualidade ambiental e o uso racional dos recursos naturais, em particular a água. A preservação da água é um assunto que envolve sociedade, empresa e governo. Luiz Augusto mostra neste livro a deterioração e a superexploração de rios e lagos em todo o planeta. Ele apresenta a grave crise socioambiental, onde, segundo estudos da ONU, em 2050 teremos 75% da população vivendo em grave escassez de água. O autor busca explicar as causas e consequências desta crise, a importância da água doce em nossa vida, além de divulgar informações para que o leitor adote uma postura de resistência e preservação ambiental.

BILAC PINTO, O HOMEM QUE SALVOU A REPÚBLICA
Murilo Badaró – Editora Gryphus

Bilac Pinto, o homem que salvou a República

Depois de Sinhá Moreira e Maria Martins, chega às mãos do leitor Bilac Pinto: o homem que salvou a República, o terceiro volume da série Ilustres Mineiros, publicados pela Gryphus Editora. A coleção aborda a trajetória de mineiros notáveis que fizeram diferença na sociedade em que viveram e tiveram suas vidas atreladas à política, cultura e desenvolvimento do Brasil no século XX.

Através da trajetória de Bilac Pinto, Murilo Badaró nos conduz a uma instigante viagem pela história do Brasil, trazendo à tona fatos novos, esclarecendo outros, questionando versões estabelecidas e colocando em cena personagens da história política pouco conhecidos do grande público. Ao final, com grande sensibilidade, o autor nos coloca uma questão muito atual: Por que alguns nomes são apagados da nossa memória e condenados ao esquecimento? As memórias estão em constante disputa e neste livro, o autor apresenta uma corajosa tentativa de não sucumbir às obviedades e fazer jus à importância desse personagem que participou intensamente de todos os grandes embates de seu tempo e deu imensas contribuições ao Brasil.

MERITOCRACIA
Marcelino Tadeu de Assis – Editora Qualitymark

Meritocracia

MERITOCRACIA: Igualitária e justa ou injusta, mas desejável? Este é mais um livro em que procuro compartilhar reflexões e estudos sobre um tema que acredito ser relevante e fortemente associado à gestão de pessoas: a meritocracia. Ao contrário dos livros anteriores, em que a experiência pessoal foi o guia mestre para remuneração, benefícios, incentivos financeiros e indicadores de gestão em RH, este foi iniciado por um estudo sobre o tema, complementado com entrevistas semiestruturadas com executivos que atuam em expressivas organizações no Brasil, contextualizadas com os mais de 30 anos em que atuo no ambiente corporativo. O trabalho de pesquisa tomou como base o que nos meios acadêmicos é chamado de abordagem qualitativa, normalmente aplicável às situações-problema ou fenômenos nos quais se observa relativa imprevisibilidade, provisoriedade, transição e mudanças sociais e psíquicas. Situações em que tal abordagem se presta a buscar o aprofundamento de temas imaturos, em que a teoria disponível se apresenta imprecisa, inadequada, incorreta ou mesmo tendenciosa, termos imersos no contexto da meritocracia ou da gestão de pessoas, de uma forma geral. Caracterizada por investigar dúvidas e indefinições, mais do que certezas, a pesquisa ‘quali’ permite trazer à tona processos sociais ainda pouco examinados; relações inseparáveis entre o pensamento, a compreensão, a percepção e a realidade entendida ou descrita por um conjunto amplo de indivíduos; entre a ação de homens e mulheres enquanto sujeitos ativos no processo de construção, significação e ressignificação; entre o mundo objetivo, lógico e racional, e a subjetividade do objeto ou do indivíduo a ser pesquisado. Além de contemplar a subjetividade de forma mais explícita, a abordagem qualitativa é valorizada no campo da administração, em geral, ou da gestão empresarial, em particular, tendo caído como uma luva em relação à meritocracia, tema que frequenta um universo de significados, de representações, de crenças, de valores e de atitudes; um tema que exige ser aprofundado, tendo em vista um viés nem sempre fácil de ser compreendido ou facetas não suficientemente exploradas nas interações sociais.

TÔ PERDIDO!
Adriana Gomes – Editora Qualitymark

Tô perdido!

Para auxiliar aqueles que estão se sentindo “perdidos” sobre o que fazer de suas carreiras ou para os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho, mas ainda têm dúvidas sobre a real vocação, a Qualitymark Editora publica o livro Tô Perdido!, escrito pela Consultora de Carreira Adriana Gomes. Formada em Psicologia, Adriana trabalhou durante muitos anos como headhunter. Após ouvir tantos depoimentos de pessoas insatisfeitas com o trabalho, ela adquiriu uma vivência que lhe deu bagagem mais do que suficiente para escrever o livro. Ela própria é um exemplo de que sempre é possível buscar outros caminhos quando se está insatisfeito. Ao longo da trajetória da autora, que também é relatada no livro, é possível perceber que nunca é tarde para mudar. Adriana sempre procurou partir em busca de novos horizontes quando o trabalho em questão já não atendia mais às suas expectativas. Enquanto tantos livros apenas aconselham o leitor a ir em busca de um sonho e trabalhar fazendo o que ama, sem, no entanto, ensinar o caminho das pedras, o livro Tô Perdido vai além. Ele é um manual de autoconhecimento, que ajudará o leitor a identificar suas características pessoais e seus pontos fortes. O livro traz relatos de pessoas – com os quais o leitor irá facilmente se identificar – que passaram por esse processo de mudança de carreira. Adriana também fez questão de incluir nos relatos, alguns exemplos que também não deram muito certo, para mostrar, por exemplo, que nem sempre transformar um hobby em profissão é o caminho ideal. Daí a importância do autoconhecimento, que inclui identificar valores, crenças, medos, desejos e sentimentos. O leitor também irá encontrar dicas preciosas sobre como elaborar um currículo que chame a atenção do recrutador, como tirar proveito das redes sociais e a importância do networking, além de dedicar um capítulo especial ao planejamento financeiro. Como tudo começa com o primeiro passo, na escolha da carreira também não é diferente. Nesse caso, a autora dá a dica: ”O primeiro passo é o autoconhecimento. Não há como se conhecer sem viver; e não há como viver sem experimentar, sem vivenciar.”

DIÁRIO DE UM ADOLESCENTE APAIXONADO
Rafael Moreira – Editora Novas Páginas

Diário de um adolescente apaixonado

Ele suou frio quando deu o primeiro beijo. Já sofreu bullying na escola. Já gostou de quem não gostava dele. Sente muita falta de quem foi embora. Já brigou com a namorada por Whatsapp e depois pediu desculpas. Ele não troca os amigos por ninguém. Se bem que amigo, AMIGO mesmo, pra ele, é a família.

Em 24 crônicas bem-humoradas (claro), o Rafa conversa com a gente como se estivesse bem pertinho. Acostumado a mostrar o rosto na internet, ele criou coragem e começou a escrever sobre as situações da sua infância, sua relação com a família, com as meninas, com os amigos. De cada história, ele tirava uma reflexão sobre as mudanças que já aconteceram na sua vida e o que ele aprendeu com elas.

O resultado está aqui, neste livro que você vai ler e depois abraçar bem apertado.

AS ORGANIZAÇÕES SÃO MORAIS
Wagner Siqueira – Editora Qualitymark

As organizações não morais

Wagner Siqueira teve experiências das mais variadas possíveis da relação entre ética, moral e busca pelos resultados sem descolar da necessidade imperiosa de lucros cada vez maiores. Nesta obra ele sugere e, ao mesmo tempo, demonstra como sair do “discurso de mural” para uma prática com processos sustentáveis em temas como Responsabilidade Social, Ética Empresarial e atitudes cidadãs que qualifiquem e deem credibilidade a uma organização.

PRECONCEITO LINGUÍSTICO
Marcos Bagno – Editora Parábola Editorial

Preconceito linguístico

O preconceito, seja ele de que natureza for, é uma crença pessoal, uma postura individual diante do outro. Qualquer pessoa pode achar que um modo de falar é mais bonito, mais feio, mais elegante, mais rude do que outro. No entanto, quando essa postura se transforma em atitude, ela se torna discriminação e esta tem de ser alvo de denúncia e de combate. No caso da língua, é imprescindível que toda cidadã e todo cidadão que frequenta a escola (pública ou privada) receba uma educação linguística crítica e bem informada, na qual se mostre que todos os seres humanos são dotados das mesmíssimas capacidades cognitivas e que todas as línguas e variedades linguísticas são instrumentos perfeitos para dar conta de expressar e construir a experiência humana neste mundo.

BRASIL FORA DE SI
José Carlos Sebe Bom Meihy – Editora Parábola Editorial

Brasil fora de si

Documento impactante, que introduz o leitor na cena e na intimidade de pessoas que jamais imaginaríamos em Nova York: cozinheiras, garçons, empregados de restaurantes, engraxates, dançarinas, dançarinos, jogadores de futebol, sacoleiras, empregados de aluguel…

As vidas retratadas poderiam ser de personagens de ficção, se não fossem o resultado de uma vasta pesquisa, compreendendo cerca de 700 entrevistas feitas no arco de cinco anos.

Dividido em quatro partes, os capítulos deixam transparecer laços afetivos, histórias familiares, caminhos do amor, sexualidade, impasses de situações sociais econômicas duras, preconceitos e discriminação, além de pressões familiares. O texto visita as dificuldades de grupos que têm de romper uma cultura que os transforma em personagens de um país sempre visto como Terra Prometida, mas que hoje vê levas de seus filhos emigrarem. Diante disso, o que significa ser brasileiro, principalmente fora do país? Que memória teriam esses brasileiros da terra de origem? De que matéria se constitui a identidade nacional submetida a outra cultura? Que traços de brasilidade ainda permanecem quando a exploração econômica é flagrante? Esses temas percorrem Brasil fora de si como uma costura sutil que percebe os brasileiros em Nova York sob aspectos variados: a língua específica que falam, um português transformado, os objetos que usam, as formas de lazer, as atitudes diante dos outros brasileiros e dos americanos, a imagem do país que ficou, a música que ouvem, a religião. Vamos pensando, junto com o autor e as personagens, nas razões que levam brasileiros a se encantarem com os Estados Unidos: não apenas as econômicas, mas as imaginárias, ligadas ao cinema, a movimentos libertários, à revolução americana e ao mito da democracia, à mídia.

O resultado de tão numerosos dramas produz um quadro social gravíssimo, pela primeira vez descrito de modo tão incisivo. Juntar 700 peças biográficas num mosaico analítico como esse é um feito tão significativo quanto a ousadia de cada um desses emigrantes. A história oral torna-se aqui militância qualificada e instrumento precioso para sugerir políticas públicas ou reivindicar soluções adequadas.

LÍNGUA, LINGUAGEM, LINGUÍSTICA
Marcos Bagno – Editora Parábola Editorial

Língua, linguagem, linguística

Os postulados e princípios que guiam Língua, linguagem, linguística: pondo os pingos nos ii provêm do sociocognitivismo, um arcabouço teórico que procura não separar a linguagem humana de sua função eminentemente social e cultural e dos componentes relativos à produção-aquisição de conhecimento a partir das experiências vividas individualmente e em coletividade. Esta obra é uma tentativa de responder a três perguntas que as pessoas em geral e os estudantes iniciantes nos estudos das Letras costumam fazer com frequência: o que é língua? O que é linguagem? O que é linguística? Para afastar os fantasmas da mudança linguística, ainda levanta os motivos de mais duas questões importantes: como e por que as línguas mudam? É livro destinado, primordialmente, às pessoas que começam a adentrar os estudos da linguagem, por isso o grande esforço de redação no sentido de evitar a nomenclatura técnica excessiva e falar da maneira mais simples com o público leitor.

GRAMÁTICA CONTEXTUALIZADA
Irandé Antunes – Editora Parábola Editorial

Gramática contextualizada

Este livro tem como objetivo o trabalho pedagógico em torno da língua portuguesa no Brasil. Seu objetivo é de natureza político-social, pois tem como propósito o fortalecimento da consciência de que o desenvolvimento global de uma comunidade depende das condições de letramento desse grupo. Irandé Antunes pretende ampliar a compreensão de que a competência linguístico-comunicativa das pessoas é um dos recursos fundamentais para o êxito de suas múltiplas atuações sociais, sobretudo no âmbito profissional e dentro de contextos urbanos. Aqui, interessa a pouca atenção dada à questão do ensino-aprendizagem da língua nas escolas, sobretudo naqueles aspectos que tocam diretamente o desenvolvimento de competências em leitura e em escrita. Mais especificamente, este livro quer tratar de questões ligadas ao ensino da gramática, que, na tradição escolar, tem-se tornado o vetor da atividade pedagógica e, geralmente, sua dificuldade maior. Nesse particular, pretende contribuir para aclarar o entendimento do que seria, no exercício pedagógico do trabalho com a linguagem, uma gramática contextualizada. Irandé Antunes vai enfim reconhecer à gramática seu lugar no ensino, estabelecendo- a como necessária, mas nunca suficiente, ao mesmo tempo em que descortina à escola toda a extensão de sua tarefa político-social.

OS SONÂMBULOS – Como eclodiu a Primeira Guerra Mundial
Christopher Clark – Editora Cia. das Letras

Os sonâmbulos

O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher pelo separatista bósnio Gavrilo Princip foi certamente um dos atos individuais de maior repercussão da história moderna. Atentado terrorista de eficiência impressionante, que ao final atingiu todos os seus objetivos – liberou a Bósnia da dominação dos Habsburgo e criou uma Sérvia forte -, culminou ainda na queda de quatro grandes impérios, na morte de milhões de homens e na efetiva destruição de uma ordem mundial. O que fez uma Europa aparentemente próspera e pacífica tão vulnerável ao impacto desse crime?

Baseado em vasta pesquisa e documentos inéditos, o professor da Universidade de Cambridge Christopher Clark procura reconstruir esse contexto, esclarecendo, enfim, um dos momentos mais controvertidos e mal compreendidos da história.

Numa narrativa transbordante de ação, Clark propõe uma nova abordagem do primeiro conflito bélico a assumir dimensões globais. Em vez de narrar estratégias militares, batalhas ou atrocidades do front, escolhe esmiuçar a complexa rede de eventos, interesses e frágeis equilíbrios de força que levou um grupo de líderes políticos, em geral bem intencionados, a decisões desastrosas, que culminaram numa guerra de violência inaudita.

Sem perder de perspectiva a história de longa duração, Clark acompanha, a partir dos centros nervosos de decisão em Viena, Berlim, São Petersburgo, Paris, Londres e Belgrado, quase minuto a minuto, os eventos-chave para a eclosão do conflito, e compõe um panorama das leituras equivocadas e sinais mal compreendidos que em poucas semanas detonou o conflito.

REFLEXÕES NA ESPERANÇA
Jorge Mario (Francisco) Bergoglio – Edições Loyola

REFLEXÕES NA ESPERANÇA

“As reflexões contidas neste livro foram feitas em diversas ocasiões e a propósito de várias circunstâncias todas elas respondem a apelos de situações concretas, daí a diversidade de temas. E foram feitas com fins apostólicos: pretendem aproximar-se da realidade a partir da vida do Evangelho.”

“A revelação de Deus, a oração, o pecado e a corrupção, a realidade comunitária, o fato histórico dos santos mártires rio-platenses e inclusive a visão filosófica ou a dimensão política da vida são ‘pensados’ na dimensão de esperança. E isso sem forçar a autonomia de cada tema, com a finalidade de estruturá-los na unidade de uma publicação. Daí o seu título: Reflexões na esperança.”

Assim o autor apresentava este volume no início de 1992. O leitor atento descobrirá a profunda coerência dessas reflexões do Pe. Jorge Mario Bergoglio, SJ, com as atitudes e os pronunciamentos do Papa Francisco.

A RELIGIÃO INVISÍVEL
Thomas Luckmann – Edições Loyola

A RELIGIÃO INVISÍVEL

O presente livro é um clássico originalmente publicado nos Estados Unidos em 1967, como desdobramento de “Das problem der Religion”, de 1963. Apenas em 1991, “The Invisible Religion” recebeu uma edição alemã com o título “Die unsichtbare Religion”. Essa edição, agora traduzida para o público brasileiro, está enriquecida com novo Pós-Escrito e com a Apresentação de Hubert Knoblauch, sociólogo da religião da Universidade Técnica de Berlim.

ALIMENTE BEM SUAS EMOÇÕES
Gisela Savioli – Edições Loyola

Alimente bem suas emoções

“Nutriente dá inteligência às nossas emoções.”. Com essa frase, a Dra. Gisela Savioli explica que uma nutrição inadequada, que contenha mais alimentos processados do que comida de verdade, pode alterar nossas emoções. É a diferença de olhar o copo de água pela metade e vê-lo meio cheio ou meio vazio. Em nossa sociedade contemporânea, o estresse é uma realidade que atinge todas as pessoas, independentemente de idade, gênero e classe social, além de ser muito prejudicial à nossa saúde nutricional, pois desvia uma série de vitaminas e minerais de suas rotas metabólicas.

Totalmente fundamentada em literatura científica, a autora apresenta neste livro as últimas pesquisas em nutrição relacionadas com as mais diversas situações do nosso emocional e mostra que uma alimentação extremamente simples, como nossas avós preparavam, pode nos devolver a alegria de viver.

A BELEZA E A DOR – Uma história íntima da Primeira Guerra Mundial
Peter Englund – Editora Cia. das Letras

A beleza e a dor

Nesta história tão ambiciosa quanto original da Primeira Guerra, Peter Englund aborda o conflito a partir de seu aspecto menos explorado, mas talvez mais revelador: a experiência das pessoas comuns – não apenas a tragédia e a dor, mas também o absurdo e mesmo, por vezes, a beleza dessas vidas.

A beleza e a dor não é, assim, um livro sobre o que foi a Primeira Guerra – ou seja, suas causas, seu desenrolar, seu final ou suas consequências -, mas antes sobre como foi esse conflito. O leitor nele não encontrará tantos eventos e processos, mas sim pessoas, impressões, experiências ou estados de ânimo. Uma reconstituição do mundo emocional em primeiro lugar, depois o curso dos acontecimentos.

A narrativa é composta a partir da voz de dezenove indivíduos, todos resgatados do anonimato por meio dos diários e das cartas que Peter Englund usou como fonte primária de sua pesquisa. Entre eles há um jovem da infantaria britânica que pensava em emigrar até que a guerra lhe ofereceu uma “promessa de mudança”; um bem intencionado funcionário público francês de meia-idade que tem sua admiração pela cultura europeia para sempre abalada; um escritor socialista que perdeu a fé na transformação do mundo com a eclosão do conflito; uma garota de doze anos que aguarda ansiosa as vitórias militares, pois elas significam a mudança de rotina na escola.

Alguns viviam no front Oeste, outros nos Bálcãs, outros ainda na África Oriental ou na Mesopotâmia. Dois morrerão, um jamais ouvirá o disparo de um tiro; alguns se tornarão prisioneiros de guerra; outros serão condecorados como heróis. Mas apesar de suas diversas ocupações e destinos, gênero ou nacionalidade, todos estarão unidos por seu envolvimento – voluntário ou não – no grande e terrível conflito que mudou os rumos do século XX.

UMA BREVE HISTÓRIA DA CIÊNCIA
William Bynum – L&PM Editora

Uma breve história da ciência

Este é, na verdade, um livro de aventura – é o que sentimos ao acompanhar os principais episódios da evolução científica e seus protagonistas. Leva os leitores às estrelas por meio do telescópio, quando o Sol substitui a Terra como o centro do universo. Mergulha sob a crosta terrestre, mapeia a evolução da tabela periódica, explica a eletricidade, a gravidade e a estrutura dos átomos. Relata as pesquisas que revelaram a molécula de DNA, abrindo inimagináveis novas perspectivas de exploração genética. Um tesouro para quem se interessa por saber de onde viemos, como chegamos aqui e para onde vamos.

A ciência é uma coisa fantástica. Ela trata de praticamente tudo que há entre o céu e a terra – e muito mais: as distâncias infinitas do espaço, os menores organismos vivos, o corpo humano e a história do nosso planeta. As pessoas sempre fizeram ciência, uma vez que sempre quiseram entender o sentido do mundo. Partindo dos filósofos gregos antigos, passando por Paracelso, Copérnico, Galileu, Descartes, Isaac Newton, Einstein até os cientistas de hoje, homens e mulheres têm imaginado, examinado, experimentado, calculado e feito descobertas tão chocantes que a partir delas a humanidade entende o mundo – e a si mesma – sempre sob novos pontos de vista.

Destacando as surpreendentes histórias dos mais importantes cientistas – tanto os famosos como outros menos conhecidos –,William Bynum, autor britânico de vários livros de divulgação científica, traça o caminho, ao longo dos séculos, do engenho humano aplicado à compreensão e domínio do universo. Ele abre uma janela para a extraordinária e imprevisível natureza da atividade científica e descreve a revolução gerada cada vez que uma ideia desafia outras tidas como certezas imutáveis. Escrito de forma extremamente acessível, este livro fascinará os amantes das exatas por sua capacidade de síntese e surpreenderá todos aqueles para quem o termo “ciência” remete a algo árido e difícil. Um tesouro para quem se interessa por saber de onde viemos, como chegamos aqui e para onde vamos.

ROMA ANTIGA: DE RÔMULO A JUSTINIANO
Thomas R. Martin – L&PM Editora

Roma antiga

A ascensão e a queda de Roma

De um pequeno, pobre e ameaçado povoamento com poucos habitantes, Roma se transformou em um império que se estendeu pela Europa, norte da África e Oriente Médio. A influência romana é igualmente penetrante: conceitos e instituições fundadores da civilização ocidental de hoje lá se originaram. Para desvendar a ascensão e a espetacular queda deste que é considerado por muitos o maior império de todos os tempos, Thomas R. Martin parte do período da fundação de Roma por Rômulo, no século VIII a.C., até o domínio de Justiniano no ano 600 d.C., numa narrativa envolvente e multidisciplinar, que entrelaça história social, política, religiosa e cultural.

O especialista em história greco-romana nos conduz pela fascinante trajetória da Roma Antiga, iluminando as maiores contribuições dessa civilização, como o direito romano, a república, as táticas de guerra, a arte, a literatura, a arquitetura e diversas tecnologias. Os episódios históricos e os grandes protagonistas que povoam o imaginário ligado a Roma – como Júlio César, Cleópatra, Marco Antônio, Calígula, a destruição da cidade pelas mãos de Nero, as guerras púnicas – ajudam a construir uma visão geral de um dos mais pujantes capítulos da humanidade. Como nos melhores livros de História, temos aqui novas luzes sobre o assunto, além de revisitarmos um dos principais berços de nossa civilização.

MUNDO ADENTRO VIDA AFORA
Antonio Bivar – L&PM Editora

Mundo adentro vida afora

As décadas eram as de 60 e 70. No mundo inteiro, viviam-se tempos de Flower Power, Guerra do Vietnã, contracultura, Maio de 68, revolução sexual e as experiências psicodé­licas com o LSD. No Brasil, eram tempos de ditadura, luta
armada e repressão. Com esse pano de fundo, um grupo de jovens, inspirados pelo espírito combativo da época, des­pontava no teatro brasileiro com o que seria chamado de Nova Dramaturgia. Entre eles, Antonio Bivar, que escreveu algumas das mais emblemáticas e premiadas peças do moderno repertório teatral brasileiro.

Em Mundo adentro vida afora: autobiografia do berço aos trinta, Bivar revisita a infância no pacato interior de São Paulo nos anos 40, a adolescência passada nos anos 50, a juven­tude nos turbulentos e interessantes anos 60 até o raiar da década de 70 – com o distanciamento do tempo, mas com a proximidade de quem compartilha suas memórias com o coração aberto.

OS IGNORANTES
Étienne Davodeau – Editora WMF Martins Fontes

Os ignorantes

Étienne Davodeau é autor de HQ e não sabe muita coisa do mundo do vinho. Richard Leroy é vinicultor, quase nunca leu quadrinhos. Durante mais de um ano Étienne foi trabalhar nos vinhedos e na adega de Richard, que, em troca, mergulhou no mundo da HQ. Étienne Davodeau afirma que existem tantas maneiras de fazer um livro quantas de produzir vinho. Ele constata que ambos têm o poder, necessário e precioso, de aproximar os seres humanos. O livro oferece o relato alegre dessas iniciações.

LOS ANGELES – A ARQUITETURA DE QUATRO ECOLOGIAS
Reyner Banham – Editora WMF Martins Fontes

Los Angeles

Reyner Banham examinou o ambiente construído de Los Angeles como nenhum historiador da arquitetura havia feito antes, lançando um novo olhar sobre suas manifestações populares e sua inventividade industrial, bem como sobre seus modos mais tradicionais de construção, expressos em edificações residenciais e comerciais. Sua definição das “quatro ecologias” explora as relações dos angelinos com a praia, as vias expressas, as planícies e as encostas. Banham tomou gosto por essa “cidade do movimento” e identificou-a como um exemplar do futuro pós-urbano.

QUE SEJA EM SEGREDO
Ana Miranda – L&PM Editora

Que seja em segredo

Em Portugal e no Brasil dos séculos XVII e XVIII, a vocação religiosa não era razão determinante para uma mulher ser enviada a um convento. Elas podiam ser enclausuradas por rebeldia, excesso de sensualidade, de intelectualidade, por ter perdido a virgindade ou, simplesmente, pelo status que ter uma filha freira conferia às famílias. Como consequência, casos amorosos com monjas – platônicos e consumados – abundavam; celas e conventos eram ambientes de grande licenciosidade, e até mesmo o rei Dom João V era um “freirático” – aquele que frequenta freiras. Poemas luxuriosos, românticos, por vezes sarcásticos, escritos para e por freiras, em plena Inquisição, documentam tal costume dessa época em que, como poucas, a interdição sexual teve a função de afrodisíaco.

MEDIDA POR MEDIDA – O Direito em Shakespeare
José Roberto de Castro Neves – GZ Editora

Medida por medida

A primeira edição se foi rapidamente. Shakespeare contagia. É o tal raio de luz, de que falou o compositor Berlioz, mencionando como o dramaturgo o arrebatou. Com a obra esgotada, comumente cobravam-me um exemplar. Eis o principal sinal de que o livro merecia uma outra edição.

Com muito prazer, dediquei-me a uma nova e mais detida versão. Voltei às peças com outros olhos. Procurei fontes. Cai de um precipício.

Acrescida de, creio, muitos melhoramentos, a nova edição nasce com a alteração da ordem em que as peças são tratadas, para respeitar a sua cronologia. O leitor, ao acompanhar o caminho do dramaturgo, sentirá o que aconteceu com ele nos 20 anos que separam A Megera Domada de A Tempestade, isto é, entre 1591 e 1611.

Inicia-se com A Megera Domada e as peças “de sangue”, como Tito Andrônico e Ricardo III, que marcam o início da carreira do dramaturgo. Depois, entra-se na fase adolescente do Bardo, com Romeu e Julieta e O Mercador de Veneza. Adiante, vê-se a maturidade do autor, com Henrique V, Júlio César e Hamlet. Em seguida, mergulha-se nas peças misteriosas (também chamadas de “peças problema”), como Medida por Medida e Tudo Está Bem Quando Acaba Bem, e as grandes tragédias, como Otelo, Rei Lear e Macbeth. Por fim, Shakespeare faz as pazes com o mundo em O Conto de Inverno e A Tempestade.

Acredito que o leitor compreenderá melhor o caminho percorrido por Shakespeare se seguir a ordem na qual as peças foram escritas. Será como compreender o que ocorreu com os Beatles entre Please Please Me e Abbey Road.

Depois de publicada a primeira edição, fui convidado inúmeras vezes para falar sobre o tema. Ao começar minha exposição, tinha necessidade de mencionar os motivos pelos quais se deve cultivar o hábito da leitura (e, claro, aí incluída a leitura de Shakespeare). Acresci essa reflexão num último capítulo desta edição.

Shakespeare é uma paixão irredimível. Cada leitura proporciona uma renovação. Espero que os leitores se divirtam.

AS LENDAS DA AMAZÔNIA E O DIREITO
Georgenor de Sousa Franco Neto (Organização) – GZ Editora

As lendas da Amazônia e o Direito

A obra retrata uma forma nova e singular de estudar o Direito. Aprender que os índios, por suas lendas multisseculares, aplicavam o que hoje é Direito positivo, em cada uma das histórias que, por tradição oral, chegaram aos nossos dias. É, por igual, uma forma completamente inédita de conhecer a Amazônia. Evidente que as lendas foram se alterando no andar dos séculos, e, nesta obra, foi feita a sua adequação do Direito vigente no Brasil, buscando, tanto quanto possível, encontrar os traços de proximidade entre a lenda e a lei.

OS ÚLTIMOS DIAS DE JOHN F. KENNEDY
Bill OReilly e Martin Dugard – Editora L&PM

OS ÚLTIMOS DIAS DE JOHN F. KENNEDY

John Fitzgerald Kennedy passou para a história como o homem mais poderoso do mundo que teve um caso amoroso com a sex symbol Marilyn Monroe e cuja cabeça foi alvejada em público durante um passeio em carro aberto em Dallas, Texas, em novembro de 1963. Durante muito tempo estes fatos imortalizados em imagens nublaram o entendimento sobre a vida, os desafios, as fraquezas e o real legado de Kennedy.

Neste livro, que vendeu dois milhões de cópias nos Estados Unidos e que foi publicado em mais de vinte países, o apresentador televisivo e comentarista Bill O’Reilly e o escritor Martin Dugard recuperam a trajetória do 35º presidente americano, cujos três anos incompletos de mandato, durante a Guerra Fria, influenciaram de forma crucial a geopolítica internacional. Vemos o Kennedy jovem historiador que ganhou o prêmio Pulitzer por seu livro de perfis de políticos, o filho de saúde débil que foi alçado à carreira política pelo pai, o jovem intelectualizado que se apaixonou pela culta Jacqueline, o grande orador cujo “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país” seria lembrado por décadas a fio, o administrador de pouca experiência que no primeiro ano de mandato tomou uma decisão equivocada na invasão da Baía dos Porcos – quase detonando uma terceira guerra mundial –, o homem de temperamento controlado que conseguiu evitar o pior na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, e o liberal que apoiou o movimento dos direitos civis num país onde ainda vigia a segregação racial e que, por outro lado, ordenou alguns dos primeiros movimentos da Guerra do Vietnã.

Num texto que se lê num só fôlego, os autores dão vida a uma época turbulenta, e é sobre o pano de fundo desse período que se ergue a figura de Kennedy por eles pintada, em toda sua humanidade.

GEOGRAFIA POP: o cinema e o outro
Leonardo Name – Editora Apicuri

Geografia pop

O livro aborda uma geografia que está em toda parte e que é uma geografia pop, porque se refere à cultura de massa, contida em objetos acessíveis a uma parcela significativa da população mundial, reprodutível em grande escala, mesmo que de forma efêmera. Leonardo Name se debruça criticamente sobre as narrativas geo-históricas com base no eurocentrismo e numa visão de mundo hierárquica apoiada em ideias de raça e paisagem, que se perpetuaram no tempo e se difundiram pelo espaço, sendo os filmes seus propagadores mais contundentes. Um modo de viajar, tanto quanto a literatura, o cinema nos proporciona o deslocamento, ainda que efêmero, no tempo da leitura do filme, permite reelaborar memórias, viver tensões, polarizações, contrastes e utopias. Movimento, jogo de espaços-tempo e lugares-momento são, portanto, a chave evidente para a leitura de Geografia pop: o cinema e o outro.

A GRANDE RUPTURA: como a crise climática vai acabar com o consumo e criar um novo mundo
Paul Gilding – Editora Apicuri

A grande ruptura

É hora de deixarmos de lado nossas preocupações apenas com o desequilíbrio climático, até porque ele se tornou inevitável, e nos prepararmos para algo mais grave: o impacto que a crise do consumo terá em nossa vida. Quando em 2005 o veterano ambientalista Paul Gilding prenunciou uma recessão global econômica e ambiental, a reação foi de descrença. Três anos depois, a crise financeira de 2008 mostrou que o mercado já não parecia tão invencível: as bolsas de valores experimentaram uma volatilidade sem precedentes, um grande número de países esteve à beira da insolvência e, para rematar, o preço dos alimentos sofreu elevações históricas, enquanto dramáticas mudanças ecológicas varriam o cenário seguro das metrópoles. Lançando luz sobre um tema mais do que urgente e provocando discussões quando afirma que chegamos ao fim da trilha do crescimento econômico, A Grande Ruptura se apoia no estilo inovador e lúcido de Gilding para nos alertar que não serão meros créditos de carbono ou combustíveis alternativos a solução para esta crise que nos espreita, mas sim uma intensa conscientização que envolve repensar nossos hábitos de consumo e nossos modelos sociais, políticos e econômicos. Afinal, por mais improvável que possa parecer, existe, sim, vida depois do consumismo.

O REGIME MILITAR EM FESTA
Adjovanes Thadeu Silva de Almeida – Editora Apicuri

O regime militar em festa

O autor observa o período do Regime Militar brasileiro por um viés original: as festividades relacionadas ao aniversário de 150 anos da Independência do Brasil, em 1972, durante o governo de Emílio Garrastazu Médici. O autor examina o conceito de comemoração em outros países e, em seguida, parte para a exposição e análise dos diferentes eventos organizados pela ditadura militar. São investigados a inauguração da nova sede do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no Rio de Janeiro, as festividades esportivas (partidas de futebol e maratonas), as festividades oficiais e, por fim, o sepultamento dos restos mortais de d. Pedro I, cedidos pelo governo português, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

1964: O GOLPE
Flávio Tavares – Editora L&PM

1964 o golpe

A queda foi rápida, mas a conspiração foi longa: o golpe de 1964 nasceu nos EUA.

Livro que esmiúça a participação do governo dos Estados Unidos no golpe que levou à mais longa ditadura da nossa História e reconstrói sua gestação. Aqui estão as tramas secretas, os conluios e as tramoias com que a esquerda e a direita disputavam o controle do poder político e econômico, à sombra das pressões de Washington sobre o Brasil e a América Latina, em plena Guerra Fria.

Flávio Tavares foi um observador atento a tudo isso. Como jornalista político em Brasília nos anos 1960, acompanhou passo a passo os acertos ou desacertos do governo João Goulart e conviveu com os com os principais personagens civis e militares da época. No dia 1º de abril de 1964, no Palácio do Planalto, testemunhou os derradeiros momentos do presidente Jango já em fuga e, agora, revela segredos guardados durante meio século. Mais ainda: 1964: o golpe reconstrói tudo em minúcias e revela como os Estados Unidos financiaram e apoiaram a conspiração, mobilizando até a frota naval pelo Atlântico, na Operação Brother Sam, em apoio aos golpistas. E como depois exigiram do Brasil uma milionária “indenização” pelo deslocamento da esquadra.

Os documentos do governo dos Estados Unidos, aqui mencionados ou transcritos na íntegra, mostram como as fantasias do embaixador norte-americano exacerbaram os medos dos conservadores brasileiros e construíram o golpe ao longo de dois anos e meio.

1964: GOLPE OU CONTRAGOLPE?
Hélio Silva – Editora L&PM

1964_GOLPE OU CONTRAGOLPE

Este livro é um registro fundamental da história recente de nosso país.

Hélio Silva, autor do monumental Ciclo de Vargas – que conta em dezesseis volumes a história republicana brasileira, da proclamação em 1889 até o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954 –, faz, aqui, com a autoridade de um dos maiores historiadores deste país, o raio X do golpe que mudou o Brasil.

1964: Golpe ou contragolpe? é justamente um complemento ao Ciclo de Vargas. O livro apresenta fatos que se interpenetram com os volumes da série, personagens comuns, novos e antigos protagonistas, herdeiros de velhas tradições, sempre tendo como foco o Golpe de 1964. Hélio Silva recupera com isenção e fidelidade as minúcias da preparação, da eclosão e os primeiros movimentos de uma ditadura que mergulharia o país em um longo período de obscurantismo, perseguições, desprezo às liberdades individuais e aos direitos dos cidadãos.

Rigoroso na exposição dos fatos, isento no tratamento das personalidades que fizeram a história, Hélio Silva se eleva acima dos vencedores e vencidos para descrever os fatos como eles se passaram, sustentado por copiosa documentação. Como destaque deste livro, há também preciosos depoimentos de personagens diretamente envolvidos nos acontecimentos.

Hélio Silva foi narrador, personagem e testemunha desta história. Com a autoridade de um intelectual que, no dizer de Antônio Houaiss, foi “dos mais destacados entre os estudiosos brasileiros (do que quer que seja) e merece a consagração de todos os seus compatriotas”.

MISTÉRIOS NÓRDICOS
Mirella Faur – Editora Pensamento

Mistérios nórdicos

Em Mistérios Nórdicos, Mirella Faur apresenta conhecimentos amplos e profundos dos aspectos históricos, mitológicos, cosmológicos e mágicos das antigas tradições nórdicas que propiciam ao leitor – principiante ou avançado – o embasamento necessário para que ele se beneficie dos segredos ocultos da simbologia rúnica. Mais do que um oráculo ou simples sinais fonéticos de um esquecido alfabeto, as runas auxiliares na avaliação e solução de problemas e permitem, àquele que se empenhar em seu estudo, o autoconhecimento, a ampliação da consciência e a evolução espiritual, sem a necessidade de pertencer a um grupo ou de ser orientado por um mestre. Ao alternar informações teóricas com práticas, a autora não apenas aponta as mais comuns distorções e falhas conceituais com relação ao tema, mas também apresenta de maneira clara e didática assuntos complexos como:

– A história, a cosmologia, a mitologia, as tradições e celebrações do mundo nórdico
– As origens, a classificação e a evolução dos diversos sistemas rúnicos
– A ligação das runas com os arquétipos divinos, seres sobrenaturais e protetores espirituais
– Os fundamentos e exemplos de meditações, visualizações, projeções astrais e práticas mágicas
– Confecção e consagração do oráculo rúnico, de talismãs e escudos de proteção
– Aplicações práticas e mágicas dos múltiplos significados rúnicos na divinação
– A criação de espaços sagrados para a realização de leituras, práticas mágicas e rituais
– A Compreensão dos efeitos atuais de causas passadas, de maneira que possamos fazer as escolhas certas no presente e evitar a repetição de erros no futuro.

O HOMEM MAIS LÚCIDO DO BRASIL– as melhores frases de Roberto Campos
Aristóteles Drummond (org) – Livraria Resistência Cultural Editora

O homem mais lúcido do Brasil

O homem mais lúcido do Brasil – as melhores frases de Roberto Campos, organizado por Aristóteles Drummond, prefaciado por Ives Gandra da Silva Martins, traz depoimentos exclusivos de Ernane Galvêas, Francisco Mussnich, J. O. de Meira Penna e Rodrigo Constantino, além de uma importante carta de Roberto Campos a Tancredo Neves – que teria feito com que o político mineiro, então em campanha presidencial, mudasse sua posição sobre aspectos da economia nacional – e o seu discurso de estreia no Senado da República, em 1983, um clássico de nossa oratória parlamentar.

Esta charmosa edição de bolso em capa dura é uma justa homenagem da Livraria Resistência Cultural Editora e do Expresso Liberdade ao grande Roberto Campos. Quase 500 frases de pura verve.

ATLÂNTICO: a história de um oceano
Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves e Karl Schurster (orgs.) – Editora Civilização Brasileira

Atlântico: a história de um oceano

Organizado pelos historiadores Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves de Almeida — professores e pesquisadores da Escola de Guerra Naval — e Karl Schurster — professor da Universidade de Pernambuco —, este livro é uma compilação de estudos que, da Antiguidade Clássica até o século XXI, abordam de forma pormenorizada aspectos históricos, políticos e militares do oceano Atlântico. E por que o Atlântico? O oceano, com seus 106.400.000 quilômetros, deveria, conforme os manuais de geografia, “separar” a Europa das Américas e estas da África. Contudo, desde a Antiguidade, os nautas sabem que oceanos não separam; na verdade, unem terras e gentes. Com o Atlântico não é diferente. Após a longa hegemonia do Mar Mediterrâneo, o Atlântico tornou-se, por quase mil anos, a rota dos povos. Desde a conquista árabe, os jovens estados da Europa Ocidental e seus mercadores e missionários entenderam que o oceano era a única via livre de navegação.

NARRAÇÃO E NORMATIVIDADE – Ensaios de Direito e Literatura
Judith Martins Costa (Organização) – GZ Editora

Narração e normatividade

Este livro trata das relações entre Direito e Literatura, examinando se os textos literários podem (e até que ponto podem) auxiliar a compreender a doutrina jurídica como expressão de mentalidade e elemento formador do Nomos, o universo normativo em que vivemos. Impulsionados por obras clássicas da Literatura – de Sófocles aos contos borgianos, das tragédias shakesperianas a Alice no País das Maravilhas, de Proust a Dyonélio Machado – os co-autores deste livro, buscam saber o que há por detrás dos grandes conceitos com que laboram as leis e a doutrina: culpa e família, contrato e tempo, risco e mercado, dívida e crédito, propriedade e personalidade, âncoras que fixam as narrativas literárias e as jurídicas, porque o universo normativo é, também, um universo narrativo: normatizar é inseparável do narrar.

ESPAÇOS DA DEMOCRACIA
Iná de Castro, Juliana Nunes Rodrigues & Rafael Winter Ribeiro – Editora Bertrand Brasil

Espaços da democracia

O espaço é, por excelência, o lugar da política, e esta não pode ser pensada sem ele.

Democracia e geografia têm um encontro marcado em Espaços da democracia – Para a agenda da geografia política contemporânea. Se o espaço é, por excelência, o lugar da política, que não existe no vazio da imaginação, a democracia é a política em sua forma mais pura, é a possibilidade de convívio dos indivíduos livres e diferentes, porém tornados iguais pela lei.

A geografia, por sua vez, constitui o viés analítico que busca compreender a ordem espacial que resulta dessas relações. Tecem-se, assim, discussões acerca das muitas possibilidades de encontro da geografia com a política e sua expressão na territorialidade democrática.

Embora realizado principalmente por geógrafos, o livro não é voltado apenas para esses profissionais. Na realidade, trata-se de uma obra destinada a todos aqueles que se preocupam com a espacialidade da política em geral e da democracia em particular, e também é voltada para professores e estudantes de geografia e de ciências sociais.

Ao trazer contribuições de geógrafos para pensar a democracia, o livro pretende não só trazer este tema para a agenda da geografia, mas também provocar o debate com os demais campos do conhecimento que se preocupam com a política, além de incluir nele a perspectiva geográfica.

OS CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA PESQUISA SÓCIO-ESPACIAL
Marcelo Lopes de Souza – Editora Bertrand Brasil

Os conceitos fundamentais da pesquisa sócio-espacial

Os conceitos fundamentais da pesquisa sócio-espacial, de Marcelo Lopes de Souza, apresenta e discute alguns conceitos importantes sobre o tema, interligando-os entre si à medida que a exposição avança, e sempre com a preocupação de inscrevê-los em uma dinâmica de construção do objeto que distingue, mas não separa o espaço das relações sociais.

A presente obra se pretende uma simples introdução. Entretanto, por incrível que pareça, mesmo conceitos básicos não estão isentos de controvérsias. Muitos, praticamente todos, são objeto de interpretações concorrentes.

O espírito do livro é o de iluminar o espaço recorrendo às relações sociais, e estas recorrendo-se ao espaço, em uma dialética sem fim. Trata-se, por isso, de trabalhar conceitos com a mente voltada para a pesquisa sócio-espacial, e não apenas para a radiografia de formas ou estruturas socioespaciais. , o livro pretende não só trazer este tema para a agenda da geografia, mas também provocar o debate com os demais campos do conhecimento que se preocupam com a política, além de incluir nele a perspectiva geográfica.

GUERRA CIVIL ESPANHOLA
Helen Graham – Editora L&PM

Guerra civil espanhola

A Guerra Civil Espanhola começou com um golpe militar. Mas quando as tropas lideradas pelo general Francisco Franco rebelaram-se contra o governo republicano, o impacto foi muito além de um choque entre diferentes ideologias. O conflito resultante influenciou o curso da política, da sociedade e da cultura, dentro e fora da Espanha. A ascensão do fotojornalismo na década de 30 permitiu que a guerra fosse a primeira a ser documentada através de imagens. Porém, mesmo com estes registros, várias questões acerca do conflito permanecem controversas. Helen Graham, professora de História Espanhola da Universidade de Londres, esclarece suas causas e consequências, examinando as cicatrizes que a guerra deixou na vida de centenas de pessoas e na história de toda a Europa.

A ARTE DE ESCREVER
Arthur Schopenhauer – Editora L&PM

A arte de escrever

Nesta antologia de ensaios recolhidos de Parerga e Paralipomena, o leitor vai encontrar textos que trazem as mais ferinas, entusiasmadas e cômicas reflexões acerca do ofício do próprio Scho­penhauer, isto é, o ato de pensar, a escrita, a leitura, a avaliação de obras de outras pessoas, o mundo erudito como um todo. São eles: “Sobre a erudição e os eruditos”, “Pensar por si mesmo”, “Sobre a escrita e o estilo”, “Sobre a leitura e os livros” e “Sobre a linguagem e as palavras”.

Embora redigidos na primeira metade do século XIX, estes ensaios, ao tratar sobre o mundo das letras, os vícios do pensamento humano, as armadilhas da escrita e da crítica, continuam válidos – hoje talvez mais do que nunca. E, marca personalíssima do autor, são modernos, pulsantes de vida, de inteligência e de humor.

GETÚLIO – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)
Lira Neto – Editora Cia das Letras

GETÚLIO - Do governo provisório à ditadura do Estado Novo

Amparado por uma minuciosa pesquisa em acervos nacionais e estrangeiros, que incluiu documentos públicos e pessoais, diários, jornais, correspondências, gravações e filmes do período, Lira Neto mostra como e por quê, para bem ou para mal, Getúlio Vargas foi “a maior figura política do Brasil no século XX”, na expressão do historiador Boris Fausto.

Logo depois da conquista do poder federal, em outubro de 1930, Getúlio se viu diante do complexo desafio de promover sua ambiciosa agenda de reformas ao mesmo tempo em que precisava neutralizar, como um jogador de xadrez paciente, os movimentos da oposição interna e externa ao regime. Diversas facções políticas insatisfeitas, especialmente os “reacionários” de São Paulo, insistiam em questionar a autoridade do todo-poderoso líder gaúcho.

Com a Constituinte de 1934 – concessão provisória às aparências democráticas – e a recondução por eleição indireta ao Catete, Getúlio na realidade consolidou sua supremacia pessoal sobre as frágeis instituições políticas do país. O presidente forjava com sua figura roliça e bonachona, sempre de charuto e vestido em ternos de linho de impecável apuro, a imagem impoluta de “pai dos pobres”. À maneira de um monarca absoluto dos novos tempos, era a própria encarnação do Poder, difundida massivamente em palavras e imagens pela publicidade oficial.

Após o breve interlúdio democrático, o golpe do Estado Novo em 1937 reinstituiu a ditadura aberta, inspirada no salazarismo e no fascismo italiano. A guinada autoritária, justificada pela necessidade de esmagar a subversão comunista, teve o respaldo da hierarquia militar e da poderosa Ação Integralista Brasileira, de extrema-direita. O experiente caudilho, no entanto, optou por prescindir da organização de massas que em última análise fragilizaria sua autoridade pessoal, e baniu todas as agremiações políticas, inclusive a AIB. A frustrada vingança integralista, com o assalto ao Palácio Guanabara em maio do ano seguinte, deu ensejo a mais repressão política, dirigida pelo sinistro chefe de polícia do Distrito Federal, Filinto Müller.

No plano externo, a eclosão da Segunda Guerra Mundial marcou a reaproximação de Getúlio com as potências aliadas e, internamente, a decadência do regime estadonovista. Mas a contradição de lutar pela democracia na Europa e exercer o poder ditatorial no Brasil acabaria minando a sustentação de Getúlio nos quartéis. Em novembro de 1945, o general Góes Monteiro, seu antigo colaborador, liderou a rebelião militar que encerrou os primeiros quinze anos de Getúlio no Palácio do Catete.

A SEGUNDA GUERRA FRIA: Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos
Olavo de Carvalho – Editora Civilização Brasileira

A SEGUNDA GUERRA FRIA

Com base nas mais diversas fontes de informação, o renomado cientista político Moniz Bandeira analisa os acontecimentos que desde a dissolução do bloco socialista e a desintegração da União Soviética abalaram os países da Eurásia e ainda convulsionam o Oriente Médio e a África do Norte. Em A segunda Guerra Fria, o autor defende a tese de que os Estados Unidos continuam a implementar a estratégia da full spectrum dominance (dominação de espectro total) contra a presença da Rússia e da China naquelas regiões. “Importante contribuição da obra de Moniz Bandeira é a revelação documentada de que as revoltas da Primavera Árabe não foram nem espontâneas e ainda muito menos democráticas, mas que nelas tiveram papel fundamental os Estados Unidos, na promoção da agitação e da subversão, por meio do envio de armas e de pessoal, direta ou indiretamente, através do Qatar e da Arábia Saudita”, afirma o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que assina o prefácio do livro. Moniz Bandeira aprofunda, desdobra e atualiza as questões apresentadas em outro livro de sua autoria – Formação do Império Americano (Da guerra contra à Espanha à guerra no Iraque), lançado em 2005. “Em face das revoltas ocorridas na África do Norte e no Oriente Médio a partir de 2010, julguei necessário expandir e atualizar o estudo. Tratei de fazê-lo, entre e março e novembro de 2012, em cima dos acontecimentos, isto é, ainda quando a história fluía, sempre se renovando, passando, como as águas de um rio”, afirma o autor. Considerado o mais importante especialista brasileiro em relações internacionais, Moniz Bandeira faz uma análise da situação do Brasil na conjuntura internacional. Ele fala sobre o surgimento de possíveis obstáculos para a formação de um bloco sul-americano e faz alertas, como a necessidade de deter a evasão de divisas promovida pelos capitais especulativos e a necessidade de o país ter competência militar para se defender e dissuadir.

DIÁRIO DE UM PERFUMISTA
Jean-Claude Ellena – Editora Record

DIÁRIO DE UM PERFUMISTA

Em relatos íntimos e espontâneos, o perfumista da Hermés, Jean-Claude Ellena, registra o seu cotidiano invejável. Em seu escritório em Cabris, Ellena se inspira, responde e-mails, concede entrevistas e recebe informes comerciais que dizem respeito a suas criações. Como optou por se afastar dos centros de decisão das empresas (uma forma de estimular a criatividade, estando mais perto da natureza), lida com a solidão de maneira produtiva. A complexidade de seu trabalho — muitas vezes a fórmula de um perfume tem mais de duzentos ingredientes — demanda sensibilidade, testes, leituras e estímulos.

Ellena arrebata o leitor com sua erudição e simplicidade, com suas histórias de como ingressou na carreira de perfumista, suas viagens, memórias familiares e outras tantas lembranças poéticas. E nos surpreende ao relatar como consegue resultados que fisgam as pessoas com seus perfumes atemporais, em uma sociedade que corre atrás do tempo e da renovação incessante da moda. Ellena trata o perfume como um objeto de arte, como uma emoção, uma fugacidade que dura o tempo de uma respiração. Em uma analogia com o haicai, define o perfume como “um repentino arrebatamento na direção do imprevisível”.

Acompanhado de um maravilhoso Breviário de aromas, um convite a justapor os materiais que, em conjunto, produzirão a ilusão do jasmim, da pera ou do algodão-doce, seu Diário de um perfumista é um elogio à intuição, à curiosidade e à imaginação.

Desde 2004, Jean-Claude Ellena é perfumista exclusivo da maison Hermès. Vive e trabalha na região montanhosa de Grasse, onde concebe seus perfumes em seu ateliê de Cabris.

O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER IDIOTA
Olavo de Carvalho – Editora Record

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Os 193 artigos e ensaios de Olavo de Carvalho, organizados por Felipe Moura Brasil em O mínimo que você precisa saber para não ser idiota, são uma pequena parcela dos textos assinados pelo filósofo em diversos veículos da imprensa brasileira entre 1997 e 2013. Com originalidade e veemência, o autor reflete sobre temas do dia a dia, analisa as notícias, o que nelas fica subentendido e procura entender o que se passa na cabeça do brasileiro.

Da juventude à maturidade, da economia à cultura, da ciência à religião, da militância à vocação, do regime militar ao petismo de Lula e Dilma, do governo de George W. Bush ao de Barack Obama, entre outros muitos temas são alvo do olhar arguto do autor. Os assuntos não se esgotam em si mesmos e fornecem elementos para a compreensão dos demais.

“Este livro, no entanto, não é uma simples compilação de artigos, mas sim uma compilação de temas essenciais – todos eles renegados à obscuridade no país -, sobre os quais os artigos vêm lançar luz, importando para a seleção menos a data e o veículo em que foram publicados do que o potencial de cada um iluminar esses temas”, afirma o organizador.

Sem didatismo, mas com o intuito de ser educativo O mínimo que você precisa saber para não ser idiota é um convite para conhecer a obra de de Olavo de Carvalho.

PSICOLOGIA, CULTURA E HISTÓRIA: Perspectivas em diálogo
Marina Massimi (organizadora) – Editora Outras Letras

Psicologia, cultura e história

Originários do XIII Simpósio de Intercâmbio Científico em Psicologia da Anpepp, os cinco artigos contribuem para a discussão acerca dos processos de subjetivação e de suas relações com as culturas. Uma coletânea que auxiliará ao ensino de graduação em História da Psicologia, Psicologia, Psicologia Social e Psicologia da Cultura e aos apreciadores dos vários percursos e interpretações do pensamento psicológico.

O MAIS LONGO DOS DIAS
Cornelius Ryan – Editora LP&M

O mais longo dos dias

No famoso Dia D (6 de junho de 1944), milhares de soldados de várias nacionalidades, organizados na chamada operação Overlord, furaram o paredão alemão desembarcando pelo Mar do Norte na costa da Normandia, na França ocupada pelos nazistas. Começava a liberação da Europa e a derrota das forças do Eixo (Alemanha, Japão e Itália); chegava ao fim o sonho delirante de Hitler de subjugar o mundo. Uma das mais sangrentas e emblemáticas batalhas já travadas, recriada em toda a sua expectativa, nervosismo, glória e horror.

Cornelius Ryan foi um dos mais proeminentes correspondentes de guerra do seu tempo. Esteve presente no Dia D e acompanhou o avanço das Forças Aliadas na França e na Alemanha. Com aquilo que presenciou e outros relatos de primeira mão, além de relatórios oficiais, escreveu O mais longo dos dias, sua obra-prima, publicada originalmente em 1959 e levada às telas do cinema em 1962, numa superprodução que emocionou as plateias de todo o mundo.

MARTHA MEDEIROS: 3 EM 1
Martha Medeiros – Editora LP&M

Marta Medeiros

Reunindo os livros de crônica Montanha-russa, Coisas da vida e Feliz por nada, o presente volume traz ao leitor uma parte significativa da obra de uma das mais reconhecidas escritoras da atualidade no Brasil. Abrangendo dez anos de textos publicados nos principais veículos de imprensa do país a partir de 2001, Martha Medeiros 3 em 1 possibilita aos leitores acompanhar a trajetória desta autora que tão bem reflete as angústias e as alegrias de viver. Uma coisa não muda, porém, do primeiro ao último texto: o estilo inteligente e o deleite da leitura.

A coleção 3 em 1 reúne num só volume três grandes obras de autores consagrados. Abrangendo teatro, romance, conto, poesia, crônicas e ensaios, cada título proporciona ao leitor prazer, conhecimento e belos textos. Para quem não se contenta com pouco.

MANUAL DE PRÁTICA PENAL
Felipe Vieites Novaes & Rodrigo Bello – Editora Forense

Manual de prática penal

Este Manual de Prática Penal, escrito por professores com larga experiência em cursos preparatórios para Exames da OAB e concursos públicos, traz o conteúdo exigido no Exame, fornecendo importantes ferramentas para auxiliar o candidato na busca da solução dos problemas e questões discursivas, de forma fácil e rápida.

A obra apresenta aos leitores os mandamentos básicos para aprovação – dicas que são fruto da vivência dos autores junto a milhares de alunos. Em seguida, aborda os temas fundamentais de Direito Penal e Processual Penal que se deve dominar para ser bem-sucedido na prova.

São expostos, ainda, casos práticos, procedimentos, diversos modelos de peças prático-profissionais e orientações precisas sobre como identificar a peça correta, os critérios de correção da banca no Exame de Ordem, o que é permitido e vedado durante a prova.

Os modelos de peças prático-profissionais são de fácil compreensão e mostram-se úteis, inclusive aos profissionais da área jurídica.

Merecem destaque os comentários às questões formuladas pela FGV para Exames de 2.ª fase, com gabarito oficial, além de outras inéditas elaboradas pelos autores, igualmente com respostas.

Adotou-se nesta obra uma metodologia simples e eficiente, com diversos quadros explicativos, fluxogramas, impressão em duas cores e modelos de peças com tratamento gráfico diferenciado para otimizar o estudo.

EMPRESA, DIREITO E ECONOMIA
Cássio Machado Cavalli – Editora Forense

Empresa, Direito e Economia

Esta obra tem por objetivo investigar a influência que um dado teórico econômico exerce na elaboração de um conceito de empresa juridicamente relevante e operacionalizável no direito comercial brasileiro contemporâneo.

Seu propósito consiste em, por um lado, identificar de que modo as formas de construção das relações entre direito e economia dificultam a consecução da tarefa de elaborar um conceito jurídico de empresa, e, de outro lado, identificar alternativas possíveis para a reimpostação do problema que auxiliem na elaboração de um conceito de empresa juridicamente relevante e operacionalizável a partir do dado teórico econômico.

A CONSTRUÇÃO JURISPRUDENCIAL DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE EMPRESAS
Luiz Roberto Ayoub & Cássio Machado Cavalli – Editora Forense

A construção jurisprudencial da recuperação judicial de empresas

Esta obra, de extraordinário valor, tem como características a erudição e a atualidade dos temas analisados, neste momento em que a Nova Lei de Falências e de Recuperação de Empresas (Lei 11.101/2005) completa oito anos de vigência. (…)

Os autores destacam que a Nova Lei de Falências e de Recuperação de Empresas adotou os seguintes princípios basilares: preservação da empresa; separação dos conceitos de empresa e de empresário, recuperação das sociedades e empresários recuperáveis; retirada do mercado de sociedades ou empresários não recuperáveis, proteção aos trabalhadores, redução do custo do crédito no Brasil, celeridade e eficiência dos processos judiciais, segurança jurídica e a participação ativa dos credores.

DICIONÁRIO HISTÓRICO DE RELIGIÕES
Antonio Carlos do Amaral Azevedo & Paulo Geiger – Lexicon Editora

Dicionário histórico de religiões

O fenômeno religioso é uma constante nas culturas, quer as consideremos do ponto de vista antropológico, quer histórico. É elemento muito significativo, senão dominante, na grande maioria delas. Polariza uma daquelas dicotomias a que nos acostumamos para conceber a realidade: ideia-matéria, corpo-alma, sagrado-profano, leigo-eclesiástico.

Mas, o que é o sagrado? Esta pergunta tem sido respondida teologicamente, filosoficamente, cientificamente. Teólogos o tratam como sua área por excelência. Filósofos tenderam a opor-lhe uma ratio, um logos, o que levou a resultados díspares, como a condenação de Sócrates e a crítica cáustica de Voltaire. Cientistas procuraram dar-lhe uma dimensão psicológica, como Freud ou Jung, sociológica, como Durkheim, ou antropológica, como Frasier, para lembrarmos apenas as interpretações matriciais dessas ciências.

É preciso considerar nos estudos das religiões a sua diversa inserção em cada uma das culturas, bem como as transformações de ambas — religião e cultura — no tempo, para aferir seu efetivo significado na vida dos integrantes daquele mundo estranho a nós.

O Dicionário histórico de religiões, elaborado pelo professor Antonio Carlos do Amaral Azevedo com a colaboração de Paulo Geiger — este, um profundo conhecedor do judaísmo e com a contribuição de dom Filipo Santoro (catolicismo), Magali do Nascimento Cunha (protestantismo), Maria Clara Lucchetti Bingemer (islamismo) e Eneida Duarte Gaspar (religiões afro-brasileiras) atende a uma necessidade pedagógica que os autores, conscientemente, buscam suprir: a falta de obra de referência que ponha os estudantes e o público em geral, interessado no tema, em contato com religiões, seitas, doutrinas, personagens e eventos que fazem parte da vida cultural de nossa sociedade, direta ou indiretamente.

Conhecedores do tema, bons escritores, o professor Antonio Carlos do Amaral Azevedo e Paulo Geiger, com este dicionário histórico, dão contribuição valiosa para o conhecimento de um assunto difícil e cheio de percalços e obstáculos, muitos deles gerados por preconceitos de uma religião em relação às outras, ou de ideologias face às religiões. Assim, este dicionário é um guia seguro para todos aqueles que desejam iniciar-se num dos temas permanentes de inquietação do espírito humano.

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