Descubra seu grau de equilíbrio.

Por em 15/08/2010


EquilíbrioA dualidade na vida é um fato tão milagroso quanto a própria vida. Para tudo existe o oposto e ai de quem que não ver isso como parte de um desafio na jornada do aprendizado.

Na minha opinião, tudo começa dentro de nós para depois exteriorizarmos os resultados de nosso equilíbrio. Então vamos pensar juntos por um momento. Sabemos que o nosso cérebro é divido em 2 partes, correto?

Um lado é o lado analítico, que é o lógico, a parte do nosso intelecto que analisa e questiona. E o outro o lado é o emocional, oposto do analítico. Explico melhor: muitas vezes gostamos de algo ou alguém e não temos uma explicação lógica e nem queremos saber o porque tampouco. Amor a primeira vista é um desses exemplos. Existe aquela frase famosa do cancioneiro popular: “O coração tem razões que a própria razão desconhece…”.

Então, veja bem que fascinante: a natureza nos deu 2 lados do cérebro para usar MAS, geralmente, o ser humano usa mais um do que o outro, e isso desequilibra nossas vidas.

Por que desequilibra? Porque existe a lei da compensação, a nossa parte analítica/intelectual vai sempre se desenvolver a partir do momento que lemos, ouvimos e aprendemos. E isso até a morte, pois estamos aprendendo a morrer, correto?

Já do lado emocional não, leiam isso com bastante atenção, porque isso é um FURO DE REPORTAGEM!

Pasmem! As nossas emoções não crescem, elas são criadas e produzidas pela primeira vez durante a nossa infância e, dependendo da experiência sentida, acumulamos resíduos emocionais confortáveis ou não.

Nossas emoções são criadas mais ou menos até os 10 anos no máximo. Conclusão, o mesmo nível energético emocional de uma pessoa idosa vale para uma criança de 6, 7 ou 10 anos. Não varia, o mesmo nível energético da tristeza de um é a do outro. Eu acho isso fascinante! E você?

Todos nós, independente da idade, nos sentimos emocionalmente como uma criança, percebe a importância dessa informação?

Por isso mesmo quando ministro palestras sobre educação emocional uso termos fáceis, que minha audiência possa digerir sem usar muito o intelecto. Faço questão de ter a participação na platéia, pois procuro tocar mais o coração das pessoas, entende?

Já li vários livros famosos contendo pesquisas científicas escritas por intelectuais sobre as emoções, e na sua grande maioria senti falta da simplicidade necessária para que este assunto importante fosse compreendido por todos “emocionalmente”.

Insisto em ser advogada das emoções porque sem o equilíbrio entre o conhecimento intelectual e o desconhecido emocional nunca haverá a saúde completa ou seja a nossa realização pessoal.

Este é um processo muitas vezes desafiador porque estamos lidando conosco e mais ninguém. Nossas emoções podem ser tanto nossas melhores amigas quanto nossas piores inimigas. Portanto, precisamos estar de olho nelas como se fossem as flores do nosso jardim, os filhos que precisam mamar, ou a casa que precisamos cuidar senão fica suja e a sujeira eventualmente vai nos fazer adoecer .

Por falar nisso, estava batendo um papo essa manhã na academia com uma mulher de meia idade que aqui chamaremos Mara. O papo foi mais ou menos assim:

- Oi Mara! Tudo bem? Como vai? Faz tempo que não nos vemos.

- Pois é menina, estou meio chumbada hoje, bebi o dia todo ontem e hoje estou enjoada.

- Bebeu o dia todo para quê? O que isso lhe deu?

- Enjôo, dor de cabeça e a impressão de que estou sabotando minha saúde. Rsrss.

Olhei bem nos olhos dela e sussurrei para que aguçasse sua atenção:

- O que esta havendo? O que você quer esquecer?

Mara, ficou sem ação por um segundo e desviou seus olhos dos meus.

- Aha…sei lá, fiquei bebendo com os amigos e me distraindo, nem vi o tempo passar.

- Pois é isso mesmo, intelectualmente você diz que tem a impressão que está sabotando sua saúde mas, mesmo assim, sua parte emocional não deixa você parar de beber o dia todo. Será que está havendo um desequilíbrio dentro de você?

Mara voltou a desviar seus olhos, pensou por um momento e respondeu;

- Só pode ser isso! Eu sei intelectualmente que me faz mal beber tanto nos fins de semana, mas não consigo controlar minhas emoções e acabo me autodestruindo, estou me sentindo um trapo hoje. Queria que fosse diferente.

- A boa noticia, Mara, é que há tratamento para isso, um tratamento emocional seria a chave de seu equilíbrio (entre as duas partes do cérebro) e sua vida poderia transcorrer mais balanceada.

Mara sorriu e disse que ia tratar disso imediatamente.

Nos despedimos e me senti aliviada por ela, já que sabia exatamente o que ela estava sentido. Ao vê-la partir me lembrei do meu passado e pensei o quanto eu gostaria que todos no mundo soubessem equilibrar sua dualidade interior para que sua vida fosse equilibrada do lado de fora também.

E você, hein? Está cuidando do dois lados de seu cérebro ou mais de um que do outro? Está equilibrado (a) ou precisa equilibrar? Questione! Só assim você irá se curar se precisar.

Sua no equilíbrio

L.)

*Lygya Maya é escritora e palestrante por mais de 7 anos, ela traz a mensagem de como transformar as frustrações da vida diária em grandes incentivos para o auto-desenvolvimento pessoal e profissional, usando o humor.

Suplantando a morte, a pobreza, e a solidão na infância no Brasil, após muitos anos de luta se tornou uma celebridade em algumas comunidades no exterior durante os 29 anos vividos entre Londres, Nova York, Florida e Brasil.

Lygya tem certificado em Hipnose, programação Neurolingüística (NLP), terapia Emocional Alternativa, Mestre de Reiki e Karuna, e é praticante de Xamanismo, tendo viajado para o Havaí, Coréia, e Egito em busca de sabedoria espiritual. E já deu entrevistas nos canais de TV americana WB11, Fox, ABC, PBC, assim como os jornais The New York Times, Village Voice, The New York Post, The Daily News, The London Time Out, radio, e revistas Vanity Fair, Essence, e Dance Magazine, e é colunista de auto-ajuda de revistas on-line no Brasil e Estados Unidos.




Por Lygya Maya, em 15/08/2010 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

1 resposta to “Descubra seu grau de equilíbrio.”

  1. ERIKA

    ADOREI POIS REALMENTE O EQUILIBRIO NOS DA PAZ A CAMINHAR

    #2183

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