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Wladmir Coelho

O petróleo já foi nosso?

A importância do petróleo para o desenvolvimento econômico nacional é reconhecida desde o início do século XX através de campanhas de estatização da exploração e comercialização deste importante mineral promovidas por setores nacionalistas. No Brasil destacaram-se, nesta linha de pensamento, Pandiá Calógeras, Arthur Bernardes, Simões Lopes pioneiros, ainda nos anos de 1920, na autoria de leis que possibilitavam a implementação de uma política econômica do petróleo voltada para a auto-suficiência.
Wladmir Coelho

Empresa que matou e poluiu no Golfo do México agora é modelo no pré-sal

Os danos decorrentes do derramamento de 04 milhões de barris de petróleo no Golfo do México após a explosão de uma plataforma da British Petroleum (BP) ainda não podem ser devidamente analisados. A tragédia, ocorrida em abril de 2010, ainda matou 11 trabalhadores. Para os olhos o derramamento de petróleo foi superado em função da limpeza superficial das águas e areias, todavia os efeitos ao meio ambiente e economia ainda não podem ser medidos com exatidão. Um exemplo alarmante foi revelado através dos estudos do biólogo Willian Patterson da Universidade de West Florida.
Wladmir Coelho

Petróleo dura até 2050

O banco britânico HSBC apresentou um relatório apontando para 2050 o pico da produção mundial de petróleo. Apenas para deixar claro; pico da produção não significa o fim do mineral, mas a queda na produção ou inviabilidade econômica desta. O relatório do maior banco europeu, entretanto, aumenta a preocupação quanto a possibilidade de elevação no preço do petróleo agora não somente associado a instabilidade política, mas a sua escassez.
Wladmir Coelho

Petróleo ensina lições de concentração e monopólio ao setor do álcool e açúcar

A concentração no setor petrolífero não relaciona-se somente as tradicionais empresas exploradoras envolvendo ainda as prestadoras de serviços e equipamentos. Neste caso devemos observar com atenção a tendência monopolizadora da General Eletric com conseqüências diretas para o Brasil. O mais recente ato de concentração da empresa estadunidense foi a compra do setor de energia da britânica John Wood Group (WG.L) por US $2,8 bilhões.
Wladmir Coelho

Repressão e controle do petróleo no mundo árabe

O modelo regulatório encontrou no mundo árabe sua maior oposição efetivada a partir de inúmeros protestos e revoltas contra a corrupção, desemprego, fome e exploração dos recursos minerais em beneficio dos oligopólios de sempre. Este quadro de inconformismo da população exibiu ao mundo aspectos omitidos durante as décadas de predomínio do chamado neo-liberalismo revelando, inclusive, a insegurança à qual foram submetidos os sistemas econômicos nacionais.
Wladmir Coelho

Aumento no preço do petróleo e crise mundial

O clima de instabilidade política no Oriente Médio e norte da África apresentam-se como justificativa para os recentes aumentos nos preços do petróleo existindo uma preocupação dos países consumidores com a repetição dos valores observados em 2008. Foi com esta apreensão que reuniram-se no último dia 22 de fevereiro ministros da energia de 90 países em encontro promovido pelo International Energy Fórum (IEF) na capital saudita.
Wladmir Coelho

EUA amplia intervenção estatal no setor petrolífero

Considerando-se uma disputa entre os dois maiores consumidores mundiais de petróleo, Estados Unidos e China, pelo controle de áreas produtivas observaríamos a vantagem do primeiro tendo em vista a existência de consideráveis reservas de petróleo em seu território, notadamente, aquelas localizadas no Golfo do México e Alaska. Este quadro somado a presença militar no Oriente Médio, África e América Latina formam a base da segurança energética estadunidense.
Wladmir Coelho

Capital brasileiro fora da exploração do pré-sal

A Constituição de 1988 objetivando a implementação de uma política econômica de fundo desenvolvimentista estabeleceu uma clara distinção entre empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional. A base desta diferenciação, anota o professor Ricardo Antônio Lucas Camargo, pode ser encontrada, dentre outros, no projeto de lei apresentado por Gabriel Passos no qual apresentavam-se os seguintes critérios para conceituação de empresa brasileira: Ser constituída no Brasil e ter neste a sua sede, mais de 50% do seu capital constituído por ações nominativas de propriedade de brasileiros, residentes permanentemente no país, direção por brasileiros, ausência de laços de subordinação ou dependência com firmas, grupos, trustes ou indivíduos estrangeiros.
Wladmir Coelho

Oligopólios de olho no controle do petróleo e biocombustíveis brasileiros

No último dia 05 de janeiro foi assinado um memorando de entendimentos entre a Refinaria de Manguinhos e Astra Oil Trading uma das maiores corporações mundiais no setor de refino, comercialização de petróleo bruto, derivados e biocombustíveis. O objetivo deste acordo seria uma avaliação das instalações da empresa levantando os valores necessários para sua adequação a condição de depósito do óleo extraído do pré-sal, incluindo a região retirada da legislação “estatizante” e “nacionalista” do governo Lula da qual faz parte o campo de mesmo nome, buscando em seguida as empresas interessadas em adquirir o controle da única refinaria privada nacional.
Wladmir Coelho

Crise no Egito, petróleo e revolução

O Egito possui 18,2 bilhões em reservas provadas de petróleo existindo a expectativa de comprovação para mais 2 bilhões segundo informações do Ministério do Petróleo revelando estes números a pequena influência do país neste setor da economia quando comparado, por exemplo, as reservas gigantescas da Líbia de 56 bilhões de barris. O Egito, desde o acordo de paz assinado em 1979, tornou-se obrigado a fornecer petróleo para Israel existindo, dentre os motivos que levaram as últimas manifestações contra o ditador Mubarack, a denuncia de condições vantajosas para o comprador nesta negociação.
Wladmir Coelho

A corrupção na exploração do petróleo africano

A importância do continente africano para a indústria petrolífera mundial apresenta-se em crescimento representando em 2010 10% da produção mundial. Esta produção iguala-se a soma do Irã, Venezuela e México existindo a expectativa de alcançar 15% do total mundial em 2020. Naturalmente o petróleo africano conhecido não encontra-se distribuído de modo equânime entre os 54 países do continente concentrando-se no território de 16 nações das quais destacam-se Angola, produzindo 2 milhões de barris ao dia, e Argélia com 1,9 milhões de barris diários.
Wladmir Coelho

Petróleo financia a intolerância nos EUA e cria ilusões no Brasil.

A nova legislação brasileira para o setor petrolífero, de forma cristalina, sinaliza para nossa condição de exportador de matéria prima necessitando, para este fim, o investimento em tecnologia para exploração em áreas profundas. Esta tecnologia será desenvolvida – em grande parte – por empresas instaladas no Brasil, mas possuindo a matriz fora de nosso território. O caso da General Eletric é gritante. A Petrobrás será a controladora de parcela mínima dos campos, entretanto será responsável por sua manutenção e piorando isso tudo quando este petróleo perder sua condição comercial o Brasil será importador de tecnologia das chamadas energias alternativas. É preciso ampliar o debate a respeito da política econômica do petróleo brasileiro com urgência.
Wladmir Coelho

O Iraque agora é moderno

Na economia do petróleo, os EUA adotaram no Iraque a seguinte fórmula: desapropriar contratos antigos, indenizando as empresas. Imagine o ilustre leitor esta solução aplicada na América Latina. Naturalmente seria considerada obra de um ditador louco. O governo iraquiano comemorou a produção de 2,6 milhões de barris de petróleo ao dia superando vinte anos de diminuição nos volumes extraídos em função do embargo comercial e diferentes conflitos armados. A causa deste aumento foi imediatamente atribuída à liberalização do mercado petrolífero iraquiano, fato verificado a partir da invasão liderada pelo exército dos Estados Unidos cuja missão seria salvar do mundo das armas de destruição em massa controladas por Saddam Hussein.
Wladmir Coelho

Petróleo das Malvinas: conhecido e ocultado desde 1975

Em 1975 uma comissão parlamentar britânica visitava as ilhas Malvinas para levantar os meios necessários para retirar o arquipélago da estagnação econômica. O deputado e geólogo Colin Phipps fazia parte deste grupo levando em sua bagagem os estudos da Universidade de Birminghan a respeito do potencial petrolífero da área. Phipps retornou a Londres convencido da existência de petróleo nas Malvinas e redigindo imediatamente um relatório encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores, informando a existência de um gigantesco campo. A respeito desta descoberta o pesquisador argentino Federico Bernal, em seu livro “Petróleo, Estado y Soberania”, destaca uma notícia do ‘Daily Telegraph’ de 1977 na qual o jornal londrino anunciava a existência de petróleo no nas Malvinas em quantidade superior à encontrada no Mar do Norte.