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Washington Reis

Quem são, de fato, os sem memória

Alguns defensores de Dilma e do PT resolveram chamar de “sem memória” todos nós que apoiamos a candidatura de Aécio Neves à Presidência. O fazem porque acreditam que nós nos esquecemos da Era FHC. No entanto, nossa memória não é restrita nem atende às conveniências partidárias do PT e de seus aliados. Ela vai mais longe; ela vai aonde a memória de petista algum quer ir; ela vai antes de FHC. Eu vivi, ainda garoto, a época de superinflação das Eras Sarney/Collor. Acompanhado do meu tio numa bicicleta Caloi amarela, a gente ia para os mercados, mas não havia produtos para vender. Tínhamos dinheiro, ainda que pouco, mas não havia mercadoria nas prateleiras dos supermercados, não havia leite nem pães nas padarias, não havia carnes nos açougues, não havia remédios nas farmácias, e por aí vai.
Washington Reis

Manifestantes pagos x vandalismo patrocinado

Sejamos francos: a denúncia do advogado Jonas Tadeu de que "jovens pobres recebem R$ 150,00 por protesto para fazerem vandalismo" até surpreende, mas não muito. Historicamente, os partidos de oposição no Brasil mais ligados à esquerda financiam atos contra os governos, assim como os movimentos sociais, sindicatos e coisas do gênero. Foi assim nas passeatas contra FHC, contra as privatizações e outras mais. E isso é, a meu ver, até aceitável. Não necessariamente há pagamento em dinheiro, mas o financiamento pode vir por meio de locação de ônibus, de pagamento de estadias e refeições e outro tipo de despesa que, por si só, o manifestante não teria condições de arcar.
Washington Reis

Reforma política e custeio de campanhas

Esperei as eleições de 2012 se concluírem para me manifestar acerca de alguns pontos cruciais da reforma política que tramita no Congresso Nacional já há algum tempo, mas que, por apresentar pontos que causam polêmica e dissenso entre os parlamentares e partidos políticos brasileiros, até hoje não foi votada. A espera se deveu ao fato de, pela primeira vez, eu ter me apresentado como candidato, o que me permitiu construir textos não com base em conhecimentos jurídicos aprofundados que efetivamente não tenho, mas na vivência do processo político como eleitor e, agora, como candidato.
Washington Reis

Um excelente exemplo uruguaio: José Mujica

O Uruguai é o país da América Latina que mais admiro. Lá o povo tem senso de nacionalismo fortalecido; o nível de alfabetização é de 97,9%; foi o primeiro país do mundo a oferecer laptop e internet gratuita para cada criança do ensino primário; muito bem avaliado pelos organismos internacionais, tais como Freedon House e Transparência Internacional; com uma expectativa de vida de 76,4 anos; com um IDH de 0,783 segundo o PNUD de 2011, o que é considerado elevado; e por aí vai. Hoje tomei conhecimento de mais um exemplo positivo do país, desta vez envolvendo seu atual presidente José Mujica.
Washington Reis

Por que o “Veta, Dilma!” é uma farsa?

Muitas foram as razões me levaram a não participar da manifestação de segunda-feira que, a meu ver, teve finalidades muito diferentes da anunciada. Como tenho dito reiteradas vezes, esta manifestação é uma farsa, e seu real objetivo está muito longe da defesa dos royalties. (...) O que se viu segunda-feira foi, primeiramente, uma nítida propaganda eleitoral antecipada em favor de Dilma, Pezão e Lindberg, que são pré-candidatos às eleições de 2014. Isso porque o discurso de “Veta, Dilma” não se sustenta na realidade. O que vimos ontem está longe de ser uma genuína “manifestação popular”.
Washington Reis

Prefeitura do Rio quer criar a “Bolsa Cracudo”

Manifesto-me diante de mais uma imbecilidade da prefeitura do Rio de Janeiro na luta contra o crack. Noutra ocasião, reclamei alguma ação do Governo Federal no enfrentamento da questão que atinge não só o nosso Rio de Janeiro, mas todas as grandes cidades do país. Desta vez, nossa crítica se direciona à prefeitura do Rio de Janeiro, que cogita uma absurda bolsa às famílias do usuário de crack como medida de contenção à esta epidemia. Segundo matéria do Jornal O Dia, “o projeto é baseado no “Família Acolhedora”, que paga de R$ 350 a R$ 900 para adultos que se disponham a cuidar de menores de idade em situação de risco social."
Washington Reis

Crack: o “Residente Evil” brasileiro

Incomoda-me a parcimônia com que Dilma e o PT tratam a questão do crack, sendo o seu combate inclusive uma das promessas dela na campanha de 2010.Diante do enorme e, aparentemente, vão esforço do Governo e da Prefeitura do Rio de Janeiro, bem como de São Paulo, não vi claro ou efetivo empenho do Governo Federal em ajudá-los na questão. As prefeituras agem na internação destes seres humanos que, neste momento, precisam de enorme atenção e tutela por estarem fora de si com o amparo da polícia militar, que corre como um "capitão do mato" atrás de escravos fugidios, mas o governo federal nada faz efetivamente. Parece que "não é com eles".
Washington Reis

Em defesa dos royalties do Rio de Janeiro

Hoje, a Câmara dos Deputados apreciará o Projeto de Lei nº 2565 de 2011, de autoria do senador petista Wellington Dias (PT-PI), que muda as regras da distribuição dos royalties de petróleo no país, prejudicando os Estados produtores de petróleo e dando a todos os estados da Federação o direito a uma parte deste recurso, hoje partilhado apenas entre os produtores como o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Será uma perda orçamentária significativa para o Rio de Janeiro, contra o qual devemos nos impor, embora o governo Sergio cabral não tenha autoridade moral para isso face ao modo subserviente com que se relaciona ao governo do PT, partido do autor do Projeto que lesa o Rio de Janeiro.
Washington Reis

Em prol da tribo Maracanã

Considerando a complexidade do caso que envolve os índios da tribo Maracanã e o poder público do Rio de Janeiro (estado e Prefeitura da Capital), resolvi me valer dos recursos que me cabem como cidadão para solicitar a intervenção do Ministério da Justiça, através da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, na questão que envolve o terreno conhecido como Museu do Índio, o Maracanã. Isso sem contar no nítido conluio que há entre o prefeito Eduardo Paes e o governador Sergio Cabral em relação à questão, haja vista que a prefeitura tornou, por meio de decreto, “sem efeito” o tombamento do Museu do Índio, abrindo caminho para a demolição e utilização da área.
Washington Reis

40 anos sem a “Estrela Dalva”

Seu canto incomparável deu vida a canções dos mais diversos gêneros: boleros, tangos, valsas, marchas-rancho, baião, etc. Sua voz toca o coração de quem a ouve como flechas de dor floreadas por letras recheadas de paixão. Poucos artistas se fizeram sentir tanto em suas canções quanto Dalva. Canções que, aliás, não eram compostas por ela, mas que pareciam ser compostas “para ela”, nas quais a artista demonstrava aquele sentimento que mais a caracterizou: o amor, no misto de alegria e tristeza que o caracterizam e que, portanto, eram bem assimilados pelo seu povo, que a amava de um modo tão maravilhoso a ponto de sorrir com as alegrias dela e de chorar com as suas tristezas.
Washington Reis

A importância do Latim para a Língua Portuguesa

O ensino do Latim é extremamente necessário para a formação integral do estudante de Letras no Brasil, e não uma questão de proselitismo, saudosismo ou exagero pedagógico como alguns preferem crer. Os vínculos entre a língua portuguesa e a língua latina são inegáveis e inexoráveis, e é um pouco disso que se pretendeu demonstrar neste artigo. O emprego adequado de palavras latinas, sobretudo de sua flexão no plural é indispensável para uma escrita adequada, haja vista haver termos latinos sem correspondente usual em português. Isso porque a formação do plural de vocábulos latinos não é como em português, que se dá através da adição do sufixo “–s”, via de regra. Logo, é necessário saber que o plural de campus (sem acento, aliás) é campī por ser um termo da 2ª declinação latina e formar, por esta razão, plural em –ī; que o de corpus e corpǒra por ser um termo da 3ª declinação latina de tema em –s e, portanto, formar plural com rotacismo intervocálico em –ǒra; e que o plural de status é status, por ser um termo da 4ª declinação latina de tema em –ūs, cujo plural é também em –ūs. Isso numa redação pesa, embora as aulas de redação não tratem deste assunto, em alguns casos.
Washington Reis

Perimetral sim!

Os jornais anunciaram que a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu antecipar em nove meses o início da demolição do viaduto da Perimetral, na Zona Portuária da cidade, dando forma ao projeto do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB) de acabar com o elevado e construir um túnel no lugar. Segundo o jornal "O Globo" a demolição será iniciada em abril de 2013, e “a pista sentido Aterro do Flamengo, no trecho entre a Rodoviária Novo Rio e a Rua Cordeiro da Graça, em frente ao Armazém 16 do Cais do Porto, será a primeira parte da estrutura a ir ao chão.”
Washington Reis

Brasil: o país da dupla tributação

Há muito se questiona a elevadíssima carga tributária brasileira. São mais de 80 impostos que massacram a população e os setores produtivos. Como se não bastasse haver tantos impostos, há ainda o problema da dupla tributação, ou seja, a cobrança sobre um mesmo bem ou serviço, seja através de impostos ou de taxas. O Imposto de Renda é um caso. Da maneira como se aplica, ele se torna um imposto sobre salário, acarretando uma dupla ou múltipla tributação por coincidir sobre um mesmo item juntamente com os outros impostos advindos de bens e serviços adquiridos. Para que não houvesse uma dupla tributação, seria necessário que o imposto de renda incidisse sobre eventuais sobras, e não sobre o salário, haja vista que todos os bens e serviços adquiridos com o salário já possuem, em seus valores, uma pesada carga tributária. Assim, se pagaria imposto de renda apenas pelos valores que não tenham sofrido quaisquer tipos de tributação, como os valores que tenham eventualmente sobrado do salário após o pagamento de todos os bens e serviços, dinheiros aplicados em poupanças e em outros fundos de investimento, etc. Se cobraria, portanto, imposto de renda sobre o dinheiro que eventualmente não circulasse. Se uma pessoa tem, por exemplo, 20 mil reais de salário e gasta os 20 mil integralmente, já tem em seus gastos uma série de impostos embutidos, não devendo, portanto, ser novamente tributada com mais um imposto que incide, na verdade, sobre o seu salário.
Washington Reis

Deficiências da “Lei da Ficha Limpa”

Esta lei, criada por iniciativa popular com o apoio de diversas entidades como a CNBB e a OAB, por exemplo, tem sido anunciada como o “Sassá Mutema” da política nacional pelos meios de comunicação e pelas entidades que participaram de sua elaboração e organizaram a coleta de assinaturas para que ela fosse apresentada ao Congresso Nacional. No entanto é preciso perder a ingenuidade a que te querem jogar estas propagações redentoristas e reconhecer que, tal como foi aprovada, ela apresenta deficiências preocupantes, tornando toda esta fanfarra que se faz em torno dela mais um espetáculo midiático em torno de uma Lei deficiente do que um brado por algo benéfico.
Washington Reis

Uma reflexão sobre a vinda do Papa Bento XVI ao Rio em 2013

Manifestamos nossa grande alegria pela vinda do nosso querido Papa Bento XVI ao Rio de Janeiro em 2013, para a Jornada Mundial da Juventude. Seja bem-vindo, Bento XVI! O Rio te ama e o Cristo Redentor te abraça em acolhimento às suas mensagens de paz, esperança, fraternidade e amor para os cariocas. Certamente, Sua Santidade não se arrependerá da escolha, e será muito bem acolhido aqui. Embora muitos critiquem, a vinda do Papa Bento XVI pode ser aproveitada para que sejam incutidos na sociedade brasileira alguns VALORES há muito esquecidos em nosso país, como a honestidade, a alteridade e o respeito entre os homens.
Washington Reis

Eliminação de candidato por negatividade no SPC-SERASA – um ato discriminatório e ilegal

Embora a Lei Federal nº 9029, de 13 de abril de 1995, proíba a prática discriminatória para a contratação de funcionários por parte dos empregadores, há elementos exigidos tanto no processo de divulgação da vaga quanto no processo seletivo que configuram clara e explicitamente práticas desta natureza. Desde anúncios de empregos contendo a expressão "ser abençoado" (igual a "ser evangélico) até a consulta a órgãos como SPC-SERASA, o fato é que tais práticas se dão de maneira muito comum no país, como se não configurassem ilegalidade.
Washington Reis

A permanência de Carlos Lupi e a cumplicidade de Dilma

Definitivamente a história de "faxina" no governo que a presidente Dilma (PT) tentou "vender" para a opinião pública brasileira cai por terra. O episódio envolvendo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), reflete que a presidente, ao tentar mostrar a força de sua autoridade no caso, na verdade nada mais faz do que afrontar o povo brasileiro, que definitivamente não quer mais o ministro no cargo. Qualquer cidadão de bem compreende que não há mais condições para a permanência de Lupi no ministério. Aliás, por conta de sua reprovável atitude de cumplicidade em relação ao seu ministro, a presidente tem sido alvo inclusive de processos na justiça, como o que foi movido pelo deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), que protocolou nesta sexta-feira uma ação popular na 5ª Vara Cível da 4ª Região da Justiça Federal, do Paraná, contra a presidente Dilma Roussef, contra o ministro Carlos Lupi e contra a União.
Washington Reis

Por que razão o ministro Orlando Silva teria caído?

Dez meses de governo Dilma: cinco ministros demitidos e outros dois "realocados" de suas pastas. Parece piada, mas é o governo de Dilma. Agora foi a vez do ministro dos esportes, Orlando Silva (PC do B), que entregou o seu pedido de "demissão". Nenhuma demissão soou tão suspeita de conspiração quanto esta. Teria o ministro saído por conta de escândalos ou por conta do olho grande nas verbas da Copa de 2014? Por que, depois de tanto tempo com Orlando Silva à frente do ministério dos esportes - ele é outra "herança" do governo Lula -, a fraude em convênios só foi descoberto agora?.
Washington Reis

O ridículo uso político da doença de Lula

Chega a ser ridículo o uso político que está sendo feito da doença do ex-presidente Lula. A exemplo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a doença está servindo mais para uma campanha política antecipada do que para uma busca de orações e solidariedade da sociedade ao político. Estas pessoas deveriam entender que, neste momento, o que cabe são as manifestações de solidariedade, individuais ou coletivas, orações e energias positivas. Não há adversário que deseje mal em um momento como este, mas daí a fazer uso da doença de Lula para fins políticos é demais. Isso só comprova o que tenho denunciado há anos: que o PT quer implantar uma ditadura chavista no Brasil. Já age como ele até quando o assunto é doença...
Washington Reis

Em defesa da norma culta da Língua Portuguesa

Como prenuncia o título, este artigo fará uma defesa do ensino da norma padrão da língua portuguesa e tentará demonstrar o que há por trás desta iniciativa demagógica, populista e corporativista do MEC, que, aliás, vem perdendo o prestígio e a notoriedade que sempre lhe caracterizaram pela péssima gestão do atual ministro, Fernando Haddad. O fracasso escolar não é uma peculiaridade da disciplina língua portuguesa. Logo, sua causa não está no conteúdo a ser passado, mas sim na péssima qualidade do ensino brasileiro, que vem sendo deteriorado desde a ditadura militar. Essa, aliás, é uma discussão que envolve inúmeros educadores pelo país e a sociedade civil de um modo geral, e que, portanto, não se restringe ao ensino de língua vernácula nem a seus professores, mas perpassa diversos setores da sociedade, especialmente aquele que é o responsável legal pela gerência da educação no país, que é o MEC.