Bom senso não custa
Administrar uma cidade do tamanho e com os problemas do Rio de Janeiro é difícil. Mais fácil é criticar ou dar palpites. Mas não deixa de ser uma maneira de colaborar com as autoridades empenhadas em atender ao interesse público, como tem sido a positiva intervenção da Secretaria da Ordem Urbana no centro.
Por isso, ocorreu-me abordar alguns detalhes que andam faltando e que não custam recursos, sempre escassos e disputados.
O primeiro se relaciona com o horário de reabertura aos domingos das pistas da Avenida Infante D. Henrique – Aterro do Flamengo – que seria mais natural ocorrer quando o sol se põe. Ficam as pistas desertas, escuras e o trânsito prejudicado. O mesmo valeria para Copacabana, Ipanema e Leblon. Eliminar o estacionamento nas ruas centrais, como passou, mas com rigor. A indisciplina prevalece.
O segundo seria o comércio funcionar até às 19:30 horas, mantendo o movimento das ruas e uma iluminação mais eficiente com vistas à segurança. A região central está sendo revitalizada, com novos e modernos prédios. E a Guarda Municipal reforçada para impedir a ocupação das calçadas, que comprometem a cidade como centro civilizado de serviços e comércio, como já vem fazendo em relação aos ambulantes. E diminuir os ônibus na Rio Branco, Antonio Carlos, Graça Aranha e Almirante Barroso. A Rua Camerino poderia abrigar as linhas da baixada que estão no coração do centro
A terceira sugestão, que é válida para o governo municipal como o estadual, e até o federal, seria um meio legal de uso das instalações da Beneficência Portuguesa, na Rua Santo Amaro, na Glória, como um novo pronto socorro da cidade. O hospital, parcialmente desativado por questões financeiras, tem mais de 20 salas de operação. O pagamento mensal pelo imóvel poderia servir para quitar dívidas trabalhistas, via leilão.
Uma boa gestão se preocupa também com pequenos detalhes.
*Aristóteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Por Aristóteles Drummond, em 11/10/2011 - 00:01. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.


























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