Brasil e Israel
O mais prudente, inteligente e coerente seria o Brasil se manter distante dos problemas que envolvem o Estado de Israel e os países muçulmanos do Oriente Médio. Temos fortes ligações com aqueles povos, que aqui sempre conviveram em paz e harmonia, apesar de nos últimos anos florescer um movimento de má vontade e incompreensão com os israelenses.
Mais da metade de nossa população carrega no sangue a origem no Líbano, na Síria, os cristãos novos, marranos e judeus. O Estado de Israel foi criado pela ONU em sessão presidida por um estadista brasileiro, Oswaldo Aranha, reverenciado naquele país como um amigo. Israel abriga os locais de peregrinação da maioria católica brasileira. Nossa cultura e nosso desenvolvimento econômico muito devem a sírio-libaneses como a judeus. Ambos são nossos irmãos e se amam. O que existe é um grupo radical islâmico,apoiado pela esquerda mundial, que tem raiva não apenas de judeus, mas do mundo ocidental em geral.
Causa profunda tristeza a incompreensão de muitos de que Israel vive em clima de permanente tensão, pois está sob ameaça constante. Nunca ameaçou ninguém. Só mantém territórios ocupados, em ato de legítima defesa em função de ataques covardes sofridos. E rechaçados com competência e coragem.
Não podemos entrar no julgamento de uma questão tratada de forma tão emocional e até irracional. O líder do Irã, um ditador, disse e repete que o holocausto não existiu e que vai tirar Israel do mapa. Só isso bastaria para nos manter longe de um regime dirigido por um ser capaz de tais declarações.
Israel pode ter errado na recente questão do comboio supostamente humanitário, mas muito menos e com menos vidas perdidas do que o afundamento do baco sul-coreano, que já sumiu do noticiario… Mas faz parte do clima que envolve as guerras, desde sempre. Nós, brasileiros, formamos com os aliados na última Guerra e tivemos de aceitar a barbaridade com que se bombardeou Dresden, na Alemanha. Também fomos aliados dos russos que provocaram massacres na Polônia e barbaridades na ocupação de Berlim. E não demos uma palavra quando os comunistas na Itália promoveram execuções sumarias, inclusive do proprio líder do país. Logo, guerra é guerra.
Nossa diplomacia nunca buscou o estrelato, as manchetes, mas, sim, a coerência. Procurou manter uma tradição de bom convívio, especialmente quando se trata de povos que incorporamos. Cometemos alguns erros que devem ser evitados, como o de reconhecer uma das facções em luta em Angola, em 1974, e, com esta atitude, estimulamos a guerra civil que durou 30 anos e mutilou milhões de pessoas. A origem destes erros está na influência do pensamento esquerdista e antiamericano de setores de nossa inteligência. O que não é novidade no mundo, desde que a indústria cinematográfica americana foi, em determinada época, quase comunista, assim como o governo Roosevelt praticamente jogou a Itália nos braços de Hitler e em Ialta foi um boneco de Stalin..
Logo, não devemos nos esquecer desta integração. Não devemos importar problemas que estão tão distantes de nós, apenas para alegria de uns poucos ideologos do ódio aos americanos, quando não disfarçados antisemitas..
*Aristóteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Por Aristóteles Drummond, em 21/06/2010 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























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Querido Aristóteles Drumond (que união linda de nomes, que reunião de símbolos e significantes personagens da cultura mundial),
Em que mundo você vive, para nos oferecer este texto?
O que devo então entender do recente massacre oferecido por Israel, contra humanistas que conduziam gêneros de primeira necessidade ao maior CAMPO DE CONCENTRAÇÃO da nossa existência?
O que devo entender pelo NAKBA?
Quando eu, como negro (?), como preto… Contesto sobre ações racistas e discriminatórias o mundo me olha e diz…Olha alí o verdadeiro racista… Qdo eu reclamo junto a outros da circunstância ridícula e perversa a que se submeteu o Estatuto da Democracia Racial, por um parlamentar do DEM, o Senador Demóstenes Torres, sendo partido e representante, inimigos do que se propunha ser o Estatuto e que representam tudo de velho e espúrio que o Brasil conserva, esvaziando o que poderia ser mais um passo para o processo de REPARAÇÃO aos descendentes da escravidão no Brasil… me olham e riem…
Quando a comunidade israelita (em qq parte do mundo, principalmente no Estado Nacional, Israel, é acusada e reconhece-se e esparge-se na mídia os atos violentos seus em ações muitas vezes desbecessárias e sangrentas em beneficio próprio… Este que reconhece e aquele que acusa e aponta é antisionista…
Sabado, pela manhã (e a manhã estava linda)… Lendo o Estadão On Line, matéria que falava sobre a visita do representante dos E.U.A ao Oriente Médio e da sua conversa com o presidente ANP… Fiquei espantado com o teor dos comentários… Pincei e publiquei em meu blog (que ninguém lê…rsrs/www.bloggdosylvioneto.blogspot.com)… Vá lá senhor Aristóteles, leia… Não precisa ser no meu blog.. Leia diretamente do Jornal (título da matéria: Mitchell e Abbas no encontro em Ramallah, dia: 19/06).
Mesmo em se tratando de o Brasil, não perder benefícios comerciais que podem afetar a nossa balança comercial e o futuro de nossas finaças…O Brasil há de interagir com a verdade que aprendeu a emanar e transcender na luta contra a ditadura e contra o imperialismo, que corrói e corrompe a juventude e a esperança de toda a América Latina (sem falar do Oriente Médio, Europa Oriental e Adjacências)…Como sempre interagiu, diante de um corpo diplomático de historiografia irreticável…
Grande abraço senhor
Sylvio Neto