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Ricardo Marinho dos Santos

A pesquisa nas ciências sociais

O debate metodológico tem sido confuso nas universidades, o que tem como resultado a quase totalidade de falta de visão deste universo por parte dos alunos recém graduados. Como e por qual processo de investigação se formaliza uma pesquisa são perguntas que dificilmente poderiam ser respondidas pelos recém formados. Essas análises revelam-nos duas demandas básicas: a necessidade de pesquisas e a constituição de metodologias novas. A pesquisa que deve ser fundamentada na realização de investigações que permitam a apropriação do entendimento dos fenômenos, que analisem suas várias formas de desenvolvimento e a conexão entre elas, tem sido norteada por práticas empiricistas que se detêm apenas no aspecto exterior dos fenômenos.
Ricardo Marinho dos Santos

O educador

O educador, dentro de uma das suas funções que é a de efetivar as relações políticas na parcela da sociedade que exerce influência direta, precisa ter a justa consciência dos mascaramentos ideológicos de sua atividade, fazendo valer a efetiva transformação do pensamento e das atitudes, com suas idéias e iniciativas concorrendo para uma educação que forme, não só para o trabalho, negando-se a adequar-se ao modelo imposto pelas sociedades dominantes, as que detêm o poder direcionando também a escola às suas intenções de perpetuação do domínio social, assim como concorrer para uma educação libertadora. Uma educação que permita ao educando tornar-se condutor de seu futuro, de suas escolhas. Capaz de permitir ao educando sua autonomia em relação às práticas inseridas no contexto da sociedade que levam à subjugação social, econômica e social.
Ricardo Marinho dos Santos

A pesquisa em educação

Modernamente, o termo pesquisa tomou dimensão, devido à sua crescente popularização, expressiva e equivocada perante seu verdadeiro significado. Levantar dados, em sua maioria das vezes em fonte única, colher uma ou duas impressões sobre determinado assunto, se constitui em “concepção de pesquisa bastante estreita” segundo as autoras do artigo que estudamos neste fichamento. Melhor definida seria, a pesquisa dentro destes parâmetros, por atividade de consulta. Com isto as autoras não pretendem negar a importância, para o aluno e também para a conseqüente aprendizagem, desta modalidade de estudo denominada por muitos como pesquisa. Ao contrário, reconhecem que a mesma venha a despertar a curiosidade ativa da criança e do adolescente.
Ricardo Marinho dos Santos

Avaliação para crescer

Engana-se o educador que, com as notas fechadas, boletins entregues e diários completos, pensa que estejam encerradas suas atividades pedagógicas. Dar provas, corrigi-las e entregá-las não é suficiente para o educador do novo milênio. É preciso saber onde estão as falhas para planejar o que e como ensinar. Basta que alguns alunos tenham ido mal nas provas para que se pense na possibilidade de mudanças. Ao rever seu trabalho o professor aprende e solidifica um caminho seguro. O importante é ter vontade de mudar e usar os resultados para refletir sobre a prática. Até os anos de 1960, 80% do que se ensinava eram fatos e conceitos. A prova tradicional avaliava bem a capacidade de memorização dos alunos. Hoje, essa cota caiu para 30%. Além de fatos e conceitos, os estudantes devem conhecer procedimentos e desenvolver competências.
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Os parâmetros curriculares nacionais e o currículo do ensino médio

Desde sua publicação e de sua devida distribuição às escolas os Parâmetros Curriculares Nacionais vêm se concretizando como expressão maior da suposta reforma do ensino no Brasil. O documento, no entanto, se constitui em intenção de direcionamento das ações governamentais para o ensino com o discurso de projeto inovador, de reformas concretas, inclusive, configurando o esboço da identidade pedagógica nacional. O mesmo orienta e direciona as instituições educacionais contextualizando o campo pedagógico oficial. Se os professores irão lê-lo (ou mesmo entendê-lo), considerá-lo ou abandoná-lo, isto só o tempo nos revelará. Contudo, fica difícil entender o dia a dia escolar sem uma orientação, mesmo que a oficial, aceita, estudada e compreendida ou não. Ao descrédito e ao desconhecimento, somem-se as reinterpretações desses documentos na prática pedagógica cotidiana. Eficazes ou não, as mudanças propostas por qualquer projeto, a simples orientação para um sentido definido, já, por si só, se constituem em evidências que podem ser consideradas benéficas à educação.
Ricardo Marinho dos Santos

Diferentes abordagens da avaliação educacional

As escolas estão preocupadas com os resultados. Principalmente dos resultados das provas finais, pois a escola também passa pelo processo avaliativo da sociedade a qual presta serviço. Afinal a escola que consegue promover seus alunos, que apresenta gráficos que demonstram relativos percentuais de promoção, pode se vangloriar de, na média, estar exercendo um bom trabalho. Os professores ameaçam, os pais cobram, os sistemas de ensino legitimam e os alunos se enquadram no que se convencionou chamar avaliação de ensino.
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A educação à distância no Brasil

A educação à distância, tendo como um de seus principais objetivos ampliar os conhecimentos dos alunos por meio da igual ampliação dos espaços educacionais vem de encontro às características geográficas e econômicas do Brasil. País de dimensões continentais, com áreas de predomínio da pobreza e consequente exclusão cultural e social, faz-se necessário, quando não urgente, a valorização da educação à distância. Com o avanço da tecnologia no campo educacional, é possível a promoção da qualidade da educação, da formação do educando no mais extremo ponto do país, assim como a atualização e formação dos educadores que não podem deslocar-se para adquirir conhecimento/treinamento.
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Avaliação da aprendizagem escolar na prática docente

A avaliação escolar vem sendo estudada por diferentes enfoques. Objeto de pesquisas freqüentes, vários autores têm contribuído com proposições e posicionamentos inerentes a enfoques de tratamentos tecnológicos, sociológicos, políticos, filosóficos e educacionais. Sendo uma prática inerente ao exercício profissional, todo professor convive com o tema da avaliação da aprendizagem desde a conclusão da graduação. Com o desenvolvimento da prática educacional, cada professor tende a buscar uma formulação epistemológica sobre avaliação cuja conceituação obedece a inúmeros fatores. Entre eles, observando-se o cotidiano da escola fundamental, percebe-se:
Ricardo Marinho dos Santos

A avaliação educacional segundo a visão dos alunos

O professor avalia o aluno por suas respostas, por seu posicionamento de atenção ou não, por suas atitudes, assim como o aluno avalia o professor por sua fluência verbal, por se fazer entender com maior ou menor dificuldade, por realizar seu trabalho com satisfação ou não, e, deste modo temos além da espontaneidade da avaliação, um caráter interativo que ocorre durante todo o processo de ensino-aprendizagem onde alunos e professores se avaliam continuamente. Infelizmente, nem sempre temos a avaliação transcorrendo de maneira contínua em sala de aula, isso em razão da avaliação se efetivar segundo instrumentos que, ao contrário de despertar no aluno suas melhores relações com o que fora apreendido no dia-a-dia escolar, confronta-o com a tentativa de submetê-lo a um processo desconhecido por ele. A surpresa das provas escritas que detêm solicitações de apreciações diferentes das explanadas em sala de aula, a interação única com uma folha de papel que, friamente, “pergunta-lhe” sobre elementos não desenvolvidos, ou pior, não treinados, a tentativa de mediação tão só com o produto do conhecimento, as exigências de respostas repetidas de maneira idêntica aos livros e apontamentos escolares suprimindo-se o processo de elaboração do conhecimento por parte do aluno. Enfim, adota-se nas escolas a postura de avaliar para mensurar.
Ricardo Marinho dos Santos

Por que só o professor?

O professor no processo ensino-aprendizagem se relaciona principalmente ao desempenho escolar e, sem ele, não se faz escola. Os demais fatores que nos permitem fazer uma leitura do universo escolar podem nos levar a crer que as relações de poder existentes na escola tornam o professor, ao mesmo tempo, causa e conseqüência da realidade escolar. Afinal, qual a função do professor na escola? Professor eficiente será aquele especialista em transferir conhecimentos? Será a mera transferência de conhecimento responsável pelo crescimento do aluno? Pensar desta maneira nos leva a relegar ao desprezo qualidades indispensáveis, requeridas na produção do conhecimento tais como, a ação de procura do conhecimento de forma a obter uma aquisição duradoura, a reflexão crítica sobre o que fora apreendido, a curiosidade de buscar em fontes diferentes o conhecimento,
Ricardo Marinho dos Santos

A importância da aprendizagem na vida do indivíduo

A importância da aprendizagem na vida do indivíduo pode variar de uma espécie para outra. Entre os animais inferiores as experiências apreendidas constituem apenas uma parte pequena das reações totais de seu organismo. A aprendizagem é lenta e intuitiva. Caso peguemos o exemplo dos protozoários, podemos observar que a ciência nos indica que o aprendizado para esses não exerce qualquer influência sobre suas vidas. Já nascem com seus organismos praticamente desenvolvidos. Não possuem infância e têm escassa capacidade de aprendizado. Quanto mais evoluído o ser podemos notar que a capacidade de aprendizagem, o período de maturação (infância) e a importância para a sua vida que se constitui o aprendizado, aumentam. Na vida humana o aprendizado se inicia com o, ou até antes, do nascimento e se prolonga até a morte. Se pretendermos compreender o comportamento e as atitudes humanas, os ideais e as crenças, as habilidades e os conhecimentos que caracterizam qualquer ser humano, estaremos sem dúvida, tentando compreender seu processo de aprendizagem.