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Como tratar a bandidagem

Lembro-me de alguns políticos que se valiam do clamor popular de que “bandido bom é bandido morto” para suas plataformas políticas. Infelizmente, estes políticos nunca conseguiram, apesar de muitos coletarem milhares de assinaturas, aprovar a pena de morte ou a prisão perpétua no Brasil.

Para piorar, sempre que um bandido reage ao ser preso e a polícia precisa utilizar força para detê-lo ou sofre agressões de populares, pessoas ligadas aos Direitos Humanos aparecem para defender o desgraçado. Nunca soube ou vi alguém defender os direitos das vítimas, o que para mim soa como conivência com o crime.

Um bandido que comete assassinato, latrocínio, estupro e sequestro deve mofar na cadeia pelo resto da vida sim e ainda trabalhar para sustentar sua “hospedagem”. Logicamente que há casos e casos para o homicídio e para isto existe o devido julgamento dessas causas. Mas, tratar bandido como cidadão é o que não pode acontecer.

Muitos defendem que ninguém é bandido por querer, mas eu afirmo o contrário. Conheço muita gente honesta, que labuta arduamente, mesmo ganhando pouco para isto, e que nunca cometeu um único crime ou ato de bandidagem. Morar em favelas e ter pouco estudo não é sinônimo de ser bandido, e nem dá salvo-conduto para ser criminoso. Até porque muitos bandidos vivem no “asfalto”, como se diz nos morros cariocas, até em condomínios de luxo, tiveram estudo e mesmo assim optaram pelo crime.

A bandidagem deve ser trata com todo rigor, pois é assim que eles nos tratam. Não adianta querermos sonhar quando a situação é de pesadelo, porque quando acuados os bandidos nos transformam em vítimas de tiros, facadas e torturas. É fato que não deixarão de agir violentamente apenas com palavras ou teorias sociológicas. Temos que tratá-los com rigor, sim! E violência, se for preciso.

Quando um grupo de pessoas comete o linchamento de um bandido pego em flagrante isto é a devolução da sociedade ao que está recebendo. Ninguém gosta de ser assaltado ou ter uma pessoa querida violentada em todos os sentidos. Assim, o linchamento é uma resposta legítima da sociedade que está saturada. Pode ocorrer casos de injustiça por parte da sociedade? Pode, mas são raros.

Um infeliz que estupra uma criancinha ou que mata de pancada um idoso só para assaltá-lo deve ser tratado como gente? Cabe vermos neste indivíduo um ser com direitos humanos? E não adianta a desculpa de que ele deve ter sofrido abusos na infância ou não ter tido oportunidades na vida, pois muitas outras pessoas também passaram por isto e não saíram cometendo os mesmos atos. Estas justificativas, na prática, só são coerentes em livros de Sociologia ou Psicologia, mas na prática não nos consola e nada resolvem.

Para termos uma idéia do quanto que somos vítimas da bandidagem, esta semana conversei com um amigo que teve seis celulares roubados em assaltos só em 2016! Ele disse que não terá mais celular, pois no último assalto, quando estava voltando para casa de seu honesto trabalho, mesmo tendo entregue o aparelho, o bandido lhe deu uma forte coronhada na cabeça, levando-o a ficar três dias internados em um hospital e mais uma semana em casa se recuperando, pois ainda estava com vários pontos na cabeça. Por conta disso, ele faltou vários dias ao emprego e acabou demitido. E aí eu pergunto: as teorias sociológicas pagarão agora as contas dele? (Detalhe importante, ele ainda está pagando quatro desses celulares!) É razoável não podermos ter nem um celular sem sermos vítimas da criminalidade? O que fizemos para merecer isto? Agora, tenho certeza que os defensores dos Direitos Humanos dirão que desumano foi apenas o patrão, talvez até entendendo e defendendo que o bandido estava exercendo sua profissão!

O fato é que não dá mais para sermos românticos. Temos que ser práticos. O país precisa rever seus valores e a Justiça fazer sua parte, sem complacência. Não podemos mais deixar que menores de idade, só por serem menores, façam o que bem entender, mesmo que isto seja matar, por exemplo. A polícia faz a parte dela prendendo, mas aí vem os advogados, juízes e defensores dos Direitos Humanos e, baseados em leis que fogem à realidade brasileira, soltam os bandidos, não importando a idade deles, que saem prontos para cometer mais crimes e se deliciar com a impunidade. E o mais lamentável, é que em muitos casos a polícia é vista como algoz e não como defensora da sociedade, já que tem gente que acha que toda prisão deve ser feita com cordialidade e sem brutalidade. Só que isto raramente é possível! Para os defensores dos Direitos Humanos, bandidos são os policiais e a sociedade, e não o meliante. Por isto que vivemos atrás das grades. Plenos direitos deveria ser só para os que fazem por merecer.

Não quero aqui incitar a população a cometer linchamentos ou qualquer violência gratuita em nome da Justiça. O que exponho é que os Direitos Humanos devem ser aplicados às vítimas, e não aos bandidos, quando estes sofrem prisões onde se faz necessário o uso da força, por exemplo. Nenhum policial aplica a força numa prisão por gosto, mas sim por necessidade. É preciso valorizar a vítima, e não vitimar o bandido, transformando-o em coitadinho.

*Alessandro Lyra Braga é carioca, por engano. De formação é historiador e publicitário, radialista por acidente e jornalista por necessidade de informação. Vive vários dilemas religiosos, filosóficos e sociológicos. Ama o questionamento.

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