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Renato Gameiro Alvares

Em Davos todos se perguntam: que país é este?

Quando você é brasileiro, mas tem a oportunidade de viver fora do Brasil, você então acaba experimentando outras culturas e passa a ter a nítida noção que o Brasil é governado por gente que não quer que ele dê certo. Em nossa história, fomos uma colônia de Portugal, transformada em uma monarquia, passada de pai para filho, até nos ver transformados em independentes, apenas para os ingleses verem. Vivemos uma república café com leite, e fomos assolados por duas fortes e longas ditaduras. Mas um dia, depois de 21 anos de penúria, impetrados por uma redentora, parecíamos ter finalmente alcançado o estágio político de país de primeiro mundo. Ledo engano. Com o restabelecimento do estado de direito, a abolição da lei de segurança nacional, a volta a liberdade de opinião, o ressurgimento dos partidos, um dia dispersos pelos militares, a política passou a ser novamente o centro das intenções de um país que parecia ansiar por levantar-se.
Renato Gameiro Alvares

A troca do formador de opinião pelo vendedor de opinião

Sou ainda do tempo, em que haviam os formadores de opiniões. Eram os críticos. Você tinha o prazer no fim de semana de abrir o New York Times, ou o Estadão e tomando o seu café, passava a curtir a opinião de gente que você acreditava valer a pena ler. A verdade é que a critica, neste tempo - e eu estou falando dos anos 60 e 70 - desempenhava papel fundamental no cotidiano da política, do esporte e principalmente da cultura. Cabia então aos interessados, apenas separar o joio do trigo, mas tão somente depois de ouvir, ler e pensar, o que aquelas pessoas cuja opinião lhes interessavam, haviam comentado.
Renato Gameiro Alvares

O poste sem luz

Quando Lula se instalou no governo, tínhamos uma economia recauchutada, mas que mantinha o pais salvo das inflações de governos antigos. Lula foi vivo, como todo sobrevivente, não mudou a tática de um time que estava ganhando, e apenas para concretizar seu sonho ditatorial, aumentou nossos ministérios para 39, o número de cargos de confiança em milhares e não satisfeito colocou como chefe da casa civil, a um homem, de diversas caras e nomes, que através dos tempos era acusado de não ter caráter ou idoneidade moral: o senhor José Dirceu. E este, que nunca foi de muito trabalho, pensou que mais fácil do que convencer os políticos a apoiar o novo governo com ideias e compromissos, seria mais rápido e barato, simplesmente partir para a compra dos mesmos. E ai foi instituído o Mensalão.
Renato Gameiro Alvares

Somos uma sociedade circense

Nunca escondi a ninguém, que sempre fui um leitor compulsivo. E dentro de minhas compulsividades, inevitavelmente um dia me vi a frente dos manuscritos econômicos e filosóficos de Marx. Eram os anos 60. Mais precisamente em seu terço final. Eu era jovem, um pouco castrado pela formação jesuíta de 13 anos, no colégio Santo Ignácio, onde entrara no primeiro primário e estava prestes a sair no terceiro científico e às portas de enfrentar um vestibular, para uma faculdade, que eu nem bem sabia bem por que, a escolhera. Coisas de nascidos no meio do século passado, onde não havia internet e muito menos redes sociais. As coisas eram descobertas no tato.
Renato Gameiro Alvares

Um grito de alerta

A incrível capacidade de reação do mercado norte-americano, qualquer que seja este mercado, é simplesmente digna de nota. Em qualquer setor, de qualquer área, mecanismos são introduzidos de forma que a máquina volte a funcionar a todo vapor e objetivos sejam perseguidos e metas atingidas. Esta forma de ser, creiam, é incutida na mentalidade dos que aqui nascem, desde cedo. Eles acreditam que podem ser o número 1, e lutam para que o sonho se torne realidade, sem utopias. Para tal usam espionagem não só para controlar a concorrência como também manter a sua segurança, pois Dona Dilma acredite ou não, tem mais gente querendo vir morar nos Estados Unidos, do que em Cuba, na Venezuela ou no Irã.
Renato Gameiro Alvares

Não temos nada para comemorar

Passamos por mais um sete de setembro comemorando o quê? Nosso sistema de saúde? Nossa sólida segurança onde tudo é dito como pacificado, mas a criminalidade aumenta? Nossa qualidade de ensino? Nossas pesquisas de opinião, distintas do que se vê todos os dias na rua, em forma de desabafos? A necessidade de importação de médicos? A coincidência da maioria ser de Cuba? Os condenados do mensalão ainda estão fora da cadeia? Nosso sistema de transportes? Pensem nisto no dia 03 de Outubro de 2014 e me dêem um grande presente de aniversário: um basta!
Renato Gameiro Alvares

E já se vão mais de oito anos…

Tem gente com a rara capacidade de matar a cobra e mostrar o pau. E o José Simão apresentou uma, esta semana na internet, que representa bem, a situação que o Brasil vive, neste governo cheio de incertezas e com excesso de maleabilidade em seu interesse de manter o poder. Ele diz, que "se o congresso nacional for gradeado, vira zoológico, se for murado, vira presídio, se for coberto com uma lona, vira circo, se botar em sua porta uma lanterna vermelha se transforma em puteiro e de der descarga, não sobra ninguém". Não creio que se de para discordar, depois da votação no congresso que mantém o mandato de um deputado federal, encarcerado por roubo.
Renato Gameiro Alvares

Nunca na história deste país…

Acordei hoje com a nítida sensação que o Brasil é um país melhor. Aliás de três semanas para cá, ele amadureceu como nação, no momento em que seu povo descobriu definitivamente sua força e seus dirigentes, chegaram a inevitável conclusão, que bater de frente, contra a ânsia popular seria o início do fim. Não existe no dicionário algo que se chame Mensalão. Afinal, esta foi uma invenção do PT - com total desconhecimento do presidente Lula, que até agora nega que este tal de Mensalão sequer tenha existido - para tornar viável o controle de seu governo sobre grande parte do poder legislativo, talvez para enriquecimento próprio ilícito, e certamente para canalizar em um “valerioduto”, o maior roubo do erário público de nossa história.
Renato Gameiro Alvares
Renato Gameiro Alvares

A caminho de mais um Ato Institucional

Desculpem, mas não podemos mais trilhar impunemente, caminhos já politicamente vividos a espera que alguma coisa perdida no ar, dotada de cor e perfume, milagrosamente cristalize-se como uma ilha em que possamos aportar este barco, que hoje é o Brasil, perdido no turbulento oceano de mentiras, corrupção e endividamentos, que a gestão de 10 anos do PT, nos obrigou a navegar. Como também não se pode exigir que um torneiro mecânico de segunda e uma terrorista de terceira categoria, de uma hora para outra possam se tornar gerenciadores de uma máquina de tamanha potencia como é nosso país, se bem administrado fosse. Mas honestidade, talvez fosse o mínimo a se requerer. E esta foi abolida a bem da manutenção do poder.
Renato Gameiro Alvares

E o povo vaia…

Dona Dilma, foi vaiada no estádio da cidade em que ora vive. Não me surpreendi, pois, só nas pesquisas Dona Dilma é querida. Pois é, tinha uma cara de total desprezo, durante todo o discurso do presidente da FIFA. Estaria certo o povo em vaiar? Seria a reação normal a nossa presidenta de acintosamente demonstrar seu nojo? Provavelmente em relação a aqueles que a cercavam. Como aquele populacho que vaiava. Em sua saudação, foi curta, pois, teve a nítida noção que não estava agradando. Respondendo as duas perguntas. O povo tem o direito de vaiar e o presidente de sorrir e fingir que não foi atingido. Afinal, a presidência da república é um emprego público, cujo salário sai dos impostos dos que trabalham e seu lugar é obtido, tão somente pelo voto daqueles que, como os presentes ao estádio, são obrigados a votar. Se quisermos evoluir, temos que saber lidar com as críticas. E este exemplo tem que vir de cima.
Renato Gameiro Alvares

Como se tentar entender a natureza humana

Em algum ponto de sua vida, se você escreve ou lê bastante, a figura de Ernest Hemingway passa a ter importância em seu desenvolvimento intelectual ou literário. E a razão é simples. Hemingway pertenceu a uma geração criada com valores e perspectivas, que a partir da eclosão da segunda guerra, passaram a perder todo e qualquer sentido prático. O que mais me agradava em Hemingway, foi o fato dele usar a frase certa, para o momento que descrevia. Isto é, poderia se considerar séria, na maioria das vezes era mesma. Aquela resposta que você daria, se estivesse vivendo aquela mesma situação. Esforço-me para fazer o mesmo, em textos que por acaso seja obrigado a escrever.
Renato Gameiro Alvares

Não é fácil viver em Miami…

Muito brasileiro acredita que morar nos Estados Unidos é fácil. Pois, lhes digo que não é. E mais ainda em Miami. Pelo menos não é tão simples assim como as pessoas acreditam ser ai do Brasil. Acreditem ou não, existe muita similaridade no modo de se viver entre algumas cidades brasileiras e as daqui. New York é uma São Paulo que deu certo. Boston, uma Belo Horizonte menos desconfiada. San Francisco, uma Pelotas com mais ladeiras. New Orleans, uma Salvador sem axé e Miami, onde resido, um Rio de Janeiro mais organizado, mas de maneira alguma mais fácil de se viver. Por que?
Renato Gameiro Alvares

E viva o milagre brasileiro

Fazer um país parecer "crescer", escamoteando a divida interna e colocando às vezes 60% de impostos nos produtos que a população tem a necessidade de consumir, é a forma do PT conseguir manter a coisa funcionando, com mensalões e escândalos semanais de desvios e roubos. Ai se aumenta o salário, mínimo, se distribui cestas básicas, oficializam-se profissões, e o povão se sente ajudado, quando na verdade esta sendo cada dia mais endividado e hiper taxado, em tudo aquilo que consome.
Renato Gameiro Alvares

Sua nova funcionária: a ex-empregada doméstica

Você brasileiro, da classe média-alta, deixou de ser pessoa física, já que sua ex-empregada doméstica, se transformou em sua funcionaria, com todos os direitos que um vinculo empregatício gera. Logo, você passa a ser uma empresa. Com todos os encargos cabíveis. Você tem, antes de tudo, que estabelecer horários e determinar funções. Por sua vez, ainda não entendi outro pormenor: se sua ex-empregada se tornou uma funcionária, e na mediada do possível os funcionários de seu banco, ou de sua industria ou mesmo de seu escritório são obrigados a arcar com as despesas de suas refeições e moradia, como esta sua ex-empregada doméstica, irá lhe ressarcir destas despesas que ela passará a gerar? Se não houver uma equiparação, você estará sujeito a ser processado por seus outros funcionários, por discriminação. E eles poderão exigir uma justa equiparação, com o saldamento de suas despesas no tocante a refeições e moradia.
Renato Gameiro Alvares

A fixação psicológica no outrossim…

Outro dia, um leitor me perguntou, como eu era ainda dos poucos, que usava em quase todos os meus textos, a palavra, outrossim. Ele me perguntou num tom, que evidenciava achar ele que o uso constante da mesma, fosse um indicio de irrefutável pederastia. Imediatamente uma situação vivida no inicio de minha existência veio a minha mente. Eu era ainda um guri. Quatro, talvez cinco anos. Com certeza não mais do que seis, pois, ainda me lembro que o fato ocorreu do outro lado da rua, da vila em que morava na rua Bulhões de Carvalho, em Copacabana. Mais precisamente em frente da farmácia do senhor Henrique.
Renato Gameiro Alvares

A unanimidade é burra!

Brinco com a unanimidade, quando a chamo de burra, como Nelson Rodrigues o fazia, embora não acredite que ela exista. Afinal, nem no inicio dos tempos, Deus, que a tudo criou, conseguiu para si, a unanimidade. A maior prova disto é que um de seus anjos rebelou-se e criou a sua própria escola de samba: a Unidos do Inferno. Preocupa-me sim, a opinião pública, que muda conforme o soprar dos ventos. E vento, como é de conhecimento geral, pode vir de qualquer lado. E quando te pega de jeito... Por que não existe unanimidade? Não querendo ser o pulha integral, diria que o caso da fumacinha branca que sai da chaminé da capela Sixtina, seja o exemplo mais recente. Até o seu aparecimento, quantas negras as antecedem? Quatro, cinco, dez? E olha que todos os cardeais que compareceram a votação, todos excessivamente bem preparados, estavam segundo eles próprios inspirados por Deus. Imaginem se não estivessem?
Renato Gameiro Alvares

Oscar, o espelho da sociedade norte-americana

Eu penso, e acredito que não esteja sozinho, que a indústria cinematográfica norte-americana é ainda o espelho da sociedade em que vive. Logo, se eles resolveram dar o maior número de estatuetas - quatro - este ano para uma história da Carochinha, passada entre um menino indiano e um tigre, havia uma razão para tal. O país está literalmente dividido, com o maior número de desempregados de sua história. Dívidas têm que ser saldadas e um sistema de defesa mantido, para que novos ataques não sejam feitos ao coração do país.
Renato Gameiro Alvares

A arte de omitir-se e do super faturamento

No Brasil, acabou o micro, o detalhe, a personalização da coisa, a minimalização do fato. Tudo é mega, genérico, colossal! Nada é pessoal, tudo é em rede. Seja esta nacional ou internacional. Não importa. Do evento à promoção. (...) Não somos um povo preparado para absolutamente nada. No Japão existe treinamento e alarme para toda e qualquer situação. Aqui, um alarme é ponto de inicio de uma roda de samba. Existiria dispensa generalizada se fossemos obrigado a prestar qualquer tipo de treinamento de evacuação ou de ajuda. Nossos hospitais estão caindo de maduro, com pacientes espalhados pelos corredores e falta de médicos. Graças a Deus fomos até aqui abençoados com a falta de intempéries mais rigorosas, como tsunamis, terremotos e furações, pois, já deu para notar que qualquer chuvinha mais persistente, cria um caos e se transforma em uma tragédia de inimagináveis proporções, mesmo nos centros mais desenvolvidos.
Renato Gameiro Alvares

“Mass killings”

Vim para os Estados Unidos para aprimorar aquilo que já fazia no Brasil. Achava que era coisa de uma temporada. Cinco, dez anos no máximo. E que um dia voltaria, ou iria para outro canto do mundo. Outrossim, depois de três anos de moradia, fui, pouco a pouco, descobrindo esta terra em todos os seus meandros e passando a ter consciência, do porque ela é, sempre foi, e provavelmente continuará sendo o sonho de muitos, mas, infelizmente, a realidade dos poucos. Hoje desconheço um pouco o país que passei a respeitar, viver e gostar. Coisas acontecem, sem que uma explicação lógica possa ser concebida. De 2006 para cá, 175 aberrações foram aferidas pelo FBI como aquilo que este órgão norte-americano rotula de “mass killings”. Isto é, quando quatro ou mais pessoas são mortas em um mesmo atentado. Ao todo foram 775 vidas perdidas, sendo 112 de crianças, abaixo dos 12 anos de idade.
Renato Gameiro Alvares

O que veio antes: o ovo ou a galinha?

Nos Estados Unidos, principalmente fora dos grandes centros metropolitanos, existe muito uso de armas para fins de esporte. Embora eu não considere esporte matar-se qualquer tipo de ser que respire. O controle maior sobre este aspecto deveria ser algo a nem ser discutido. Outrossim, grandes conglomerados de indústrias que vivem deste artefato irão usar de toda a sua força política para tentar vender a idéia que o culpado é apenas aquele que faz mau uso dela. Da mesma forma que a heroína e a cocaína. Produzi-las não deveria ser problema, pois, o problema está naquele que a consome e faz mau uso da mesma.
Renato Gameiro Alvares

O fator fundamental

Existe um erro quando às vezes, para se tentar defender um ponto de vista, nos atemos ao uso do termo provincianismo. Termo este sempre usado no sentido pejorativo. Termo que define atraso ou pouca visão da modernidade. Considero isto um exagero. Já que provincianismo é derivado de província, e não creio que todos que moram em uma província, podem ser taxados de atrasados ou retrógrados. Existem sim, diferentes modos de vida, e pessoas que lhe agradam mais o bucolismo da província, que a efervescência da metrópole. E aqui entre nós, eu que nasci e vivi grande parte de minha existência sob o ar frenético do Rio de Janeiro, sinto que mesmo aqueles que comigo habitam e labutam diariamente na grande metrópole, quando ganham dinheiro, qual são as primeiras coisas que fazem? Compram um barco, uma fazenda ou uma casa de praia. Logo, a solidão do mar, o bucolismo da fazenda ou a paz de uma praia distante, atraem mesmo aqueles que melhor podem desfrutar dos prazeres metropolitanos. Falar de provincianismo e falar da boca para fora.
Renato Gameiro Alvares

A flor da pele

Imaginem dezessete mortes diretamente ligadas a torcidas organizadas, só este ano aqui no Brasil. Existirão nos outros mercados, números iguais? Você habitante de Recife, o que acha dos torcedores de Náutico e Sport fazerem das ruas de Recife, uma praça de guerra? Você habitante da grande São Paulo, conseguiu sobreviver à noite de ontem? Que coisa perigosa está se transformando, aquela que considero a mais importante cidade de nosso país. Está até parecendo o Rio de Janeiro de anos atrás. E agora com o PT administrando a cidade, como ficarão as coisas? As duas últimas prefeitas do PT, quebraram a cidade ao meio. Será que o novo prefeito veio para terminar o serviço?
Renato Gameiro Alvares

Por que se viaja?

Por que então se viaja? Tirando a necessidade que certos negócios exigem, diria, que a viagem nada mais é que o exílio de sua própria realidade. Uma forma de conhecer seus mundos e valorizar ou não o seu. A melhor maneira de se sentir melancolia e saudades é viajando. E não há melhor remédio do que voltar a seu ponto de partida. Por que então se viaja? Como disse, por vários motivos. Outrossim, um é certo: Para se dar mais valor aquilo que se tem, quando se está longe. A convivência estimula o senso de segurança, da mesma forma que demonstra as possíveis inequabilidades. Enfim, lhe ajuda a ter certeza do que realmente você quer. Qualquer casamento é bom, pelos primeiros 15 minutos. A convivência é que vai determinar sua solidez ou volatilidade.
Renato Gameiro Alvares

Para entender os Estados Unidos

Quem quiser entender os Estados Unidos, terá que morar aqui. Mas não exatamente em New York, Califórnia, Boston, ou Flórida. Tem que ir para aqueles estados reconhecidamente vermelhos. Isto é, bem republicanos. Aí você terá o que chamo um fidedigno perfil do que é na realidade este pais. (...) Hoje é um país dividido, mas que não obriga as pessoas a votarem. Que não faz do dia da eleição um feriado obrigatório. Que dá o ensejo das pessoas votarem com antecedência. Que o voto de um estado como o de New York tem muito mais peso do que um de Utah. Enfim, um país que sabe do valor do voto, mas dá a cada um que vota a liberdade de decidir o que realmente quer. E eles quiseram pelo segundo mandato consecutivo a Barack Obama.
Renato Gameiro Alvares

Que país é este?

Tim Maia foi sem dúvida algum um dos expoentes de nossa música e por que não dizer de nossa cultura. Aliás, diria que não chegamos culturalmente ao estágio da terra de Shakespeare. Não importa, temos nossas origens, nossos preconceitos e agimos de uma forma realmente distinta. Isto não há como duvidar. Somos no mínimo diferentes. Duas de suas frases refletem muito bem sua visão sobre o Brasil. "Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme e traficante se vicia”... “Todo jornalista gostaria de ser artista, todo redator é aquele que não conseguiu ser escritor e todo mundo quer ser cantor”.
Renato Gameiro Alvares

Os costumes norte-americanos e os vícios brasileiros

Sinto como os costumes mudaram neste país, do qual passei a residir a partir de 1987. Posso garantir que sempre foi um pais aberto à todas as culturas e matizes. Assim ele se formou como nação poderosa, após a revolução industrial. Mas quem para aqui vinha, tinha um intuito. Vencer na vida. Isto que afirmei era pelo menos, o retrato do que acontecia na costa Este, onde exerci a maior parte de minhas experiências. Faço esta ressalva, pois, a parte central dos Estados Unidos, e alguns estados do sul, sempre se mostraram reticentes, com toda e qualquer mudança de comportamento. Estrangeiro para eles é um E.T. E, aqui entre nós, gente de outras origens, - principalmente latinos e árabes - querendo ou não, sempre acaba alterando, o funcionamento natural de qualquer sociedade, já sedimentada. Bin Laden, que o diga!
Renato Gameiro Alvares

Sou um plugado

Hoje o existencial é menos importante que o transitório. Afinal, estamos na era do fui! O elemento pessoal não é mais intransferível. Hoje ele pertence a uma rede social. Impor suas repugnâncias e suas mais tenras necessidades passou a ser, quase que obrigatoriamente, de domínio público. Taca na rede! O mistério se dissipou. As pessoas não mais conversam. Trocam textos. Ninguém ouve sequer os passarinhos. Preferem estar "plugados" a algum ou alguma coisa. E aí eu me pergunto. O que serão dos poetas? Foi extinto o pacto de cumplicidade com a vida?
Renato Gameiro Alvares

Um dia sem sorte!

Existe dias que você não tem sorte. São aqueles que você pode marcar como nada bons se possível esquecê-los para todo o sempre.. Porém, como estou atualmente muito longe de meu período zodiacal, que, diga-se de passagem, sempre é um inferno, achei que aquela viagem iria cair bem. Ledo engano... Viajei para o Brasil pela TAM. Miami, via Belo Horizonte sendo o destino final do vôo, São Paulo e final da viagem, Bagé. Logo, odisseia. Mas isto não é nada. Entre o primeiro e segundo destino quatro noites para visitar amigos, rever lugares e colocar as coisas em seus devidos lugares. Quando fiz o check in, a atendente local me perguntou se eu não queria o acento conforto. A principio não entendi, mas como já tenho experiência anteriores em vôos internacionais da TAM e tenho plena consciência que tudo é desconfortável, perguntei quanto aquilo iria me custar. E ela com aquele sorriso funcionária de empresa aérea, respondeu: nada, afinal o senhor é idoso.
Renato Gameiro Alvares

A história sem história do Rio de Janeiro

O Palácio Monroe foi literalmente abaixo nos anos 70, durante a gestão Geisel. Sim o derrubaram a troco de nada. Primeiramente a desculpa era que encareceria por demais as obras do metrô. Depois, que o metro deu uma curvinha, e não havia mais o que justificar, veio aquela que o palácio não tinha valor arquitetônico. Qual seria o conhecimento que o general teria em relação a valores arquitetônicos? E, para ser mais ainda sincero, eu como arquiteto perguntaria, o que tem valor arquitetônico? Aquele mausoléu que é a catedral do Rio de Janeiro? E qual é o valor arquitetônico da Pirâmide de Quéops? Deve-se então derrubá-la para então se construir um shopping center? Pois, é tudo que tinha valor no palácio foi desmontado e virou espólio de quem pagasse mais. E hoje temos um chafariz em seu lugar.
Renato Gameiro Alvares

Somos todos brasileiros? Pelo menos deveríamos ser…

O ribeirinho parece estar alheio à política, à economia e mesmo aos destinos de uma nação. Se vota, o faz por obrigação, pois, sabe que depois de eleito, aquele que seja, não olhará por seus interesses, pois, ninguém até aqui o fez. Por que mudaria? Esta dúvida não toma a mente deles um minuto sequer. Embora as cestas famílias, aqui fartamente distribuídas, o façam lembrar quem foi o cara que as deu. E em quem ele pede para votar. O ribeirinho tem uma coisa em comum: ele luta pela sobrevivência. Todo dia sai a cata de seu peixe. Como aquelas duas mulheres a beira do rio a limpar o seu Pintado. Existiriam opções para eles? Não sei. Assentá-los em outro lugar, mais produtivo? Impossível. Eles aprenderam a dominar seu mundo. São brasileiros de caras diferentes, mas de mesma constituição. Para que transformá-los em membros de movimentos sem terra? Para lhes torcer o perfil, esculpido em anos de existência? Moram onde poucos querem morar. Servem a região. São felizes consigo mesmo, acredito eu, pelo que senti em suas expressões. O Brasil é grande demais. Cada dia descubro mais dele. Ou melhor, ele se deixa descobrir. Sou o afortunado por ter nascido em família de médio poder aquisitivo no Rio de Janeiro. Mas teria tido uma infância mais feliz que aqueles meninos que brincam a beira do rio, pegando jacaré no Arpoador? O meu Rio e o rio deles, também tem algo em comum: estão infestados de piranhas. A piranha não ataca a gente não moço... diz José, tímido, envergonhado, de trocar algumas palavras com aquele estranho, que represento. Só quando muito famintas e em bando. O perigo é o sangramento. Ai ela vem que nem tubarão. Gelei, pois, minha gengiva de vez em quando sangra, quando a escovo muito forte...
Renato Gameiro Alvares

Traumas com o turbante de Carmem Miranda

Toda vez que eu olho uma fotografia de Carmen Miranda, imediatamente meus olhos são dirigidos para aquilo que ela gostava de usar em sua cabeça. Uma espécie de turbante com frutas tropicais. Pois é, esta é a imagem que o resto do mundo tinha do Brasil, em sua época: uma república de bananas. Lembro-me que era pequeno e tremendamente impressionável - coisa que ainda sou - e li numa revista do Disney. Era o Pato Donald chegando ao Rio de Janeiro. Até ai nada. O problema veio a seguir. Recebido que foi pelo Zé Carioca, no cais do porto, foi direto para a praia. Caiu no oceano de Copacabana, e imediatamente dois jacarés saíram em seu encalço.
Renato Gameiro Alvares

Santo com pés de barro ou folheado a ouro?

Muhammed Ali provou ter sido o maior de todos os tempos. O que determina que muitas vezes as pessoas tomam posições infundadas por puro desconhecimento, por pressa de querer se chegar a um veredito. O fato de Muhammed Ali deixar de ser Cassius Clay e ingressar numa minoria, não muito bem vista pela sociedade norte-americana daquela época, criou em torno de si uma certa antipatia. Seu jeito moleque e sua prepotência aumentaram ainda mais a animosidade que tinha para com grande parte do povo norte-americano. E quando se recusou a servir na guerra do Vietnam entornou de vez o caldo.
Renato Gameiro Alvares

Nossa ópera buffa

Não creio que haja, qualquer resquício de dúvida, que o Partido dos Trabalhadores, falhou em sua missão principal, que era, até que provou ao contrário, melhorar o nível de vida daquele que trabalha. Por isto até usou como nome de sua agremiação, trabalhadores. E na verdade, por aquelas incongruências da vida, aquele que sempre foi a sua ponta de lança, o senhor Luis Inácio Lula da Silva, é o que menos trabalha. Fala muito, mas sempre trabalhou pouco. E quando se cansou, perder parte de um dedo, no final não acabou sendo mau negócio...
Renato Gameiro Alvares

Brasil, uma desastrada obra de ficção!

Quando o príncipe regente, no meio de uma crise de diarréia, as margens do riacho Ipiranga, subiu em sua mula e sentiu que era melhor dar independência ao Brasil, e se manter imperador de um novo país falido e sem horizontes, a vê-lo escorrer-lhe por seus dedos lusitanos, desde ai o nosso querido Brasil era um país fadado a não dar certo. Como não deu. Pelo menos até aqui. Tudo no Brasil foi desde o inicio fictício. Irreal. Ilusório. A começar do ato da independência que nada tem a ver com a imagem que Pedro Américo relatou em tintas sobre a tela branca. Não tinha cavalo branco e muito menos ímpeto heróico. Era mula e diarréia braba! A coisa foi bem mais simples, sem pompas, sem circunstâncias e dizem até que sem papel higiênico. Com muito chá de goiabera e muita fugida para atrás da moita. Até a defesa das cores de nossa bandeira foram apresentadas de uma forma dúbia. Afinal, na escola você aprende que o verde representa nossas matas, o amarelo nosso ouro, o azul nosso céu e o branco a paz que aqui impera. Eu vejo a coisa de uma forma distinta. O verde era a cor dos Braganças, da qual D. Pedro era um deles. O amarelo a cor da casa do Hapsburg da Áustria, da qual a imperatriz Leopoldinha (que não havia ainda virado estação de trem) era filha. O azul e branco eram as cores da corte nobre de Portugal, àquela altura do campeonato. Logo, até a defesa das cores de nossa bandeira, é historinha para inglês ver... ou melhor brasileiro ver...
Renato Gameiro Alvares

Que tal morrer antes da praia?

Cada dia estamos mais perto de uma disputa de Copa do Mundo no Brasil, e não temos sequer um time. Testados já foram onze os goleiros. E eu pergunto quem seria o titular? Este guri que defendeu nossas cores nestes últimos jogos? Eu espero que não! A defesa está montada. Tanto a titular como a da reserva. Resta agora fazê-la jogar para que ela possa aprender a se entender. Não é a toa que a FIFA não considere o Brasil hoje, entre as dez melhores seleções do planeta. Somos o décimo terceiro na classificação geral. Atrás da Grécia. Da Dinamarca. Da Croácia. Vejam onde o senhor Mano Menezes nos colocou com toda aquela sua verborragia e excesso de experiências, para agradar a gente sabe exatamente quem. Jogam qual um aglomerado; mais para o lado, do que propriamente para a frente. E pensam que a manutenção da bola, nos fará ganhar o jogo na hora que decidirmos. Balela. O Barcelona tem sempre mais de 60% de posse, mas joga para a frente. Nós para o lado e muitas vezes para trás.
Renato Gameiro Alvares

Por que mais uma vez não chegamos a lugar algum?

Chegamos sim, ao fim, de mais um jogos olímpicos. Houve surpresas e confirmações. E de que vive o esporte senão de surpresas e confirmações? Surpresas para muitos, foram as atuações de Michael Phelps e Usain Bolt, pois, parte da imprensa internacional, cobrava destes dois grandes atletas, eles já estarem no ocaso de suas respectivas campanhas atléticas. Confirmações, foram as atuações das grandes potências olímpicas, Estados Unidos e China, e mais uma vez a ineficiência brasileira de provar ser capaz, de com a população que tem, conseguir estar entre as mais importantes nações deste universo de jogos. Eu acho que uma civilização se faz com costumes. São necessárias gerações para se criar um perfil. A Inglaterra foi um fiasco nas olimpíadas de Atlanta. Reestruturou-se todo o seu programa olímpico, antes mesmo de ser escolhida como cidade olímpica pela terceira vez. O que parecia impossível, cristalizou-se. O comitê olímpico lhe concedeu sediar o evento, e o esporte olímpico britânico, luziu nos jogos deste ano. Passou a ocupar a terceira colocação no quadro de medalhas. Enquanto isto no governo Lula, foi instituíndo um Ministério pomposo para os Esportes, em 2003, mas como tudo na gestão do PT, pomposo, pesado e liderado por políticos, que nunca foram capazes de sequer chutar uma bola de meia. E o que melhoramos de Pequim até Londres? Eu acredito que nada. Nos mantivemos estagnados. Um grupo grande de atletas, sem a competitividade necessária para disputar num patamar de alto nível, salvo raras exceções.
Renato Gameiro Alvares

Como ganhar as Olimpíadas aqui no Rio de Janeiro

Eu compreendo que as Olimpíadas foram criadas em um momento distinto. O nobre Barão Pierre de Coubertin, era o reflexo de uma sociedade que ainda acreditava que era mais importante competir do que propriamente ganhar. Hoje, os valores são outros. É mais importante ganhar do que propriamente competir. E de sua criação, até o presente momento, muitas modificações foram impostas para adaptação de um jogo antigo, a uma época moderna. Sempre achei que ser disputada apenas por amadores, uma coisa de pouco senso. Pois, a idéia básica sempre foi mostrar o que cada uma nação era capaz de produzir. Logo, quando os profissionais foram acolhidos em esportes coletivos e mesmo no tênis, vi esta medida como lúcida. Outrossim, como disse anteriormente, a ideia básica sempre foi o que uma nação seria capaz de produzir entre seus filhos, isto é, os que nasceram em solo pátrio, não importando onde foram criados ou mesmo onde treinam.
Renato Gameiro Alvares

O ídolo não perde. Quando muito deixa de ganhar!

Phelps estava, desde o início destes jogos, à procura de sua décima oitava medalha olímpica. Acho que isto responde a qualquer dúvida e principalmente a qualquer inveja de gente que prefere levantar copinhos, e fazer lipos, do que treinar de forma árdua. E ele o faz, com chuva ou sol, todos os dias, e isto no melhor período de sua vida. Aquele que poderia estar na praia azarando os brotinhos. Compreendo que Phelps não nadou bem os 400, sua primeira prova e chegou na quarta colocação atrás de seu maior rival e colega de time e de um brasileiro. Ai vem gente que nunca disputou esporte algum - nem purrinha - para vibrar mais com o fato do brasileiro ter chegado à frente do maior nadador de todos os tempos, do que propriamente dele, que com toda justiça, fez jus a sua prata.
Renato Gameiro Alvares

O meu Dourado

Sempre ouvi dizer que o Dourado era o rei do rio. Não sabia porque. Até tentar pegar o meu. Pois é, muita gente não conhece o Dourado e muito menos o Pantanal, onde ele pode ser achado em profusão. Não posso criticar esta ojeriza que o brasileiro tem em conhecer o Brasil. O mundo inteiro vem ao Pantanal matogrossense e nós brasileiros, vamos a Miami. Pois, eu mesmo, carioca de nascimento, criação e devoção, confesso que levei mais de 40 anos para subir o Cristo e o Pão de Açúcar e quando o fiz, foi acompanhando a um cliente norte-americano. E hoje moro em Miami. Bem que dizia minha vó Adelina, que santo de casa não faz milagre.
Renato Gameiro Alvares

Cosmogonia indígena

Qual seria o maior problema de nosso Rio de Janeiro, ou extrapolando para um campo maior, de nosso pais, de nunca sair do estágio de um laboratório de terceiro mundo? Seria a obsolescência planejada de nossos políticos profissionais? Muitas vezes perempta, sempre descartável, insólita e certamente corrupta? Seria que esta corrupção que impera, sempre que um poder é dado para alguém que queira levar vantagem em tudo? Mas, será que não haveria alguém que pudesse não se interessar em levar vantagem em tudo? Poucos parecem ser os que não querem... Ou seria a nossa falta de memória? Nossa, eu digo, minha, sua, enfim daqueles que votam e podem mudar a história deste país. Somos nós que escolhemos estes que agora criticamos. Não haveria opções melhores?
Renato Gameiro Alvares

O fiel de uma balança viciada

Infelizmente este é o Brasil em que vivemos. Um lugar de acertos políticos e escândalos delatados, mas nunca resolvidos na palavra da lei. Um país que incita seu povo a endividar-se, como forma de manter a indústria ativa e os bancos felizes. Mas, o mar encrespou-se, se abriu e nosso barquinho, a partir de agora, vai ter que navegar em águas não muito pacificas. Muita gente será afetada. Principalmente quem deve. Mas, como acima de tudo somos um país para inglês ver... Espero apenas, que na hora H, o Brasil definitivamente acorde e descubra que a peça teatral armada já foi descoberta pelos investidores internacionais. E quando o navio começar a colocar água, arrume um azarão qualquer para cruzar o disco na frente. Evidentemente que antes que o PT, de dona Dilma, tio Lula, e papai Dirceu, acabe com o Brasil.
Renato Gameiro Alvares

A vergonha de ter certas profissões

Ganhar bem não me parece um crime. Só um moralismo muito brega iria condenar quem assim o faz. Afinal, o Michael Teló e o Ronaldinho Gaúcho estão com os bolsos recheados de dinheiro, enquanto Mozart foi enterrado como indigente e o Garrincha morreu pobre. Logo, não é a qualidade do talento que faz uma pessoa ficar rica ou pobre. E sim a oportunidade que ela aproveita. Sendo levada de forma honesta, qualquer profissão, enobrece e para mim, problema algum que gere grana. O que não dá, por exemplo, é servir no Senado - que aparentemente exige que uma pessoa seja bem informada, já que defende o interesse de uma nação - e sendo ali colocado pelo povo que o elegeu, não tenha conhecimento que o senhor Carlinhos Cachoeira - amigo pessoal - exerce a profissão de corretor zoológico, e que usa de sua influência e dinheiro, para incitar o trafego que levará a ele, ao próprio senhor Carlinhos e outros interessados, a ganhar concorrências publicas, e fomentar empregos de cabide.
Renato Gameiro Alvares

Cadê meus Ferragamos?

Muitas das coisas que aprendi com vó Adelina, usei com sucesso em minha vida profissional, outras, infelizmente por força das circunstâncias, não. Uma delas foi a de me comunicar com estranhos. A agora finada senhora, quando eu era pequeno, prevenia-me deste grande perigo. Cresci e a desobedeci. Outra coisa que vó Adelina sempre me preveniu, é nunca generalizar as coisas. Para a generosa senhora, tudo tinha razão de ser e personalidade própria. Coisa de vó! Mas estava certa, generalizar é rotular. Pelo menos isto, eu tento até aqui, me policiar, pois, existe uma tendência humana, a tratar uns como todos. Por que me lembrei disto? Porque assistindo ao jogo do Brasil com os Estados Unidos, quarta feira a noite, recordei-me de um amigo norte-americano, que tinha a mania de dizer que todos os brasileiros eram chegados a levar vantagem. A kei do Gerson! Num ponto ele tinha razão de defender seu “rotulante” ponto de vista. Vamos a ele; Estivera uma feita no Rio de Janeiro e aconselhado pela concierge do Copacabana Palace resolveu ao invés de ficar somente no balcão de sua suite e assistir a queima de fogos do final de ano
Renato Gameiro Alvares

Uma praga chamada vizinho

Quando Deus criou o lema de amar o próximo, o fez certamente quando ainda era um ser solitário. Não havia criado ainda aquilo que um dia seria reconhecido como o vizinho. Imaginem vocês que na maioria das vezes compartilhar uma casa com uma família é duro. Um quarto com um irmão, um tormento. Uma cama com uma mulher conhecida na noite anterior, um desastre. Agora pensem o que é se dividir as áreas comuns de um prédio com 420 apartamentos com pessoas com as quais não existam afinidades familiares e muito menos laços afetivos ou mesmos sexuais. De maneira genérica ou sucinta é impossível. Qualquer tipo de arte é difícil. Por isto a arte é considerada apenas para algo que demonstre estar, fora dos padrões normais. Pois bem, a arte de viver, talvez possa ser considerada uma das mais difíceis. Outrossim, eu diria, sem medo de estar cometendo um exagero, que a de conviver, me parece atualmente impossível.