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Como acaba o IPTU

Como acaba o IPTUO Brasil pode servir perfeitamente como exemplo de mau uso na aplicação de recursos públicos. É uma observação surrada, entretanto, necessária de ser lembrada, já que está na base de inúmeras desgraças nacionais.

Excesso de impostos, ônus que desabam sobre o cidadão, nesses dias o IPTU cheio de cálculos propositadamente fraudados. A indignidade até nas fórmulas de cobrança não é poupada, nossos governantes não sabem o que é ter respeito, vergonha, se esbaldam da burocracia medieval enraizada no Estado brasileiro, essencialmente patrimonialista, abusado e perdulário.

Faltam-lhes transparência e honestidade. A carência endêmica é de honestidade. A qualidade dos governantes, dos “poderosos” é lastimável. Falta-lhes grosseiramente embasamento moral, em geral o espírito público, e sobram-lhes interesses pessoais, sede de poder, desatrelados do genuíno interesse da população. Falta-lhes amor ao ser humano, um sentimento que o olhar, as palavras, os gestos revelam a quem tem um mínimo de sensibilidade.

BABILÔNIA TRIBUTÁRIA

Autoritário, cartorial, perverso, esse é o sistema brasileiro, uma babilônia tributária e burocrática povoada de arrogantes, incompetentes e corruptos.

Passaria de 12 toneladas de papel fino rejuntar todas as normas tributárias que se abatem sobre o contribuinte. Nisso a (in)justiça desconsidera a impossibilidade de um ser humano poder guardar em sua cabeça uma centésima parte de tudo que concerne a tributação e a legislação que conferem o direito de arbítrio aos Poderes.

Em direito a cláusula primeira determina que não se admite ignorância. A partir da publicação, em uma das centenas de diários oficiais que afligem o país, a norma é conhecida, válida e se aplica na circunscrição. Alguém que sai de casa e transita, para ir ao trabalho, em três municípios metropolitanos deverá lembrar que na divisa de cada um a lei muda. Tem, assim, município que aplica limite de velocidade em diferentes medidas. Eu passo por limites de 30 km/h, 50, 60, 70, 80, 90, 110 km/h sem aparente critério. Isso se deve mais ao interesse de multar e arrecadar do que propriamente a segurança do transeunte.

INDÚSTRIA DA MULTA

Prolifera a indústria do radar e da multa. Se o MP determinasse uma investigação, encontraria com facilidade maracutaias horríveis cometidas pelos operadores desse sistema de controle de trânsito. As empresas se concentram nas mãos de ex-parlamentares, alguns que perderam cargo por improbidade e corrupção, verdadeiros exploradores da floresta de asfalto tupiniquim por meio de ladroagem. As normas são ditadas e sugeridas por eles aos governantes que abastecem de propinas para tirar o máximo proveito. O foco é o dinheiro, a segurança de trânsito, a cortina da maracutaia.

Motoristas profissionais entre quebra-molas, limitadores de velocidades, “pardais” no fim de um ano, mesmo os mais ciosos da segurança, deixam uma parcela elevada de seus salários em pagamento de multas, óbvio que esse dinheiro falta depois na mesa e no orçamento familiar. Os critérios adotados na distribuição das “arapucas” e na regulação dos radares são outra história escabrosa.

Existem municípios que multam placas de veículos de fora, desregulam o limite do controle em 5 km/h de forma a cair na autuação uma infinidade de inocentes que receberão as multas em suas casas com imensa dificuldade de contestá-las, ainda com um custo inviável, perda de tempo. Ainda o recebimento das multas não está garantido cair nos cofres públicos, pois existem suspeitas de que o butim não receba entrada contábil nas administrações municipais e seja distribuído entre quadrilhas.

Até quando o flagelo dos políticos se abaterá sobre essa nação?

Fonte: Tribuna da Internet

Comentários

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Comentários

  1. Teresinha Winter disse:

    Rsrsrsrsrs “Indústria da multa”! rsrsrsrsrs Ainda falam nisso? Não cansaram? O número de multas ainda é MUITO PEQUENO em comparação ao que os motoristas fazem nas ruas e estradas! Só é multado quem pede por isso. É lógico que não vão contestar, porque estão errados! Há casos de enganos? Sim, mas pra isso tem o recurso. Tem é de batalhar por um caminho mais simples pra quem vai recorrer e que todos possam fazê-lo e ter um “julgamento” rápido, sem que se tenha de fazer o pagamento antes. É só se organizar. Mas retirar todos os pardais, lombadas, etc. do caminho, essa é de doer, não é? Ou quem sabe perguntar onde colocar um redutor de velocidade? É claro, numa estrada no meio da floresta, onde não passa ninguém. rsrsrsrs

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