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Ricardo Cabral

Burch: principal ameaça à comunicação é a grande mídia

A jornalista independente Sally Burch defendeu nesta sexta-feira uma articulação continental do movimento pela democratização da comunicação. Ela participou do eixo Direito à Comunicação do III Fórum de Mídia Livre, e ressaltou que os grandes conglomerados midiáticos já estão organizados, em entidades como a SIP, a Associação Interamericana de Imprensa. Segundo a jornalista, o direito à comunicação, regulamentado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, surge com o objetivo de resguardar a liberdade de informação do risco de censura por parte dos governos. Hoje, no entanto, a principal ameaça à liberdade de comunicação seria os próprios conglomerados de comunicação.
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O que os atentados da Noruega revelam sobre a crise econômica

Vivemos hoje uma das maiores crises econômicas das últimas três décadas. Nos cadernos de economia da grande mídia, os fatos aparecem isolados, como recessões pontuais desconectadas umas das outras. A verdade, porém, é que a crise que hoje assombra a Europa teve início há exatos quatro anos – e seus desdobramentos podem ser muito mais graves do que imaginamos. Em 2007, uma crise imobiliária fortíssima atingiu os Estados Unidos, quando milhares de cidadãos, impulsionados pelo crédito fácil, contraíram altas dívidas em hipotecas. Com o aumento das taxas de juros e a diminuição dos preços dos imóveis, uma quantidade surpreendente de americanos teve seu patrimônio dilacerado. Ao cabo de alguns meses, a situação levou a uma onda de calotes e de baixas no consumo.
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Justiça concede habeas corpus e bombeiros devem ser soltos

O desembargador Claudio Brandão concedeu, nesta madrugada, um habeas corpus aos 439 bombeiros presos pela ocupação do Quartel Central da corporação na última sexta-feira. A decisão, no entanto, é uma liminar e, portanto, ainda tem que ser validada por outro desembargador em uma Câmara Criminal. Mesmo com a validação, os 439 bombeiros continuarão sendo processados criminal e administrativamente, já que o habeas corpus permite apenas que respondam em liberdade.
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Bombeiros trazem PMs e professores para o movimento

Depois de dias obedecendo as ordens do governo estadual, ontem (08/06), associações de cabos, soldados e oficiais da Polícia Militar decidiram apoiar o movimento dos bombeiros, com a criação de uma frente única de luta por maiores salários e pela liberdade dos 439 oficiais presos em Niterói. O grupo é apoiado, também, pelo Sindicato dos Policiais Civis. O clima de tensão já chegou até Brasília.
Ricardo Cabral

Bombeiros se revoltam e Cabral pede prisão de manifestantes

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral demonstrou mais uma vez truculência no trato com as manifestações populares. Cerca de dois mil manifestantes, entre bombeiros e familiares, ocuparam o Quartel Central da corporação na noite de ontem, depois de mais de dois meses de passeatas, greves e tentativas de negociação com o governo. Cabral decretou a prisão de todos os rebeldes.
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Como uma ideologia foi absolvida de seus crimes

O ex-ditador e torturador argentino Rafael Videla foi condenado ontém (22/12), aos 85 anos, à prisão perpétua pela execução de 31 presos políticos, em 1976, na cidade de Córdoba. É importante, claro, comemorar – como fazem, neste momento, milhares de argentinos. Sobretudo, porém, é preciso fazer uma ressalva e atentar para o fato de que não se deve esquecer – como a história oficial esqueceu – de que é impossível dissociar os crimes das ditaduras da América Latina de uma estratégia ideológica de implementação de políticas econômicas neoliberais.
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E por detrás do “milagre” do resgate…

Na última quarta-feira o mundo inteiro acompanhou comovido o resgate dos 33 mineiros que estiveram enclausurados a 622 metros abaixo do chão por mais de dois meses. A mídia internacional, entretanto, que reproduziu o discurso oficialista de animosidade de que a salvação dos mineiros era um “milagre”, deixou em segundo plano a problematização das péssimas condições trabalhistas enfrentadas pelos mineradores chilenos.
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Argentina pode regulamentar divisão de lucros entre trabalhadores

Empresas argentinas poderão ser obrigadas a dividir 10% dos lucros entre seus funcionários. A proposta, do deputado Héctor Recalde, foi enviada ao Congresso e causou alvoroço entre os empresários, que alegam interferência no direito à propriedade privada. A participação dos funcionários nos lucros das companhias, entretanto, é prevista pela Constituição do país. De acordo com o projeto de lei, as empresas terão de abrir mão de 10% de seu lucro anual líquido, isto é, descontados os impostos e os investimentos na própria companhia. Do montante arrecadado, 80% terá de ser distribuído entre os trabalhadores, o que exclui aqueles que já ocupam cargos gerencias ou de diretoria. O restante deverá ser utilizado para formar um fundo solidário de assistência a trabalhadores informais e desempregados. Se aprovada, a lei valerá apenas para as empresas com mais de 300 funcionários.