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Brasil colabora com Reino Unido em favor das ilhas Malvinas

O fotógrafo Fernando Gomes, do jornal gaúcho Zero Hora, flagrou uma nova colaboração militar brasileira com o Reino Unido. O flagrante foi o reabastecimento no aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre (RS) de um avião Hércules C-130 da Royal Air Force (RAF).

O avião ficou cerca de uma hora e trinta minutos em solo, sendo reabastecido, e depois seguiu viagem para as ilhas Malvinas, que os britânicos chamam de ilhas Falkland. Nesta foto é possível ver dois militares britânicos ao lado de fora da aeronave, enquanto a mesma era abastecida.

Já não é a primeira vez que isto acontece e em março desse ano o governo argentino já apresentou reclamações junto ao governo brasileiro, sem nenhum sucesso.

São antigas as reclamações da Argentina da suposta neutralidade dos governos brasileiros em relação às disputas pela posse das ilhas Malvinas. Na verdade, desde a guerra das Malvinas, em 1982, que o governo brasileiros tomou uma posição oficial de neutralidade sobre a questão, demonstrando seu inquestionável nanismo diplomático.

Ao lado, o caça Hawker Hunter MK.58, desativados em 1995, da Força Aérea Chilena.

Governos sul-americanos tiveram posicionamento bem definido quanto ao conflito e até souberam tirar vantagens com isto. O Chile, por exemplo, teria recebido alguns exemplares do caça de treinamento e ataque Hawker Hunter MK.58, que antes pertenciam à RAF, para reequipar perdas da Força Aérea Chilena, por colaborações pouco conhecidas com os britânicos por ocasião do conflito.

A Argentina, ao invadir as ilhas Malvinas em abril de 1982, acreditava que, devido aos pactos militares assinados entre os países americanos, teria o apoio de todos os seus signatários e não foi isto o que aconteceu. Os Estados Unidos, antigo aliado dos britãnicos, sabe-se hoje que forneceu apoio de imagens de satélites indicando a posição da frota argentina, o que facilitou bastante as ações da esquadra britânica durante o conflito. Nenhum país americano apoiou efetivamente a ação argentina, que acabou por perder o conflito.

No caso do Brasil, a única suposta ajuda dada aos argentinos teria sido quando dois caças F-5E Tiger II brasileiros tiveram que interceptar um bombardeiro britânico que invadiu o espaço aéreo brasileiro e estava com problemas de falta de combustível. Esta teria sido a “única” interferência direta do Brasil no conflito e que, acreditam alguns, poderia ter minimamente beneficiado os argentinos.

*Genival Tatuapé mora em Belo Horizonte, embora seja mineiro de Uberlândia.

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