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Roberto Nascimento

A impunidade dos menores assassinos e dos maiores ladrões

O clamor da sociedade diante do aumento da violência no país é uma ação que se impõe, principalmente no tocante aos assaltos diários, no qual os meliantes munidos de facas pontiagudas ferem a vítima mortalmente, mesmo que elas não ofereçam resistência. No que se refere aos jovens menores de 18 anos, o caso do médico assassinado no Rio de Janeiro é o exemplo fático do estado de abandono e insegurança das praças, dos monumentos, dos parques estaduais e municipais. Estamos literalmente a mercê do imponderável, seja indo para o trabalho ou nos momentos de lazer. O povo vai lentamente sendo condenado a viver enclausurado nas suas casas fortalezas.
Roberto Nascimento

Ninguém liga mais…

O Executivo, o Legislativo e o Judiciário agem de acordo com as suas conveniências, de toda a ordem, principalmente a política. No fundo, os três poderes não estão cumprindo adequadamente seu papel constitucional. No caso da nomeação do novo ministro do Supremo, o Executivo deseja que o indicado seja simpatizante do PT, mas, recebeu informes de que o Congresso vetará nomes desse naipe. O PMDB, por outro lado, deseja indicar um nome da conveniência do partido, entretanto, o governo veta. E o notório saber e a ilibada reputação? Ora, ninguém liga mais para esses pequenos detalhes inseridos na Constituição.
Roberto Nascimento

Está difícil acreditar em punição das empreiteiras

Tenho minhas dúvidas acerca da punição das empreiteiras. Os advogados dessas empresas gigantes, poderosíssimas e megafinanciadoras de campanhas políticas, já foram chorar suas pitangas com o ministro da Justiça. Provavelmente para pressionar o governo com a ameaça de demissão de trabalhadores. Ora, advogados peticionam ao juiz e não ao governo. Nesse sentido, o Código de Ética dos advogados foi ferido mortalmente. Mas nada vai acontecer. Na forma da lei, as empresas respondem pelos seus prepostos, sejam diretores, gerentes e mesmo trabalhadores sem função de direção. Os acordos de leniência são uma vergonha, pois sinalizam que o crime compensa e desestimulam as empreiteiras que não participaram da cartelização e do pagamento de propina para agentes públicos e para caixas de partidos políticos.
Roberto Nascimento

Socialismo pode conviver muito bem com a iniciativa privada

O regime socialista convive perfeitamente com os postulados da iniciativa privada. O governo espanhol, quando pontuava o primeiro-ministro Felipe Gonzalez, exemplo que me veio a mente, seguiu firme até que se exauriu por não ter dado as respostas que o povo desejava. Então, venceu o Partido Conservador e até hoje nunca mais os socialistas voltaram ao poder. A partir de 1917, com a Revolução russa, a união das repúblicas soviéticas iniciou o processo de governo no regime comunista. O Estado era produtor, vendedor, controlava tudo e principalmente não havia liberdade de ir e vir.
Roberto Nascimento

Socialismo às avessas!

O gargalo cada vez aperta mais pelo lado dos mais pobres. Enquanto os repasses do Bolsa Família continuarem aumentando, é lógica clara que a miséria cresce no país. Aliás, a escravidão ainda não acabou no Brasil, apenas mudou a maneira pela qual a elite conservadora tosa a liberdade do povo brasileiro. O salário mínimo se reveste em uma das maiores constatações da escravidão. Como um pai de família, que trabalha o mês inteiro, pode proporcionar uma educação de qualidade para seu filho (simulando que tenha só um), vestuário, alimentação, saúde e que ele possa se educar para competir com os filhos das famílias ricas em pé de igualdade? Situação, a nosso ver, impossível de concretização pela via lógica.
Roberto Nascimento

Reflexões sobre impunidade, desarmamento e corrupção

Um ministro do STF confessou, em entrevista ao jornalão do Rio de Janeiro, que o povo já sacramentou a consciência de que a “Justiça” penal só existe contra os pobres e miseráveis e eles não fazem nada para mudar, pois continuam soltando bandidos do colarinho branco e possibilitando a fuga deles para a Itália, principalmente porque os italianos não perdoam o Brasil, que não entregou o terrorista Cesare Battisti e agora qualquer bandido que fugir para lá não será devolvido ao Brasil. Podem perder a esperança.
Roberto Nascimento

Privatizar a Petrobrás?

Entre as receitas para a crise que nos assola atualmente, a mais descrita nas entrevistas dos economistas que comandarão postos-chaves no futuro governo é a concessão de empresas públicas. É a receita da venda do patrimônio público, sem tirar nem por. Discordo frontalmente da possibilidade de privatização da Petrobrás, nossa maior empresa pública e motor do desenvolvimento nacional, desde a sua criação no governo Getúlio Vargas.
Roberto Nascimento

Pesquisa eleitoral confunde mais do que informa

Em primeiro lugar, pouco devemos confiar nos institutos de pesquisa, pelo histórico de erros na análise, que ocorrem em todas as eleições. Confundem muito mais do que informam aos eleitores e às vezes influem na tomada de decisão do cidadão na boca da urna. No entanto, tomando como base, até por hipótese, que o governador Geraldo Alckmin seria reeleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje e também que não estaria transferindo votos para o candidato presidencial de seu partido o PSDB, um fato que os analistas políticos não conseguem entender o motivo, contudo, salta aos olhos a razão...
Roberto Nascimento

A tragédia do Oriente Médio

O erro fatal daquela histórica Assembleia-Geral da ONU ocorrida em 1947, criando o Estado de Israel, foi certamente ignorar os palestinos que viviam naquelas terras áridas. Um povo agraciado e outro sem pátria e obrigado a viver em guetos espremido entre as fronteiras do recém-criado povo judeu, o Líbano, a Jordânia, o Egito e a Síria. A ONU de 1947 é a mesma ONU de hoje, apenas um retrato na parede. Erros atropelados por mais erros e sem nenhum poder para resolver os conflitos e as guerras localizadas na África, na Europa e na Ásia. O Conselho de Segurança está a serviço das grandes potências, vetando qualquer resolução que seja contra os interesses dos Estados Unidos, o país que dá as cartas naquele organismo internacional.
Roberto Nascimento

O drama de Getúlio Vargas e a solidão do poder

O exercício do poder impõe a solidão pela sua própria natureza. São tantas as pressões, os interesses mesquinhos e a falta de patriotismo que os mandatários logo percebem a teia armada sobre suas cabeças. Ou entra nesse jogo de gato e rato, ou então pede para sair, como Jânio, ou é derrubado, como Jango. Getúlio preferiu o suicídio. Outros ainda são assassinados e a história nunca vem a tona na sua integralidade, em razão das questões maiores do Estado. Isso sem falar na ingerência de potências estrangeiras, que utilizam seus serviços secretos para minar os governos até a exaustão, quando seus interesses vitais são contrariados.
Roberto Nascimento

Para apimentar o debate democrático de ideias

Antes de 1964, podia-se votar no presidente de um partido e vice do outro. Assim venceu Jânio Quadros, da UDN, e João Goulart do PTB. Creio, que aquela forma causa distorções de toda ordem. Os dois ficam sempre de olho um no outro, o primeiro com medo das ações do segundo temendo uma conspiração para derrubá-lo e assim, assumir o poder. Esse quadro causa profunda distorção na mente do eleitor e aprofunda a instabilidade política e institucional. Os motivos da renúncia de Jânio, talvez tivessem na raiz de tudo a vontade de se livrar do vice incômodo para poder governar ditatorialmente, conforme fez Getúlio Vargas, um presidente com P maiúsculo, que todos desejariam copiar ficando mais de quinze anos no poder. Todos que assumiram o poder máximo no Brasil, desde o fim da era Vargas tiveram esse sonho de consumo, entretanto, ninguém conseguiu ficar mais de oito anos seguidos. Digo oito anos por culpa de FHC, que trabalhou e conseguiu mudar a Constituição permitindo o segundo mandato para ele e o seu sucessor aproveitou também.
Roberto Nascimento

A mentira é uma regra…

No Brasil a lógica funciona ao contrário: socializam os prejuízos e privatizam o lucro. É uma coisa impressionante. Mas, sim, pelo menos temos banana (apesar de custar cinco reais a dúzia) e podemos dançar a vontade, pois ainda temos carnaval. A política de financiar grandes e até mega empresários, tornou-se inócua, pois eles não deram a contrapartida na geração de empregos, pelo menos na quantidade que seria possível. O grande empregador no Brasil são as pequenas e médias empresas. Espero que os erros de estratégia sirvam para mudar os rumos, persistir neles demonstrará que a experiência não serviu para nada.
Roberto Nascimento

O futuro está logo ali na esquina nos esperando

Os pobres de todas as etnias, que mofam nas cadeias sem direito aos recursos, pois nem possuem advogados para defendê-los, pois os defensores públicos, em menor número do que promotores e com salários infinitamente inferiores, não dão conta da demanda para realizar o serviço de defesa das classes menos favorecidas, o campezinato, o proletariado, os sem terra, os sem teto, e os sem nenhuma perspectiva de vida digna. Olhem bem, as estruturas da Defensoria nos Fóruns, em comparação com os gabinetes de juízes e promotores?
Roberto Nascimento

Reforma urbana: imprescindível e inadiável

Os prefeitos se preocupam demasiadamente em aumentar a arrecadação do IPTU. Não há planejamento urbano. Aqui no Rio de Janeiro, o antes aprazível bairro de Jacarepaguá, um dos mais arborizados da cidade maravilhosa, hoje agoniza. Somem os micos, os pássaros e as árvores, para dar lugar a imensos espigões, com uma barreira de concreto impedindo a chegada dos ventos e aumentando absurdamente a sensação de calor, que bate todos os dias a casa de 40ºC. Os serviços públicos de água, eletricidade e o saneamento básico continuam os mesmos, logo entrarão em colapso. Há alguns dias, na rua onde moro, um transformador explodiu literalmente pegando fogo. Fiquei sem eletricidade 24 horas, o tempo que a Light demorou para substituir o transformador. Resultado: Perdi todos os alimentos perecíveis.
Roberto Nascimento

Nunca houve um país verdadeiramente comunista no mundo

Os pensadores Karl Marx e Friedrich Engels acreditavam que, para sucesso do regime comunista, o país onde deveriam ser implantadas as teorias econômicas descritas no livro “O Capital” seria na Inglaterra, país avançado no regime capitalista. Mas, ao contrário, quis o destino que o processo fosse iniciado em 1917 sob a liderança de Lenin na URSS, um país atrasado, feudal e pobre. Pois bem, ao invés de tornar-se na acepção da palavra um regime comunista, o que se viu ao longo do tempo tratou-se de um capitalismo de Estado. Assassinatos de milhões de russos, expurgos, terror, e até uma busca desenfreada para assassinar Leon Trotsky, que deixou o país e foi morto no México por agentes soviéticos. Não podemos esquecer também do atentado que vitimou Lenin e o levou à morte. Portanto, a luta pelo poder a qualquer custo foi a marca desse regime que muitos teimam em rotular como comunista.
Roberto Nascimento

Chegou a hora do Parlamentarismo

Uma nova etapa do processo político foi inaugurada. Os jovens sinalizaram que querem mudanças em todos os níveis, principalmente em relação à corrupção ativa e passiva, que drena bilhões dos cofres públicos para o ralo das contas secretas nos paraísos fiscais, justamente o que falta para Educação e Saúde. Se o movimento vai arrefecer, se vai parar, não importa, pois o primeiro passo foi dado. Não adianta mais mentir para a juventude, que eles não acreditarão. Uma grande marcha começa com o primeiro passo. Todos estão atônitos e perplexos com o povo nas ruas. Quem em sã consciência pode ser contra os ventos de mudança?
Roberto Nascimento

O espírito animal dos empresários tem caráter de predador

Acredito que a entrega dos portos assim como dos aeroportos, por via de concessão para a iniciativa privada, não terá o condão de resolver os graves problemas estruturais resultantes do crescimento do Brasil nas últimas décadas. O Estado brasileiro quedou-se inerte nos últimos vinte anos. Deixou de investir na infraestrutura ao menos para acompanhar a demanda das exportações e das importações, principalmente. Chamar o investidor privado internacional para participar da expansão desse importante setor portuário, com a esperança de que trarão tecnologia e dólares para o país, é de um primarismo que muitos insistem em referendar.
Roberto Nascimento

Faltam estadistas, faltam homens de visão, mas sobram marqueteiros!

Os investimentos em infraestrutura são necessários, entretanto causam inflação e aumento da dívida pública. Infelizmente, os capitalistas brasileiros não arriscam seus bilhões de dólares em projetos com retorno de longo prazo, como portos, rodovias, aeroportos e refinarias. Fica nossos empresários animais à espera do Estado, que se endivida para manter a infraestrutura. Pegue-se o exemplo dos serviços de distribuição de energia privatizados, com algumas exceções, como Furnas, que FHC não conseguiu privatizar, pois medrou diante do então governador de Minas, Itamar Franco, o único que não aceitou entregar para grupos privados o serviço mais do que lucrativo da distribuição de energia.
Roberto Nascimento

O Iluminismo e as guerras

Em diversos períodos da humanidade, se massacrou em nome da pureza étnica, para se livrar de um inimigo percebido como “impuro”, encarnação do mal e do diabo. Com frequência os homens justificam seus crimes em nome de Deus. Os exemplos são muitos: a noite de São Bartolomeu, na qual, se mataram católicos e protestantes, as Cruzadas e muito mais. A retórica purificadora que leva os homens aos assassinatos em massa vem associada a outro tema fundamental: o da segurança. Ou seja, o grupo se sente em perigo, temendo que outro grupo planeje destruí-lo, então se estabelece o dilema: ou ELES ou NÓS. Conclusão: já que eles têm a intenção de nos matar, devemos matá-los primeiro. Aquele que se apressa em tornar-se assassino se apresenta como vítima. Qualquer semelhança entre os conflitos interpessoais que ocorrem no dia-a-dia das empresas e instituições é mera coincidência.
Roberto Nascimento

China em marcha para a crise

Apesar da China ser a segunda maior economia do mundo, em condições de ultrapassar os EUA já em 2016, ainda existem muitos pobres e uma realidade de país subdesenvolvido. Os chineses são os maiores exportadores de capitais para paraísos fiscais, comprometendo a poupança interna e o investimento em infra-estrutura. Entretanto, a crise iniciada em 2008 começa a ter seus efeitos no crescimento de dois dígitos. Seus produtos baratos e competitivos começam a encalhar devido a diminuição do consumo de europeus e americanos, estes mergulhados em grave crise, que ameaça o Euro e o modo de vida americano exportado para o mundo como a panacéia a ser copiada.
Roberto Nascimento

Kassab derrotou Serra

O fator crucial para a derrota, somado aos outros, se chama Gilberto Kassab. Primeiro, lembremos que Serra apoiou a eleição de Kassab em detrimento do candidato de seu partido, o atual governador do Estado, Geraldo Alkimim, o que causou ferida ainda não cicatrizada. O PSDB marchou dividido e com pouco ou quase nenhum empenho de alguns integrantes. O cacique FHC, mais uma vez foi pouco utilizado na campanha televisiva. Segundo, Kassab participou de uma plenária do PT anunciando a entrada de seu recém-criado partido, o PSD, na base aliada do governo, em um evento midiático de grandes proporções na cidade de São Paulo, para depois inexplicavelmente recuar e declarar que apoiava o seu padrinho José Serra para sucedê-lo na Prefeitura. O eleitor registrou no inconsciente o vai e vem de Kassab.
Roberto Nascimento

Valeu a pena lutar contra a ditadura

A sociedade brasileira pós-ditadura militar evoluiu incontestavelmente. Evidente que não na velocidade que gostaríamos e sonhamos todos nós. Toda mudança é lenta e não será em uma ou em duas gerações que conseguiremos nos equiparar ao estágio dos europeus, por exemplo. Parece-me que aumentou, isso sim, o fosso entre os que ganham muito e os trabalhadores de salário mínimo. Nesse particular, os governos tucanos e petistas nada fizeram para diminuir a diferença, pelo contrário, acentuaram a distância. É preciso tocar nessa ferida aberta, sem os sectarismos partidários de conceitos subjetivos na defesa desse ou daquele partido. Todos estão devendo à sociedade brasileira, cada um com sua cota.
Roberto Nascimento

A crise global

Desde a eclosão, em setembro de 2008, das primeiras labaredas que explodiram o setor imobiliário dos Estados Unidos levando de roldão o sistema bancário, as duas catástrofes tiveram como consequência a forte recessão na maior nação capitalista, que persiste até hoje. O resultado do efeito dominó mais evidente ocorre na zona do euro. O velho mundo, a Europa está em chamas literalmente, arrastada pelo vendaval americano. Grécia, Portugal Espanha e Itália acumulam dívidas impagáveis, apesar do socorro do FMI.
Roberto Nascimento

O papel da Síria no tabuleiro do xadrez mundial

O papel dos atores ocidentais da OTAN já é conhecido amplamente nas guerras do Afeganistão, Iraque e principalmente na Líbia, entretanto a entrada da Turquia de Ergodan no processo de destruição do governo de Damasco (Síria) é simplesmente lamentável. Não se faz o jogo das superpotências impunemente. O governo da Turquia ainda não aprendeu a lição de Saddam Hussein, que fez o jogo dos americanos entrando na guerra contra o Irã por longos oito anos e depois foi abandonado, derrubado e enforcado e seu país destruído pelas bombas “inteligentes”.
Roberto Nascimento

A encruzilhada do Euro

O recrudescimento da crise econômica na Comunidade Européia está sendo devastador tanto para os patinhos feios, Grécia, Irlanda e Portugal, como para os intermediários, Holanda, Espanha e Itália, e até para os do primeiro time, Alemanha e França. Sarkozy perdeu a presidência na França, entregando o poder ao socialista François Hollande. Ângela Merkel, a poderosa chanceler da Alemanha, perdeu as eleições legislativas na Renania, a região mais populosa do país, mais um indicativo de que o Partido Democrata Cristão será alijado do poder nas eleições de 2013. O Partido Social Democrata já prepara o figurino da posse para assumir os destinos do Estado alemão nessa nova fase do país.
Roberto Nascimento

Perde-se mais um gigante: o escritor mexicano Carlos Fuentes

Uma pena que Carlos Fuentes se foi aos 83 anos. Viveu em vários países, inclusive no Brasil (Paraná) por conta da profissão do pai, que era diplomata. Além de escritor, Fuentes era também diplomata. Escreveu 20 livros ao longo de sua carreira de sucessos. Carlos Fuentes era um homem de esquerda, entretanto criticava Cuba e Venezuela. Chamava o presidente da Venezuela de Mussolini tropical. Na revolução cubana em 1959 estava na capital, Havana, antes da chegada de Fidel Castro vindo da Sierra Maestra, mas depois se afastou dos revolucionários cubanos.
Roberto Nascimento

Corrupção e nepotismo na China

A China não pode mais parar de crescer, depois de experimentar o ciclo de desenvolvimento contínuo pelo período de 30 anos. A população chinesa se acostumou com as delícias da sociedade de consumo, logo clama por direitos sociais próprios do regime capitalista. Uma vez experimentada a doçura do mel, ninguém mais quer comer iguarias amargas. O governo de Pequim está diante de um sacrossanto dilema: crescer ou crescer. A China tem a maior população, na casa dos 1 bilhão e 300 milhões, e o maior Exército do mundo. Mas se o povo for às ruas clamando por mais democracia, mais liberdade, mais emprego, melhores salários, mais saúde, regime previdenciário, moradias decentes para todos e igualdade salarial entre chineses e chinesas, quem irá deter aquela multidão?
Roberto Nascimento

A grande questão do escândalo Cachoeira é de ordem ética e moral!

Não se pode debater o caso Cachoeira querendo proteger um lado ou outro da questão, como se estivéssemos em um ringue ou num estádio torcendo por um clube do nosso coração. A vida brasileira atingiu um estágio perturbador, perigoso e que pode se tornar incontrolável. É óbvio que a grande questão do escândalo Cachoeira é de ordem ética e moral. Um homem público, Luiz Fernando Pezão, (vice-governador e ex-secretário de Obras) deu entrevista a um jornalista se defendendo sob a alegação de que é amigo de todos os empreiteiros. Incrível, fantástico e extraordinário.