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Silas Correa Leite

O pesadelo do romance “O tribunal”, de Álvaro Alves de Faria

Conheci o literato de renome nas quebradas da resistência, Álvaro Alves de Faria, desde as apreendências no meio algo zenboêmico do subway sobrevivencial (entre as sombras perversas e as escuridões tenebrosas) de uma então desvairada pauliceia nos escombros funestos do monturo da chamada canalha de 64 (o medo do comunismo criando monstros); a corrupção institucionalizada nos terríveis podres poderes já bancando a tal “revolução” de primeiro de abril de 64, e, muitos anos depois, quando, aqui e ali lancei alguns dos meus livros de eterno escritor “emergente”, mesmo tachado de “neomaldito da web” pelo Site Capitu e em seguida pelo próprio Antonio Abujamra (Provocações/ TV Cultura de SP), quando ele, o escritor e jornalista Álvaro Alves de Faria teve a generosidade de me entrevistar por mais de uma vez na Rádio Jovem Pan de SP, a respeito de meus poemas e desvairados inutensílios afins.
Silas Correa Leite

A prosa cáustica de Antonio Cabrita no romance “A Maldição de Ondina”

Como quem não quer nada, de forma cáustica, irônica ou circunstancialmente poética, aqui e ali navalha no palavrear-carne humana (relações e escombros), o autor lusoafricano Antonio Cabrita no romance “A Maldição de Ondina” vai levantando lebres/corvos/rinocerontes (acontecências...), apontados trilhas escamosas, como se num desdizer todo próprio e único que abrisse em lascas, repentes nem tão repentes assim, achacadouros – tiradas como se falas-tirinhas de histórias em quadrinhos permeadas no contexto – e vai levantando os panos, os bichos (as lebres...), de seu narrar atrevido, ousado, parecendo como se descompromissado, aqui e ali, variando, mas a pegar o leitor pelo sem-pulo de parágrafos imbuídos no texto que são jóias preciosas, e, às vezes, por que não, atiçadas pérolas aos porcos dos contextos, mesmo ainda assim, ele mesmo, como se com a tal da própria “maldição de Ondina”: subindo à tona do charco humano.