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Pedro do Coutto

Reajuste é para repor inflação, aumento é o que sobe além dela

A separação entre uma coisa e outra é fundamental para que se compreenda que efetivamente as contas públicas vão permanecer neste exercício no mesmo patamar verificado no ano passado. As contas públicas, no caso, referem-se ao confronto entre despesa e receita, incluída nesta a arrecadação de impostos.
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Meirelles acerta de novo: reajuste de servidor não afeta o corte de gastos

O ministro Henrique Meirelles afirmou que o reajuste de vencimentos aprovado pela Câmara para o funcionalismo público não é inflacionário e assim não afeta o programa de cortes nos gastos públicos previsto para este e o próximo ano. O titular da Fazenda, mais uma vez acertou em cheio o alvo central do processo econômico financeiro.
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Bandos de ladrões (de casaca) assaltaram o Brasil de norte a sul

Nos últimos anos bandos organizados de ladrões de casaca assaltaram nosso país de norte a sul, não escapando praticamente setor público algum. O conjunto essencial desses valores foi substituído pela fraude, pela extorsão, pela conivência do crime continuado.
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É a população quem paga as dívidas dos governos e das empresas do país

O que não está correto, e não pode dar resultado positivo, é remeter as contas dos delírios, roubos, falsificações e fracassos para o nosso bolso. O bolso de quem trabalha por salário e que, além de enfrentar ao mesmo tempo, o Imposto de Renda e a inflação, ainda por cima é cobrado pelos efeitos da corrupção que assaltou o Brasil.
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Procura-se, com urgência, um novo presidente para a Câmara Federal

Os dias se sucedem e a cada instante surgem novas informações que o colocam em situação cada vez pior. Num panorama inédito, a Câmara dos Deputados encontra-se sem quem a presida. Em consequência, não há votações, com isso não se decide nada no plenário daquela Casa do Congresso. Projetos de interesse do governo e do país encontram-se estacionadas nas ordens do dia.
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Corrupção alucinada, uma tragédia brasileira

A corrupção generalizou-se. A honestidade tornou-se defeito. As posições se inverteram através de uma ponte tripla ligando os setores empresariais, políticos e administrativos. O prejuízo econômico causado ao Brasil é imenso.
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PT não acredita na volta de Dilma e defende novas eleições

Na realidade o PT, embora dividido, não acredita no retorno de Dilma e decidiu debater a forma de serem convocadas novas eleições presidenciais diretas ainda este ano. Dilma estaria disposta a propor uma consulta popular sobre a antecipação das eleições presidenciais de 2018.
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Sérgio Machado, provavelmente o delator mais transparente do mundo

Transparente, sem dúvida, tem sido Sérgio Machado, iluminando as curvas sinuosas que ligam Brasília, centro do poder, aos assaltos praticados contra a Petrobrás, que equivale a dizer executados contra o país. Mas Sérgio Machado comprovou na prática as condições amplas que possuía para agir, agora se vê, em duplo sentido. Era ele o distribuidor plenipotenciário de comissões ilegais resultantes de super faturamentos nos contratos entre a estatal e as grandes empreiteiras do Brasil.
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STF envia inquérito contra Lula para Sérgio Moro

Teori Zavascki considerou fortes as evidências contra Luiz Inácio da Silva, encontradas na trama denunciada por Delcídio do Amaral para evitar as revelações contidas na delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás. O inquérito envolve também os pagamentos feitos a Lula por palestras realizadas, palestras estas pagas por André Esteves, tendo como destino o Instituto Lula.
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Ministro da Saúde diz que o país não pode garantir direitos constitucionais

Poder público é para poder servir à população e não aterrorizá-la com ainda mais restrições. Principalmente no que se refere à saúde, que representa também o direito à vida. Ameaçando instituir mais encargos para o povo, o ministro Ricardo Barros pode ocupar qualquer cargo no governo Michel Temer, menos o Ministério da Saúde no qual, infelizmente, se encontra.
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Privatizar é caminho mais viável do que o de aumentar impostos

A privatização, creio, apresentará melhores resultados do que a CPMF temporária, isso porque a CPMF temporária poderá produzir recursos anuais em torno de R$ 32 bilhões, enquanto a despesa para rolar a dívida interna de 2,9 trilhões, metade do produto interno bruto, e representa um desembolso superior a R$ 400 bilhões no período de 12 meses.
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Renan indica que impeachment definitivo de Dilma será rapido

O senador Renan Calheiros não iria solicitar a presença de Ricardo Lewandowski apenas para estabelecer a moldura da decisão final e irrecorrível. A participação do presidente do STF na reunião de hoje, assim, revela nitidamente o objetivo de votar a etapa derradeira do processo no prazo mais rápido possível.
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Ao manter a queda de Eduardo Cunha, STF fortalece a Lava Jato

Entre os efeitos da decisão do STF afastando Eduardo Cunha da presidência da Câmara, e também do mandato parlamentar, destaca-se sobretudo um extraordinário fortalecimento da Operação Lava Jato em todos os sentidos. O episódio pode ser visto também como um aviso ao governo Michel Temer da não possibilidade de qualquer recuo nos processos que expõem cada vez número maior de pessoas.
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Empresários estão temendo anarquia e reflexo na área militar

O que está mais preocupando tanto empresariado quanto a população é o apelo às ruas feito pelo ex-presidente Lula, que ameaça percorrer o país com essa bandeira. Lula deseja fantasiosamente deslocar o tema para as ruas, como se elas pudessem se transformar num tribunal acima até do Supremo
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Lula propõe anarquia que pode explodir o governo Dilma

O que deseja Lula? Na realidade um confronto de parte da população que o inocenta e apoia contra o Poder Judiciário e o Ministério Público. A contradição é evidente, a colisão inevitável, cujos estilhaços serão remetidos contra o Palácio do Planalto e, portanto, contra a presidente Dilma Rousseff.
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Advogados de Lula acusam governo Dilma de ser uma ditadura

Luiz Inácio Lula da Silva, através de seus advogados, tacitamente acusou o atual governo, que o sucedeu, de ser uma ditadura: “Só uma ditadura escolhe os investigados”. Isto pode se traduzir como um lance de ruptura entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma.
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STF agrava situação dos presos na Lava-Jato

Se a prisão decretada na primeira instância for mantida na segunda, desapareceu o caminho que conduzia ao plano de abrandamento penal ou sua postergação por períodos indefinidos de tempo. Existem recursos adormecidos há mais de dez anos. Às vezes há quase vinte. Os adiamentos, em inúmeros episódios achavam no plano da prescrição.
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Para o PT, triplex e Atibaia são ficções conservadoras

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que os episódios relativos ao tríplex de Lula e ao sítio de Atibaia são ficções conservadoras, inspiradas pela direita e destacadas pela mídia para promover o linchamento moral do ex-presidente da República no sentido de impedir seu retorno ao poder nas urnas de 2018.
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Desemprego reduz massa salarial em RS 20 bilhões por mês!

O desemprego atinge em cheio o nível de consumo da população e com isso a receita de impostos, incluindo os federais, estaduais e municipais. Este quadro conduz ao ato de desempregar e abala a arrecadação pública como um todo. Não adianta criar mais impostos, como anuncia a presidente Dilma Rousseff, referindo-se principalmente à volta da CPMF.
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Doações de empresários a candidatos devem cair cerca de 90%

É isso. As doações de empresários a candidatos a prefeitos nas eleições de outubro deste ano devem diminuir, calculo eu, em torno de 90% em relação às que foram feitas em 2014. Digo doações de empresários porque pela lei em vigor, confirmada por decisão do Supremo, as contribuições de empresas passaram a ser totalmente ilegais.
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Computada a inflação, queda do PIB atinge mais de 14% em 2015

À redução do PIB devemos adicionar a taxa inflacionária registrada em doze meses: 9,9%. Temos então um movimento regressivo superior a 10%. Na realidade 14,4%, sem considerar o índice demográfico. Colocado este na balança econômica, nos deparamos com uma involução de 15,4 pontos. Com queda da renda per capita, acentua-se, como é matematicamente natural, o aumento da concentração de renda. Péssimo resultado para o processo de desenvolvimento social do país. Isso de um lado.
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Michel Temer, o grande enigma do processo de impeachment

Observando-se o claro distanciamento entre o vice Michel Temer e a presidente Dilma Rousseff pode-se deduzir que Temer assumiu a posição de grande enigma em volta do desencadeamento da iniciativa, aceita pelo deputado Eduardo Cunha, no sentido de fazer com que a crise política tenha como desfecho o afastamento da presidente da República.
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Datafolha revela que o povo condena os ladrões, o cinismo e o escárnio

A pesquisa do Datafolha publicada na edição de domingo da "Folha de São Paulo" revelou com intensidade que a população brasileira passou a condenar tanto a corrupção quanto o cinismo e o escárnio, para aproveitar a afirmação feita há poucos dias pela ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Os números ressaltam esse impulso, pois pela primeira vez a corrupção foi destacada como o maior problema brasileiro.
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Maior despesa do governo é com juros da dívida: R$ 400 bilhões!

Enquanto a presidente Dilma Rousseff afirma que espera ver a nova CPMF aprovada, a equipe econômica chefiada pelo ministro Joaquim Levy, com base nessa ideia, continuar tentando desfocar o principal fator do desequilíbrio das contas públicas do país: os juros, no montante aproximado de 400 bilhões, que o Brasil tem de pagar anualmente aos credores de sua dívida interna que, de acordo com dados do próprio Banco Central, eleva-se a 2,6 trilhões de reais.
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Caderneta de poupança perde da inflação por 10 a 7 este ano

As cadernetas de poupança estão perdendo – e vão fechar 2015 perdendo – por 10 a 7 por cento, com base na taxa oficial de inflação. A questão é simples: de novembro de 2014 a novembro deste ano, portanto ao longo de doze meses, o índice inflacionário atingiu 9,9 por cento. No mesmo período, as contas de poupança apresentam uma rentabilidade máxima de 7 por cento, levando-se em conta o cálculo à base dos montantes mensais. O mesmo prejuízo envolve também as contas dos empregados no FGTS.
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Apoio do governo a Cunha só vai até decisão sobre impeachment

Enquanto o PSDB retirava seu posicionamento de neutralidade em relação a Eduardo Cunha, a maioria da base aliada ao governo na Câmara, ao contrário, manifestava seu apoio à permanência do parlamentar do PMDB-RJ na direção daquela Casa do Congresso. Troca de posições? Sim, mas só na aparência, na superfície das ondas revoltas, e mesmo assim, a prazo curto.
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Nova lei vai apressar novos pedidos de aposentadoria

O que se verifica é uma escala ascendente de dificuldade, que atingirá 100 pontos para os homens e 90 para as mulheres. Logicamente os segurados da Previdência Social, tão logo completem as exigências atuais, vão ingressar com seus pedidos de aposentadoria. O que acontece? Sacam os saldos que possuem no FGTS, deixam de contribuir com o INSS, os que estiverem em condições vão procurar emprego, os que não puderem vão reduzir inda mais seu consumo de alimentos e produtos. Resultado: menor receita especialmente para o ICMS, tributo estadual. Portanto, dificultar o acesso à aposentadoria não diminui despesa alguma. Ao contrário. Eleva os gastos e reduz as receitas.
Pedro do Coutto
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Demissões, que prejudicam INSS e FGTS, causam desânimo social

A onda de demissões no país, de acordo com os dados do IBGE, vem se agravando, e a taxa de desemprego alcançou 8,7% da mão de obra ativa brasileira, correspondendo, em números absolutos, a quase nove milhões de pessoas. É a pior coisa que pode acontecer, produzindo reflexos sociais gravíssimos, por isso mesmo surpreende que tal política seja colocada em prática na esfera do próprio governo que nela vê uma redução de gastos.
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PT quer evitar impeachment ameaçando Eduardo Cunha

O governo mobilizou a bancada do PT para ameaçar Eduardo Cunha, assegurando que se ele despachar o início do processo de impeachment a legenda retirará o apoio que vem lhe dando e se deslocará para o lado que reúne os deputados que lutam pelo seu afastamento da presidência da Câmara. Logo, se ele optar pelo arquivamento o partido votará por sua permanência. Um caso de chantagem que, pela lei, constitui crime.
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A insustentável leveza de Dilma, de Cunha, do PT e do PMDB

A presidente Dilma Rousseff errou novamente, desta vez ao tentar fazer uma reforma ministerial pensando que por si só as nomeações distribuídas fossem capazes de lhe assegurar maioria para as votações e que necessita no Congresso. Não adiantou, dividiu mais do que somou apoios. Esqueceu-se que tal articulação política só pode dar certo tendo como base um projeto claro de desenvolvimento econômico e social capaz de motivar a população. Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Permaneceu flutuando, porém descendo de altitude.
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PMDB não queria se envolver na redução dos ministérios

O vice-presidente Michel Temer e os presidentes do Senado e da Câmara Federal, Renan Calheiros e Eduardo Cunha comunicaram à presidente Dilma Rousseff que o PMDB, partido ao qual pertencem, não indicaria nomes para compor os cargos que surgirem da reforma administrativa anunciada pela Planalto. Mas deve ser interpretado não propriamente como sintoma da véspera de uma ruptura definitiva, mas sim como uma forma de escapar da responsabilidade de avalizar a diminuição do número de pastas, o que levaria inevitavelmente ao desfecho que causaria a perda de postos para a legenda.
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Defensoria Pública incentiva criminalidade no Rio

O Secretário de Segurança, José Beltrame, com suas declarações, agravou a insegurança. Referiu-se a uma decisão judicial requerida, vejam só, pela Defensoria Pública, determinando que a PM só poderia agir reflexivamente e não preventivamente. Um absurdo! Se grupos numerosos descem dos ônibus carregando instrumentos de agressão consigo, tal verdade já seria suficiente para a PM agir e não esperar que tais armas causassem as ondas de vandalismo que se sucedem.
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Lula no lugar de Mercadante, a última cartada de Dilma?

O lance é substituir Aloizio Mercadante pelo próprio Lula na Casa Civil do Planalto. Lula assumiria o cargo de primeiro-ministro e, com isso, desviaria as pressões contra Dilma. Estaria reimplantando um parlamentarismo de fato e o governo encontraria algum tempo para respirar. Dilma Rousseff deixaria o eixo do poder, mas ganharia fôlego, mesmo que temporário, para respirar e livrar-se da ansiedade que certamente a aprisiona dentro de si mesma e das articulações nos bastidores do Alvorada.
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Temer sai de vez da coordenação política

Afirmando-se indignado com a revelação do consultor Júlio Camargo de ter-lhe entregue uma propina de cinco milhões de dólares pela contratação de empresa especializada em sondas pela Petrobrás, o deputado Eduardo Cunha, logo na manhã de sexta-feira, através da GloboNews, anunciou seu rompimento com o governo Dilma Rousseff, o que praticamente obriga o vice Michel Temer a sair da tarefa de coordenador político do Planalto. Uma coisa leva a outra.
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Acaba o casamento entre PMDB e o PT de Lula!

No momento em que anunciou que o PMDB terá candidatura própria na sucessão presidencial de 2018, quando lançou quarta-feira a plataforma digital do partido na internet, o vice-presidente Michel Temer antecipou, de fato, a ruptura com o projeto do PT, Lula 2018. E não só com a candidatura do ex-presidente, mas no fundo da questão, com o próprio governo Dilma Rousseff. Aliás, este caminho, na mesma ocasião, foi defendido pelo deputado Eduardo Cunha, que afirmou estar a separação acontecendo de fato. Ficou evidente que o PMDB não deseja ser atingido pela impopularidade da presidente da República, agravada, a cada dia, com os reflexos das denúncias que se desenvolvem sobre os assaltos praticados contra a Petrobrás.
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A crise sem fim de Petrobrás

A Petrobrás vai colocar à venda 49% da Gaspetro e também negociar a BR Distribuidora com setores privados, a fim de reduzir, na fração de praticamente 15%, o total de sua dívida, que se eleva a 106 bilhões de dólares. Observa-se assim que o governo Dilma Rousseff inicia um roteiro para a privatização parcial da empresa. As transações devem ser concluídas, espera a administração da Petrobrás, até o primeiro trimestre de 2016.
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Dilma erra, se vetar o reajuste dos aposentados do INSS

A presidente Dilma Rousseff cometerá mais um erro, dessa vez tanto político quanto administrativo, se vetar, como anunciou o senador Delcídio Amaral, líder do governo, o projeto de lei que amplia a todos os aposentados e pensionistas do INSS as mesmas regras que regem o aumento anual do salário mínimo. O veto, além de socialmente injusto, funcionará na prática para desgastar ainda mais o governo. Afinal de contas, se o salário mínimo incorpora ganho geral, por pequeno que seja, acima da inflação, e se 33% dos segurados ganham apenas o salário mínimo, através do tempo, como logicamente sustentou Paulo Paim, que é do PT, chegará a uma escala na qual todos os aposentados e pensionistas vão receber o salário mínimo. O que será um retrocesso, uma vez que contribuíram com valores que incidiram sobre remunerações acima do piso legal.
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Lula rompe com Dilma e ataca o PT

O novo pronunciamento do ex-presidente Lula significa seu rompimento quase definitivo com Dilma Rousseff e o PT, partido do qual foi fundador em 1980 e que se transformou num bloco fisiológico. Luiz Inácio da Silva, surpreendentemente, não se referiu ao maior desastre do atual governo que sem dúvida foi o gigantesco assalto à economia da Petrobrás e que tantos problemas causou e causa, tanto no plano interno quanto na área internacional.
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Marketing sem conteúdo não funciona na política

(...) a forte queda registrada na popularidade da presidente Dilma Rousseff, que foi parar numa aprovação de 12% e numa rejeição de 64 pontos. Em junho de 2013 o índice positivo de seu governo atingia 55 pontos e o negativo situava-se em 13%. Basicamente era exatamente o contrário no panorama de hoje. Isso prova mais uma vez que o marketing, por si só, não funciona campo político, tão pouco influi no julgamento da opinião pública. Porque se funcionasse não teria havido o declínio que ocorreu, sobretudo depois da sua reeleição em outubro de 2014.
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Temer rompe com a candidatura de Lula para a sucessão de 2018

O vice-presidente Michel Temer, ao defender a tese de que o PMDB deve ter candidato próprio à sucessão de 2018, praticamente rompeu com a candidatura de Lula para suceder Dilma Rousseff no Planalto. O PMDB, disse ele, não quer mais o papel de noiva preferida e sim assumir a posição de protagonista principal. Esse o enfoque essencial das palavras de Temer, antecipando-se portanto ao encadeamento dos fatos previstos para o futuro próximo. A matéria deve ter contrariado frontalmente Luiz Inácio da Silva e criado uma situação sensível para Dilma Rousseff, sobretudo em face de ser ele o coordenador político do governo. Sendo assim, ficou claro que suas ações serão coordenadas também em torno das eleições de 2018.
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Economia não se recuperará este ano!

Ao anunciar no final da tarde de sexta-feira o corte de praticamente 70 bilhões de reais no orçamento de 2015, o ministro Nelson Barbosa, do Planejamento cometeu uma contradição essencial: ao mesmo tempo em que previu uma redução de 1,2% no PIB este ano, levantou a perspectiva de uma reação positiva da economia no segundo semestre. O ano, como se sabe é formado por dois semestres. Assim a retração de 1,2% no PIB abrange tanto o primeiro quanto o segundo semestre. O desajuste das contas apresentadas pelo ministro Nelson Barbosa entretanto, não termina aí. Ao anunciar que o corte na lei de meios foi o maior da história, como prova de um esforço geral para equilibrar as contas públicas, esqueceu de acrescentar aos 70 bilhões a taxa inflacionária dos últimos 12 meses, que se encontra na escala de 8,2 pontos.
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Ameaça de Cunha faz Dilma manter Janot na Procuradoria

A ameaça da do deputado Eduardo Cunha à presidente Dilma Rousseff para que ela não renove o mandato de Rodrigo Janot como Procurador Geral da República, revelada por Simone Iglesias e Paulo Celso Pereira, "O Globo" edição de sábado, vai inevitavelmente obrigá-la a reconduzir o chefe do Ministério Público para novo mandato de dois anos. Eduardo Cunha nega a ameaça, mas o fato é que a matéria publicada cita um diálogo seu com o Chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a respeito do tema. De qualquer forma a repercussão do fato já por si funciona como um ultimato à presidente da República.
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Problema está na compra e não na construção de imóveis!

O governo do país está pensando em destinar mais 40 bilhões de reais no setor da construção civil para reabilitar o mercado imobiliário da queda de vendas que vem enfrentando. Nos primeiros quatro meses deste ano, por exemplo,a retração ocorreu em forte escala, inclusive com as retiradas das contas de poupança que superaram por larga margem os depósitos. Somente no mês de abril os saques superaram os depósitos numa escala de 6,2 bilhões de reais. No mesmo período foram negociados 109 mil imóveis, enquanto no primeiro quadrimestre de 2014 as vendas atingiram 1123 mil unidades habitacionais.
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Imagem negativa do PT afastou Dilma do programa na TV

A presidente Dilma Rousseff decidiu cancelar sua participação no programa organizado pelo PT, sob o motivo preponderante de não desejar, na fase atual, se vincular à imagem desgastada do Partido dos Trabalhadores, agravada com a prisão do ex-tesoureiro Joao Vacari Neto. O tempo que caberia à presidente da República foi ocupado pelo ex-presidente Lula, acrescenta a matéria. Com isso, torna-se flagrante a divergência essencial entre Dilma Rousseff e a agremiação, com a primeira querendo distância da segunda. Para Andreia Sadi, figuras dos bastidores petistas interpretaram a decisão como uma tentativa da chefe do Executivo se descolar da legenda, ao mesmo tempo deslocando o relacionamento para segundo plano, um espaço mais distante do centro do poder.
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Pobres são 70% da população brasileira

Como ser uma nação de classe média um país cujos assalariados recebem por ano, no total, 2 trilhões de reais e cujas dívidas atingem 1 trilhão e 400 bilhões? O endividamento alcança portanto, a escala de 70% de seus vencimentos. As favelas e os cortiços proliferam, quase 40% dos domicílios não contam com sistemas adequados de saneamento. Esgotos correm a céu aberto. 70% da população do país não são de classe média. Os que mais necessitam, assim, não podem ser considerados de classe média. Este mito, portanto, necessita ser destruído, porque enquanto não houver uma compreensão exata do país, por ele mesmo, esse caminho de evolução jamais será percorrido.
Pedro do Coutto

Se Dilma fugir da raia…

Lula, o marqueteiro João Santana e o ministro da Secom, Edinho Silva, estão aconselhando a presidente Dilma Rousseff a não dirigir, pela televisão, a tradicional mensagem de primeiro de maio ao povo brasileiro. Os três, e mais alguns auxiliares do Palácio do Planalto, chegaram à conclusão , de que qualquer pronunciamento dirigido à sociedade pela passagem do Dia do Trabalho, data comemorada em muitos países, será sucedido por um panelaço que apagará suas palavras e prejudicará ainda mais sua imagem, já abalada pelo assalto à Petrobrás e sua iniciativa de comprimir direitos sociais.
Pedro do Coutto

PT naufraga no mar revolto da corrupção

O PT, assim, praticamente naufraga num mar da corrupção, cujas águas revoltas escolheu cruzar. É claro que a perspectiva não é das melhores. Mas também Andréia Sadi e Marina Dias transmitem a impressão inevitável de que a fonte dos recursos financeiros secou para o partido. Tanto assim que no final da semana passada a comissão executiva do PT decidiu suspender o recebimento de doações por parte de empresas privadas. A suspensão representa uma figura simbólica, pois na realidade, como no samba de Monsueto, a fonte secou. Assim, a sustação de captar recursos financeiros já havia antecedido o ato de suspender tais ações.
Pedro do Coutto

Aumentar impostos agora?

Uma contradição embutida na política global do próprio governo. De um lado uma política voltada para conter a taxa inflacionária com medidas restritivas. De outro, o risco de romper com as organizações sindicais. E no topo do triângulo, o temor de desagradar o ex-presidente Lula. Dilma Rousseff, portanto, não dispõe de largo campo de manobra. Terá que decidir, de optar. Escolher uma direção, todas elas trazem risco político. E assim o exercício do poder. A equipe econômica, liderada pelo ministro Joaquim Levy, insiste também no corte orçamentário de 80 bilhões de reais. Isso a partir do momento em que a presidente da República assinar a Lei de Meios para 2015, o que ainda não aconteceu, até hoje, apesar de já nos encontrarmos em pleno mês de abril, no segundo trimestre, portanto. O corte é falsamente apresentado como forma de reduzir a dívida interna do país.
Pedro do Coutto

A farsa das doações para campanhas

É claro que as empreiteiras e fornecedoras vão fazer doações maiores para os candidatos à presidência, aos governos estaduais e municipais que aparecem bem nas pesquisas. Maiores recursos para os que estiverem na véspera de receber a caneta mágica do poder. É lógico, não é preciso sequer ser inteligente para interpretar o eterno jogo de interesses, num sentido ou no outro. Quem oferece espera receber algo em troca, no menor prazo possível, quem recebe está sabendo muito bem o que está por trás da doação. O ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, definiu as regras muito claramente em declarações contidas em sua delação premiada: não há doações, existem empréstimos. Com a diferença – digo eu – que o resgate é pago por todos nós, assalariados, que temos de arcar com a transferência a se refletir nos preços. É sempre assim.
Pedro do Coutto

Cresce número de inadimplentes

Agravando a situação dos endividados inadimplentes, surge a questão de que as elevações do custo de vida antecedem – não sucedem – , os reajustes salariais. Assim, os aumentos ocorrem diariamente e se adicionam à obrigação dos juros pelas prestações em atraso. Surge então um processo devastador com reflexos na própria estrutura social, jogando para baixo o próprio mercado de consumo. Custo de vida subindo antecipadamente, juros progressivos, várias fontes de endividamento, onde e quando vai a roda parar? Não se sabe. A culpa, no caso geral, não cabe exclusivamente ao governo, mas a uma parte da população que, fascinada pelas “ofertas”, acaba assumindo compromissos impossíveis de resgatar.
Pedro do Coutto

Corte no orçamento divide o governo

O projeto de cortar 80 bilhões de reais no orçamento da União para este ano, de autoria do ministro Joaquim Levy, está dividindo o governo. A presidente Dilma Rousseff, assim, terá que assumir a decisão final quanto à iniciativa, que também depende de aprovação pelo Congresso. Como alguém disse no passado, o remédio pode ser tão forte que, ao invés de curar, faça piorar o doente. O problema não se esgota na redução em si, mas nos seus efeitos junto a população. Some-se a isso a iniciativa das distribuidoras de energia elétrica, desejam antecipadamente repassar aos consumidores as taxas prováveis de inadimplência, diante do processo de aumento de preços do mercado.
Pedro do Coutto

Dilma entrou pelo cano, e nós também!

O jornal britânico "Financial Time", matéria transcrita pelo "O Globo" na edição de 23, prevê que a situação econômica brasileira pode se agravar em 2015 e até estender-se por mais tempo. De fato, esse é o desafio que se coloca à frente da presidente Dilma Rousseff: sair da crise o mais rapidamente possível, pois ela se reflete diretamente nos níveis de emprego e consumo. E sem ambos os setores funcionando normalmente, não existe atmosfera política que resista. A estabilidade do país depende da superação dos obstáculos colocados na rota do Planalto.
Pedro do Coutto

As confusões de Levy

O titular da Fazenda pede rapidez para aprovação do projeto que introduz modificações na contabilidade fiscal do país, incluindo as desonerações nas folhas de pagamento das empresas, mas surpreendentemente, a meu ver, diz que o governo ainda está concluindo a elaboração da matéria que, em princípio, substitui a medida provisória devolvida pelo senador Renan Calheiros, presidente do Congresso, ao Palácio do Planalto. Aliás, antes de ser recebido por Eduardo Cunha, avistou-se com Renan. Pediu a mesma pressa a Calheiros. Mas e o texto? Encontra-se ainda no laboratório da Fazenda em busca da fórmula final do remédio.
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Constituição blinda Renan e Cunha contra ações judiciais

Os que sonharam que os processos, mesmo na esfera do Supremo Tribunal Federal, vão transcorrer rapidamente contra Renan e Eduardo Cunha, principalmente entre aqueles que possuem foro especial, estão enganados. Basta ler os artigos 53, 54 e 55 da Constituição para se chegar a esta conclusão. Há uma série de obstáculos a serem transpostos na esfera do Congresso Nacional. Sobretudo tratando-se dos presidentes do Senado e da Câmara. Vamos transcrever os dispositivos citados nesse artigo para que seja verificada a complexidade das tarefas judiciais. Recebida a denúncia contra senador ou deputado, o Supremo dará ciência à Casa Legislativa, respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado, e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final (do STF) sustar o andamento da ação.
Pedro do Coutto

A mentira do superávit primário

A presidente Dilma Rousseff vai editar um decreto ampliando em 65,5 bilhões de reais os cortes nos gastos do Tesouro até o mês de abril, no sentido tanto, é claro, de reduzir as despesas públicas, quanto para assegurar o enigmático superávit primário, que não passa de um sofisma para os desembolsos e receitas do Executivo. Inclusive, na mesma sexta-feira, "O Estado de São Paulo" publicou matéria acentuando que o superávit primário registrado em janeiro (10,4 bilhões de reais) foi o menor dos últimos seis anos. Mas afinal de contas, o que é superávit primário?