Principal » Artigos de Silvio Persivo
Silvio Persivo

No te vayas Lio

Mesmo com a forte chuva que caiu sobre Buenos Aires, na tarde do último sábado, centenas de pessoas se reuniram no Obelisco, famoso monumento da cidade, para pedir que Messi não deixe a seleção argentina. Os fãs levaram bandeiras e cartazes com a expressão "No te vayas, Lio", usada desde o último domingo pelo jornal "Olé" para que o craque volte atrás, gritaram e cantaram.
Silvio Persivo

Crônica da paciência perdida

Não sei se vocês ainda lembram, mas, a afastada presidente Dilma, lá pelo começo de março, fez, em rede nacional, um discurso culpando a crise mundial pelos problemas do Brasil e pedindo paciência aos brasileiros. Recebeu, como bela e imediata resposta, pelo país inteiro, e ainda mais nas grandes capitais, gritos, vaias, xingamentos, panelas batendo e buzinas protestando contra seu pedido bizarro.
Silvio Persivo

Ainda somos reféns da crise

Sem superar o passado recente, sem sepultar, de vez, o governo passado, não avançaremos. Precisamos fazer isto nem que depois, se for o caso, também sepultemos o governo presente e interino. Toda economia somente melhora quando se tem estabilidade e perspectivas. Sem um governo permanente continuamos reféns dos ideólogos sem cabeça e da crise.
Silvio Persivo

Viva as diferenças

A situação recente do Brasil, com os governos petistas, comprovaram, o que na experiência histórica é recorrente, que sempre que se tomam medidas coercitivas para a redistribuição de riqueza somente se consegue que os ricos e os espertos enviem sua riqueza para o exterior, ao passo que os desafortunados terão de arcar com o fardo do inevitável declínio econômico.
Silvio Persivo

A atuação da imprensa

Uma característica permanente da imprensa, desde que começou a ser reconhecida, é a de que jamais foi isenta. Efetivamente, sua função básica sempre foi a de propagar e difundir ideias, e, ao que se sabe, é muito incomum ideias, em especial sobre governo e sociedade, serem consensuais.
Silvio Persivo

A reconstrução necessária

Os pecados dos governos do PT, além do pecado original de desejar que o estado dominasse tudo, passam também pelos erros primários de condução da administração pública. Lula, que saiu com uma aprovação recorde, no seu primeiro governo foi responsável pelo “Mensalão”, obra que por si só, já merecia o impeachment que ele havia pedido para todos os governos anteriores.
Silvio Persivo

O discurso insensato dos neosofistas

O que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fez, sob o ponto de vista técnico, não deixa de ser um strip-tease intelectual contra toda argumentação lógica, pois, nega que o governo tenha praticado fraude fiscal ao editar decretos para liberação de recursos suplementares ao orçamento em 2015 afirmando que os fez!
Silvio Persivo

A derrota junto com a desonra

O impeachment será inevitável. Se, não ocorrer agora, tornará o país um barril de pólvora. Não há golpe, mas, sim rebeldia, manifestações espontâneas da população que não deixam dúvidas sobre a repulsa às pretensões hegemônicas do PT. Lula e Dilma não tem nem sequer a capacidade de preservar o respeito que poderiam adquirir se cedessem à vontade popular.
Silvio Persivo

Até onde e quando a farsa vai?

Mesmo quem defende o atual governo não nega que se passaram já dois anos do seu mandato sem conseguir governar. Vai passar mais tempo para fazer o quê? Envergonhar ainda mais a nação.
Silvio Persivo

A insensatez em marcha forçada

Semana passada o Ibope aponta que 82% da população é contra sua forma de governar. Mesmo assim tentou trazer Lula para ver se termina seu mandato. Lula, com a imagem desfeita pelas acusações que o cercam, está fazendo o possível, e o impossível, para mantê-la.
Silvio Persivo

No caminho da retorno da esperança

Apesar do ex-presidente Lula ainda afirmar, numa coletiva a veículos internacionais, que o governo deve buscar uma “coalizão” com parte do PMDB que ajudará a barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, esta hipótese parece, cada vez mais, remota diante do andar da carruagem. No Congresso, todos já trabalham com um governo de união nacional de Michel Temer
Silvio Persivo

Vai ter é impeachment

Golpe não se faz com os parlamentares votando pelo afastamento de Dilma, nem com o rito sendo julgado pelo Supremo. É inaceitável que se fale em golpe quando a figura do impeachment consta da lei.
Silvio Persivo

É um governo…

Lula e Dilma foram os alvos maiores por não terem cumprido suas promessas de dias melhores e por não terem, na opinião da maioria que os elegeu, mais condições, nem credibilidade, para reverter à situação. Ambos são apenas mais do mesmo. Tiveram suas oportunidades e jogaram fora.
Silvio Persivo

Faltou Assis Chateaubriand…

Sinceramente, que me perdoe Guilherme Fontes, mas, passar quinze anos para fazer de um tema como o de Assis Chateaubriand um filme menor, é passível mesmo de responder processualmente seja pelo que for. O filme tem seus méritos? Tem. Se não se tratasse do grande personagem que trata seria, sim, um filme muito bom...
Silvio Persivo

Basta de mais impostos

Já se fala em criar uma campanha sob o slogan “Basta de impostos”, todavia, há os mais radicais que pregam uma paralisação, mesmo que temporária, no pagamento de impostos como forma de protestar e fazer com que os políticos entendam que o aumento de impostos chegou ao limite suportável.
Silvio Persivo

Até onde um plano de desenvolvimento sustentável se sustenta?

Os planos e programas devem incorporar a sabedoria que vem das ruas, do povo, que deve participar da condução dos seus destinos. O grande problema, logo de início, é o de que, nos tempos atuais, como o planejamento se faz para um espaço geográfico, um espaço político, são tantos os atores, tantas as instâncias que fica difícil se ter uma coordenação e um controle das ações.
Silvio Persivo

O comportamento nas redes sociais exige limites

Há certos tipos de comportamento que me incomodam e, por ser uma pessoa até certo ponto antiga, ainda do tempo em que o Brasil possuía tecnologia de boas maneiras, me incomodam muito mesmo, até mesmo em alguns bons amigos que tenho, a forma como agem. Não sei explicar, sob o ponto de vista psicológico, que, por sinal, não é meu forte, a razão, porém, elas existem, pois, assim como acontece com muitas pessoas que pegam na direção de um veículo ou de motoqueiros, que se acreditam ases do motociclismo, muitas vezes, também as pessoas que se colocam diante da tela de um computador parecem perder a própria personalidade e passam a agir como se fossem selvagens ou brutos.
Silvio Persivo

A desmaterialização e a imprecisão da imprensa

Na verdade a imprensa, hoje, como acentuou José H. Oliveira Júnior, presidente da Agência Brasileira de Notícias-ABN, pode ser um blog. Pode também ser um vídeo que se espalha na internet e vira viral. Uma foto no Instagram, um comentário no Facebook pode se tornar, num instante, mais forte que páginas e páginas num jornal ou telejornal repetitivo, de vez que, ao mesmo tempo que a imprensa se desintegra, se fragmenta, parece, aos olhos de todos, mais igual do nunca, mais a mesma coisa, nas notícias “pega e cola” de todos os órgãos de comunicação, que surgem padronizados, iguais, pasteurizados de tal forma que as imagens, fotos, palavras são as mesmas, como se fosse modificado apenas a marca de quem veicula.
Silvio Persivo

Será que vamos continuar estocando vento?

É um país que tem um histórico de escolhas, de prioridades erradas. Basta ver que, com dimensões continentais, optou pelo modal rodoviário. Que com sol, vento e água em abundância, compartilha com a África, a glória de não ter aproveitado todas as oportunidades de seus recursos hídricos, bem como permanece num terrível atraso em relação ao uso da energia solar e eólica. Mas, é, em especial, nas políticas públicas que esta tendência se manifesta da forma mais negativa e cruel.
Silvio Persivo

Rumo à calmaria

Se no último levantamento, de julho, apenas 9% consideraram o governo “bom” ou “ótimo”. Imagine agora? Também o Congresso votará os seis vetos presidenciais restantes. Tudo indica que aí não teremos surpresas, mas, na segunda quinzena de outubro, está prevista a votação do relatório do TCU sobre as contas do governo Dilma de 2014.
Silvio Persivo

Manifesto contra a morte da antropofagia

O Brasil está de costas para o futuro. Como se pode construir uma nação sem um projeto? Como se pode aceitar como normal ser dirigido por alguém que não consegue ler dezoito linhas ou não consegue alinhar três minutos de uma fala coerente? O Brasil que seria o país do futuro se encontra, como sempre, na fila do atraso. Aceitando, como uma avestruz enfiada na terra, que podemos continuar a ignorar as melhores práticas de outros lugares, que podemos crescer, desenvolver sem educação e sem conhecimento.
Silvio Persivo

Aumento de impostos é aumento da agonia!

São inúmeros os exemplos, mas, não há um mais evidente do que a promessa feita, num encontro com empresários em Campinas, há um ano, em que a presidente Dilma Rousseff (PT), então candidata à reeleição, prometeu que não mexeria nos direitos trabalhistas afirmando, taxativamente, com uma frase de efeito: “Nem que a vaca tussa”. Nem precisou terminar o ano, porém, anunciou um pacote de ajustes nas regras para acesso a abono salarial, seguro-desemprego, seguro-desemprego do pescador artesanal, pensão por morte e auxílio-doença. Esta foi apenas uma, das muitas práticas da presidente, depois da reeleição que destoam do que foi prometido na campanha. Há, porém, muito mais, todo um “pacote de maldades” da presidente, que incluem o veto ao reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda. Se a lei tivesse sido aprovada, pessoas que ganham até R$ 1.903,98 não precisariam prestar contas ao Leão
Silvio Persivo

As surpresas da sempre surpreendente vida

Havia entre os cientistas que executavam a missão de reconhecimento de Plutão a expectativa de que que o planeta acabaria sendo, como a Lua ou Mercúrio, um planeta cheio de crateras em que nada acontece. Mas, como revelado pela sonda New Horizons da Nasa (agência espacial norte-americana) que sobrevoou Plutão em 14 de julho, pela primeira vez, via imagens em alta resolução do planeta, a geografia revelada é de um dinamismo e de uma variedade que modificou tudo que se pensava sobre este corpo celeste desde seu descobrimento, há 85 anos.
Silvio Persivo

Governo trata inundação como se fosse vazamento

Segundo apurou o jornal "Folha de S. Paulo", Lula teria estimulado o Tribunal de Contas da União-TCU, para questionar as contas de Dilma Rousseff. Isto mesmo. Segundo publicado pelo jornal “Lula disse ao ministro José Múcio Monteiro, de quem é próximo, achar razoável que o órgão pedisse explicações sobre as pedaladas fiscais”. Parece até coisa de maluco, mas, faz sentido quando se verifica que o ex-presidente, segundo também a imprensa, não temtido boas noites de sono com a possibilidade de ser preso em futuro próximo. Possibilidade que se agravoumuito com a homologação da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, pelo procurador-geral da República, Janot, “que deve abrir nos próximos dias mais procedimentos" onde, segundo consta, se inclui Lula e Edinho Silva numa primeira fase e, em seguida, Dilma Rousseff.
Silvio Persivo

Só para chatear

Penso que todo mundo que tem um pouco de senso já se indignou com as injustiças da vida. Confesso que já fui um seguidor, um leitor voraz, um marxista convicto. Talvez, tenha lido muito mais Marx do que, para ser modesto, 90% dos que o citam. Mas, até o próprio Marx não se considerava marxista ainda vivo. Depois da queda do Muro de Berlim a defesa de uma sociedade estatal, de uma sociedade coletiva é uma tarefa ingrata e contra os princípios básicos da vida, mas, aparece uma imensa horda urrando bordões ultrapassados ainda crentes que estão salvando o mundo e, em geral, guiados por pessoas que somente pensam no poder.
Silvio Persivo

O presente chinês será grego?

As manchetes já festejaram e o governo brasileiro vê quase como uma tábua de salvação a vinda do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, com mais de 200 empresários e um pacote de investimentos destinados ao Brasil estimados em 53 bilhões de dólares, que tornaria realidade alguns grandes projetos brasileiros necessitados de capital, como é o caso da Ferrovia Transoceânica, um mega-projeto de ligação ferroviária entre o Rio de Janeiro e os portos do Peru, investimentos em energia, como a linha de transmissão da usina de Belo Monte e projetos industriais, com ênfase no setor automobilístico e de máquinas e equipamentos. Bem, a própria denominação “negócios da China” já traz em si, a idéia de lucros extraordinários. A questão, quando se trata com os chineses, é de perguntar: extraordinários para quem?
Silvio Persivo

Nem tudo é tão relativo

Não deixa de ser folclórico que, muitas das pessoas que se dizem de esquerda, fiquem babando e rejubilando-se pelo fato de terem divulgado que Vaccari, o tesoureiro petista, possui um patrimônio pequeno como se isto fosse uma prova de honestidade. Convenhamos que, como em outros casos, é muito provável que os bens e valores adquiridos estejam em nome de outras pessoas ou até mesmo em contas no exterior. Afinal, devemos lembrar que, não é por acaso que a justiça o acusa: inúmeros os delatores que citam sua participação e/ou recebimento de parte das propinas da Petrobrás.
Silvio Persivo

A informação no nosso tempo

Que tudo se acelerou ninguém tem dúvidas. A pressa, que sempre foi inimiga da perfeição, é quem nos escraviza no presente. A pressa e a novidade, ou, se quiserem, a presencialidade que se expressa na visão de que é preciso estar "in", estar por dentro, num mundo altamente tecnológico e pós-moderno, ou seja, é preciso estar informado para se decidir. Mas, como estar informado num mundo onde a informação entra aos borbotões? Como tomar decisões onde há um imenso excesso de estímulos, de vertentes que, invés de dissipar incertezas, contribui para aumentar as dúvidas? Afinal com a evolução tecnológica, o volume crescente de dados que chegam por sistemas de informações, por e-mail, twitter, redes sociais, feeds, mídias convencionais, newsletter etc. é tão incrivelmente grande que a esmagadora maioria das pessoas não consegue nem ler e ver o que precisaria quanto mais filtrar o que é importante para direcionar sua vida, seus negócios, suas decisões.
Silvio Persivo

A crônica dor de barriga brasileira

Infelizmente, no momento, o Brasil experimenta uma enorme (e prolongada) prisão de ventre, se formos comparados com um corpo. Efetivamente, para um país funcionar bem é preciso, indispensável que seus órgãos políticos processem bem as demandas públicas. É o oposto do que acontece no país: passamos por uma imensa e crônica incapacidade de processar as necessidades da população, ou seja, de fato, os organismos políticos não funcionam, não processam, nem expelem os materiais nocivos ao funcionamento da política. Estamos sim, emperrados, com um imenso bolo que faz com que os intestinos políticos fiquem presos não por dias, mas, por meses, anos e, o que é pior, o médico que nos trata deve ser um daqueles “sem noção”, cubano do “Mais Médicos”, que não entende nem as causas, nem da prevenção e/ou do tratamento para nos ajudar a obter alívio.
Silvio Persivo

O leão está solto nas ruas!

Não importa se foram os mais de um milhão em São Paulo ou se os quinze mil de Porto Velho ou os supostos cinquenta mil de Brasília. O que importa é que “nunca antes neste país”, nem mesmo Collor teve uma rejeição tão alta. O que importa é que predominaram os gritos de “nossa bandeira não é vermelha e sim verde e amarela” pedindo a saída de Dilma e do PT, demonstrando o cansaço com um governo pelo qual não se sentem representados. E isto é ainda mais fantástico por não se ter visto nenhuma presença política significativa, nenhuma citação, bandeira ou sigla de qualquer partido ou político. Voluntária, ou não, com toda a tranquilidade, transparência, a manifestação pacifica foi um gigantesco e homérico protesto contra o que o governo fez e faz. Foram manifestantes que, majoritariamente, se posicionaram contra o governo.
Silvio Persivo

Mídias sociais tendem a aumentar a influência no consumo

Uma pesquisa norte-americana, feita durante um período de mais de dois anos, pela Civic Science, mapeou o que influencia mais os consumidores na hora de comprar, onde comer e o que assistir: anúncios na TV, propaganda na internet ou conversa nas redes sociais. O questionário foi respondido por mais de 17 mil adultos norte-americanos e o total de respostas variou entre 2 mil e 5 mil, de forma que se trata de uma pesquisa bastante representativa. Há, no entanto, algumas análises que foram feitas que devem ser levadas em consideração. Apesar de tudo, a pesquisa mostra que existe uma crescente percentagem de consumidores dizendo que conversas em redes sociais são as que mais os influenciam.
Silvio Persivo

Jogo de velho é videogame

É fantástico que as novas tecnologias sejam aconselháveis para os mais velhos (e a adesão das pessoas de mais 60 anos à internet, por exemplo, tem sido acima de 50%), porém, é mais interessante ainda que os videogames sejam considerados como excelentes para a prevenção e para o tratamento de algumas enfermidades. Especialistas afirmam que, se usados pelos mais velhos, o videogame melhora o condicionamento físico, a força, o equilíbrio e também ajuda o lado cultural e social. E, pasmem, ao contrário do que seria esperado, quanto maior o período de uso melhor é a concentração, a agilidade e até mesmo o processamento das informações e, meses depois que param, os benefícios permanecem. Confesso que fiquei com inveja de alguns deles que, ao jogar, se esqueciam de tudo, inclusive mulheres, que deixavam as panelas no fogo queimar a comida.
Silvio Persivo

Um aniversário sem festa

O PT ao completar 35 anos de história conseguiu um feito inédito, nas palavras de seu guia, como “nunca antes neste país”, partido algum teve. A associação imediata que se faz com o nome do partido: corrupção. A grande contradição é a de que foi um partido que construiu sua reputação brandindo a bandeira da ética, com ferozes ataques aos adversários contra a corrupção! O Lula e seu partido que, agora, são acusados de patrocinar os dois maiores escândalos que o país já assistiu- o “Mensalão” e o “Petrolão” não podia ver, antes, qualquer sinal, de qualquer vírgula errada, sem apontar o dedo, e indignado, gritar contra o assalto aos cofres públicos. No entanto, hoje, diante dos esquemas muito maiores de corrupção fecha os olhos e até indulta e bate palmas para os acusados.
Silvio Persivo

O custo real das campanhas eleitorais

Na campanha eleitoral os candidatos, em especial a nossa presidente, Dilma Roussef, com um marketing afiado, prometeram tudo, se disseram capazes de resolver todas as coisas. Aliás, pelo que se via, e as polianas, os petistas convictos por ideologia ou por dinheiro, atestavam o Brasil não podia estar melhor. O Brasil, pelo que entendi, se é que consigo entender alguma coisa, somente não estava melhor por causa do ambiente externo, mas, por aqui, os nossos dirigentes não erraram nada e tudo permaneceria no melhor dos mundos possíveis, como sempre esteve, pelo menos, depois que o PT alcançou o poder, ou seja, quando, por fim, descobriram ou inventaram este Brasil maravilhoso e novo do presente.
Silvio Persivo

A sombra da retrospectiva de 2014

Que retrospectiva se pode fazer de 2014? Em termos de fatos não se pode dizer que não tenham existido muitos, embora, de fato, o Brasil viva mais de marketing, de escândalos e manchetes do que de qualquer outra coisa. Foi um ano do qual não se pode falar sem citar dois momentos que galvanizaram a atenção dos brasileiros e, por incrível que pareça, ambos marcados por duas grandes decepções: a Copa do Mundo e as eleições. Da Copa não se precisa falar grande coisa na medida em que os expressivos 7x1 são uma clara demonstração de que não somente perdemos, mas, que perdemos vergonhosamente.
Silvio Persivo

Sentimento de Natal

É mais um Natal. Os natais passam na nossa vida quase sem nos darmos conta. E, só depois de muito tempo, passei a compreender que cada natal é um natal diferente. Não que o Natal mude, pois, na verdade, quem muda somos nós, quem muda são as condições do mundo, da economia, da vida. Não desejo ficar nostálgico nem olhar para o passado, porém, não há jeito. Para quem, igual a mim, carrega muitos natais nas costas, um olhar retrô é imprescindível, inescapável, fatal mesmo. E, por menos que se deseje negar, o Natal, realmente, não é mais o mesmo. Também pudera! Qual o Natal de comparação? Falar que o Natal mudou, como numa série histórica, é preciso que se fixe uma base, um natal que sirva de comparação, uma espécie de Natal padrão.
Silvio Persivo

Luiz Gonzaga e Anastácia, o rei e a rainha

Se, no filme, o destaque está para a vida, nem sempre em linha reta, de Gonzaga e a tumultuada relação familiar, em especial com o filho, o que se destaca no livro de Anastácia é sua coragem, sua ousadia, sua alegria de viver, que se esparrama mesmo nas piores situações. Em ambos as criações tomamos contato com a figura real de Luiz Gonzaga, uma pessoa generosa, mas, ao mesmo tempo, casmurra, com certos padrões nordestinos antigos entranhados que, hoje, seriam considerados “preconceitos”, porém, que revelam os padrões éticos e o caráter de uma certa época, mesmo que com suas contradições, na medida em que não somos perfeitos.
Silvio Persivo

Erros da política econômica deixam governo sem rumo

O Partido dos Trabalhadores (PT) sempre teve o problema genético de ter um viés estatista, de desejar controlar a economia e a sociedade a partir do governo. Se, com Lula da Silva, este, pelo menos, conservava canais de comunicação com a sociedade para diminuir os impactos das intervenções, o mesmo não ocorreu na gestão Rousseff. Esta se caracterizou por impor à sociedade, cada vez mais, uma filosofia e uma política que contraria os princípios básicos de uma sociedade democrática e pluralista, e o que deve ser a bússola mais importante para orientar a vida econômica, que é a lei da oferta e da procura, que, foi, sistematicamente, desrespeitada no seu governo.
Silvio Persivo

A fé é inabalável

Por necessidade virei professor, mas, sempre perto de uma redação de jornal, e procurando entender como a economia se movia. Já fui (e até tentei aprender alemão para ler Marx no original) e, creiam, poucas pessoas (obsessivo que fui) leram tanto Marx. Fui um marxista convicto, mas, ser marxista é, por definição, superar Marx. Não repeti-lo como muitos fazem como um papagaio. Aliás, Marx é uma parte do conhecimento. Se virar, como virou para muitas pessoas, uma certeza não se trata mais de Marx, mas, de uma nova bíblia, pior que a original que, certamente, ninguém conhece.
Silvio Persivo

A política econômica atual penaliza o futuro do país

Com os juros altos e a inflação se elevando começam a sentir os efeitos negativos de viver em cima do crédito e não da renda. Sob o ponto de vista macroeconômico, no entanto, a política do governo Lula, e continuada por Dilma, cometeu o grave equívoco de buscar o crescimento pela demanda. E a demanda estimula o crescimento, mas, não o garante. Crescimento somente existe pelo lado da oferta na medida em que é resultado do aumento da produção, ou seja, de existir maior capacidade produtiva e mais bens e serviços no mercado. Somente com novos investimentos, com aumento da produção industrial isto pode acontecer.
Silvio Persivo

Uma encruzilhada entre ter ou não ter esperança

O Brasil deve decidir se quer ser mais competitivo, ter mais liberdade, ser um pais mais inclusivo e mais diversificado ou vai aceitar a canga que nos querem impor de mais estado, de um modelo, o modelo petista, que, apesar de doze anos de comando do país, aumenta o poder do estado, a carga tributária, as imposições burocráticas e pretende até mesmo regular o lucro e encabrestar a mídia. Especialistas em desenvolvimento, mais do que ninguém, são consensuais num ponto: o estado é ineficiente e sempre mais ineficiente que a iniciativa privada.
Silvio Persivo

A credibilidade na internet

É de todos conhecido, ou, se não é, esta disponível nos melhores dicionários, o sentido da palavra credibilidade que origina-se do latim “credibilitas”, que tem o sentido de “o que é de acreditar, o que é de confiança” e que pode ser definido como atributo, qualidade ou característica de quem é crível, de quem merece confiança. Falar de credibilidade é essencial num momento em que, com o descrédito geral nas instituições e, principalmente, na política, se tende a colocar todas as coisas em dúvida como se não houvesse, de fato, muitas pessoas, instituições, órgãos e até mesmo políticos que merecem que se dê um crédito, que merecem, enfim, confiança.
Silvio Persivo

A falta que Marx nos faz!

Qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento sobre política e história, e seja um estudioso, é claro, conhece a clássica referência sobre a repetição na história que é o texto de Karl Marx sobre o 18 Brumário de Luís Bonaparte. Sua publicação data de 1852 e gira sobre um golpe de Estado recém-ocorrido na França. Carlos Luís Napoleão Bonaparte, eleito presidente do país em 1848, resolveu impor uma ditadura três anos depois. A data escolhida para o golpe foi 2 de dezembro de 1851, aniversário de 47 anos da coroação de seu tio, o general e estadista Napoleão Bonaparte, como imperador da França.
Silvio Persivo

Uma pesquisa sob medida para o governo

Todos sabiam que a entrada de Marina Silva iria mudar o jogo. Os números, porém, da primeira pesquisa do Datafolha são estarrecedores não tanto por colocar a nova pretendente no jogo (o que já era esperado), mas, por configurar uma situação de favoritismo que não se coaduna com as tendências que pareciam estar estabelecidas. Há na pesquisa algumas coisas que não parecem bem colocadas (para não dizer que estão bem arrumadas). É uma pesquisa que, por tudo que mostra, e na hora que mostra, somente favorece a candidata oficial, apesar de, aparentemente, ser boa para a nova concorrente. Em primeiro lugar, ao colocar Marina num empate técnico (e na frente de Aécio) estabelece logo de início a condição de que será um dos dois que estará fora do jogo, ou seja, na prática, coloca Dilma como estabelecida no segundo turno e joga os dois para trocarem chumbo na arena eleitoral.
Silvio Persivo

A necessidade inadiável do bom jornalismo brasileiro

Todo governo anti-democrático a primeira coisa que pretende é manietar a imprensa. O governo, e muitas vezes o partido do governo, que vive pretendendo colocar rédeas na imprensa é um governo, por definição, fascista ou totalitário, seja de esquerda ou de direita. Thomas Jefferson, com seu pensamento revolucionário e democrático já havia dito que a imprensa é indispensável para a democracia. Os jornais, as redações, mesmo com a pobreza mental que o estreitamento dos meios de manutenção tem tornado uma realidade, ainda são a melhor maneira de apreender a realidade mesmo com sua falta de cultura pela simples razão de que, ainda que de forma cada vez menos culta, possuem algum método de determinar o que é relevante e, ainda que de forma imperfeita, discutir os seus diversos lados.
Silvio Persivo

O mundo ficcional do pensamento conservador

Bruno Garschen defende com uma argumentação bem feita, no seu artigo “Os anticapitalistas estão contra nós”, divulgado pelo jornal "Gazeta do Povo", a tese correta de que “Defender o capitalismo é uma tarefa inglória” porque, na sua quase totalidade o anticapitalista não é um interlocutor intelectualmente honesto. E não o é porque, previamente, já hostiliza quem pensa diferente com acusações pessoais de odiar os pobres e os beagles, além de elencar sobre o capitalismo pecados que não tem, de vez que, na definição de capitalismo, vaga e aberta a qualquer significado, pode-se atribuir, como Marx fez com vigor e crença, tanto que existe uma força sobrenatural que governa acima da razão de todos (um espírito imaterial, todo-poderoso e onipresente), bem como que o empresário, o dono do capital, age sempre para explorar a mão de obra do coitadinho do trabalhador.
Silvio Persivo

O vexame do Brasil na Copa afeta as eleições?

É provável, quase certo, que haverá um impacto imediato nas pesquisas sobre a imagem da candidata do governo. Dilma deve voltar a cair, talvez até um pouco mais do que levemente subiu com o bom humor que a seleção ao vencer inflou no país. Aliás, a tendência de queda que se sentia na sua candidatura deve continuar. A Copa do Mundo, como é praxe, paralisa, em grande parte, as atividades do país e, mesmo as convenções, a política, se resumiu ao essencial e, agora, deve ser retomada com mais intensidade. E, como é natural, a rotina também. E não se pode esconder que na rotina do brasileiro, desde o ano passado, dos famosos movimentos de rua de junho, produz um olhar para o cenário com uma perspectiva muito negativa, o que, é lógico, não favorece o governo.
Silvio Persivo

Os fatos rasgam a fantasia

Há uma evidente, e continuado, noticiário internacional que, ao analisar a Copa de Mundo de 2014 no Brasil que, no momento, dá mais atenção aos protestos da população do que ao evento. O governo se queixa de que existe uma “contaminação” da mídia internacional pela versão dos grandes meios de comunicação internos. Num esforço de modificar esta imagem a presidente Dilma convidou os correspondentes de 21 meios de comunicação que escreveram sobre o país para um jantar no qual tentou fazer um exercício de sedução para mudar a visão dos jornalistas.
Silvio Persivo

Baixo crescimento é fruto dos erros da política econômica

Por mais que as autoridades façam discursos otimistas, o fracasso da política atual de desenvolvimento centrada no consumo, torna-se evidente com a pequenina expansão de 0,2%, no primeiro trimestre, acompanhada de inflação alta e um enorme rombo comercial. Não adianta o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desejar atribuir o baixo crescimento brasileiro a algum problema conjuntural ou a fatores externos. É o ambiente econômico, a indústria em declínio e a baixa produtividade que conduzem ao baixo desempenho dos indicadores de nossa economia. Isto é visível, por exemplo, na pesquisa divulgada pelo IMD, escola de negócios da Suíça, o Índice de Competitividade Mundial, no qual o Brasil perdeu três posições este ano, estando, agora, em 54º lugar, num universo de 60 países analisados. Em quatro anos, desde o início do mandato de Dilma Roussef foram 16 posições perdidas.
Silvio Persivo

A crueldade da burocracia brasileira

Se formos pensar em termos de burocracia será imprescindível ir buscar o seu conceito em Max Weber. É do sociólogo alemão a concepção científica da burocracia que ganhou com ele o significado clássico de que a burocracia seria a organização eficiente por excelência por conseguir explicar nos mínimos detalhes como as coisas deverão ser feitas. Para Weber, aliás, a burocracia moderna não seria apenas uma forma avançada de organização administrativa, com base no método racional e científico, como também uma forma de dominação legítima. Para conceber esta visão ele creditava aos burocratas os atributos que regem o funcionamento da burocracia como formas de relações sociais das sociedades modernas.
Silvio Persivo

Os sinais da mudança

Ao contrário do que se veicula o problema maior da reeleição de Dilma não é a queda na pesquisa CNI/Ibope que, em geral, tem maior efeito apenas nas classes mais politizadas. Embora a queda da popularidade acentue os problemas e, de fato, tenha acontecido no pior momento para o governo até agora, uma boa leitura mostra que é apenas mais um sinal no ponto de inflexão de um governo que não fez o seu dever de casa. Por mais que o controle da imprensa, por meios econômicos, a propaganda intensa e a tentativa permanente de sufocar a oposição seja um traço do poder opressivo que busca se tornar único do PT, os furos no dique se acumulam e todos eles derivam da incapacidade administrativa do governo seja em relação à política econômica, ao atendimento de suas bases ou na construção da infraestrutura e oferta de serviços básicos à população.
Silvio Persivo

Palco Giratório: a vitória da diversidade cultural

O que de fato diferencia o Palco Giratório é sua capacidade de promover o que o próprio Ministério da Cultura não consegue, que é uma política cultural que fomenta a formação e a criatividade. O projetoabre espaço para o novo e consegue abranger os diversos olhares da produção nacional, a partir de uma avaliação sensível e honesta dos artistas e seus trabalhos, sem privilegiar, como normalmente acontece, os nomes já estabelecidos e atentando para os processos e dinâmicas capazes de gerar discussões, reflexões e até mesmo a perplexidade. Enfim, a grande vantagem do projeto tem sido a capacidade de fortalecer e desenvolver a produção local e lhe proporcionar possibilidades de alcançar outras fronteiras.
Silvio Persivo

O descontentamento surdo

Quando se olha para trás e se observa a eleição da atual presidente, Dilma Roussef, se constata que o Partido dos Trabalhadores-PT e seus candidatos estavam numa situação muito mais confortável. Lula conseguiu, com uma estratégia esmagadora e a fragilidade e incompetência da oposição, fazer Dilma vencer a eleição para a Presidência, em grande parte pelo fato da economia brasileira, aparentemente, andar bem, pois, se gabavam, com farta publicidade, de ter superado o baque causado pela crise mundial de 2008 e, para demonstrar isto, mesmo sem pesar os custos, trabalharam (e abriram generosamente os cofres) para que o crescimento do Produto Interno Bruto-PIB, em 2010, atingisse, na única vez que se conseguiu isto no governo petista, o recorde de 7,5%. Nem mesmo o alerta da inflação alta de 6,71% afetou o resultado, de vez que, para gregos e troianos, se exibiam os números do aumento de emprego, de renda da população e a continuidade de uma política que se trombeteava correta.
Silvio Persivo

O Paraguai não é aqui!

Que o mundo muda muito e rápido todo mundo sabe, mas, quem, objetivamente, poderia pensar que o Paraguai seria um exemplo para o Brasil? Bem, para quem somente pensa no nosso país vizinho como um sócio menos importante, deveria observar que, no mês passado, uma Missão Empresarial Brasil-Paraguai, composta de 178 empresários ou representantes de empresas e entidades brasileiras, esteve em Assunção, capital do país, para conhecer de perto os incentivos oferecidos para investimentos estrangeiros e casos de empreendedores que já estão instalados no país. A missão foi organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), e liderada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
Silvio Persivo

A morte do carnaval

O carnaval brasileiro está difícil. Ingressou, definitivamente, no mar da mediocridade geral. Prefiro o sossego que assistir a maior festa nacional ter se transformado num imenso zumbi. Nós, brasileiros, estamos provando que chegaremos ao passado sem ter tido presente. O carnaval de hoje é um imenso velório disfarçado de alegria. E já tendo vivido os velhos carnavais do Rio de Janeiro, de Recife, Salvador e Porto Velho, certamente, tenho sólidas razões para ter saudades. Afinal quem conheceu os carnavais de outrora não pode olhar senão, com uma certa nostalgia, os carnavais atuais. A grande realidade é a de que, apesar da festa ter crescido em tamanho, perdeu em uma série de outros quesitos, entre eles, os mais sensíveis de paz, beleza e alegria. O carnaval, no Rio ou em Salvador, virou um grande negócio que engorda diretorias de escolas e blocos, hotéis, fazedores de abadás, e o que acontece de real mesmo é a aglomeração dos jovens, com roupas padronizadas, em torno de bares e casas noturnas. Ah! Tem o desfile da Sapucaí. Outro grande negócio que virou palco de desfile de celebridades enxertadas com silicone. Longe, bem longe, estamos dos sambas enredos de verdade, uma mistura de samba do crioulo doido e ingenuidade que tinha sabor. Hoje até o samba tem gosto de linguiça. Nem queira saber como se fabrica.
Silvio Persivo

O desacerto do tempero

Tem sido quase uma fórmula consagrada dos governos petistas, o processo que se iniciou com Lula da Silva, de, nos dois primeiros anos de governo, agir com mão de ferro, sufocando as demandas sociais, para fazer os ajustes necessários e, no último ano, abrir as portas para fazer gastos e se reeleger. É um tipo de comportamento que tem dado certo, tanto que elegeu Dilma, mas, esta, pelo andar da carruagem, não adotou o sistema, o que pode influir, decisivamente na próxima eleição, apesar da passividade e da falta de uma maior capacidade de aproveitar os erros da política atual do governo.
Silvio Persivo

O primeiro fracasso de 2014

É certo que, no fim do ano, com a mudança do calendário até tentei reviver o otimismo relevando os problemas, como se fossem fruto de uma certa melancolia que sempre ataca as pessoas mais maduras. Como tento viver o presente, com o otimismo possível sobre o futuro, abomino a ideia de que o passado foi melhor, mas, ultimamente, está difícil, muito difícil mesmo, não pensar que foi. A questão é que, mesmo tentando exercitar o otimismo, houveram os assassinatos de pessoas na Zona Leste com tiros que, pelo menos, foi a versão passada, atingiram os que tiveram o azar de estar por ali. Depois houve o episódio de uma prisão no Porto Velho Shopping que espalhou um pânico geral. Porto Velho ficou uma capital, por uns dias, tomada pelo medo. É verdade que não se trata de uma síndrome local. Basta ver os ônibus depredados Brasil afora, os fechamentos de comércios, “rolezinhos”, as mortes, assaltos e roubos que infestam o noticiário.
Silvio Persivo

Uma opção pela esperança

Fim de ano é sempre tempo de balanços, de memórias, de planos, de retrospectivas e de previsões. O ano de 2013 não foi um ano fácil. Foi um ano surpreendente, em especial, por causa das grandes manifestações públicas de junho pelo Brasil afora, porém, mais ainda inquietador por ter deixado a descoberto os grandes problemas nacionais, como o da crescente violência, da baixa qualidade da educação, dos hospitais e universidades sucateadas, pela desindustrialização crescente do país com o aumento explosivo das exportações e, para encerrar as coisas negativas, o fato de que as ações do governo tem sido burocráticas, meras panaceias, que não atacam as raízes dos problemas nacionais.
Silvio Persivo

O sinal de alerta ao “país do faz de conta”

Somos um país no qual se cobra dos professores a produtividade dos professores norte-americanos, que ganham 20% a mais do que a média de todos os salários do país, enquanto os pobres professores brasileiros ganham 20% a menos. Como a carreira não é atraente será que os melhores a procurarão? E, muitos, sem o menor preparo, desprestigiados e desanimados, ainda enfrentam na sala de aulas jovens que vivem no tempo da internet, dos vídeos, dos audiovisuais e dos games, com cuspe e giz. Como resultado será que é de estranhar que 5,3 milhões de brasileiros, entre 18 e 25 anos, não estudam nem trabalham?
Silvio Persivo

Sexta CBAPL foi uma exposição da diversidade brasileira

Em geral conferências nacionais tem sido ou uma mera convalidação de políticas antes já decididas, com a arregimentação de grupos de apoio para bater palmas, ou, quando muito, uma ocasião para fazer política eleitoreira com promessas de melhorias que terminam nas proposições. Não foi o caso da 6ª CBAPL-Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais, que teve como tema “Sustentabilidade dos APLs: Governança, Conhecimento e Inovação”, realizada entre os dias 03 e 05 dezembro, em Brasília. Quem participou teve condição de verificar que foi uma conferência múltipla, rica e com diversos desafios estimulantes tanto sob o ponto de vista do fazer, como da elaboração de políticas públicas e de debates acadêmicos.