Brasileiro é preso levando vinte milhões para os EUA

Brasileiro da TelexFree foi preso com US$ 20 milhões nos EUA. O dinheiro estava dentro de um colchão.

Procuradores norte-americanos anunciaram na quinta-feira que cerca de 20 milhões de dólares descobertos sob um colchão em um apartamento no Estado de Massachusetts foram apreendidos após a prisão do brasileiro Cléber Rene Rizério Rocha por lavagem de dinheiro em conexão com um esquema multibilionário de fraude global.

Os investigadores descobriram que a empresa TelexFree, que se promovia como uma companhia de internet e telecomunicações, na verdade era empreendimento de um esquema de pirâmide de dinheiro.

De acordo com a investigação norte-americana, Rocha atuava como mensageiro do sobrinho do brasileiro Carlos Wenzeler, sócio da TelexFree. No dia 31 de dezembro, Rocha chegou aos Estados Unidos e entregou uma maleta com US$ 2,2 milhões a uma pessoa que colabora com as investigações da procuradoria de Boston. Depois desse encontro, agentes federais seguiram Rocha até um apartamento em Westborough, em Massachusetts, onde o brasileiro foi detido. Após a prisão, os investigadores voltaram ao imóvel e descobriram o dinheiro. O próprio brasileiro afirmou que o montante chegava a US$ 20 milhões.

Fundada por James Merrill, a TelexFree é investigada pela procuradoria de Boston como um grande esquema de pirâmide de dinheiro. A empresa é sediada em Marlborough, também em Massachusetts.

Em abril de 2014, a TelexFree pediu falência com dívidas de US$ 5 bilhões.

*Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em Santa Catarina, foi para o Rio Grande do Sul aos vinte anos. Foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas entre 1962 e 1963. Foi secretário da Indústria e Comércio e da Fazenda de Porto Alegre, além de secretário de Relações Internacionais e chefe da Casa Civil do governo do estado do Rio Grande do Sul. Foi preso duas vezes durante o regime militar brasileiro, em 1962 e 1972. Publicou um livro sobre esta experiência, chamado Ahú, diário de uma prisão política. Trabalhou nos jornais Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, e nas revistas nas Veja e Exame. Também apresentou e participou de programas de televisão na RBS, Band, TV Pampa e TV Guaíba além de programas de rádio. Blog do Políbio Braga

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *