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Campeão mundial de corrupção, Brasil precisa de um líder para combatê-la

Vejo-me obrigado a bater na mesma tecla, lamentavelmente. A corrupção não é uma criação dos tempos atuais. No entanto, aprofundou raízes em todas as nações, tanto em maior quanto menor número de casos, mas todos os países indistintamente convivem com este crime, já que, se houver exceção, apenas confirma a regra.

No Brasil, as diferenças para o resto do mundo, nesta questão, são peculiares. Simplesmente somos a nação mais corrupta da face da Terra, alcançando tamanha sofisticação neste ilícito que dificilmente poderemos imaginar um retorno à normalidade, ou seja, àqueles índices anteriores que conseguíamos aceitar porque “naturais” na política nacional.

Independente de não haver uma tradição de países corruptos corrigirem essas tendências com o retorno da probidade e honestidade para os poderes instituídos, no Brasil as ramificações da corrupção estão tão solidamente organizadas que não existem meios disponíveis e legais de combatê-las com eficiência e eficácia.

ATÉ OS MILITARES – Aqui no Brasil, a corrupção está presente até mesmo onde se deveria esperar conduta patriótica e honesta, como ocorre nas Forças Armadas, a exemplo do caso da Eletronuclear, que levou a condenação de um vice-almirante cuja carreira era um dos orgulhos da Marinha.

E a corrupção não se caracteriza apenas por propinas, mas tráfico de influência, fisiologismo, espírito de corpo, legislação em causa própria, penduricalhos salariais indevidos, instâncias especiais de julgamentos para parlamentares e membros do Executivo, condições especiais – benevolências – para corruptos ligados intimamente ao governo e/ou Congresso, nas instituições, nas estatais, BNDES, fundos de pensão, empréstimos consignados…

EXEMPLO DE MANAUS – O Brasil está absolutamente à mercê da corrupção, a ponto de a principal facção criminosa do Amazonas, responsável pela chacina de 56 detentos no mês passado, ter contribuído financeiramente para a eleição do governador(?!), e tamanho poder é absolutamente inimaginável até mesmo para países considerados mais corruptos!

E, se porventura, o povo brasileiro decidisse – está nas suas mãos esta decisão – diminuir esta chaga que temos porque incurável, teríamos um grande problema pela frente, imenso, que é o seguinte: não temos líderes políticos honestos e competentes para substituir os que estão no comando!!!

Se tivéssemos pelo menos um líder nacional com essas características, nem precisaria haver eleição, porque o apoio popular seria tamanho que os demais candidatos nem teriam coragem de concorrer. Mas nossa realidade é bem outra e em 2018 teremos de escolher o menos pior, porque o juiz Moro não quer ser candidato.

Fonte: Tribuna da Internet

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