Dicas de Livros: Não Ficção


O HOMEM MAIS LÚCIDO DO BRASIL– as melhores frases de Roberto Campos
Aristóteles Drummond (org) – Livraria Resistência Cultural Editora

O homem mais lúcido do Brasil

O homem mais lúcido do Brasil – as melhores frases de Roberto Campos, organizado por Aristóteles Drummond, prefaciado por Ives Gandra da Silva Martins, traz depoimentos exclusivos de Ernane Galvêas, Francisco Mussnich, J. O. de Meira Penna e Rodrigo Constantino, além de uma importante carta de Roberto Campos a Tancredo Neves – que teria feito com que o político mineiro, então em campanha presidencial, mudasse sua posição sobre aspectos da economia nacional – e o seu discurso de estreia no Senado da República, em 1983, um clássico de nossa oratória parlamentar.

Esta charmosa edição de bolso em capa dura é uma justa homenagem da Livraria Resistência Cultural Editora e do Expresso Liberdade ao grande Roberto Campos. Quase 500 frases de pura verve.

ATLÂNTICO: a história de um oceano
Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves e Karl Schurster (orgs.) – Editora Civilização Brasileira

Atlântico: a história de um oceano

Organizado pelos historiadores Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves de Almeida — professores e pesquisadores da Escola de Guerra Naval — e Karl Schurster — professor da Universidade de Pernambuco —, este livro é uma compilação de estudos que, da Antiguidade Clássica até o século XXI, abordam de forma pormenorizada aspectos históricos, políticos e militares do oceano Atlântico. E por que o Atlântico? O oceano, com seus 106.400.000 quilômetros, deveria, conforme os manuais de geografia, “separar” a Europa das Américas e estas da África. Contudo, desde a Antiguidade, os nautas sabem que oceanos não separam; na verdade, unem terras e gentes. Com o Atlântico não é diferente. Após a longa hegemonia do Mar Mediterrâneo, o Atlântico tornou-se, por quase mil anos, a rota dos povos. Desde a conquista árabe, os jovens estados da Europa Ocidental e seus mercadores e missionários entenderam que o oceano era a única via livre de navegação.

ESPAÇOS DA DEMOCRACIA
Iná de Castro, Juliana Nunes Rodrigues & Rafael Winter Ribeiro – Editora Bertrand Brasil

Espaços da democracia

O espaço é, por excelência, o lugar da política, e esta não pode ser pensada sem ele.

Democracia e geografia têm um encontro marcado em Espaços da democracia – Para a agenda da geografia política contemporânea. Se o espaço é, por excelência, o lugar da política, que não existe no vazio da imaginação, a democracia é a política em sua forma mais pura, é a possibilidade de convívio dos indivíduos livres e diferentes, porém tornados iguais pela lei.

A geografia, por sua vez, constitui o viés analítico que busca compreender a ordem espacial que resulta dessas relações. Tecem-se, assim, discussões acerca das muitas possibilidades de encontro da geografia com a política e sua expressão na territorialidade democrática.

Embora realizado principalmente por geógrafos, o livro não é voltado apenas para esses profissionais. Na realidade, trata-se de uma obra destinada a todos aqueles que se preocupam com a espacialidade da política em geral e da democracia em particular, e também é voltada para professores e estudantes de geografia e de ciências sociais.

Ao trazer contribuições de geógrafos para pensar a democracia, o livro pretende não só trazer este tema para a agenda da geografia, mas também provocar o debate com os demais campos do conhecimento que se preocupam com a política, além de incluir nele a perspectiva geográfica.

OS CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA PESQUISA SÓCIO-ESPACIAL
Marcelo Lopes de Souza – Editora Bertrand Brasil

Os conceitos fundamentais da pesquisa sócio-espacial

Os conceitos fundamentais da pesquisa sócio-espacial, de Marcelo Lopes de Souza, apresenta e discute alguns conceitos importantes sobre o tema, interligando-os entre si à medida que a exposição avança, e sempre com a preocupação de inscrevê-los em uma dinâmica de construção do objeto que distingue, mas não separa o espaço das relações sociais.

A presente obra se pretende uma simples introdução. Entretanto, por incrível que pareça, mesmo conceitos básicos não estão isentos de controvérsias. Muitos, praticamente todos, são objeto de interpretações concorrentes.

O espírito do livro é o de iluminar o espaço recorrendo às relações sociais, e estas recorrendo-se ao espaço, em uma dialética sem fim. Trata-se, por isso, de trabalhar conceitos com a mente voltada para a pesquisa sócio-espacial, e não apenas para a radiografia de formas ou estruturas socioespaciais. , o livro pretende não só trazer este tema para a agenda da geografia, mas também provocar o debate com os demais campos do conhecimento que se preocupam com a política, além de incluir nele a perspectiva geográfica.

GUERRA CIVIL ESPANHOLA
Helen Graham – Editora L&PM

Guerra civil espanhola

A Guerra Civil Espanhola começou com um golpe militar. Mas quando as tropas lideradas pelo general Francisco Franco rebelaram-se contra o governo republicano, o impacto foi muito além de um choque entre diferentes ideologias. O conflito resultante influenciou o curso da política, da sociedade e da cultura, dentro e fora da Espanha. A ascensão do fotojornalismo na década de 30 permitiu que a guerra fosse a primeira a ser documentada através de imagens. Porém, mesmo com estes registros, várias questões acerca do conflito permanecem controversas. Helen Graham, professora de História Espanhola da Universidade de Londres, esclarece suas causas e consequências, examinando as cicatrizes que a guerra deixou na vida de centenas de pessoas e na história de toda a Europa.

A ARTE DE ESCREVER
Arthur Schopenhauer – Editora L&PM

A arte de escrever

Nesta antologia de ensaios recolhidos de Parerga e Paralipomena, o leitor vai encontrar textos que trazem as mais ferinas, entusiasmadas e cômicas reflexões acerca do ofício do próprio Scho­penhauer, isto é, o ato de pensar, a escrita, a leitura, a avaliação de obras de outras pessoas, o mundo erudito como um todo. São eles: “Sobre a erudição e os eruditos”, “Pensar por si mesmo”, “Sobre a escrita e o estilo”, “Sobre a leitura e os livros” e “Sobre a linguagem e as palavras”.

Embora redigidos na primeira metade do século XIX, estes ensaios, ao tratar sobre o mundo das letras, os vícios do pensamento humano, as armadilhas da escrita e da crítica, continuam válidos – hoje talvez mais do que nunca. E, marca personalíssima do autor, são modernos, pulsantes de vida, de inteligência e de humor.

GETÚLIO – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)
Lira Neto – Editora Cia das Letras

GETÚLIO - Do governo provisório à ditadura do Estado Novo

Amparado por uma minuciosa pesquisa em acervos nacionais e estrangeiros, que incluiu documentos públicos e pessoais, diários, jornais, correspondências, gravações e filmes do período, Lira Neto mostra como e por quê, para bem ou para mal, Getúlio Vargas foi “a maior figura política do Brasil no século XX”, na expressão do historiador Boris Fausto.

Logo depois da conquista do poder federal, em outubro de 1930, Getúlio se viu diante do complexo desafio de promover sua ambiciosa agenda de reformas ao mesmo tempo em que precisava neutralizar, como um jogador de xadrez paciente, os movimentos da oposição interna e externa ao regime. Diversas facções políticas insatisfeitas, especialmente os “reacionários” de São Paulo, insistiam em questionar a autoridade do todo-poderoso líder gaúcho.

Com a Constituinte de 1934 – concessão provisória às aparências democráticas – e a recondução por eleição indireta ao Catete, Getúlio na realidade consolidou sua supremacia pessoal sobre as frágeis instituições políticas do país. O presidente forjava com sua figura roliça e bonachona, sempre de charuto e vestido em ternos de linho de impecável apuro, a imagem impoluta de “pai dos pobres”. À maneira de um monarca absoluto dos novos tempos, era a própria encarnação do Poder, difundida massivamente em palavras e imagens pela publicidade oficial.

Após o breve interlúdio democrático, o golpe do Estado Novo em 1937 reinstituiu a ditadura aberta, inspirada no salazarismo e no fascismo italiano. A guinada autoritária, justificada pela necessidade de esmagar a subversão comunista, teve o respaldo da hierarquia militar e da poderosa Ação Integralista Brasileira, de extrema-direita. O experiente caudilho, no entanto, optou por prescindir da organização de massas que em última análise fragilizaria sua autoridade pessoal, e baniu todas as agremiações políticas, inclusive a AIB. A frustrada vingança integralista, com o assalto ao Palácio Guanabara em maio do ano seguinte, deu ensejo a mais repressão política, dirigida pelo sinistro chefe de polícia do Distrito Federal, Filinto Müller.

No plano externo, a eclosão da Segunda Guerra Mundial marcou a reaproximação de Getúlio com as potências aliadas e, internamente, a decadência do regime estadonovista. Mas a contradição de lutar pela democracia na Europa e exercer o poder ditatorial no Brasil acabaria minando a sustentação de Getúlio nos quartéis. Em novembro de 1945, o general Góes Monteiro, seu antigo colaborador, liderou a rebelião militar que encerrou os primeiros quinze anos de Getúlio no Palácio do Catete.

A SEGUNDA GUERRA FRIA: Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos
Olavo de Carvalho – Editora Civilização Brasileira

A SEGUNDA GUERRA FRIA

Com base nas mais diversas fontes de informação, o renomado cientista político Moniz Bandeira analisa os acontecimentos que desde a dissolução do bloco socialista e a desintegração da União Soviética abalaram os países da Eurásia e ainda convulsionam o Oriente Médio e a África do Norte. Em A segunda Guerra Fria, o autor defende a tese de que os Estados Unidos continuam a implementar a estratégia da full spectrum dominance (dominação de espectro total) contra a presença da Rússia e da China naquelas regiões. “Importante contribuição da obra de Moniz Bandeira é a revelação documentada de que as revoltas da Primavera Árabe não foram nem espontâneas e ainda muito menos democráticas, mas que nelas tiveram papel fundamental os Estados Unidos, na promoção da agitação e da subversão, por meio do envio de armas e de pessoal, direta ou indiretamente, através do Qatar e da Arábia Saudita”, afirma o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que assina o prefácio do livro. Moniz Bandeira aprofunda, desdobra e atualiza as questões apresentadas em outro livro de sua autoria – Formação do Império Americano (Da guerra contra à Espanha à guerra no Iraque), lançado em 2005. “Em face das revoltas ocorridas na África do Norte e no Oriente Médio a partir de 2010, julguei necessário expandir e atualizar o estudo. Tratei de fazê-lo, entre e março e novembro de 2012, em cima dos acontecimentos, isto é, ainda quando a história fluía, sempre se renovando, passando, como as águas de um rio”, afirma o autor. Considerado o mais importante especialista brasileiro em relações internacionais, Moniz Bandeira faz uma análise da situação do Brasil na conjuntura internacional. Ele fala sobre o surgimento de possíveis obstáculos para a formação de um bloco sul-americano e faz alertas, como a necessidade de deter a evasão de divisas promovida pelos capitais especulativos e a necessidade de o país ter competência militar para se defender e dissuadir.

DIÁRIO DE UM PERFUMISTA
Jean-Claude Ellena – Editora Record

DIÁRIO DE UM PERFUMISTA

Em relatos íntimos e espontâneos, o perfumista da Hermés, Jean-Claude Ellena, registra o seu cotidiano invejável. Em seu escritório em Cabris, Ellena se inspira, responde e-mails, concede entrevistas e recebe informes comerciais que dizem respeito a suas criações. Como optou por se afastar dos centros de decisão das empresas (uma forma de estimular a criatividade, estando mais perto da natureza), lida com a solidão de maneira produtiva. A complexidade de seu trabalho — muitas vezes a fórmula de um perfume tem mais de duzentos ingredientes — demanda sensibilidade, testes, leituras e estímulos.

Ellena arrebata o leitor com sua erudição e simplicidade, com suas histórias de como ingressou na carreira de perfumista, suas viagens, memórias familiares e outras tantas lembranças poéticas. E nos surpreende ao relatar como consegue resultados que fisgam as pessoas com seus perfumes atemporais, em uma sociedade que corre atrás do tempo e da renovação incessante da moda. Ellena trata o perfume como um objeto de arte, como uma emoção, uma fugacidade que dura o tempo de uma respiração. Em uma analogia com o haicai, define o perfume como “um repentino arrebatamento na direção do imprevisível”.

Acompanhado de um maravilhoso Breviário de aromas, um convite a justapor os materiais que, em conjunto, produzirão a ilusão do jasmim, da pera ou do algodão-doce, seu Diário de um perfumista é um elogio à intuição, à curiosidade e à imaginação.

Desde 2004, Jean-Claude Ellena é perfumista exclusivo da maison Hermès. Vive e trabalha na região montanhosa de Grasse, onde concebe seus perfumes em seu ateliê de Cabris.

O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER IDIOTA
Olavo de Carvalho – Editora Record

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Os 193 artigos e ensaios de Olavo de Carvalho, organizados por Felipe Moura Brasil em O mínimo que você precisa saber para não ser idiota, são uma pequena parcela dos textos assinados pelo filósofo em diversos veículos da imprensa brasileira entre 1997 e 2013. Com originalidade e veemência, o autor reflete sobre temas do dia a dia, analisa as notícias, o que nelas fica subentendido e procura entender o que se passa na cabeça do brasileiro.

Da juventude à maturidade, da economia à cultura, da ciência à religião, da militância à vocação, do regime militar ao petismo de Lula e Dilma, do governo de George W. Bush ao de Barack Obama, entre outros muitos temas são alvo do olhar arguto do autor. Os assuntos não se esgotam em si mesmos e fornecem elementos para a compreensão dos demais.

“Este livro, no entanto, não é uma simples compilação de artigos, mas sim uma compilação de temas essenciais – todos eles renegados à obscuridade no país -, sobre os quais os artigos vêm lançar luz, importando para a seleção menos a data e o veículo em que foram publicados do que o potencial de cada um iluminar esses temas”, afirma o organizador.

Sem didatismo, mas com o intuito de ser educativo O mínimo que você precisa saber para não ser idiota é um convite para conhecer a obra de de Olavo de Carvalho.

PSICOLOGIA, CULTURA E HISTÓRIA: Perspectivas em diálogo
Marina Massimi (organizadora) – Editora Outras Letras

Psicologia, cultura e história

Originários do XIII Simpósio de Intercâmbio Científico em Psicologia da Anpepp, os cinco artigos contribuem para a discussão acerca dos processos de subjetivação e de suas relações com as culturas. Uma coletânea que auxiliará ao ensino de graduação em História da Psicologia, Psicologia, Psicologia Social e Psicologia da Cultura e aos apreciadores dos vários percursos e interpretações do pensamento psicológico.

O MAIS LONGO DOS DIAS
Cornelius Ryan – Editora LP&M

O mais longo dos dias

No famoso Dia D (6 de junho de 1944), milhares de soldados de várias nacionalidades, organizados na chamada operação Overlord, furaram o paredão alemão desembarcando pelo Mar do Norte na costa da Normandia, na França ocupada pelos nazistas. Começava a liberação da Europa e a derrota das forças do Eixo (Alemanha, Japão e Itália); chegava ao fim o sonho delirante de Hitler de subjugar o mundo. Uma das mais sangrentas e emblemáticas batalhas já travadas, recriada em toda a sua expectativa, nervosismo, glória e horror.

Cornelius Ryan foi um dos mais proeminentes correspondentes de guerra do seu tempo. Esteve presente no Dia D e acompanhou o avanço das Forças Aliadas na França e na Alemanha. Com aquilo que presenciou e outros relatos de primeira mão, além de relatórios oficiais, escreveu O mais longo dos dias, sua obra-prima, publicada originalmente em 1959 e levada às telas do cinema em 1962, numa superprodução que emocionou as plateias de todo o mundo.

MARTHA MEDEIROS: 3 EM 1
Martha Medeiros – Editora LP&M

Marta Medeiros

Reunindo os livros de crônica Montanha-russa, Coisas da vida e Feliz por nada, o presente volume traz ao leitor uma parte significativa da obra de uma das mais reconhecidas escritoras da atualidade no Brasil. Abrangendo dez anos de textos publicados nos principais veículos de imprensa do país a partir de 2001, Martha Medeiros 3 em 1 possibilita aos leitores acompanhar a trajetória desta autora que tão bem reflete as angústias e as alegrias de viver. Uma coisa não muda, porém, do primeiro ao último texto: o estilo inteligente e o deleite da leitura.

A coleção 3 em 1 reúne num só volume três grandes obras de autores consagrados. Abrangendo teatro, romance, conto, poesia, crônicas e ensaios, cada título proporciona ao leitor prazer, conhecimento e belos textos. Para quem não se contenta com pouco.

MANUAL DE PRÁTICA PENAL
Felipe Vieites Novaes & Rodrigo Bello – Editora Forense

Manual de prática penal

Este Manual de Prática Penal, escrito por professores com larga experiência em cursos preparatórios para Exames da OAB e concursos públicos, traz o conteúdo exigido no Exame, fornecendo importantes ferramentas para auxiliar o candidato na busca da solução dos problemas e questões discursivas, de forma fácil e rápida.

A obra apresenta aos leitores os mandamentos básicos para aprovação – dicas que são fruto da vivência dos autores junto a milhares de alunos. Em seguida, aborda os temas fundamentais de Direito Penal e Processual Penal que se deve dominar para ser bem-sucedido na prova.

São expostos, ainda, casos práticos, procedimentos, diversos modelos de peças prático-profissionais e orientações precisas sobre como identificar a peça correta, os critérios de correção da banca no Exame de Ordem, o que é permitido e vedado durante a prova.

Os modelos de peças prático-profissionais são de fácil compreensão e mostram-se úteis, inclusive aos profissionais da área jurídica.

Merecem destaque os comentários às questões formuladas pela FGV para Exames de 2.ª fase, com gabarito oficial, além de outras inéditas elaboradas pelos autores, igualmente com respostas.

Adotou-se nesta obra uma metodologia simples e eficiente, com diversos quadros explicativos, fluxogramas, impressão em duas cores e modelos de peças com tratamento gráfico diferenciado para otimizar o estudo.

EMPRESA, DIREITO E ECONOMIA
Cássio Machado Cavalli – Editora Forense

Empresa, Direito e Economia

Esta obra tem por objetivo investigar a influência que um dado teórico econômico exerce na elaboração de um conceito de empresa juridicamente relevante e operacionalizável no direito comercial brasileiro contemporâneo.

Seu propósito consiste em, por um lado, identificar de que modo as formas de construção das relações entre direito e economia dificultam a consecução da tarefa de elaborar um conceito jurídico de empresa, e, de outro lado, identificar alternativas possíveis para a reimpostação do problema que auxiliem na elaboração de um conceito de empresa juridicamente relevante e operacionalizável a partir do dado teórico econômico.

A CONSTRUÇÃO JURISPRUDENCIAL DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE EMPRESAS
Luiz Roberto Ayoub & Cássio Machado Cavalli – Editora Forense

A construção jurisprudencial da recuperação judicial de empresas

Esta obra, de extraordinário valor, tem como características a erudição e a atualidade dos temas analisados, neste momento em que a Nova Lei de Falências e de Recuperação de Empresas (Lei 11.101/2005) completa oito anos de vigência. (…)

Os autores destacam que a Nova Lei de Falências e de Recuperação de Empresas adotou os seguintes princípios basilares: preservação da empresa; separação dos conceitos de empresa e de empresário, recuperação das sociedades e empresários recuperáveis; retirada do mercado de sociedades ou empresários não recuperáveis, proteção aos trabalhadores, redução do custo do crédito no Brasil, celeridade e eficiência dos processos judiciais, segurança jurídica e a participação ativa dos credores.

DESTRONANDO O REI – Como os brasileiros da InBev compraram a Budweiser, maior cervejaria americana, um símbolo nacional
Julie MacIntosh – Odisséia Editorial

Destronando o rei

Publicado em inglês no final de 2011, Destronando o Rei é um fascinante estudo de caso, tendo entre os principais protagonistas o mesmo trio de empresários brasileiros cuja trajetória foi contada no livro Sonho Grande (2013), que formaram, a partir da Cervejaria Brahma, o maior grupo internacional fabricante de cervejas; a AB-InBev.

No final de 2008, bancos, advogados e um reduzido grupo de executivos da InBev trabalhavam em sigilo absoluto no plano de compra que transformaria a empresa resultante da combinação entre InBev e AB (Anheuser-Busch) em uma das quatro maiores empresas de consumo do mundo, atrás dos colossos Procter & Gamble, Coca-Cola e Nestlé.

A compra de um símbolo do capitalismo americano não seria apenas o maior negócio já fechado pelos brasileiros à frente da InBev, como transformaria de forma incontestável Carlos Brito, Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira nos empresários brasileiros com maior alcance global.

Tudo parecia estar sob controle até que o segredo vazou para o mundo no dia 23 de maio, quando o blog Alphaville, do jornal inglês Financial Times, publicou na internet a informação de que a InBev preparava uma oferta de 46 bilhões de dólares pela centenária companhia americana. A aquisição foi concluída por 52 bilhões de dólares, o maior valor pago por uma empresa de consumo até então.

O Rei mencionado no título é o rei das cervejas, o grupo Anheuser-Busch, dono da cervejaria mais poderosa da América, o fabricante da Budweiser. Este livro conta a história da operação de aquisição comandada pelo o grupo de brasileiros à frente da InBev, a cervejaria belgo-brasileira.

Um timing perfeito e uma série de eventos inesperados, incluindo a ajuda de membros da família que comandou o negócio por mais de um século, compõe o pano de fundo de uma sensacional história recém-acontecida no mundo dos negócios internacionais.

Julie MacIntosh, premiada jornalista que cobriu o takeover para o jornal Financial Times – que publicou o “furo” da notícia -, investigou e nos apresenta todos os detalhes do drama que se abateu sobre a Anheuser-Busch em 2008, mas foi em parte ofuscado pela enorme crise financeira norte-americana que afetou toda a economia global, perdendo apenas para a Grande Depressão.

Hoje, depois que a ‘poeira baixou’, muitos se têm questionado sobre como o “Rei das Cervejas” foi tão facilmente tomado por uma corporação estrangeira e até que ponto a queda da empresa espelha uma mudança na ordem que regulava o poderio econômico dos Estados Unidos e de suas grandes empresas.

LACERDA NA GUANABARA – A reconstrução do Rio de Janeiro nos anos 1960
Maurício Dominguez Perez – Odisséia Editorial

Lacerda na Guanabara

Este livro é especialmente importante por derrubar alguns mitos sobre o governo de Carlos Lacerda na Guanabara e por reacender algumas polêmicas (sobre a política de remoção de favelas, por exemplo). De fato, não se trata de um livro sobre o Lacerda político, jornalista ou polemista, mas sobre o administrador, sobre a gestão do governador da Guanabara no período crucial da nossa história já não tão recente, que vai de 1960 a 1965.

DICIONÁRIO HISTÓRICO DE RELIGIÕES
Antonio Carlos do Amaral Azevedo & Paulo Geiger – Lexicon Editora

Dicionário histórico de religiões

O fenômeno religioso é uma constante nas culturas, quer as consideremos do ponto de vista antropológico, quer histórico. É elemento muito significativo, senão dominante, na grande maioria delas. Polariza uma daquelas dicotomias a que nos acostumamos para conceber a realidade: ideia-matéria, corpo-alma, sagrado-profano, leigo-eclesiástico.

Mas, o que é o sagrado? Esta pergunta tem sido respondida teologicamente, filosoficamente, cientificamente. Teólogos o tratam como sua área por excelência. Filósofos tenderam a opor-lhe uma ratio, um logos, o que levou a resultados díspares, como a condenação de Sócrates e a crítica cáustica de Voltaire. Cientistas procuraram dar-lhe uma dimensão psicológica, como Freud ou Jung, sociológica, como Durkheim, ou antropológica, como Frasier, para lembrarmos apenas as interpretações matriciais dessas ciências.

É preciso considerar nos estudos das religiões a sua diversa inserção em cada uma das culturas, bem como as transformações de ambas — religião e cultura — no tempo, para aferir seu efetivo significado na vida dos integrantes daquele mundo estranho a nós.

O Dicionário histórico de religiões, elaborado pelo professor Antonio Carlos do Amaral Azevedo com a colaboração de Paulo Geiger — este, um profundo conhecedor do judaísmo e com a contribuição de dom Filipo Santoro (catolicismo), Magali do Nascimento Cunha (protestantismo), Maria Clara Lucchetti Bingemer (islamismo) e Eneida Duarte Gaspar (religiões afro-brasileiras) atende a uma necessidade pedagógica que os autores, conscientemente, buscam suprir: a falta de obra de referência que ponha os estudantes e o público em geral, interessado no tema, em contato com religiões, seitas, doutrinas, personagens e eventos que fazem parte da vida cultural de nossa sociedade, direta ou indiretamente.

Conhecedores do tema, bons escritores, o professor Antonio Carlos do Amaral Azevedo e Paulo Geiger, com este dicionário histórico, dão contribuição valiosa para o conhecimento de um assunto difícil e cheio de percalços e obstáculos, muitos deles gerados por preconceitos de uma religião em relação às outras, ou de ideologias face às religiões. Assim, este dicionário é um guia seguro para todos aqueles que desejam iniciar-se num dos temas permanentes de inquietação do espírito humano.

NOVÍSSIMO AULETE – Dicionário contemporâneo da língua portuguesa de acordo com a nova ortografia
Paulo Geiger – Lexicon Editora

Novíssimo Aulete - Dicionário contemporâneo da língua portuguesa

A Lexikon Editora apresenta o Novíssimo Aulete – dicionário contemporâneo da lín­gua portuguesa, cuidadosamente adaptado à nova ortografia, segundo o Acordo Ortográfico.

O acervo de palavras abrange mais de 75 mil verbetes de vocábu­los e elementos de composição, aos quais se somam locuções e expressões idiomáticas, atingindo com isso cerca de 95 mil unidades de significado, que geram cerca de 200 mil acepções. O universo de palavras do Novíssimo Aulete é, pois, abrangente e atual na medida em que oferece uma consisten­te representatividade do léxico da língua portuguesa falada no Brasil, em um dicionário de porte médio.

A riqueza de informações do verbete e a preocupação com a acessibilidade e com a funcionalidade da consulta, bem como a apresentação geral do Novíssimo Aulete, são também um reflexo e uma consequência de cuidadoso trabalho de organização e editoração, que se materializa na configuração do dicionário, item a item. Definitivamente, este dicionário é uma ferramenta útil ao estudante do ensino médio e pré-universitário na sua ampla diversidade, atingindo também a um universo-alvo de universitários e de profissionais, sem esquecer o pú­blico em geral.

DICIONÁRIO DE DIFICULDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA
Domingos Paschoal Cegalla – Lexicon Editora

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa

Quem de nós, vez ou outra, não hesita diante da grafia ou da flexão de um vocábulo, da correta pronúncia de uma palavra ou não é assaltado por dúvidas sobre a concordância e regência verbal? Aqui está, pois, um dicionário fácil de consultar e que dá pronta e satisfatória resposta ao consulente, no âmbito da fonologia, ortografia, morfologia e sintaxe.

Esta terceira edição, atualizada pela nova ortografia, vem ampliada com vários verbetes. Foram introduzidos também inúmeros acréscimos e feitos alguns retoques em verbetes da edição anterior.

Útil não somente aos profissionais que fazem da palavra o instrumento de seu trabalho, como também a todos aqueles que desejam falar e escrever a sua língua corretamente.

O LIVRO DA SEMÂNTICA: estudo dos signos linguísticos
Walmiro Macedo – Lexicon Editora

O livro da semântica

A Semântica é a ciência da linguagem que estuda o conteúdo das expressões linguísticas. Estuda o significado e, em decorrência, a comunicação através das palavras. Como a comunicação se faz por meio da linguagem, a Semântica é essencialmente o estudo da linguagem.

Neste livro, o leitor vai encontrar numa redação simples e clara o que mais interessa à compreensão das teorias sobre o signo linguístico, sobre a sinonímia, sobre os bloqueios de significado etc.

Seguindo a orientação moderna segundo a qual hoje se deve estudar a semântica da frase, o livro apresenta os pontos de contato com a sintaxe, com a análise sintática, dando clareza a assuntos que ainda causam muitas dúvidas aos estudiosos.

Assim, pode-se dizer que O livro da semântica vai além da semântica, proporcionando compreensão e clareza para pontos de difícil entendimento. O estudo da gramática encontra aqui o caminho e o apoio.

Sem dúvida o professor de língua portuguesa, os alunos de letras e o estudioso em geral vão se beneficiar com esse texto, rico em informações, especialmente para o trabalho docente.

Entre os assuntos, ressalte-se o tratamento dado às vozes verbais, na teoria magistral de Bernard Pottier, os módulos sintáticos, a coordenação e a subordinação, só para citar alguns.

O autor exerceu o magistério, como professor titular de Língua Portuguesa, na graduação e pós-graduação na Universidade federal Fluminense e atualmente leciona no Instituto de Língua Portuguesa, do Liceu Literário Português, na cadeira de Estudos Semânticos.

CRIMINOLOGIA – TRAJETÓRIAS TRANSGRESSIVAS
Jorge Trindade & Laura M. Nunes – Livraria do Advogado Editora

Criminologia

Nesta obra, os professores Jorge Trindade e Laura Nunes reconhecem que a integração de conhecimentos representa o futuro da ciência pós-moderna, e que, necessariamente, se faz por meio de interconexões, restando ultrapassada a concepção de disciplinas isoladas, individuais e unidimensionais, as quais se mostram incompatíveis com o mundo cibernético, que nos brinda uma nova era de comunicação instantânea globalizada

COISA JULGADA À LUZ DA ORDEM CONSTITUCIONAL
Simone Rodrigues Ferreira & João Armando Bezerra Campos – Livraria do Advogado Editora

Coisa julgada à luz da ordem constitucional

O instituto da coisa julgada sempre angustiou o operador e o estudioso do Direito. Tema que atravessou os séculos, ganhou hierarquia constitucional a partir dos anos mil e novecentos, revitalizando-se, no direito brasileiro, a sua discussão frente a valores como segurança jurídica e a justiça do caso concreto, ambos tutelados na Constituição de 1988, e que necessariamente nem sempre andam juntos.

A BÍBLIA E SUA HISTÓRIA
Robert V. Huber & Stephen M. Miller – Editora Sociedade Bíblica do Brasil

A Bíblia e sua história

Esta obra trata da história da Bíblia: de como ela se formou, de como sobreviveu e como transformou o mundo através dos séculos. Para isso, aborda a formação da Bíblia e seu impacto ao longo dos séculos, relatando a evolução das traduções e a transmissão do texto até nossos dias. Em suas páginas também são apresentados os diversos autores e estilos literários presentes nas Sagradas Escrituras, e reunidas informações sobre o contexto histórico em que os livros foram escritos.

HISTÓRIA DO SÉCULO XX
Mario Curtis Giordani – Editora Idéias & Letras

História do século XX

Do alto de sua vasta experiência como acadêmico nas áreas de Filosofia e Direito, Mario Curtis Giordani retrata de maneira detalhada a história dos fatos que marcaram o século XX. Expõe esses fatos em duas partes distintas, mas que se completam, de modo a contextualizar o leitor, fazendo-o entender a relevância de cada acontecimento no mundo cotidiano. A primeira parte mostra, em ordem cronológica, os principais acontecimentos de cada nação, apontando personagens relevantes e o papel que desencadearam no rumo histórico. Na segunda parte, o autor faz uma breve exposição de vários aspectos da evolução da civilização, enfatizando as consequências do progresso científico-tecnológico na vida de diferentes povos ao redor do planeta.

A NOITE DAS GARRAFADAS
Chico Castro – Editora Senado Federal

A noite das garrafadas

No dia 13 de fevereiro de 1831, os portugueses festejavam o regresso da viagem de D. Pedro I a Minas Gerais. Em meio à comemoração, brasileiros descontentes com atitudes do soberano e inconformados com a influência dos portugueses na vida administrativa do País, investiram contra os lusitanos e usaram pedras e garrafas como arma. O autoritarismo do imperador, a restrição à liberdade de imprensa, o fechamento da Assembleia Nacional Constituinte, a outorga da Constituição em 1824 e, por fim, o assassinato de Líbero Badaró, em novembro de 1830, constituíram elementos explosivos para desacreditar D. Pedro. Nos sete capítulos do livro, ordenados de acordo com os sete pecados capitais, Castro estuda os antecedentes e o pano de fundo histórico que culminarão na abdicação do imperador, em 7 de abril de 1831.

O RIO DE JANEIRO DO MEU TEMPO
Luiz Edmundo – Editora Senado Federal

O Rio de Janeiro do meu tempo

Obra escrita por um dos melhores historiadores e memorialistas do Rio de Janeiro. Autor igualmente de O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis e A Corte de D. João no Rio de Janeiro, sua atividade de literato acumulava-se com a de jornalista. O Rio de Janeiro do meu Tempo foi sua obra mais conhecida. Nela, Luís Edmundo extravasou o seu imenso amor por sua cidade, contando as histórias e falando dos ambientes por ele vividos na virada do século, em sua dupla condição de participante e testemunha. Esse livro compõe o mais rico painel jamais feito sobre o Rio de Janeiro.

DO CRIME CONTINUADO
Ney Fayet Júnior – Livraria do Advogado Editora

Do crime continuado

No delito continuado, encontram-se diversos atos criminosos, os quais a lei declara como elementos configuradores de um só evento, ou seja, um só crime, e continuado. Concebe-se, portanto, o crime continuado como uma ficção legal que, inspirada em razão de Política Criminal, determina a unificação de várias condutas puníveis, praticadas nas mesmas condições de tempo, modo, lugar e outras assemelhadas, para repercutir, na aplicação da sanção penal, com menor rigor repressivo. Desse modo, a sucessão de crimes assemelhados é havida – para os efeitos punitivos, repita-se – como um fato unitário. Deve-se, então, reconhecer o crime continuado como uma unidade jurídica que desponta a partir de um artifício legal, sem, contudo, possuir existência no plano ontológico. E os diferentes fatos integrantes da cadeia continuada são, de per si, delitos – independentes e isolados –, mas, a partir da unificação que lhes dá a ficção jurídica do delito continuado, passam a constituir, para a aplicação da sanção jurídico-criminal, uma unidade.

ÉTICA TEOLÓGICA E JUVENTUDES
Leo Pessini & Ronaldo Zacharias (Org.) – Editora Santuário

Ética teologica e Juventudes

O conteúdo dessa obra dá um enfoque especial à juventude, a fim de favorecer uma provocação recíproca entre os jovens e a Teologia Moral. Reúne vários temas sob a ótica teológica, como diversidade sexual, cultura juvenil, violência, redes sociais, saúde e cultura. Ao trazer o posicionamento de vários especialistas, os organizadores buscam oferecer aos jovens interpretações teológicas direcionadas para uma vida mais plena e pautada no crescimento do saber e da graça.

IGREJA, ESTADO E POLÍTICA
Juan Cruz Esquivel – Editora Santuário

Igreja, Estado e Política

A obra resgata os traços duradouros entre a hierarquia católica e os governos do Brasil e da Argentina. Aborda aspectos importantes sobre a divergência na trama institucional do catolicismo nos dois países. Dentro desse contexto, é possível verificar que a separação entre Igreja-Estado no Brasil contrasta com a simbiose existente na Argentina.

UM NOVO SISTEMA DO DIREITO PENAL
Enrique Peñaranda Ramos, Carlos Suárez González & Manuel Cancio Meliá – Livraria do Advogado Editora

Um novo sistema do Direito Penal

É preciso referir que a extraordinária aceitação alcançada pela edição anterior não poderia ter ocorrido por acaso. Redigida com profundidade e seriedade científicas por Enrique Peñaranda Ramos, Carlos Suárez González e Manuel Cancio Meliá, todos professores da Universidad Autónoma de Madrid, esta obra é resultado da indiscutível contribuição dos estudos de Günther Jakobs sobre a função social do direito penal, as funções da pena e a relação da culpabilidade com a prevenção geral positiva.

DIREITO À PRIVACIDADE
Ives Gandra da Silva Martins & Antônio Jorge Pereira Jr. (Org.) – Editora Idéias & Letras

Direito à privacidade

Uma das conquistas mais vulneráveis da Humanidade, em nossos dias, o direito à privacidade é tratado nesta obra por 18 autores de renome, juristas, professores e conferencistas. Abordam os mais diversos aspectos da privacidade em relação à dignidade humana; às relações familiares; ao gerenciamento do poder familiar; à preservação da imagem; à liberdade de expressão-comunicação; a privacidade na sociedade, na mídia e na justiça; etc…

ZONA DO EURO – Qual o futuro?
Michel Aglietta – Editora Idéias & Letras

Zona do Euro

O Acordo Europeu de 9 de dezembro de 2011 introduziu um início de governança comum na Europa, mas permanece preso em uma coleira de regras sem qualquer ação real coletiva. Esse acordo não traça o caminho de recuperação da crise através do crescimento, pois a deriva das finanças públicas reflete uma crise mais profunda que se originou nas escolhas feitas durante a criação do Euro. Não é possível combater a polarização entre uma economia cada vez mais competitiva. A Zona do Euro permanece atormentada por diferenças políticas sobre a finalidade da integração europeia – o futuro do euro permanece incerto. Partindo de uma análise inflexível sobre os erros que levaram ao pânico atual, Michel Aglietta abre o seguinte debate: como sair dessa espiral decrescente? Não é possível consolidar dívidas sem criar um futuro em comum. A trajetória de crescimento permanece aberta, mas exige escolhas difíceis.

INTERVENÇÕES URBANAS NA AMÉRICA LATINA: Viver no centro das cidades
Hélène Rivière D’Arc & Maurizio Memoli – Editora Senac São Paulo

Intervenções urbanas na América Latina

A América Latina, fortemente ligada ao mundo ocidental e bastante envolvida pelo processo de mundialização, apresenta múltiplas influências, que, no entanto, não uniformizam a silhueta das imensas cidades que ocupam seus espaços e aí se conjugam. Parece, no entanto, que se pode falar de um modelo urbano latino­ americano. Aceita­ se atualmente a ideia de que o modelo centro­ periferia, que se resumia à urbanização dos anos 1970­, 1990, fez surgir o que alguns especialistas das ciências sociais chamam de fragmentação urbana, enquanto outros preferem enfocar os fenômenos da segregação. A revalorização dos centros das grandes cidades é, atualmente, uma aposta comum da maioria dos governos de importantes cidades latino­ americanas, processo que envolve resgate da memória, requalificação econômica, programas sociais e mobilização da sociedade. Essas são algumas das ideias colocadas em prática por vários países e que cada cidade, à sua maneira e levando em conta suas singularidades, busca implementar. As reflexões propostas neste livro enfocam uma dezena de cidades de norte a sul, da Cidade do México a Buenos Aires e Santiago, passando por São Paulo e Rio de Janeiro.

DESVELANDO O APOCALIPSE
Kadu Santoro – Livre Expressão Editora

Desvelando o Apocalipse

O propósito de Desvelando o Apocalipse é apresentar de forma didática e histórica a tradição apocalíptica e o “Livro do Apocalipse” de João, usando linguagem acessível a todas as pessoas – estudantes, religiosos, leigos ou apenas simples interessados no assunto. Espera-se que esse livro promova maior esclarecimento sobre o tema e a esperança em um mundo melhor, ao invés daquele velho conceito obscuro dado ao livro, de que o fim dos tempos chegou, e a mão pesada de Deus vai descer sobre os homens.

ARQUITETURA ECOLÓGICA
Dominique Gauzin Müller – Editora Senac São Paulo

Arquitetura ecológica

A sensível degradação do meio natural obriga profissionais da construção e tomadores de decisão a empreender rapidamente medidas que se impõem para assegurar a qualidade de vida das gerações futuras. Uma análise detalhada de 29 edificações ecológicas européias demonstra que é possível construir ecologicamente, com um custo adicional de investimento, que rapidamente retorna com as construções econômicas em termos de energia, permitindo um grande espaço aos materiais que não causam dano ao ambiente e aos recicláveis.

ASSÉDIO MORAL NO MUNDO DO TRABALHO: Doutrinas, Comentários, Jurisprudência e Casos Concretos
Aparecido Inácio – Editora Idéias & Letras

Assédio moral no mundo do trabalho

Tema bastante discutido por profissionais da área e pelo público em geral, o assédio moral no trabalho é uma realidade com a qual muitas empresas ou pessoas ainda não sabem lidar no dia a dia. O advogado especialista em Direito Coletivo do Trabalho, Aparecido Inácio, aborda o problema a partir de casos concretos, além de trazer reflexões sobre o tema e mostrar as consequências do ato em questão. A obra traz a oportunidade de conhecimento sobre o assunto para milhares de profissionais da área, estudantes de direito e o público leigo.

AS CONSTITUIÇÕES DOS PAÍSES DA COMUNIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA COMENTADAS
Fernando A. A. Mourão, Walter C. Porto & Thelmer M. Mantovanini – Editora Senado Federal

As Constituições dos países da Comunidade de Língua Portuguesa comentadas

Neste volume estão reunidas: a Constituição de Angola, de 1992; a do Brasil, de 1988; a de Cabo Verde, de 1991; a da Guiné-Bissau, de 1996; a de Moçambique, de 1990; a de Portugal, de 1976; a de São Tomé e Príncipe, de 1975; e a do Timor-Leste, de 2002. Os textos fundamentais são precedidos de comentários, de autoria de eminentes juristas especializados na área do Direito Constitucional. Luís Fonseca, Secretário-Executivo da CPLP, no prefácio, assim ressalta a importância desta obra: “A evolução político-constitucional registrada nos países da Comunidade de Língua Portuguesa nos últimos trinta anos espelha avanços políticos fundamentais no que tange à conquista pelos seus povos de direitos políticos, sociais e econômicos que, consagrados em normas constitucionais avançadas, colocam os textos fundamentais vigentes nos Estados-membros da nossa Comunidade em linha com os mais altos padrões de prática política e social”.

ARBORIZAÇÃO URBANA NO DISTRITO FEDERAL
Simone Cruz de Lima (Coordenação geral) – Editora Senado Federal

Arborização urbana no Distrito Federal

Os erros e acertos da arborização de Brasília estão relatados no livro Arborização urbana no Distrito Federal, cartapácio de 388 páginas com a história resumida dessa aventura e a descrição de 75 espécies do cerrado hoje espalhadas pelo quadradinho.

Com autoria conjunta de Ozanan Coelho, Janaína Lima Martins, Maria das Graças Ribeiro Rodrigues, Raimundo Gomes Cordeiro, Raimundo Moreira Lima Filho, Saulo Costa Ulhôa e Simone Cruz de Lima, o livro tem belas fotos de Luiz Clementino e descrição botânica das 75 espécies do cerrado já desenvolvidas para uso em arborização urbana.

JANGO: A VIDA E A MORTE NO EXÍLIO
Juremir Machado da Silva – Editora LP&M

Jango

Jango, a vida e a morte no exílio é um livro de reconstrução e desconstrução: busca reconstruir o passado para desconstruir mitos. Se tivesse de ser resumido a uma questão,seria: quem foi João Goulart? Um presidente fraco ou um herói reformista no tempo errado, derrubado do poder para que não melhorasse o Brasil “cedo” demais? Com mais cuidado, pode-se dizer que este livro trata mesmo de como foram construídos, com ajudados jornais, o imaginário favorável ao golpe e as narrativas sobre o possível assassinato do presidente deposto em 1964. Como, quando e onde surgiu a tese do assassinato?

A ascensão e a queda de Jango continuam abrindo feridas: o golpe foi articulado pelos Estados Unidos? O Brasil estava mesmo à beira do comunismo em 1964? As marchas da Família com Deus pela Liberdade foram fomentadas e financiadas pelos americanos? O golpe foi planejado minuciosamente com muita antecedência? O estopim da derrubada de Jango foi a reforma agrária? A repressão violenta e despudorada teve início logo depois de 31 de março, com prisões, mortes e tortura? A guerrilha seria apenas uma reação à ditadura? Como agiu a imprensa?

Jango viveu no exílio a dor insidiosa da saudade. Morreu na Argentina sonhando em voltar para casa. Dois uruguaios, Foch Diaz e Ronald Mario Neira Barreiro, surgiram quase do nada para levantar suspeitas sobre as condições da sua morte. O que os liga? Foch sustentou a hipótese da “morte duvidosa”; Neira apresenta-se como “réu confesso” – afirma ter sido agente secreto uruguaio e participado da Operação Escorpião para eliminar Jango por meio de uma ardilosa trocade medicamentos.

Juremir Machado da Silva entrevistou dezenas de A vida e a morte (suspeita) no exílio pessoas que conviveram com Jango, leu mais de dez mil páginas de documentos, processos, investigações, relatórios de CPIs, sentenças das justiças brasileira, argentina e uruguaia envolvendo o caso Goulart, relatórios do SNI, informes dos serviços de espionagem dos países onde Jango viveu, dossiês secretos e papéis do STF. Teve acesso a cartas inéditas de Jango, foi às prisões de segurança máxima do Rio Grande do Sul conversar com supostos protagonistas dos fatos e pôde vasculhar o livro inédito e os arquivos de Neira Barreiro, figura decisiva da trama em foco.

Em ritmo de novela policial, este livro desmonta narrativas e fala de mortes em condições misteriosas e articulações inquietantes. Na história recente do Brasil, há cadáveres no armário. O tempo das exumações chegou.

HERÓIS DA HISTÓRIA
Will Durant – Editora LP&M

Heróis da História

De Buda a Confúcio, de Jesus a Martinho Lutero, de Péricles a Aristóteles, de Nero a Alexandre. A História contada a partir da vida de seus grandes homens foi o inestimável legado do historiador norte-americano Will Durant. Descobertos pelo editor John Little vinte anos após a morte de Durant (1885-1981), os originais de Heróis da História constituem uma síntese perfeita do grandioso trabalho de uma vida inteira.

Desde a publicação de A História da Filosofia (1926), Will Durant notabilizou-se por traduzir aquilo que estava restrito à academia para o grande público. Foi essa a ideia que permeou a escrita de A História da Civilização. Ao longo de cinco décadas e com a parceria de sua esposa, Ariel, Durant escreveu um dos maiores e mais abrangentes estudos sobre a humanidade, premiado com o Pulitzer em 1968: nos onze volumes de A História da Civilização, o autor disseca acontecimentos e personagens com um estilo de narrativa apaixonante e único em sua clareza, características que fazem de sua obra uma leitura fascinante.

TERRA DE FOGOS: minha cozinha irreverente
Francis Mallmann – V&R Editoras

TERRA DE FOGOS

Assinado pelo argentino Francis Mallmann, um dos mais destacados chefs da atualidade, Terra de fogos traz mais de 120 receitas. Massas, vegetais, carnes, peixes, sobremesas, pizzas e pães. Todas surpreendentes e fáceis de fazer. Ilustrada com belas imagens do interior da Argentina, é uma obra ideal para os amantes da gastronomia. Terra de fogos, mais que um livro de culinária, é uma ode à vida, ao amor e à liberdade.

EU COMPRO, SIM!
Pedro de Camargo – Editora Novas Ideias

Eu compro, sim!

Entenda o comportamento do consumidor e aprenda a comprar com consciência!

Este é um livro divertido. O tipo de livro que a gente tem que ler nem que seja só para continuar uma conversa quando aqueles terríveis momentos de silêncio se instalam entre os interlocutores. Mas, além disso, este é um livro sério, muito sério. (Antes de começar a lê-lo, vale a pena dar uma olhada nas referências bibliográficas).

A proposta sensacional de Pedro de Camargo é demonstrar, da forma mais simples possível, como nosso comportamento de consumo está diretamente ligado aos neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. Parece complicado, mas sob a escrita de Camargo você vai compreender perfeitamente alguns de seus comportamentos pouco ortodoxos, embora comuns, como assaltar a geladeira em noites mais frias, ou comprar aquele monte de bobagens que nunca, em toda a sua vida, pretendeu usar…

E, como cortesia, com as dicas no fim de cada capítulo é possível aprender a combater seus próprios neurotransmissores endoidecidos — e consumistas — e conquistar o orçamento saudável com que sempre sonhou.

COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
Pedro Camargo – Editora Novas Ideias

Comportamento do consumidor

Desmistificando antigas teorias de marketing sobre o comportamento do consumidor, este livro traz uma visão completamente inovadora para a área: o estudo e a influência da biologia, fisiologia e anatomia no consumo. Questiona as teorias econômicas sob o ponto de vista exclusivamente estatístico e busca na biologia as explicações para o consumo, como diz o próprio autor: “se os animais praticam economia, como mostro no decorrer do livro, isto quer dizer que ela é ancestral e, portanto, está em uma conclusão biológica”. Através de diversos estudos e pesquisas, o autor, profissional e professor de marketing, conclui que muitas das ações do consumidor vão sendo desvendadas e adquirindo novo sentido dentro de suas análises. Vamos trazer à tona um conhecimento capaz de nos fazer compreender realmente o que acontece internamente em nosso organismo, em todo o nosso sistema, órgãos e processos que motivam e geram o comportamento de consumo.

A CONTRIBUIÇÃO DO CHORINHO PARA A INSERÇÃO DO NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA
Leonardo Santana – Editora Publit

A CONTRIBUIÇÃO DO CHORINHO PARA A INSERÇÃO DO NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

A contribuição do chorinho para a inserção do negro na sociedade brasileira é resultado da pesquisa desenvolvida por Leonardo Santana da Silva em seu curso de mestrado. A investigação em seu sentido teórico-metodológico dentro das especificidades apresentadas propõe evidenciar a inserção e, por conseguinte, a trajetória sócio-cultural deste negro através da própria prática cultural. Esse trabalho, portanto, alvitra demonstrar a proeminência socioeconômica desses músicos afro-descendentes, na medida em que o novo gênero musical consubstanciado com choro demonstra de maneira contundente a visível possibilidade de inserção do negro na sociedade brasileira através dessa sua prática cultural musical.

JESUS NO CINEMA: um balanço histórico e cinematográfico entre 1905 e 1927
André Leonardo Chevitarese – Editora Kline

Jesus no cinema

No primeiro volume da trilogia Jesus no Cinema, o historiador André L. Chevitarese vai mostrar que os primeiros trinta anos do cinema são responsáveis por fazer de Jesus um popstar. E mais, apesar do enorme sucesso de público, não é possível ver nestas narrativas fílmicas sobre o Nazareno algo que possa se chamar de narrativa histórica.

MALCOLM X – Uma vida de reinvenções
Manning Marable – Editora Cia. das Letras

MALCOLM X - Uma vida de reinvenções

Numerosas personagens compõem as metamorfoses sofridas por Malcolm Little, o franzino filho de uma família de negros pobres nascido numa pequena cidade do Centro-Oeste americano, até sua conversão decisiva em Malcolm X, o religioso muçulmano e incendiário combatente da revolução mundial que morreu como apóstolo da paz entre os povos.

Antes de se tornar um interlocutor de guerrilheiros, intelectuais, teólogos e primeiros-ministros ao redor do planeta, o mártir pioneiro dos direitos civis nos Estados Unidos foi sucessivamente Homeboy, Jack Carlton, Detroit Red, Big Red e Satan; Malachi Shabazz, Malik Shabazz e El-Hajj Malik El-Shabazz. Esses nomes de sonoridades e sentidos tão contrastantes entre si indicam os rumos contraditórios assumidos pela vida de Malcolm até o encontro definitivo com o Islã, que o levaria ao ativismo político. Ladrão, agenciador de prostitutas e viciado em drogas na década de 1940, quando também conheceu os horrores da prisão, ele abandonou o crime para abraçar com sua oratória brilhante, amparada em leituras autodidatas e nos ensinamentos do Corão, uma luta sem quartel contra o racismo e a injustiça social.

Entretanto, como demonstra Manning Marable, a mesma personalidade profundamente contestadora sempre esteve por trás das diversas máscaras sociais usadas por Malcolm. Numa narrativa minuciosa, o autor acompanha os passos desse gigante afro-americano ao longo de dezenas de cidades dos Estados Unidos, além das viagens à África, à Europa e ao Oriente Médio como porta-voz da revolta dos descendentes de escravos e dos direitos dos oprimidos.

NORMA CULTA BRASILEIRA: desatando alguns nós
Carlos Alberto Faraco – Editora Parábola Editorial

Norma culta brasileira

Em Norma cultura brasileira, a articulação dos textos constrói um quadro coerente das principais questões e dos múltiplos aportes teóricos atinentes ao tratamento do tema. Essa obra faz a diferença ao oferecer uma visão consistente e esclarecedora, não só da norma culta brasileira, mas também de suas relações com os múltiplos sentidos de gramática e do modo como as línguas funcionam, se constituem e nos instituem cultural e socialmente.

PENSADORES QUE INVENTARAM O BRASIL
Fernando Henrique Cardoso – Editora Cia. das Letras

PENSADORES QUE INVENTARAM O BRASIL

Antes de assumir uma cadeira no Senado Federal, em 1983, e assim efetivamente iniciar uma trajetória política culminada por dois mandatos presidenciais consecutivos, o sociólogo e professor Fernando Henrique Cardoso militou no debate público sobretudo por meio de intervenções na imprensa escrita, que o tornaram conhecido fora do âmbito universitário. Já então considerado um dos mais brilhantes intelectuais de sua geração, formada na USP sob a égide do marxismo na década de 1950, o autor (com Enzo Faletto) do influente Dependência e desenvolvimento na América Latina (1969) publicou em 1978 uma série de textos na extinta revista Senhor Vogue, em que apresentava a vida e a obra de intérpretes-chave do Brasil, como Euclides da Cunha, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre. Esses artigos, revistos e alterados pelo autor, formam um dos núcleos deste livro, devotado aos intelectuais brasileiros que forjaram a visão de FHC sobre o país, sua identidade e suas grandes questões.

Outros textos, mais recentes, são inéditos na forma em que são publicados agora. Entre estes estão ensaios sobre Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre e Raymundo Faoro. O último foi escrito especialmente para o volume; os outros dois serviram de base para conferências, respectivamente, na Academia Brasileira de Letras em março de 2010 e na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) em agosto do mesmo ano. Os demais capítulos compõem-se de introduções para a edição de livros de alguns autores, discursos ou homenagens prestadas que foram posteriormente enfeixados em livros.

Nos dezoito textos, FHC dialoga com seus mestres sobre os temas recorrentes que unificam o volume: o embate entre Estado e sociedade civil, o legado da colonização, as vicissitudes da democracia, os entraves ao desenvolvimento econômico, a promoção da justiça social. Mas além da fina análise dos textos, sempre feita com grande verve narrativa, o ex-presidente contextualiza obras e autores, muitas vezes tratando do impacto pessoal que os últimos lhe causaram. De fato, em alguns casos, se trata de afinidades não somente intelectuais: por circunstâncias geracionais e entrecruzamento de vida, FHC se beneficiou do contato direto com vários dos autores cujas obras comenta no livro. É o que ocorre com Florestan Fernandes, de quem foi aluno e assistente antes de serem colegas e vizinhos de rua, assim como com Antonio Candido, também professor e mais tarde colega. Ou ainda Celso Furtado, com quem dividiu uma casa em Santiago nos breves meses em que o grande economista trabalhou na Cepal depois do golpe de 1964, e Caio Prado, que a exemplo de Florestan e Sérgio Buarque fez parte da banca de doutorado do futuro presidente, e com ele conviveu no final dos anos 1950 e início da década seguinte, quando era o inspirador da Revista Brasiliense, com a qual FHC colaborava, sem falar nas desventuras de militância ao redor do Partidão.

Pensadores que inventaram o Brasil é assim leitura obrigatória para entender as visões que deram forma às tentativas clássicas de explicação do país, e um convite a refletir sobre a relevância dessas análises ante os desafios do futuro.

O IMPÉRIO DE HITLER – A Europa sob o domínio nazista
Mark Mazower – Editora Cia. das Letras

O IMPÉRIO DE HITLER - A Europa sob o domínio nazista

Em 1941 havia soldados alemães a poucas léguas por mar da Grã-Bretanha, admirando as ruínas de Atenas, na área onde hoje fica o aeroporto de Moscou, e marchando pela avenida dos Champs-Élysées, em Paris. Hitler, quase da noite para o dia, se viu senhor de um império maior que o de Napoleão.

Depois do sucesso avassalador da campanha teutônica sobre a Europa ocidental (o general que ocupou a Dinamarca teria dito: “Tire este paiseco do meu caminho, tenho algo mais importante a conquistar!”), o front leste começou a acumular sucessivas vitórias, e o Reich ganhava ares de invencibilidade. Antes do começo de 1942, o Exército alemão tinha feito mais de dois milhões de prisioneiros russos, e Hans Frank, o governador-geral da Polônia conquistada, instalado em Cracóvia, se comportava como um príncipe renascentista, tirano e vaidoso, cego pelo poder a ponto de escrever um diário em quarenta volumes, que acabaria lhe custando a vida.

De repente, o avanço alemão parou. A guerra se prolongaria ainda por mais de dois anos de conflitos sangrentos, até que os soviéticos chegassem a Berlim, mas a maré se invertera definitivamente.

Nesta obra ao mesmo tempo monumental e inovadora – e já indispensável entre a historiografia do período – Mark Mazower demonstra que foi justamente a estrutura pouco ortodoxa (senão bizarra) da ocupação alemã o principal componente da derrota nazista. A falta de planejamento e o patente erro de cálculo dos alemães, incapazes de antever as tremendas dificuldades de sua missão “germanizadora”, transparecem com regularidade impactante no vasto repertório de fontes pesquisado pelo autor. Baseado numa ilusão perene, o Terceiro Reich foi responsável, em sua campanha bárbara, não só por dezenas de milhões de mortes durante o conflito, mas por uma Europa dilacerada e decadente, e por um novo mundo.

A GUERRA CIVIL ESPANHOLA
Josep M. Buades – Editora Contexto

A guerra civil espanhola

A Guerra Civil Espanhola começou em 1936 e logo se tornou um acontecimento mundial. Não só porque a Europa toda parecia um barril de pólvora prestes a explodir: na Espanha, Hitler e Stalin mediram forças, comunismo e fascismo se enfrentaram, soldados voluntários originários de muitas nações foram ao país defender a causa republicana. Não é errado dizer que, além de ter sofrido uma sangrenta guerra civil, a Espanha foi palco do último ensaio antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Contudo, ainda que tenha ganhado o mundo, uma guerra civil é uma batalha entre conterrâneos, entre grupos do mesmo país. E, no caso da Guerra Civil Espanhola, todo tipo de questão veio à tona de modo muito intenso: religião, conflito de classes, interesses corporativos, luta pela reforma agrária, ideias de supremacia cultural e de identidade nacional, utopias. Tudo isso somado às manobras dos interesses individuais mais mesquinhos.

Neste livro, o historiador espanhol radicado no Brasil Josep M. Buades relata em detalhes o antes, o durante e o pós-guerra, sempre de forma equilibrada, evitando que convicções pessoais interfiram em seu trabalho de pesquisador. O autor escreve especialmente ao leitor brasileiro e, por isso, retrata também as consequências e repercussões que o conflito produziu por aqui. E nos lembra que, depois da Guerra Civil Espanhola, as guerras nunca mais foram as mesmas. Foram ainda piores.

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