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Pedro César Alves

Amar! Nunca mais…

Às vezes ficamos pensando na vida, nas coisas que nos cercam e descobrimos que – na tentativa de acertar, erramos mais, mas o melhor de tudo é que podemos olhar para trás e dizer: tentei! Não fui covarde! 'Nunca mais’ pode ser um pouco pesado, talvez. E ainda mais pra um sujeito como eu. Mas, o que vale mais, são as intenções – apesar de eu sempre dizer que de intenção o Inferno está cheio. Tenho dó (tenho nada!) do sujeito que diz usar o tridente – que queime junto! Uhu!
Pedro César Alves

Navegando pelo mundo das letras

Retomando o meu pensar, somos leitores, e desde sempre. Ou seja, desde que nos conhecemos como tal que somos, fazemos leituras. Começamos a ler o que está a nossa volta, e depois o nosso mundo vai crescendo, descobrindo novos horizontes, passando também a conhecer e dominar as letras. E o nosso mundo não para de crescer, não paramos de ler – até que os nossos olhos se fechem para sempre. E de leitor que somos, passamos rapidamente à tecnologia. De leitor a navegador. De leitor a viajante do espaço cibernético – e nele podemos nos achar, mas também podemos nos perder. São muitas informações, mas muitas mesmo.
Pedro César Alves

Hoje e os bons tempos que se foram…

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o Facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Pedro César Alves

Discursos e ações

No primeiro dia do ano, às quinze horas, diante da televisão, fiquei a pensar: precisamos passar dos belos discursos a ações mais eficazes. E assim o Brasil, nós brasileiros, estamos sempre a ouvir os discursos políticos, os discursos empresariais, os discursos religiosos, os discursos familiares – e então, depois de ouvir tudo, o que fazemos? Fazemos sim, mas é tão pouco! E não digo apenas pelas ações governamentais, empresariais, religiosas, familiares, mas a postura pessoal que tomamos. Ou, que deixamos de tomar e, somente horas, dias, semanas, meses, anos depois que lembramos e concluímos que deveríamos fazer diferente. E, vou dizer assim: já é um bom começo, mas longe do necessário.
Pedro César Alves

Festas de final de ano

Como sempre acontece em todos os anos: este dois mil e catorze em breve também se finda e com ele as festas começam a acontecer, as confraternizações, as despedidas escolares com apresentações de mural e sarau, entre outros. Então, lembremo-nos do espírito natalino, da união que foi pregada pelo Grande Mestre e resolvemos pôr em prática – e as outras épocas do ano? Como que ficam? É hora de se pensar sobre as nossas atitudes.
Pedro César Alves

No meu tempo era assim…

No meu tempo de criança era assim, já ouvimos dizer várias vezes tal enunciado, mas também pensamos, pelo menos eu pensei, será que um dia vai acontecer comigo? No meu tempo, ou seja, agora, alguns poucos ainda se preocupam com a atividade da escrita. No futuro: será que terão essa preocupação de registrar os acontecimentos? Hoje já se nota que pouquíssimos têm esta preocupação, fico a imaginar como será com a tecnologia mais avançada, quero esquecer esta imaginação imediatamente. Aliás, a ciência que estuda os manuscritos está desaparecendo.
Pedro César Alves

O lado sombrio da vida

Em tudo na vida há o lado sombrio. Apesar de ser sombrio, o ser humano gosta. E uso o vocábulo gosta aqui no sentido de não poder viver sem pensar no mesmo. Significa, também, o lado misterioso da vida. E este lado realmente causa transtornos aos que não são bem equilibrados, ou possuem tendências duvidosas sobre a existência humana. Coloque-se no espelho apenas meio rosto. Um lado ficará refletido, o outro lado não se mostrando, a estranheza surge. Assim, também, a experiência no claro-escuro de nossos pensamentos: o lado sombrio esconde muitas coisas – assim como um porão ou sótão esquecidos às traças. Melhor, as coisas neles depositadas esquecidas às traças.
Pedro César Alves

Casamento por adesão

Num papo muito bem descontraído numa das manhãs desta última semana, surgiu no meu ambiente de trabalho uma questão que deve atormentar muitas mentes sadias – como chamar tantos amigos para o seu casamento, tendo em vista o custo (e até mesmo o capitalismo que denominamos custo-benefício)? E conversa vai, conversa vem, aparece uma amiga de profissão com a ideia de casamento por adesão, achei o assunto interessante. E por vários aspectos, apesar de alguns acharem um absurdo as linhas que seguirão abaixo.
Pedro César Alves

Livros e política podem andar juntos

Esta semana dirigi-me à biblioteca e, andando entre as estantes de livros, me senti flutuar pelo paraíso das letras, e ainda me perguntei: por que será que grande parte da população não gosta de ler? Onde será que se encontra o erro do não fazer leitor neste Brasil? E, das inúmeras respostas que poderia colocar aqui, cito o alto custo do livro - e com todo o incentivo que se tem.
Pedro César Alves

Rumo ao desconhecido

Creio que todos, ou quase todos, já tiveram vontade de sair sem rumo, ou apenas rumo ao desconhecido. Eu também já tive essa vontade e realizei: em cima de uma moto saí sem destino e, quando dei conta, estava em Porto Alegre, claro que dias depois da partida. Outros também gostam de escrever a desconhecidos, eu também. E é tão interessante que sempre descobrimos que há pessoas que sentem o mesmo, pois respondem. E é interessante escrever a um desconhecido porque, ao mesmo passo que pode se falar muitas coisas, também o contrário, somado à vontade de saber quem está do outro lado.
Pedro César Alves

Logosofia, o que é?

Outro dia acessando o meu site vi uma propaganda que me chamou a atenção, falava sobre um assunto que nunca tinha lido ou ouvido falar: logosofia. Sou um pouco curioso, deixei tudo o que estava fazendo e fui à procura desta nova palavra para o meu vocabulário. Descobri que é uma palavra de origem grega e que foi concebida pelo pensador e humanista Carlos Bernardo González Pecotche, em 1930, e significa ‘ciência da razão’. Visa explorar os campos do autoconhecimento, a proposta logosófica é emancipar o indivíduo ao focar principalmente na identificação, classificação e seleção dos próprios pensamentos.
Pedro César Alves

O poder domina

Outro dia a conversar em casa sobre o que o poder traz, ou faz às pessoas, foi tão interessante que rodou a conversa por alguns dias, e foi longe nas ideias. E sempre trocamos ideias sobre como sermos menos chatos perante certas coisas que a vida proporciona para não parecer abuso de poder. Aliás, a vida proporciona muita coisa boa. O ser humano não a aproveita na maioria das vezes, além de não aproveitar, e é através do poder que deixa tudo mais complicado. Alguns, por qualquer motivo, se acham o tal; na expressão popular é mais ou menos assim: acabaram de subir numa folha de papel e se acham poderosos.
Pedro César Alves

A suavidade ao alcance de todos

Você, caro leitor, já deve ter visto ou ouvido falar que algumas pessoas têm o hábito de cheirar tudo que lhes caem às mãos. Outro dia achei estranho que uma aluna, do Ensino Médio, cheirava todos os livros que eu levava para a sala de aula. Dirigia-se à minha mesa, olhava-os e os cheirava. Todos os presentes na sala riam da atitude dela, mas... Em minha casa a minha amada Lorita sente o cheiro das coisas de longe, e eu não sei se isso é bom ou ruim, mas creio que deve ter algum ponto positivo nisso. Eu, particularmente, não consigo sentir o que ela sente de longe, será que é treino, como muitos dizem? Assim, como cheirar livros: bom ou ruim?
Pedro César Alves

Flores e amores

Flores e amores são palavras que combinam; flores e amores são palavras de grande peso, de grandes significados, que caminham juntas, contínuas, e de forma paralela. A primeira é uma marca constante na vida do ser humano, a segunda também. Logo, por onde começar? Aliás, são palavras que podem gerar grande número de ideias. As flores estão presentes nos mais variados acontecimentos da vida humana, desde o nascimento até a morte. Muitas famílias têm a tradição de enviar flores quando os bebês chegam a este mundo...
Pedro César Alves

Tecnologia a nosso favor

Muitos cidadãos que gostam de escrever, que são amantes da escrita, sentem-se frustrados quando descobrem que não possuem poder aquisitivo suficiente para a publicação de suas ideias e em consequência de fator, param de escrever. Mas já está na hora de pensar diferente: essa época já passou. E poucos, apesar de toda tecnologia a favor, usufruem deste conhecimento. Pode parecer um pouco complicado, mas não é, basta ter um pouco de coragem e sair à luta, começando pela publicação on-line – a publicação em e-books.
Pedro César Alves

A arte do bem viver

Viver bem é uma arte ou é uma arte viver bem? Aliás, o que seria viver bem? E, para você, caro leitor, o que é viver bem? Andei a pesquisar e descobri que algumas pessoas pensam que viver bem é estar realizado emocionalmente, profissionalmente e, de preferência, perto das pessoas que amam. E sem nenhuma exceção. Concordo quase que plenamente. E, pensando nesta última, viver longe das pessoas que se ama não é nada fácil. Vivendo perto das pessoas que se ama vive-se feliz, não há saudade, pequena palavra de sentido mui grande, que mata!
Pedro César Alves

Laboratório da escrita

Há dois ou três anos ministrei um curso de produção textual, especificamente na área de crônicas, e constatei que muitos escreviam por gosto, outros por necessidade, mas os profissionais da área de Educação se queixavam por não escreverem tanto quanto desejavam. Explicando melhor: queriam fazer o que tinham em mente antes de serem os profissionais que são. E, nesse curso, encontrei uma das minhas primeiras professoras, lá do curso fundamental e ela, ali, ouvindo as minhas aulas!
Pedro César Alves

Pérolas se atraem

As pessoas se atraem. E se atraem não pelo que elas são, ou tentam ser, mas por serem profundas e insondáveis são, também, misteriosas. E muitas são misteriosas ao extremo. E os extremos, como costumam dizer, podem se atrair. Às vezes são inacessíveis, silenciosas, vivem de forma experimental: às vezes em busca de luz, que, por algumas teorias, o ser humano é um ser de luz e por isso busca luz; às vezes não, pressionado, fraco, pende para o outro lado. Às vezes em profundas fantasias fantasiosas, talvez em busca da plenitude da liberdade para sobreviverem.
Pedro César Alves

Sofremos muito, por quê?

A humanidade, de forma geral, sofre. O emocional, de muitos, passa a não funcionar direito. Passam a acusar aqueles que estão dentro das quatro linhas e que não conseguiram concretizar as expectativas de quem está pelo lado de fora, mas que acreditou no possível potencial de quem está lá dentro. E acusam de forma desleal – como temos caso de que vidas foram perdidas por causa de uma bola. E muitos podem pensar de forma diferente – em outros sofrimentos. Claro que há outros sofrimentos, como: físico, mental e religioso – ou todos misturados. E se pensarmos em tudo isso, e tudo misturado, sofremos ainda mais nessa época porque procuramos saídas – e nem sempre as saídas estão à mostra, ou são possíveis.
Pedro César Alves

Sentimentos profundos

Lá no fundo o sol se punha deixando todo o lugar alaranjado, os seus raios, misturados à poeira, faziam a cor do local mudar completamente. Mas, quando os primeiros raios de sol anunciavam o novo dia, as ruas da cidade ganhavam vida, e vida em abundância e onde a negritude do asfalto se fazia presente, as faixas brancas intercadas, misturadas aos transeuntes, mesclavam as cores dando vida à negritude de até então. Próximo, bem próximo, uma mulher de cabelos ruivos, laços de fita vermelha no cabelo, serenamente transitava através das faixas brancas intercaladas. Um homem vestindo calça verde, jaqueta escura, maleta preta, atravessava apressadamente pelas faixas intercaladas. Em sentido oposto vinha ele: caixa de frutas no ombro – a passos largos, possivelmente para desfazer-se logo do peso que carregava.
Pedro César Alves

Vencendo através da fé!

Se há uma razão que nos faz viver, esta razão chama-se fé. E está escrito que é impossível alcançar as coisas se não tivermos fé, logo, esta é um pilar que nos sustenta. Sendo assim, nestes dias em muitas religiões os fieis estão em jejum e contínuas orações que, pela fé, chegam ao Criador. Chegando ao Criador que estende às mãos e dá a cada um segundo o seu coração, segundo o seu merecimento. Estamos chegando dia a dia aos pés do Criador. O homem como tal que é, necessita e com urgência, da paz divina. Vale lembrar que o assunto religião não se brinca, religião se pratica e sem discussões. Independente da religião que se segue há de ser ter o respeito.
Pedro César Alves

Produção em tempo integral

Às vezes fico a imaginar, através dos desenhos que encontro pelas páginas dos livros, revistas, jornais, blogs afora, como a vida é para cada um. Alguns a colorem mais, outros menos e, eu sonhador que sou, fico aqui a sonhar as inúmeras possibilidades de interpretação. As inúmeras possibilidades de pintar o arco-íris. O livro, principalmente ele, dos citados acima, companheiro constantemente em minhas mãos, a folheá-lo, atiço a minha imaginação. Esta atiçada, as palavras começam a desembaralhar, as ideias começam a emergir formando possíveis frases, possíveis períodos, possíveis histórias. Pequenas e grandes histórias que registram o meu caminhar.
Pedro César Alves

Internet vicia!

Sou um viciado e digo que sou porque sou: nos últimos dias passei uns dias sem acesso à Internet e senti falta. Para quem está acostumado a ficar conectado o tempo todo que está em casa, ficar alheio a tudo é como que estar nu entre a multidão, ou algo parecido. Abrir os e-mails a procura de boas mensagens é um ato normal, pelo menos pra mim, e creio que deve ser para boa parte dos usuários da internet. Não o fazer nos dias em que me vi desconectado era quase o mesmo significado de não trocar de roupas.
Pedro César Alves

A vitória é para quem acredita

Creio que grande parte da população acredita em um ser superior. Para alguns, através da fé, alcançam seus milagres, suas vitórias. Toda religião benéfica prega o milagre a partir da fé. A palavra benéfica foi colocada aqui propositalmente por mim. Por isso que está escrito que a fé remove montanhas. A fé é o caminho para todos os problemas, inclusive para alcançar a tão cobiçada vitoria. Somente aquele que acredita que poderá alcançar, quem não acredita (porque não tem fé), não acredita mesmo e está a passear sobre a terra. Vaga sobre ela sem direção. Não há boas perspectivas para estes. Vale lembrar que o ser humano tem a necessidade de vencer.
Pedro César Alves

Valor pessoal e profissional

Muitas pessoas desconhecem o termo valor. E, por não o conhecerem, ou melhor, por não saberem aplicar tal termo, esquecem os próprios valores. Menosprezam-se ou, pior, deixam-se ser menosprezadas. Mas, por quê? Se olharmos para a palavra valor e esta relacionada ao título deste texto, questionamos: por que valor pessoal? Por que valor profissional? Pensamos sobre o primeiro: atribuímos que valor a nós? Que valores são estes que cobramos de nós? Ao ser humano, desde pequeno, são passados valores, e estes valores são levados ao longo dos anos e, às vezes, sem os questionar se estão certos ou se estão errados. Ou, a sociedade faz pior quando tais valores são questionados e esta afirma: mais um revoltado!
Pedro César Alves

Saúde e paz sempre

Mas não é só de saúde e paz que o Homem vive. Ele precisa sobreviver, precisa ganhar o seu pão de cada dia. E pra ter como se sustentar, precisa de inteligência – que o Todo-Poderoso olhe para cada um e dê o necessário para a sobrevivência, segundo os seus esforços. Para alguns mais, para outros menos, mas todos devem correr atrás de suas necessidades; fazer a sua parte. O fim de ano também é de pausa. De olhar para trás e fazer um balanço – uma retrospectiva do ano que se passou. Uma retrospectiva das ações que fizemos. Pesar as coisas, os fatos. Assumir os erros; buscar o perdão, não só do ser humano, mas principalmente de Deus, pois se Ele não o acusar, quem é o ser humano para acusá-lo, não é mesmo?
Pedro César Alves

Calor na terra dos araçás

Há muitos anos não era assim, o calor era mais suportável aqui na terra dos araçás. O tempo passou e, com o efeito estufa, a questão está de ‘situação de saúde pública’. Você que vai acompanhar este texto, no final, há de concordar com a minha prosa. Muitos colocam até nas redes sociais esta questão: fotografia de um ovo no asfalto, ao lado um litro de óleo, o sol torrando tanto que, o ovo, em segundos acaba quase que ficando preto. E isso sem exagero algum. Outros fazem piadas de situações do quotidiano, que são puras verdades.
Pedro César Alves

A realidade que nos cerca

Outro dia fiquei pensando na realidade que nos cerca e, por mais que tentasse entendê-la, não consegui. Parece-me que é meio estranho pensar assim – mas é quase ‘um sem pé sem cabeça’, como diziam os mais velhos. Creio que é. Mas é real, dura – é verdadeira! Embora por mais que tentamos disfarçar, não a aceitamos – o externo não nos é permitido mudanças a qualquer hora e ao nosso bel prazer, mas por dentro não é assim: queremos mudanças, e mudanças rápidas, repentinas. A nossa imaginação, apesar de tudo, é muito fértil – ainda bem, por isso o Homem progride.
Pedro César Alves

Solidão é algo estranho

A solidão é algo estranho. A frase, aqui comentada: ‘É triste andar solitário entre a multidão’, é pura verdade, mas há quem goste, e mesmo sendo uma frase comum. E, no mais, há momentos que saímos de casa para estar entre a multidão, e solitário. E não é apenas o físico, mas creio que o intelecto é que também precisa deste momento. Às vezes, no andar solitário entre a multidão, esbarramos em pessoas, em pessoas amigas e nem as enxergamos, em coisas e nem percebemos. Mas o intelecto permanece na ativa, mesmo que distante da realidade. Talvez a procura de uma resposta. Alguns gostam mais, outros fazem por necessidade, pois possuem pouco do quesito chamado relacionamento. São, alguns, verdadeiros seres em potenciais, até com a vida profissional resolvida, mas ficam a desejar por este lado.
Pedro César Alves

O feitiço da lua

O nosso sistema solar tal qual é conhecido, e a partir do meu ponto de vista de telespectador quase passivo, é tão complexo que chega a causar em mim calafrios que percorrem por todo o meu corpo – e causa uma estranheza e tanto. O sol, o senhor astro-rei, apesar de ser o maior, nunca consegue dar a mão a sua rainha, a senhora lua. E eu que também não a alcanço, fico a aqui da Terra a admirá-la em sua magnitude, principalmente quando está toda imponente no firmamento. Outro dia a fotografei na minha pequena câmera digital. Enquadrá-la não foi tão difícil – e fiz com tamanha propriedade que me espantei ao ver as fotos na tela do computador: instalei a câmera em diversas posições e ficaram deslumbrantes.
Pedro César Alves

No alpendre o tempo passou

Lá estava ela, de braços cruzados, no alpendre. Branquinha, olhos claros, cabelos longos e lisos – sempre trançados. Às vezes corria pelo quintal; era notório que gostava de encostar-se na enorme mangueira, ou colocava-se a balançar pelas cordas amarradas nos braços da mesma. Por várias vezes deixava-se escorregar no alpendre – propositalmente, parando à beira da grade que separava a rua da casa: deliciava-se em fazer tal ato. Por outro lado, preocupava aos mais velhos que, com voz quase de súplica, tentavam impedi-la. Outros, menos preocupados, diziam que era para deixar a pequena livre.
Pedro César Alves

Políticas sempre políticas

Ando muito a pensar sobre políticas, e é das políticas que todos vivemos. Seja ela em que instância for – governamental, trabalhista, religiosa, na comunidade, no lar e até mesmo sexual. Nas diferentes esferas sempre acontece de alguém sobressair mais que outros, ou seja, o espírito de liderança é notado, seguido de carisma – pois somente assim se tem o que chamamos de poder nas mãos. E é por esse poder que muitos lutam – e em algum lugar algum dia eu li que enquanto peixes pequenos brigam para sobreviver, os grandes esperam pacientemente para abocanhá-los. É assim a vida. No âmbito governamental, seja municipal, estadual ou federal, a questão é sempre a mesma: tentar administrar, e da melhor maneira possível, os bens públicos – um velho discurso que já conhecemos de longa data. E estes bens públicos pertencem a todos, mas poucos têm acesso a eles. Lembram de nós sim, mas em épocas oportunas – principalmente dos menos favorecidos.
Pedro César Alves

Doar faz parte

Há muitos meios para se falar de doação, e melhor ainda para se fazer a doação – e todos que recebem as doações, seja em qual a área for, agradecem, e muito. Alguns a praticam de forma intencional, outros não. Mas que seja praticado. Hoje, a caridade está bem mais aberta. E os órgãos governamentais estão procurando mostrar através das suas secretarias de Ação Social distribuir os seus recolhimentos – aliás, a distribuição parcial de nossos dinheiros aos menos favorecidos. É sabido, também, que muitas instituições religiosas efetuam doações, ou seja, a partir de doações de seus fieis distribuem aos que necessitam as doações recebidas – e muitas vezes pedidos de forma quase aos planto. Que o diga quem muitas vezes já assistiu comovente cena.
Pedro César Alves

Conquistas e rivalidades: Corínthians e Palmeiras

Sou muito fã de futebol, mas nem tanto de escrever sobre o assunto, mas vou arriscar-me, pois dizem que quem não arrisca não petisca – e, tentarei aqui petiscar. Futebol de grandes times, dos que tentam ficar sempre na elite futebolística – mas que muitas vezes já foram engolidos pelos que são chamados de pequenos. Não seria eu o mais indicado para escrever sobre estes títulos tão almejados pelas torcidas dos respectivos times que citarei – mas veio-me a mente o assunto e não tenho como correr. Não seria eu o mais indicado para escrever sobre estes títulos tão almejados pelas torcidas dos respectivos times que citarei – mas veio-me a mente o assunto e não tenho como correr.
Pedro César Alves

É o amor…

Há muitos amores espalhados pelos cantos deste nosso planeta e, próximo ao dia destinado como ‘Dia dos Namorados’, nada melhor que escrever sobre estes amores – e sobre alguns criados dentro do mundo literário onde quase tudo é possível. Temos que lembrar que há amores para todos os gostos, tons, sons, cores, rumores e dores. Os literários, possivelmente não vividos por seus idealizadores, mas desejados – passam os personagens a viver. Assim, deliciam-se os leitores, delicia-se o criador da obra – e, em particular, delicia esse prosador por pensar assim (que é assunto passível de discussão).
Pedro César Alves

Literatura é com elas – Parte 04

Fechando esta série sobre as mulheres na literatura brasileira, na literatura tupiniquim – como muitos por aí dizem, apresento Zelia Gattai – a nível nacional, Rita Lavoyer e Wanilda Borghi – a nível municipal. Gostaria, antes de quaisquer comentários, salientar que temos outras mulheres que merecem destaques por suas produções – tanto a nível nacional, como municipal, mas o espaço é limitado – portanto, a escolha é inevitável. Zélia Gattai Amado nasceu em São Paulo, a 02 de julho de 1916 e faleceu em Salvador, a 17 de maio de 2008. Foi escritora, fotógrafa e memorialista – como ela mesma preferia denominar-se. Foi uma brasileira que militou na política nacional durante quase toda a vida. Foi casada durante cinquenta e seis anos com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste. Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias.
Pedro César Alves

Literatura é com elas – Parte 03

Esta coluna apresentou recentemente comentários sobre as mulheres na literatura. Dando continuidade, esta semana será a vez de Lygia Bojunga Nunes e Lygia Fagundes Telles. Em nível de município os destaques ficam por conta dos trabalhos das escritoras Marianice Paupitz Nucera e Marilurdes Martins Campezi – entre tantas que merecem ser lembradas, pois abriram caminhos e desbravaram espaços que nos era tão limitado. Cora Coralina, Clarice Lispector, Cecília Meireles e Adélia Prado – nível nacional, Ana Almeida, Cidinha Baracat e Emília Goulart – nível municipal, já comentadas. Na próxima semana – encerrando esta primeira série feminina: Zelia Gattai (nacional), Rita Lavoyer e Wanilda Borghi (municipal).
Pedro César Alves

Literatura é com elas – Parte 02

Na coluna passada comentei sobre as mulheres na literatura. Dando continuidade, prosseguirei com mais alguns comentários sobre estas mulheres que, desbravando as letras, construíram caminhos maravilhosos, criaram mundos encantadores – e precisam sempre ser lembradas, e não somente dentro das escolas, mas também nos veículos de comunicação. Adélia Luzia Prado de Freitas, escritora e poetisa mineira, nasceu em Divinópolis, no dia 13 de dezembro de 1936. Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, frequentemente lírica, a vida e as preocupações dos personagens do interior de Minas. Aos 14 anos já escreve seus primeiros versos e no início dos anos 70 tem seus poemas publicados nos jornais de sua cidade e de Belo Horizonte. Sua estréia individual acontece em 1976,
Pedro César Alves

Literatura é com elas – Parte 01

Estava a separar alguns textos para apresentar em sala de aula e, de repente, veio-me à mente: por que não dedicar parte destas escolhas a esta coluna? Melhor, dedicar a estas mulheres – pois estes eram de autoras – que nos fizeram e fazem mergulhar num mundo enigmático. Muitas vezes, este mundo, é tão introspectivo quanto o próprio entender o ser humano. Separei alguns nomes – entre tantos – que merecem destaque a nível nacional (e também internacional – pois muitas possuem obras traduzidas para outras línguas), como Adélia Prado, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Cora Coralina, Lygia Bojunga Nunes, Lygia Fagundes Telles, Zélia Gattai. Mas não poderia deixar de citar as escritoras araçatubenses, tais como Ana Almeida, Cidinha Baracat, Emília Goulart, Marianice Paupitz Nucera, Marilurdes Campezi, Rita Lavoyer, Wanilda Borghi – para citar apenas algumas.
Pedro César Alves

Um dia gostaria de ser político

Outro dia lendo os jornais locais e notei que há tantas coisas a pensar sobre a política. E, já não é a primeira vez que me vem à mente: por que não ser político? Ou, por que não tentar uma cadeira no legislativo? E, pensando neste assunto, conversei com alguns amigos (amigas) que também estão nesta situação desconfortável perante os atos de nossos políticos (desconfortável porque não concordam com o que eles fazem) e disseram-me – pelo menos uns quatro ou cinco: nestas próximas eleições sairei para o campo. Ou seja: darão a cara a bater pelos ideais que pregam.
Pedro César Alves

O poder na imagem

Quanto poder tem a imagem? Você já parou e imaginou o que ela pode fazer? Outro dia fiquei pensando sobre as imagens e, de repente uma, que vi recentemente num livro, veio-me à mente e não a consegui esquecer, por isso estou aqui a escrever. Algo em minha mente acontece para que eu escreva sobre a mesma: talvez as múltiplas respostas que encontrei a partir da leitura da mesma. Neste momento, que estou com esta imagem fixa aqui dentro – não quero deixá-la somente para mim, quero passá-la ao leitor: lindos pés femininos – mas nas pontas dos pés. Tipo bailarina a bailar, a dançar feliz da vida – feliz da vida coloco por conta e risco, tendo em vista que a imagem trazia apenas os pés, equilibrados nas pontas dos dedos.
Pedro César Alves

Convite intransferível

Hoje há muitos convites - desde os mais absurdos, que levam à prática do mal, aos mais saudáveis, que indicam o caminho do bem. Mas o convite de hoje é um pouco diferente, intransferível: é sobre o ato de escrever. Escrever é um ato positivo – se não o fosse, muitos conhecimentos que temos hoje não teríamos, pois os nossos antepassados deixaram muitas coisas boas registradas – e, desde os desenhos nas pedras das cavernas até nossos dias, muitas coisas aconteceram: evolução na certa! Mas para tudo tem um preço – e a evolução também teve um preço que, aos poucos, estamos conhecendo: pagando caro, muitas vezes. E um dos mais altos preços é o distanciamento do homem perante o próprio homem – as conversas noturnas nas calçadas já não existem mais, principalmente nos grandes centros urbanos. Nas pequenas cidades ainda se vê tal prática, mas também aos poucos está se perdendo. O que fazer?
Pedro César Alves

Amor, pão e circo

Observando de perto, os tais canais de televisão chamados de abertos deveriam ser revistos, tendo em vista que são concessões. Se estes são concessões, são do povo – logo, deveriam apresentar excelentes programações – e tudo em primeira mão. Mas não é o que acontece, e estamos cansados de saber, mas poucos brigam por uma tevê mais digna. (...) E, tentando fechar um assunto que nunca se esgota – amor, pão e circo, o melhor de tudo seria os três caminharem próximos – de preferência lado a lado. Assim, a humanidade teria o amor no coração, trabalharia com gosto, teria dignidade em ter o seu pão e, com toda certeza, a diversão apareceria. Afinal, nada melhor que após um dia de trabalho, ter um pão para saciar a fome, seguido de pequenas diversões, aliado ao amor entre os familiares. E, lembrando, ainda: o amor supera tudo – desde que bem vivido!
Pedro César Alves

Reflexões de mundo

Já pensei diferente... Mas agora penso nas coisas simples da vida, como uma canção do Cartola, um clássico de Machado de Assis. Ou, mais profundo: um texto de Clarice Lispector. Pensar diferente sem deixar do lado o meu ser, pois o meu eu vale muito – e, na sociedade, na maneira do possível, deixar a minha marca. Defender os direitos à cultura. (Enxergam-me, talvez, como um ser que está totalmente fora de órbita, por assim dizer, mas tenho que ser, que estar...)
Pedro César Alves

A força da imagem

Outro dia estava a ver algumas imagens e dei-me conta que tudo depende do olhar; da posição do olhar frente ao que se olha. Melhor: da formação cultural de cada um. E o poder da fotografia não para por aí. É um recorte da realidade – seja pelo fotografar de uma obra de arte, ou pelo click de uma máquina fotográfica – que me fascina! Fico imaginando coisas – quando é uma tela, o momento da criação; quando do click da máquina fotográfica, o ângulo – que poderão existir por trás de tudo que a luz (ou a falta da mesma) proporciona.