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Livros: Não Ficção

SEGREDOS DE WALT DISNEY
Jim Korkis – Editora Seoman

SEGREDOS DE WALT DISNEY

Conheça os bastidores não oficiais da história da Disney! Você vai descobrir o que Walt realmente pensava sobre religião, seu desentendimento com o FBI, o incidente do primeiro-ministro soviético Khrushchev envolvendo a Disneylândia, a história por trás do Carrossel Dourado da Cinderela, os planos originais de Walt Disney para filmes como Alice no País das Maravilhas e Aristogatas, os segredos da Fada Sininho e de atrações descontinuadas nos parques. O livro traz ainda histórias inéditas como: o cardápio de Walt Disney, os bastidores do filme proibido Canção do Sul, o homem que enquadrou Walt Disney, e muito mais.

DEPOIS DE 1945
Hans Ulrich Gumbrecht – Editora UNESP

Depois de 1945

Muito mais destrutiva do que a Primeira, a Segunda Guerra Mundial teria deixado cicatrizes menos profundas? Sem possiblidade de deixar para trás aquele passado trágico, as gerações nascidas posteriormente à guerra, em especial na Alemanha, teriam se confinado em um estado de latência, frustradas com as promessas não cumpridas de uma refundação do mundo.

Neste livro, Hans Ulrich Gumbrecht refuta a tese de reclusão que as manifestações culturais, principalmente a literatura, das duas décadas seguintes à guerra refletiram e estimularam, repelindo ainda a disseminada crença de que a humanidade nada aprendeu com o Holocausto e de que o mundo apenas repaginou o drama humano enquanto continuou legitimando flagelos, violência, opressão, massacres. Gumbrecht transita em sentido contrário, lançando conjecturas de longo alcance que evidenciam a pujança criativa e a originalidade dos caminhos no pós-guerra.

Ao identificar o clima predominante da década imediatamente posterior àguerra como de “latência”, Gumbrecht retorna à origem de uma mudança no ritmo e na estrutura do tempo, surgida, segundo ele, da capacidade da tecnologia de preservar o passado e “ampliar” o futuro com todo seu potencial trágico. E mostra como o tempo moldou a trajetória de sua própria geração, na Alemanha pós-1945.

Gumbrecht combina um relato autobiográfico com um olhar panorâmico sobre a história de seu país e do mundo, oferecendo reflexões perspicazes sobre Samuel Beckett e Paul Celan, além de uma exegese detalhada do pensamento de Martin Heidegger e Jean Paul Sartre e análises surpreendentes sobre fenômenos culturais que vão de Edith Piaf até o Relatório Kinsey. Mergulhopessoal e filosófico do autor sobre o século passado, este livro oferece elementos originais para a análise da identidade global contemporânea.

JUDEUS CONTRA HITLER
Benjamin Ginsberg – Editora Cultrix

JUDEUS CONTRA HITLER

Uma das suposições mais comuns sobre a Segunda Guerra Mundial é que os judeus não resistiram ao seu próprio extermínio nas mãos dos nazistas. Benjamin Ginsberg demonstra de modo convincente que os judeus não só resistiram aos alemães como de fato desempenharam um papel fundamental na derrota da Alemanha nazista. Sem dúvida, muitos judeus estavam precariamente armados, estavam em número reduzido e não tinham recursos, mas Ginsberg mostra de forma persuasiva que esse mito da passividade é unicamente isso – um mito, e que os judeus resistiram com firmeza ao nazismo em quatro grandes cenários.

ARQUITETURA NO BRASIL DE CABRAL A DOM JOÃO VI
Francisco Roberval Mendes, Francisco Veríssimo e William Bittar – Editora Imperial Novo Milênio

Arquitetura no Brasil_1

A trajetória da arquitetura colonial, percorrendo todo o território luso-brasileiro, é apenas uma das propostas de Arquitetura no Brasil – de Cabral a Dom João VI. Seu conteúdo poderá despertar interesse em alunos de Arquitetura e Urbanismo, em profissionais de áreas afins como também nos leitores em geral que pretendem conhecer os processos formadores do homem brasileiro.

ARQUITETURA NO BRASIL DE DOM JOAO VI A DEODORO
Francisco Roberval Mendes, Francisco Veríssimo e William Bittar – Editora Imperial Novo Milênio

Arquitetura no Brasil_2

O livro Arquitetura no Brasil: de Dom João VI a Deodoro, obra de um historiador e dois arquitetos, apresenta uma visão analítica das diversas tendências arquitetônicas no Brasil, com importantes informações históricas, no período compreendido entre a Independência (1822) e a Proclamação da República (1889). Seu conteúdo – texto inteligente, ricamente ilustrado – despertará o interesse de estudantes de Arquitetura, de História e leitores em geral, amantes da informação com sabores novos.

DEFICIÊNCIA E O MUNDO DO TRABALHO
Maria Eduarda Silva Leme – Editora Autores Associados

Deficiência e o mundo do trabalho

“Eduarda brinda-nos com uma preciosa análise dos muitos sentidos de deficiência que se produzem no imaginário social, nos jogos de imagens, nas condições concretas. Suas análises desmistificam discursos: da igualdade de oportunidades, da responsabilidade social, das parcerias, da inclusão…
No esforço analítico de objetivação e compreensão do vivido, a voz da autora se entretece às vozes de outros e delas se nutre, na composição de um texto instigante, original e fecundo, marcado pelo adensamento conceitual e permeado pela emoção. É assim que ele reverbera, nos convoca e se abre a novas interlocuções.”
(Ana Luiza Bustamante Smolka – Professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp.
Integra o Grupo de Pesquisa Pensamento e Linguagem)

ABERTURAS PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Dermeval Saviani – Editora Autores Associados

Aberturas para a história da educação

Da abertura do Quarto Seminário Nacional do Histedbr à abertura da Trigésima Sexta Reunião Nacional da ANPEd

Os capítulos que compõem este livro foram escritos em diferentes oportunidades cobrindo um período que se estende de 1997 a 2013. Embora versem sobre temas variados, todos os trabalhos mantêm em comum a referência à história da educação, tendo sido escritos e pronunciados na condição de conferências de abertura de eventos dessa área. Justifica-se, assim, literalmente, o título Aberturas para a história da educação atribuído ao presente livro. Mas, além dessa justificativa de ordem etimológica, o título também evoca uma semântica particular, pois indica que os educadores, se quiserem compreender a fundo o significado radical de seu ofício, devem abrir-se sem reservas para a história da educação. Nessa condição poderão intervir com propriedade e conhecimento de causa no debate sobre a construção do sistema nacional de educação no Brasil.

UM DIAGNÓSTICO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E SEU FINANCIAMENTO
Otaviano Helene – Editora Autores Associados

Um diagnóstico da educação brasileira e de seu financiamento

Este livro apresenta um diagnóstico da educação brasileira feito a partir de poucos indicadores, mas suficientes para analisar de forma completa o nosso sistema educacional.

O diagnóstico toma como referência, entre outras, a realidade educacional de outros países, bem como a evolução dos nossos indicadores escolares ao longo de várias décadas.

São apresentadas, também, algumas análises da relação entre o sistema educacional e outras características da realidade brasileira, entre elas a concentração de renda, as possibilidades de desenvolvimento social, cultural e científico do país, as diferenças regionais e as possibilidades, ou não, de promovermos um aumento da produção de bens e serviços, este último fortemente dependente da existência de profissionais bem formados.

A questão do financiamento da educação pública é discutida ao longo do livro, avaliando-se as possibilidades e as vantagens – que são muitas – do aumento dos recursos públicos para o setor.

Tomando como base os diagnósticos, bem como as comparações internacionais e a do presente com o passado, aponta-se, portanto, a direção que deveríamos seguir.

CASA VERSACE
Deborah Ball – Editora Seoman

CASA VERSACE

Casa Versace conta como Gianni Versace, ao lado de sua irmã Donatella, juntou seu enorme talento a uma ambição extraordinária para criar quase sozinho este império da moda.

A jornalista Deborah Ball apresenta a história vista de dentro, baseada em entrevistas com membros da família Versace; com parceiros e rivais de Gianni; modelos internacionais e ícones da indústria da moda. Gianni Versace estava no auge quando foi assassinado em Miami, fato que ocupou as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo e a caçada ao assassino virou uma obsessão da mídia. Ball relata vividamente os esforços de Donatella ao assumir o controle da Versace e tentar se colocar à altura da genialidade de Gianni, se livrar das drogas, suas disputas com seu irmão Santo e o mistério de por que Gianni deixou o controle de sua empresa para sua sobrinha, Allegra.

O FIM DO TERCEIRO REICH – A destruição da Alemanha de Hitler, 1944-1945
Ian Kershaw – Editora Cia das Letras

O FIM DO TERCEIRO REICH - A destruição da Alemanha de Hitler, 1944-1945

Como se explica a sobrevida do Estado nazista quando estava evidente que não havia chance de vitória? Por que o Exército alemão concordou em lutar se o abismo era certo? Por que a sociedade alemã permaneceu fiel ao regime a ponto de tolerar o extermínio dos poucos que se insurgiam contra a luta inútil?

Em O Fim do Terceiro Reich, Ian Kershaw – autor da monumental biografia de Hitler – se lança à resolução dessas perguntas armado de conhecimento inigualável da Alemanha nazista.

Fugindo de explicações fáceis, procura demonstrar que a autoridade carismática do Führer, a ambição de sua “corte” e a perseverança das Forças Armadas são os ingredientes principais dessa autoaniquilação sem par na história ocidental.

ANO ZERO – Uma história de 1945
Ian Buruma – Editora Cia das Letras

ANO ZERO - Uma história de 1945

Ano zero é um livro sobre o drama que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Uma era terminava, e outra, feita de novidades e incertezas, tinha início.

Por toda a Ásia – China, Coreia, Indochina, Filipinas e Japão – e Europa Continental, governos caíram e novos regimes tomaram o poder. Das diversas disputas que surgiram neste momento, nasceu o mundo atual.

A escala da transformação é difícil de conceber. Grandes cidades estavam em ruínas, seus habitantes dizimados, desalojados, famintos. Atos de vingança surgiram em larga escala.

Ao mesmo tempo, na esteira de perdas irreparáveis, a euforia liberada foi indescritível, os festejos sem precedentes. Os anos de pós-guerra deram origem ao estado do Bem-Estar na Europa, à ONU, à descolonização, à União Europeia. Uma “reeducação” social, cultural e política foi imposta pelos vitoriosos também em escala inédita.

Um trabalho de escopo imenso e centrado num drama humano de proporções épicas, capaz de abranger os dilemas da Ásia e da Europa com igual erudição, Ano zero é um livro que apenas Ian Buruma poderia ter escrito. É sua obra-prima.

DESENHO DE ARQUITETURA
Patrícia Ferreira – Editora Imperial Novo Milênio

Desenho de Arquitetura

A globalização da indústria tem levado à necessidade de padronização de procedimentos, materiais, simbologias e métodos de representação para todos os processos industriais. Na construção civil, especialmente na área de arquitetura, esta padronização ainda é precária, não pela ausência de normas técnicas aplicáveis, mas pelo grande número de representações alternativas aplicáveis pela prática. Este livro reúne as representações, as convenções e definições necessárias para a execução do desenho de arquitetura. A obra segue as normas da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) e é complementada pelos Códigos de Obra de Algumas cidades.

TECNOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES
Nadia Vilela de Almeida Rego – Editora Imperial Novo Milênio

Tecnologia das construções

Uma publicação que oferece as informações necessárias para a prática da construção civil. Este livro foi desenvolvido para atender as necessidades do ensino de Tecnologia das construções nos cursos de Edificações. Reúne, em volume único, um conteúdo que vai da licença da obra, passando pelo seu desenvolvimento, até o “Habite-se” final de uma construção.

1964 – O ÚLTIMO ATO
Wilson Figueiredo – Editora Gryphus

1964 – O ÚLTIMO ATO

Esta obra reúne uma seleção de artigos inéditos em livro que descrevem a conjuntura anterior ao golpe de 1964 e também o período imediatamente posterior à intervenção militar, “1964 – O último ato” é um convite à reflexão da política brasileira. Lançamento da Gryphus Editora, o livro organizado pela pesquisadora Vanuza Braga apresenta 11 artigos assinados pelo jornalista Wilson Figueiredo, publicados entre 23 de fevereiro e 21 de junho de 1964.

Em um contexto político de exaltação contra o comunismo e a Revolução Cubana, o anticomunismo foi a principal ferramenta utilizada por grande parte dos jornais da época, em maior ou menor intensidade, para amedrontar a classe média e, em paralelo com a crise econômica e política, ser um dos fatores que contribuíram de forma definitiva para o sucesso do golpe militar. A questão democrática, porém, não parecia estar na agenda da direita e nem da esquerda. Enquanto a primeira preocupava-se em defender seus privilégios, a segunda lutava pelas reformas e considerava necessário ir para o confronto com os grupos que a elas se opunham, mesmo que isso significasse o abandono da democracia.

Para entender o complicado cenário político da época, a seleção dos artigos reproduzidos em “1964 – O último ato” é sucinta e eficaz. Publicado em maio de 1964 no livro “Os idos de março e a queda em abril”, organizado por Alberto Dines, o artigo “A margem esquerda” inicia o livro e imerge o leitor no cenário político da época. Em seguida, cinco artigos publicados antes e cinco publicados após o golpe, na coluna Tema Nacional, do Jornal do Brasil, complementam com um olhar crítico e apurado a história da política brasileira. Ao final, a seção “Quem era quem na crise política de 1964” ainda elenca todos os personagens citados nos artigos com seus respectivos cargos no contexto da crise.

AS DUAS FACES DA GLÓRIA
William Waack – Editora Planeta

As duas faces da glória

Só agora, 70 anos depois, começamos a superar a ordem estabelecida ao final da Segunda Guerra Mundial – um conflito de imenso peso na memória coletiva de muitos povos e países não só pelo seu papel central na construção do mundo que vivemos mas, também – ou sobretudo – pelos episódios aterradores de extermínio em massa, o horror dos totalitarismos, a inigualada destruição de populações civis e a arma do fim da humanidade, a bomba atômica.

Se para alguns a participação brasileira foi simbólica ou de menor peso nos eventos puramente militares, isso em nada muda a importância, a coragem e o sacrifício pessoais dos soldados brasileiros, enviados à morte muitas vezes sem preparo, treinamento, equipamento e comandantes competentes num país distante e numa situação de difícil compreensão. A contrário, essas circunstâncias reforçam o brio que demonstraram.

São duas perspectivas completamente distintas, a da participação do indivíduo e a da projeção histórica do acontecimento. É profundamente triste constatar quantos analistas no Brasil não sabem, ou não quiseram, separar uma coisa da outra.

DO OUTRO LADO
Mary del Priore – Editora Planeta

DO OUTRO LADO

Em Do outro lado – A história do sobrenatural e do espiritismo, a autora trata de que forma nossos antepassados lidavam com esse mundo dos espíritos.

Focando sobretudo no desenvolvimento do espiritismo, criado por Allan Kardec e assimilado por muitos intelectuais brasileiros no século XIX, ela também aborda fenômenos bastante populares na época, como o magnetismo, o sonambulismo, as “mesas volantes” e uma série de outras formas de entrar em contato com o mundo sobrenatural e com aqueles que já partiram.

HISTÓRIA COMPARADA
José D’Assunção Barros – Editora Vozes

História Comparada

A História Comparada pode ser entendida como uma modalidade historiográfica que rediscute as tendências e procedimentos da historiografia tradicional. Ao invés de pesquisar uma realidade histórica única, o procedimento da “comparação” permite ao historiador examinar em iluminação recíproca dois ou mais recortes de tempo e espaço. Este livro discute algumas das mais recentes tendências historiográficas que surgiram a partir da prática da História Comparada, desde a primeira década do século XX. O autor analisa desde o contexto que favoreceu o surgimento da perspectiva comparatista em História, até questões operacionais, conceitos e metodologias que precisam ser conhecidas pelos historiadores e cientistas sociais.

UMA HISTÓRIA DA ÓPERA – Os últimos quatrocentos anos
Carolyn Abbate e Roger Parker – Editora Cia. das Letras

UMA HISTÓRIA DA ÓPERA

A ópera é uma das formas de arte mais extraordinárias dos últimos quatro séculos. Proibitivamente cara e irrealista por essência, representa no entanto as paixões humanas com inigualáveis poder e drama.

O livro de Carolyn Abbate e Roger Parker já nasce como clássico: desde o trabalho de Joseph Kerman, A ópera como drama, escrito na década de 1950 e ainda referência incontornável sobre o assunto, talvez o gênero não tenha recebido um tratamento de escopo tão ambicioso. Se o leitor especializado encontrará neste ensaio análises profundas, o leigo terá um guia que o conduzirá às várias facetas e períodos da ópera.

Da corte dos Médici na Florença do século XVI até o presente, passando por Monteverdi, Händel, Mozart, Verdi, Puccini, Berg e Britten, os autores traçam análises profundas dos contextos sociais, políticos e literários, das circunstâncias econômicas e das quase constantes polêmicas que acompanharam o desenvolvimento do gênero nos últimos quatro séculos. Isso sem se descuidar da apreciação propriamente estética das óperas estudadas e do aspecto central e talvez definidor dessa forma de arte: as tensões entre palavra e música, personagem e intérprete.

Impossível negar que há uma crise na “produção” contemporânea, além da difícil questão do financiamento (a ópera, como negócio do entretenimento ou atividade econômica, não parece ser autossustentável). A audiência, no entanto, cresce e a ópera permanece criativa e florescente, com encenações originais e intérpretes talvez tecnicamente melhores do que jamais foram. A ópera, enfim, vive.

A REUTILIZAÇÃO DA ÁGUA
Luiz Augusto Rodrigues da Luz – Editora Qualitymark

A reutilização da água

O objetivo deste livro é mostrar a necessidade de preservar a qualidade ambiental e o uso racional dos recursos naturais, em particular a água. A preservação da água é um assunto que envolve sociedade, empresa e governo. Luiz Augusto mostra neste livro a deterioração e a superexploração de rios e lagos em todo o planeta. Ele apresenta a grave crise socioambiental, onde, segundo estudos da ONU, em 2050 teremos 75% da população vivendo em grave escassez de água. O autor busca explicar as causas e consequências desta crise, a importância da água doce em nossa vida, além de divulgar informações para que o leitor adote uma postura de resistência e preservação ambiental.

BILAC PINTO, O HOMEM QUE SALVOU A REPÚBLICA
Murilo Badaró – Editora Gryphus

Bilac Pinto, o homem que salvou a República

Depois de Sinhá Moreira e Maria Martins, chega às mãos do leitor Bilac Pinto: o homem que salvou a República, o terceiro volume da série Ilustres Mineiros, publicados pela Gryphus Editora. A coleção aborda a trajetória de mineiros notáveis que fizeram diferença na sociedade em que viveram e tiveram suas vidas atreladas à política, cultura e desenvolvimento do Brasil no século XX.

Através da trajetória de Bilac Pinto, Murilo Badaró nos conduz a uma instigante viagem pela história do Brasil, trazendo à tona fatos novos, esclarecendo outros, questionando versões estabelecidas e colocando em cena personagens da história política pouco conhecidos do grande público. Ao final, com grande sensibilidade, o autor nos coloca uma questão muito atual: Por que alguns nomes são apagados da nossa memória e condenados ao esquecimento? As memórias estão em constante disputa e neste livro, o autor apresenta uma corajosa tentativa de não sucumbir às obviedades e fazer jus à importância desse personagem que participou intensamente de todos os grandes embates de seu tempo e deu imensas contribuições ao Brasil.

MERITOCRACIA
Marcelino Tadeu de Assis – Editora Qualitymark

Meritocracia

MERITOCRACIA: Igualitária e justa ou injusta, mas desejável? Este é mais um livro em que procuro compartilhar reflexões e estudos sobre um tema que acredito ser relevante e fortemente associado à gestão de pessoas: a meritocracia. Ao contrário dos livros anteriores, em que a experiência pessoal foi o guia mestre para remuneração, benefícios, incentivos financeiros e indicadores de gestão em RH, este foi iniciado por um estudo sobre o tema, complementado com entrevistas semiestruturadas com executivos que atuam em expressivas organizações no Brasil, contextualizadas com os mais de 30 anos em que atuo no ambiente corporativo. O trabalho de pesquisa tomou como base o que nos meios acadêmicos é chamado de abordagem qualitativa, normalmente aplicável às situações-problema ou fenômenos nos quais se observa relativa imprevisibilidade, provisoriedade, transição e mudanças sociais e psíquicas. Situações em que tal abordagem se presta a buscar o aprofundamento de temas imaturos, em que a teoria disponível se apresenta imprecisa, inadequada, incorreta ou mesmo tendenciosa, termos imersos no contexto da meritocracia ou da gestão de pessoas, de uma forma geral. Caracterizada por investigar dúvidas e indefinições, mais do que certezas, a pesquisa ‘quali’ permite trazer à tona processos sociais ainda pouco examinados; relações inseparáveis entre o pensamento, a compreensão, a percepção e a realidade entendida ou descrita por um conjunto amplo de indivíduos; entre a ação de homens e mulheres enquanto sujeitos ativos no processo de construção, significação e ressignificação; entre o mundo objetivo, lógico e racional, e a subjetividade do objeto ou do indivíduo a ser pesquisado. Além de contemplar a subjetividade de forma mais explícita, a abordagem qualitativa é valorizada no campo da administração, em geral, ou da gestão empresarial, em particular, tendo caído como uma luva em relação à meritocracia, tema que frequenta um universo de significados, de representações, de crenças, de valores e de atitudes; um tema que exige ser aprofundado, tendo em vista um viés nem sempre fácil de ser compreendido ou facetas não suficientemente exploradas nas interações sociais.

TÔ PERDIDO!
Adriana Gomes – Editora Qualitymark

Tô perdido!

Para auxiliar aqueles que estão se sentindo “perdidos” sobre o que fazer de suas carreiras ou para os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho, mas ainda têm dúvidas sobre a real vocação, a Qualitymark Editora publica o livro Tô Perdido!, escrito pela Consultora de Carreira Adriana Gomes. Formada em Psicologia, Adriana trabalhou durante muitos anos como headhunter. Após ouvir tantos depoimentos de pessoas insatisfeitas com o trabalho, ela adquiriu uma vivência que lhe deu bagagem mais do que suficiente para escrever o livro. Ela própria é um exemplo de que sempre é possível buscar outros caminhos quando se está insatisfeito. Ao longo da trajetória da autora, que também é relatada no livro, é possível perceber que nunca é tarde para mudar. Adriana sempre procurou partir em busca de novos horizontes quando o trabalho em questão já não atendia mais às suas expectativas. Enquanto tantos livros apenas aconselham o leitor a ir em busca de um sonho e trabalhar fazendo o que ama, sem, no entanto, ensinar o caminho das pedras, o livro Tô Perdido vai além. Ele é um manual de autoconhecimento, que ajudará o leitor a identificar suas características pessoais e seus pontos fortes. O livro traz relatos de pessoas – com os quais o leitor irá facilmente se identificar – que passaram por esse processo de mudança de carreira. Adriana também fez questão de incluir nos relatos, alguns exemplos que também não deram muito certo, para mostrar, por exemplo, que nem sempre transformar um hobby em profissão é o caminho ideal. Daí a importância do autoconhecimento, que inclui identificar valores, crenças, medos, desejos e sentimentos. O leitor também irá encontrar dicas preciosas sobre como elaborar um currículo que chame a atenção do recrutador, como tirar proveito das redes sociais e a importância do networking, além de dedicar um capítulo especial ao planejamento financeiro. Como tudo começa com o primeiro passo, na escolha da carreira também não é diferente. Nesse caso, a autora dá a dica: ”O primeiro passo é o autoconhecimento. Não há como se conhecer sem viver; e não há como viver sem experimentar, sem vivenciar.”

DIÁRIO DE UM ADOLESCENTE APAIXONADO
Rafael Moreira – Editora Novas Páginas

Diário de um adolescente apaixonado

Ele suou frio quando deu o primeiro beijo. Já sofreu bullying na escola. Já gostou de quem não gostava dele. Sente muita falta de quem foi embora. Já brigou com a namorada por Whatsapp e depois pediu desculpas. Ele não troca os amigos por ninguém. Se bem que amigo, AMIGO mesmo, pra ele, é a família.

Em 24 crônicas bem-humoradas (claro), o Rafa conversa com a gente como se estivesse bem pertinho. Acostumado a mostrar o rosto na internet, ele criou coragem e começou a escrever sobre as situações da sua infância, sua relação com a família, com as meninas, com os amigos. De cada história, ele tirava uma reflexão sobre as mudanças que já aconteceram na sua vida e o que ele aprendeu com elas.

O resultado está aqui, neste livro que você vai ler e depois abraçar bem apertado.

AS ORGANIZAÇÕES SÃO MORAIS
Wagner Siqueira – Editora Qualitymark

As organizações não morais

Wagner Siqueira teve experiências das mais variadas possíveis da relação entre ética, moral e busca pelos resultados sem descolar da necessidade imperiosa de lucros cada vez maiores. Nesta obra ele sugere e, ao mesmo tempo, demonstra como sair do “discurso de mural” para uma prática com processos sustentáveis em temas como Responsabilidade Social, Ética Empresarial e atitudes cidadãs que qualifiquem e deem credibilidade a uma organização.

PRECONCEITO LINGUÍSTICO
Marcos Bagno – Editora Parábola Editorial

Preconceito linguístico

O preconceito, seja ele de que natureza for, é uma crença pessoal, uma postura individual diante do outro. Qualquer pessoa pode achar que um modo de falar é mais bonito, mais feio, mais elegante, mais rude do que outro. No entanto, quando essa postura se transforma em atitude, ela se torna discriminação e esta tem de ser alvo de denúncia e de combate. No caso da língua, é imprescindível que toda cidadã e todo cidadão que frequenta a escola (pública ou privada) receba uma educação linguística crítica e bem informada, na qual se mostre que todos os seres humanos são dotados das mesmíssimas capacidades cognitivas e que todas as línguas e variedades linguísticas são instrumentos perfeitos para dar conta de expressar e construir a experiência humana neste mundo.

BRASIL FORA DE SI
José Carlos Sebe Bom Meihy – Editora Parábola Editorial

Brasil fora de si

Documento impactante, que introduz o leitor na cena e na intimidade de pessoas que jamais imaginaríamos em Nova York: cozinheiras, garçons, empregados de restaurantes, engraxates, dançarinas, dançarinos, jogadores de futebol, sacoleiras, empregados de aluguel…

As vidas retratadas poderiam ser de personagens de ficção, se não fossem o resultado de uma vasta pesquisa, compreendendo cerca de 700 entrevistas feitas no arco de cinco anos.

Dividido em quatro partes, os capítulos deixam transparecer laços afetivos, histórias familiares, caminhos do amor, sexualidade, impasses de situações sociais econômicas duras, preconceitos e discriminação, além de pressões familiares. O texto visita as dificuldades de grupos que têm de romper uma cultura que os transforma em personagens de um país sempre visto como Terra Prometida, mas que hoje vê levas de seus filhos emigrarem. Diante disso, o que significa ser brasileiro, principalmente fora do país? Que memória teriam esses brasileiros da terra de origem? De que matéria se constitui a identidade nacional submetida a outra cultura? Que traços de brasilidade ainda permanecem quando a exploração econômica é flagrante? Esses temas percorrem Brasil fora de si como uma costura sutil que percebe os brasileiros em Nova York sob aspectos variados: a língua específica que falam, um português transformado, os objetos que usam, as formas de lazer, as atitudes diante dos outros brasileiros e dos americanos, a imagem do país que ficou, a música que ouvem, a religião. Vamos pensando, junto com o autor e as personagens, nas razões que levam brasileiros a se encantarem com os Estados Unidos: não apenas as econômicas, mas as imaginárias, ligadas ao cinema, a movimentos libertários, à revolução americana e ao mito da democracia, à mídia.

O resultado de tão numerosos dramas produz um quadro social gravíssimo, pela primeira vez descrito de modo tão incisivo. Juntar 700 peças biográficas num mosaico analítico como esse é um feito tão significativo quanto a ousadia de cada um desses emigrantes. A história oral torna-se aqui militância qualificada e instrumento precioso para sugerir políticas públicas ou reivindicar soluções adequadas.

LÍNGUA, LINGUAGEM, LINGUÍSTICA
Marcos Bagno – Editora Parábola Editorial

Língua, linguagem, linguística

Os postulados e princípios que guiam Língua, linguagem, linguística: pondo os pingos nos ii provêm do sociocognitivismo, um arcabouço teórico que procura não separar a linguagem humana de sua função eminentemente social e cultural e dos componentes relativos à produção-aquisição de conhecimento a partir das experiências vividas individualmente e em coletividade. Esta obra é uma tentativa de responder a três perguntas que as pessoas em geral e os estudantes iniciantes nos estudos das Letras costumam fazer com frequência: o que é língua? O que é linguagem? O que é linguística? Para afastar os fantasmas da mudança linguística, ainda levanta os motivos de mais duas questões importantes: como e por que as línguas mudam? É livro destinado, primordialmente, às pessoas que começam a adentrar os estudos da linguagem, por isso o grande esforço de redação no sentido de evitar a nomenclatura técnica excessiva e falar da maneira mais simples com o público leitor.

GRAMÁTICA CONTEXTUALIZADA
Irandé Antunes – Editora Parábola Editorial

Gramática contextualizada

Este livro tem como objetivo o trabalho pedagógico em torno da língua portuguesa no Brasil. Seu objetivo é de natureza político-social, pois tem como propósito o fortalecimento da consciência de que o desenvolvimento global de uma comunidade depende das condições de letramento desse grupo. Irandé Antunes pretende ampliar a compreensão de que a competência linguístico-comunicativa das pessoas é um dos recursos fundamentais para o êxito de suas múltiplas atuações sociais, sobretudo no âmbito profissional e dentro de contextos urbanos. Aqui, interessa a pouca atenção dada à questão do ensino-aprendizagem da língua nas escolas, sobretudo naqueles aspectos que tocam diretamente o desenvolvimento de competências em leitura e em escrita. Mais especificamente, este livro quer tratar de questões ligadas ao ensino da gramática, que, na tradição escolar, tem-se tornado o vetor da atividade pedagógica e, geralmente, sua dificuldade maior. Nesse particular, pretende contribuir para aclarar o entendimento do que seria, no exercício pedagógico do trabalho com a linguagem, uma gramática contextualizada. Irandé Antunes vai enfim reconhecer à gramática seu lugar no ensino, estabelecendo- a como necessária, mas nunca suficiente, ao mesmo tempo em que descortina à escola toda a extensão de sua tarefa político-social.

OS SONÂMBULOS – Como eclodiu a Primeira Guerra Mundial
Christopher Clark – Editora Cia. das Letras

Os sonâmbulos

O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher pelo separatista bósnio Gavrilo Princip foi certamente um dos atos individuais de maior repercussão da história moderna. Atentado terrorista de eficiência impressionante, que ao final atingiu todos os seus objetivos – liberou a Bósnia da dominação dos Habsburgo e criou uma Sérvia forte -, culminou ainda na queda de quatro grandes impérios, na morte de milhões de homens e na efetiva destruição de uma ordem mundial. O que fez uma Europa aparentemente próspera e pacífica tão vulnerável ao impacto desse crime?

Baseado em vasta pesquisa e documentos inéditos, o professor da Universidade de Cambridge Christopher Clark procura reconstruir esse contexto, esclarecendo, enfim, um dos momentos mais controvertidos e mal compreendidos da história.

Numa narrativa transbordante de ação, Clark propõe uma nova abordagem do primeiro conflito bélico a assumir dimensões globais. Em vez de narrar estratégias militares, batalhas ou atrocidades do front, escolhe esmiuçar a complexa rede de eventos, interesses e frágeis equilíbrios de força que levou um grupo de líderes políticos, em geral bem intencionados, a decisões desastrosas, que culminaram numa guerra de violência inaudita.

Sem perder de perspectiva a história de longa duração, Clark acompanha, a partir dos centros nervosos de decisão em Viena, Berlim, São Petersburgo, Paris, Londres e Belgrado, quase minuto a minuto, os eventos-chave para a eclosão do conflito, e compõe um panorama das leituras equivocadas e sinais mal compreendidos que em poucas semanas detonou o conflito.

REFLEXÕES NA ESPERANÇA
Jorge Mario (Francisco) Bergoglio – Edições Loyola

REFLEXÕES NA ESPERANÇA

“As reflexões contidas neste livro foram feitas em diversas ocasiões e a propósito de várias circunstâncias todas elas respondem a apelos de situações concretas, daí a diversidade de temas. E foram feitas com fins apostólicos: pretendem aproximar-se da realidade a partir da vida do Evangelho.”

“A revelação de Deus, a oração, o pecado e a corrupção, a realidade comunitária, o fato histórico dos santos mártires rio-platenses e inclusive a visão filosófica ou a dimensão política da vida são ‘pensados’ na dimensão de esperança. E isso sem forçar a autonomia de cada tema, com a finalidade de estruturá-los na unidade de uma publicação. Daí o seu título: Reflexões na esperança.”

Assim o autor apresentava este volume no início de 1992. O leitor atento descobrirá a profunda coerência dessas reflexões do Pe. Jorge Mario Bergoglio, SJ, com as atitudes e os pronunciamentos do Papa Francisco.

A RELIGIÃO INVISÍVEL
Thomas Luckmann – Edições Loyola

A RELIGIÃO INVISÍVEL

O presente livro é um clássico originalmente publicado nos Estados Unidos em 1967, como desdobramento de “Das problem der Religion”, de 1963. Apenas em 1991, “The Invisible Religion” recebeu uma edição alemã com o título “Die unsichtbare Religion”. Essa edição, agora traduzida para o público brasileiro, está enriquecida com novo Pós-Escrito e com a Apresentação de Hubert Knoblauch, sociólogo da religião da Universidade Técnica de Berlim.

ALIMENTE BEM SUAS EMOÇÕES
Gisela Savioli – Edições Loyola

Alimente bem suas emoções

“Nutriente dá inteligência às nossas emoções.”. Com essa frase, a Dra. Gisela Savioli explica que uma nutrição inadequada, que contenha mais alimentos processados do que comida de verdade, pode alterar nossas emoções. É a diferença de olhar o copo de água pela metade e vê-lo meio cheio ou meio vazio. Em nossa sociedade contemporânea, o estresse é uma realidade que atinge todas as pessoas, independentemente de idade, gênero e classe social, além de ser muito prejudicial à nossa saúde nutricional, pois desvia uma série de vitaminas e minerais de suas rotas metabólicas.

Totalmente fundamentada em literatura científica, a autora apresenta neste livro as últimas pesquisas em nutrição relacionadas com as mais diversas situações do nosso emocional e mostra que uma alimentação extremamente simples, como nossas avós preparavam, pode nos devolver a alegria de viver.

A BELEZA E A DOR – Uma história íntima da Primeira Guerra Mundial
Peter Englund – Editora Cia. das Letras

A beleza e a dor

Nesta história tão ambiciosa quanto original da Primeira Guerra, Peter Englund aborda o conflito a partir de seu aspecto menos explorado, mas talvez mais revelador: a experiência das pessoas comuns – não apenas a tragédia e a dor, mas também o absurdo e mesmo, por vezes, a beleza dessas vidas.

A beleza e a dor não é, assim, um livro sobre o que foi a Primeira Guerra – ou seja, suas causas, seu desenrolar, seu final ou suas consequências -, mas antes sobre como foi esse conflito. O leitor nele não encontrará tantos eventos e processos, mas sim pessoas, impressões, experiências ou estados de ânimo. Uma reconstituição do mundo emocional em primeiro lugar, depois o curso dos acontecimentos.

A narrativa é composta a partir da voz de dezenove indivíduos, todos resgatados do anonimato por meio dos diários e das cartas que Peter Englund usou como fonte primária de sua pesquisa. Entre eles há um jovem da infantaria britânica que pensava em emigrar até que a guerra lhe ofereceu uma “promessa de mudança”; um bem intencionado funcionário público francês de meia-idade que tem sua admiração pela cultura europeia para sempre abalada; um escritor socialista que perdeu a fé na transformação do mundo com a eclosão do conflito; uma garota de doze anos que aguarda ansiosa as vitórias militares, pois elas significam a mudança de rotina na escola.

Alguns viviam no front Oeste, outros nos Bálcãs, outros ainda na África Oriental ou na Mesopotâmia. Dois morrerão, um jamais ouvirá o disparo de um tiro; alguns se tornarão prisioneiros de guerra; outros serão condecorados como heróis. Mas apesar de suas diversas ocupações e destinos, gênero ou nacionalidade, todos estarão unidos por seu envolvimento – voluntário ou não – no grande e terrível conflito que mudou os rumos do século XX.

UMA BREVE HISTÓRIA DA CIÊNCIA
William Bynum – L&PM Editora

Uma breve história da ciência

Este é, na verdade, um livro de aventura – é o que sentimos ao acompanhar os principais episódios da evolução científica e seus protagonistas. Leva os leitores às estrelas por meio do telescópio, quando o Sol substitui a Terra como o centro do universo. Mergulha sob a crosta terrestre, mapeia a evolução da tabela periódica, explica a eletricidade, a gravidade e a estrutura dos átomos. Relata as pesquisas que revelaram a molécula de DNA, abrindo inimagináveis novas perspectivas de exploração genética. Um tesouro para quem se interessa por saber de onde viemos, como chegamos aqui e para onde vamos.

A ciência é uma coisa fantástica. Ela trata de praticamente tudo que há entre o céu e a terra – e muito mais: as distâncias infinitas do espaço, os menores organismos vivos, o corpo humano e a história do nosso planeta. As pessoas sempre fizeram ciência, uma vez que sempre quiseram entender o sentido do mundo. Partindo dos filósofos gregos antigos, passando por Paracelso, Copérnico, Galileu, Descartes, Isaac Newton, Einstein até os cientistas de hoje, homens e mulheres têm imaginado, examinado, experimentado, calculado e feito descobertas tão chocantes que a partir delas a humanidade entende o mundo – e a si mesma – sempre sob novos pontos de vista.

Destacando as surpreendentes histórias dos mais importantes cientistas – tanto os famosos como outros menos conhecidos –,William Bynum, autor britânico de vários livros de divulgação científica, traça o caminho, ao longo dos séculos, do engenho humano aplicado à compreensão e domínio do universo. Ele abre uma janela para a extraordinária e imprevisível natureza da atividade científica e descreve a revolução gerada cada vez que uma ideia desafia outras tidas como certezas imutáveis. Escrito de forma extremamente acessível, este livro fascinará os amantes das exatas por sua capacidade de síntese e surpreenderá todos aqueles para quem o termo “ciência” remete a algo árido e difícil. Um tesouro para quem se interessa por saber de onde viemos, como chegamos aqui e para onde vamos.

ROMA ANTIGA: DE RÔMULO A JUSTINIANO
Thomas R. Martin – L&PM Editora

Roma antiga

A ascensão e a queda de Roma

De um pequeno, pobre e ameaçado povoamento com poucos habitantes, Roma se transformou em um império que se estendeu pela Europa, norte da África e Oriente Médio. A influência romana é igualmente penetrante: conceitos e instituições fundadores da civilização ocidental de hoje lá se originaram. Para desvendar a ascensão e a espetacular queda deste que é considerado por muitos o maior império de todos os tempos, Thomas R. Martin parte do período da fundação de Roma por Rômulo, no século VIII a.C., até o domínio de Justiniano no ano 600 d.C., numa narrativa envolvente e multidisciplinar, que entrelaça história social, política, religiosa e cultural.

O especialista em história greco-romana nos conduz pela fascinante trajetória da Roma Antiga, iluminando as maiores contribuições dessa civilização, como o direito romano, a república, as táticas de guerra, a arte, a literatura, a arquitetura e diversas tecnologias. Os episódios históricos e os grandes protagonistas que povoam o imaginário ligado a Roma – como Júlio César, Cleópatra, Marco Antônio, Calígula, a destruição da cidade pelas mãos de Nero, as guerras púnicas – ajudam a construir uma visão geral de um dos mais pujantes capítulos da humanidade. Como nos melhores livros de História, temos aqui novas luzes sobre o assunto, além de revisitarmos um dos principais berços de nossa civilização.

MUNDO ADENTRO VIDA AFORA
Antonio Bivar – L&PM Editora

Mundo adentro vida afora

As décadas eram as de 60 e 70. No mundo inteiro, viviam-se tempos de Flower Power, Guerra do Vietnã, contracultura, Maio de 68, revolução sexual e as experiências psicodé­licas com o LSD. No Brasil, eram tempos de ditadura, luta
armada e repressão. Com esse pano de fundo, um grupo de jovens, inspirados pelo espírito combativo da época, des­pontava no teatro brasileiro com o que seria chamado de Nova Dramaturgia. Entre eles, Antonio Bivar, que escreveu algumas das mais emblemáticas e premiadas peças do moderno repertório teatral brasileiro.

Em Mundo adentro vida afora: autobiografia do berço aos trinta, Bivar revisita a infância no pacato interior de São Paulo nos anos 40, a adolescência passada nos anos 50, a juven­tude nos turbulentos e interessantes anos 60 até o raiar da década de 70 – com o distanciamento do tempo, mas com a proximidade de quem compartilha suas memórias com o coração aberto.

OS IGNORANTES
Étienne Davodeau – Editora WMF Martins Fontes

Os ignorantes

Étienne Davodeau é autor de HQ e não sabe muita coisa do mundo do vinho. Richard Leroy é vinicultor, quase nunca leu quadrinhos. Durante mais de um ano Étienne foi trabalhar nos vinhedos e na adega de Richard, que, em troca, mergulhou no mundo da HQ. Étienne Davodeau afirma que existem tantas maneiras de fazer um livro quantas de produzir vinho. Ele constata que ambos têm o poder, necessário e precioso, de aproximar os seres humanos. O livro oferece o relato alegre dessas iniciações.

LOS ANGELES – A ARQUITETURA DE QUATRO ECOLOGIAS
Reyner Banham – Editora WMF Martins Fontes

Los Angeles

Reyner Banham examinou o ambiente construído de Los Angeles como nenhum historiador da arquitetura havia feito antes, lançando um novo olhar sobre suas manifestações populares e sua inventividade industrial, bem como sobre seus modos mais tradicionais de construção, expressos em edificações residenciais e comerciais. Sua definição das “quatro ecologias” explora as relações dos angelinos com a praia, as vias expressas, as planícies e as encostas. Banham tomou gosto por essa “cidade do movimento” e identificou-a como um exemplar do futuro pós-urbano.

QUE SEJA EM SEGREDO
Ana Miranda – L&PM Editora

Que seja em segredo

Em Portugal e no Brasil dos séculos XVII e XVIII, a vocação religiosa não era razão determinante para uma mulher ser enviada a um convento. Elas podiam ser enclausuradas por rebeldia, excesso de sensualidade, de intelectualidade, por ter perdido a virgindade ou, simplesmente, pelo status que ter uma filha freira conferia às famílias. Como consequência, casos amorosos com monjas – platônicos e consumados – abundavam; celas e conventos eram ambientes de grande licenciosidade, e até mesmo o rei Dom João V era um “freirático” – aquele que frequenta freiras. Poemas luxuriosos, românticos, por vezes sarcásticos, escritos para e por freiras, em plena Inquisição, documentam tal costume dessa época em que, como poucas, a interdição sexual teve a função de afrodisíaco.

MEDIDA POR MEDIDA – O Direito em Shakespeare
José Roberto de Castro Neves – GZ Editora

Medida por medida

A primeira edição se foi rapidamente. Shakespeare contagia. É o tal raio de luz, de que falou o compositor Berlioz, mencionando como o dramaturgo o arrebatou. Com a obra esgotada, comumente cobravam-me um exemplar. Eis o principal sinal de que o livro merecia uma outra edição.

Com muito prazer, dediquei-me a uma nova e mais detida versão. Voltei às peças com outros olhos. Procurei fontes. Cai de um precipício.

Acrescida de, creio, muitos melhoramentos, a nova edição nasce com a alteração da ordem em que as peças são tratadas, para respeitar a sua cronologia. O leitor, ao acompanhar o caminho do dramaturgo, sentirá o que aconteceu com ele nos 20 anos que separam A Megera Domada de A Tempestade, isto é, entre 1591 e 1611.

Inicia-se com A Megera Domada e as peças “de sangue”, como Tito Andrônico e Ricardo III, que marcam o início da carreira do dramaturgo. Depois, entra-se na fase adolescente do Bardo, com Romeu e Julieta e O Mercador de Veneza. Adiante, vê-se a maturidade do autor, com Henrique V, Júlio César e Hamlet. Em seguida, mergulha-se nas peças misteriosas (também chamadas de “peças problema”), como Medida por Medida e Tudo Está Bem Quando Acaba Bem, e as grandes tragédias, como Otelo, Rei Lear e Macbeth. Por fim, Shakespeare faz as pazes com o mundo em O Conto de Inverno e A Tempestade.

Acredito que o leitor compreenderá melhor o caminho percorrido por Shakespeare se seguir a ordem na qual as peças foram escritas. Será como compreender o que ocorreu com os Beatles entre Please Please Me e Abbey Road.

Depois de publicada a primeira edição, fui convidado inúmeras vezes para falar sobre o tema. Ao começar minha exposição, tinha necessidade de mencionar os motivos pelos quais se deve cultivar o hábito da leitura (e, claro, aí incluída a leitura de Shakespeare). Acresci essa reflexão num último capítulo desta edição.

Shakespeare é uma paixão irredimível. Cada leitura proporciona uma renovação. Espero que os leitores se divirtam.

AS LENDAS DA AMAZÔNIA E O DIREITO
Georgenor de Sousa Franco Neto (Organização) – GZ Editora

As lendas da Amazônia e o Direito

A obra retrata uma forma nova e singular de estudar o Direito. Aprender que os índios, por suas lendas multisseculares, aplicavam o que hoje é Direito positivo, em cada uma das histórias que, por tradição oral, chegaram aos nossos dias. É, por igual, uma forma completamente inédita de conhecer a Amazônia. Evidente que as lendas foram se alterando no andar dos séculos, e, nesta obra, foi feita a sua adequação do Direito vigente no Brasil, buscando, tanto quanto possível, encontrar os traços de proximidade entre a lenda e a lei.

OS ÚLTIMOS DIAS DE JOHN F. KENNEDY
Bill OReilly e Martin Dugard – Editora L&PM

OS ÚLTIMOS DIAS DE JOHN F. KENNEDY

John Fitzgerald Kennedy passou para a história como o homem mais poderoso do mundo que teve um caso amoroso com a sex symbol Marilyn Monroe e cuja cabeça foi alvejada em público durante um passeio em carro aberto em Dallas, Texas, em novembro de 1963. Durante muito tempo estes fatos imortalizados em imagens nublaram o entendimento sobre a vida, os desafios, as fraquezas e o real legado de Kennedy.

Neste livro, que vendeu dois milhões de cópias nos Estados Unidos e que foi publicado em mais de vinte países, o apresentador televisivo e comentarista Bill O’Reilly e o escritor Martin Dugard recuperam a trajetória do 35º presidente americano, cujos três anos incompletos de mandato, durante a Guerra Fria, influenciaram de forma crucial a geopolítica internacional. Vemos o Kennedy jovem historiador que ganhou o prêmio Pulitzer por seu livro de perfis de políticos, o filho de saúde débil que foi alçado à carreira política pelo pai, o jovem intelectualizado que se apaixonou pela culta Jacqueline, o grande orador cujo “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país” seria lembrado por décadas a fio, o administrador de pouca experiência que no primeiro ano de mandato tomou uma decisão equivocada na invasão da Baía dos Porcos – quase detonando uma terceira guerra mundial –, o homem de temperamento controlado que conseguiu evitar o pior na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, e o liberal que apoiou o movimento dos direitos civis num país onde ainda vigia a segregação racial e que, por outro lado, ordenou alguns dos primeiros movimentos da Guerra do Vietnã.

Num texto que se lê num só fôlego, os autores dão vida a uma época turbulenta, e é sobre o pano de fundo desse período que se ergue a figura de Kennedy por eles pintada, em toda sua humanidade.

GEOGRAFIA POP: o cinema e o outro
Leonardo Name – Editora Apicuri

Geografia pop

O livro aborda uma geografia que está em toda parte e que é uma geografia pop, porque se refere à cultura de massa, contida em objetos acessíveis a uma parcela significativa da população mundial, reprodutível em grande escala, mesmo que de forma efêmera. Leonardo Name se debruça criticamente sobre as narrativas geo-históricas com base no eurocentrismo e numa visão de mundo hierárquica apoiada em ideias de raça e paisagem, que se perpetuaram no tempo e se difundiram pelo espaço, sendo os filmes seus propagadores mais contundentes. Um modo de viajar, tanto quanto a literatura, o cinema nos proporciona o deslocamento, ainda que efêmero, no tempo da leitura do filme, permite reelaborar memórias, viver tensões, polarizações, contrastes e utopias. Movimento, jogo de espaços-tempo e lugares-momento são, portanto, a chave evidente para a leitura de Geografia pop: o cinema e o outro.

A GRANDE RUPTURA: como a crise climática vai acabar com o consumo e criar um novo mundo
Paul Gilding – Editora Apicuri

A grande ruptura

É hora de deixarmos de lado nossas preocupações apenas com o desequilíbrio climático, até porque ele se tornou inevitável, e nos prepararmos para algo mais grave: o impacto que a crise do consumo terá em nossa vida. Quando em 2005 o veterano ambientalista Paul Gilding prenunciou uma recessão global econômica e ambiental, a reação foi de descrença. Três anos depois, a crise financeira de 2008 mostrou que o mercado já não parecia tão invencível: as bolsas de valores experimentaram uma volatilidade sem precedentes, um grande número de países esteve à beira da insolvência e, para rematar, o preço dos alimentos sofreu elevações históricas, enquanto dramáticas mudanças ecológicas varriam o cenário seguro das metrópoles. Lançando luz sobre um tema mais do que urgente e provocando discussões quando afirma que chegamos ao fim da trilha do crescimento econômico, A Grande Ruptura se apoia no estilo inovador e lúcido de Gilding para nos alertar que não serão meros créditos de carbono ou combustíveis alternativos a solução para esta crise que nos espreita, mas sim uma intensa conscientização que envolve repensar nossos hábitos de consumo e nossos modelos sociais, políticos e econômicos. Afinal, por mais improvável que possa parecer, existe, sim, vida depois do consumismo.

O REGIME MILITAR EM FESTA
Adjovanes Thadeu Silva de Almeida – Editora Apicuri

O regime militar em festa

O autor observa o período do Regime Militar brasileiro por um viés original: as festividades relacionadas ao aniversário de 150 anos da Independência do Brasil, em 1972, durante o governo de Emílio Garrastazu Médici. O autor examina o conceito de comemoração em outros países e, em seguida, parte para a exposição e análise dos diferentes eventos organizados pela ditadura militar. São investigados a inauguração da nova sede do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no Rio de Janeiro, as festividades esportivas (partidas de futebol e maratonas), as festividades oficiais e, por fim, o sepultamento dos restos mortais de d. Pedro I, cedidos pelo governo português, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

1964: O GOLPE
Flávio Tavares – Editora L&PM

1964 o golpe

A queda foi rápida, mas a conspiração foi longa: o golpe de 1964 nasceu nos EUA.

Livro que esmiúça a participação do governo dos Estados Unidos no golpe que levou à mais longa ditadura da nossa História e reconstrói sua gestação. Aqui estão as tramas secretas, os conluios e as tramoias com que a esquerda e a direita disputavam o controle do poder político e econômico, à sombra das pressões de Washington sobre o Brasil e a América Latina, em plena Guerra Fria.

Flávio Tavares foi um observador atento a tudo isso. Como jornalista político em Brasília nos anos 1960, acompanhou passo a passo os acertos ou desacertos do governo João Goulart e conviveu com os com os principais personagens civis e militares da época. No dia 1º de abril de 1964, no Palácio do Planalto, testemunhou os derradeiros momentos do presidente Jango já em fuga e, agora, revela segredos guardados durante meio século. Mais ainda: 1964: o golpe reconstrói tudo em minúcias e revela como os Estados Unidos financiaram e apoiaram a conspiração, mobilizando até a frota naval pelo Atlântico, na Operação Brother Sam, em apoio aos golpistas. E como depois exigiram do Brasil uma milionária “indenização” pelo deslocamento da esquadra.

Os documentos do governo dos Estados Unidos, aqui mencionados ou transcritos na íntegra, mostram como as fantasias do embaixador norte-americano exacerbaram os medos dos conservadores brasileiros e construíram o golpe ao longo de dois anos e meio.

1964: GOLPE OU CONTRAGOLPE?
Hélio Silva – Editora L&PM

1964_GOLPE OU CONTRAGOLPE

Este livro é um registro fundamental da história recente de nosso país.

Hélio Silva, autor do monumental Ciclo de Vargas – que conta em dezesseis volumes a história republicana brasileira, da proclamação em 1889 até o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954 –, faz, aqui, com a autoridade de um dos maiores historiadores deste país, o raio X do golpe que mudou o Brasil.

1964: Golpe ou contragolpe? é justamente um complemento ao Ciclo de Vargas. O livro apresenta fatos que se interpenetram com os volumes da série, personagens comuns, novos e antigos protagonistas, herdeiros de velhas tradições, sempre tendo como foco o Golpe de 1964. Hélio Silva recupera com isenção e fidelidade as minúcias da preparação, da eclosão e os primeiros movimentos de uma ditadura que mergulharia o país em um longo período de obscurantismo, perseguições, desprezo às liberdades individuais e aos direitos dos cidadãos.

Rigoroso na exposição dos fatos, isento no tratamento das personalidades que fizeram a história, Hélio Silva se eleva acima dos vencedores e vencidos para descrever os fatos como eles se passaram, sustentado por copiosa documentação. Como destaque deste livro, há também preciosos depoimentos de personagens diretamente envolvidos nos acontecimentos.

Hélio Silva foi narrador, personagem e testemunha desta história. Com a autoridade de um intelectual que, no dizer de Antônio Houaiss, foi “dos mais destacados entre os estudiosos brasileiros (do que quer que seja) e merece a consagração de todos os seus compatriotas”.

MISTÉRIOS NÓRDICOS
Mirella Faur – Editora Pensamento

Mistérios nórdicos

Em Mistérios Nórdicos, Mirella Faur apresenta conhecimentos amplos e profundos dos aspectos históricos, mitológicos, cosmológicos e mágicos das antigas tradições nórdicas que propiciam ao leitor – principiante ou avançado – o embasamento necessário para que ele se beneficie dos segredos ocultos da simbologia rúnica. Mais do que um oráculo ou simples sinais fonéticos de um esquecido alfabeto, as runas auxiliares na avaliação e solução de problemas e permitem, àquele que se empenhar em seu estudo, o autoconhecimento, a ampliação da consciência e a evolução espiritual, sem a necessidade de pertencer a um grupo ou de ser orientado por um mestre. Ao alternar informações teóricas com práticas, a autora não apenas aponta as mais comuns distorções e falhas conceituais com relação ao tema, mas também apresenta de maneira clara e didática assuntos complexos como:

– A história, a cosmologia, a mitologia, as tradições e celebrações do mundo nórdico
– As origens, a classificação e a evolução dos diversos sistemas rúnicos
– A ligação das runas com os arquétipos divinos, seres sobrenaturais e protetores espirituais
– Os fundamentos e exemplos de meditações, visualizações, projeções astrais e práticas mágicas
– Confecção e consagração do oráculo rúnico, de talismãs e escudos de proteção
– Aplicações práticas e mágicas dos múltiplos significados rúnicos na divinação
– A criação de espaços sagrados para a realização de leituras, práticas mágicas e rituais
– A Compreensão dos efeitos atuais de causas passadas, de maneira que possamos fazer as escolhas certas no presente e evitar a repetição de erros no futuro.

O HOMEM MAIS LÚCIDO DO BRASIL– as melhores frases de Roberto Campos
Aristóteles Drummond (org) – Livraria Resistência Cultural Editora

O homem mais lúcido do Brasil

O homem mais lúcido do Brasil – as melhores frases de Roberto Campos, organizado por Aristóteles Drummond, prefaciado por Ives Gandra da Silva Martins, traz depoimentos exclusivos de Ernane Galvêas, Francisco Mussnich, J. O. de Meira Penna e Rodrigo Constantino, além de uma importante carta de Roberto Campos a Tancredo Neves – que teria feito com que o político mineiro, então em campanha presidencial, mudasse sua posição sobre aspectos da economia nacional – e o seu discurso de estreia no Senado da República, em 1983, um clássico de nossa oratória parlamentar.

Esta charmosa edição de bolso em capa dura é uma justa homenagem da Livraria Resistência Cultural Editora e do Expresso Liberdade ao grande Roberto Campos. Quase 500 frases de pura verve.

ATLÂNTICO: a história de um oceano
Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves e Karl Schurster (orgs.) – Editora Civilização Brasileira

Atlântico: a história de um oceano

Organizado pelos historiadores Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves de Almeida — professores e pesquisadores da Escola de Guerra Naval — e Karl Schurster — professor da Universidade de Pernambuco —, este livro é uma compilação de estudos que, da Antiguidade Clássica até o século XXI, abordam de forma pormenorizada aspectos históricos, políticos e militares do oceano Atlântico. E por que o Atlântico? O oceano, com seus 106.400.000 quilômetros, deveria, conforme os manuais de geografia, “separar” a Europa das Américas e estas da África. Contudo, desde a Antiguidade, os nautas sabem que oceanos não separam; na verdade, unem terras e gentes. Com o Atlântico não é diferente. Após a longa hegemonia do Mar Mediterrâneo, o Atlântico tornou-se, por quase mil anos, a rota dos povos. Desde a conquista árabe, os jovens estados da Europa Ocidental e seus mercadores e missionários entenderam que o oceano era a única via livre de navegação.

NARRAÇÃO E NORMATIVIDADE – Ensaios de Direito e Literatura
Judith Martins Costa (Organização) – GZ Editora

Narração e normatividade

Este livro trata das relações entre Direito e Literatura, examinando se os textos literários podem (e até que ponto podem) auxiliar a compreender a doutrina jurídica como expressão de mentalidade e elemento formador do Nomos, o universo normativo em que vivemos. Impulsionados por obras clássicas da Literatura – de Sófocles aos contos borgianos, das tragédias shakesperianas a Alice no País das Maravilhas, de Proust a Dyonélio Machado – os co-autores deste livro, buscam saber o que há por detrás dos grandes conceitos com que laboram as leis e a doutrina: culpa e família, contrato e tempo, risco e mercado, dívida e crédito, propriedade e personalidade, âncoras que fixam as narrativas literárias e as jurídicas, porque o universo normativo é, também, um universo narrativo: normatizar é inseparável do narrar.

ESPAÇOS DA DEMOCRACIA
Iná de Castro, Juliana Nunes Rodrigues & Rafael Winter Ribeiro – Editora Bertrand Brasil

Espaços da democracia

O espaço é, por excelência, o lugar da política, e esta não pode ser pensada sem ele.

Democracia e geografia têm um encontro marcado em Espaços da democracia – Para a agenda da geografia política contemporânea. Se o espaço é, por excelência, o lugar da política, que não existe no vazio da imaginação, a democracia é a política em sua forma mais pura, é a possibilidade de convívio dos indivíduos livres e diferentes, porém tornados iguais pela lei.

A geografia, por sua vez, constitui o viés analítico que busca compreender a ordem espacial que resulta dessas relações. Tecem-se, assim, discussões acerca das muitas possibilidades de encontro da geografia com a política e sua expressão na territorialidade democrática.

Embora realizado principalmente por geógrafos, o livro não é voltado apenas para esses profissionais. Na realidade, trata-se de uma obra destinada a todos aqueles que se preocupam com a espacialidade da política em geral e da democracia em particular, e também é voltada para professores e estudantes de geografia e de ciências sociais.

Ao trazer contribuições de geógrafos para pensar a democracia, o livro pretende não só trazer este tema para a agenda da geografia, mas também provocar o debate com os demais campos do conhecimento que se preocupam com a política, além de incluir nele a perspectiva geográfica.

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