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Ricardo Thomé

Bullying: localizando o “ovo da serpente”

Por conta dos trágicos acontecimentos ocorridos na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, em 07 de abril último, o tema “bullying” tem se tornado extremamente presente, não só na mídia, como na sociedade em geral. Se de tudo, como se diz, pode-se tirar algum proveito, no caso desta terrível tragédia o proveito é este: a discussão que ela acabou por suscitar em torno desta prática, tão antiga quanto perversa, que sempre grassou nos ambientes escolares.
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Alexandra vai virar Alexandre: que seja bem-vindo!

Completará 27 anos, em outubro próximo, o nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil e na América Latina, a saber: Anna Paula Caldeira. Sua mãe, dona Ilza, na época com 36 anos, por conta de uma peritonite, não conseguia engravidar. Com muita razão, todos nós brasileiros nos sentimos orgulhosos com esta intervenção da Ciência nos chamados “desígnios divinos” e tendemos, inclusive, a considerar tal intervenção parte dos próprios “desígnios divinos”: teria sido Deus, em última instância, quem permitira que Anna Paula viesse ao mundo. Ela própria, por sinal, acredita que foi uma força divina que decidiu pelo seu nascimento, lembrando que, naquela ocasião, outras cinco mulheres tentaram engravidar, mas só sua mãe teve sucesso.
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Big Brother Brasil: genial e necessário

Programa cujo formato é sucesso em praticamente todo o mundo, o Big Brother Brasil, mais que um jogo muito bem bolado, é quase um programa de utilidade pública, na sua capacidade de promover a chamada inserção social, de quebrar paradigmas, de romper tabus, de nos mostrar, como queria Oswald de Andrade – que “devemos ver com os olhos livres”.
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Uma “bicha” espetacular chamada Timóteo

Ano que vem será comemorado o centenário de nascimento do escritor mineiro Lúcio Cardoso, autor de um dos romances mais extraordinários da nossa literatura, a Crônica da casa assassinada, lançado em 1959. Homossexual, boa pinta, foi amigo de Clarice Lispector que, segundo dizem, teria nutrido por ele uma paixão platônica. Chegou a gozar, em vida, de algum reconhecimento por parte da crítica, tendo recebido, inclusive, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.
Ricardo Thomé

Preconceitos: que tipo de leitor você é?

Assim é que todo e qualquer preconceito não passa do produto de uma leitura mal feita, de um leitor pouco perspicaz. O preconceito, como o nome já diz, é um conceito a priori, embasado apenas nas aparências. Não tem sustança, ainda que suas conseqüências sejam as mais nefastas possíveis. É a velha história: quem semeia vento, colhe tempestade!
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Entre a barbárie e a civilização: por que é preciso criminalizar a homofobia

Ninguém, é verdade, deixa de ser preconceituoso por causa de uma lei. Mas quando o Estado impõe limites, quando a sociedade pune os excessos e abusos, o cidadão naturalmente se policia, aprende a controlar seus maus instintos. E é aos mais fracos e desprotegidos que cabe ao Estado zelar, sobretudo. Daí a importância de leis como a Afonso Arinos e a Maria da Penha. Daí, ainda, a necessidade urgente e impostergável de se criminalizar a homofobia. É imperioso que o Brasil faça sua opção pelo viés civilizatório e diga “não” à barbárie.
Ricardo Thomé

Gays plásticos ou escrachados? Algumas considerações sobre o homoerotismo

Sabemos bem que o senso comum costuma atribuir ao lado ativo de uma relação homoerótica o que uma personagem do escritor Octavio de Faria chamou de “o melhor papel”, o papel, digamos assim, do “gay macho”, analogia que remete também para o lado passivo da relação, o papel que caberia, teoricamente, a uma mulher. Ocorre, porém, que, como nós, do meio, bem o sabemos, em uma freqüência no mínimo perturbadora, cabe à figura mais feminina, mais desmunhecante, mais transgressora de uma relação homoerótica o papel ativo, o que significa dizer que, em contrapartida, aquele sujeito que fala alto, cospe longe e “coça saco” muitas vezes é quem “fica de quatro”!
Ricardo Thomé

Homossexual: deixar-se ser ou não deixar-se ser – eis a questão!

A homossexualidade é uma condição. Com isto, quero dizer: não se trata de uma opção, como, em geral, se acredita. (...) A condição homossexual é atemporal e universal. Existiu em todos os tempos e em todos os lugares. Não se tem notícia de um único país, um único povo isento do fenômeno da homossexualidade. Para o bem ou para o mal, gays e lésbicas são onipresentes e eternos.