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Pedro Bondaczuk

Como manter a juventude na mente

Nós, subconscientemente, é que abrimos mão da vontade de viver. Isso, no meu entender, é o que determina a tal da “velhice”. Pode ocorrer tanto aos dezoito anos, quanto aos cem. Não se trata, pois, como não me canso de reiterar, de questão cronológica, mas de “cabeça”.
Pedro Bondaczuk

Cada segundo é precioso para quem ama

O instante que os amantes consideram mais marcante, é o do primeiro encontro, da primeira impressão, das primeiras palavras trocadas, do primeiro contato e, o clímax, do primeiro beijo. É um momento que nunca mais se apaga da memória dos que se amam.
Pedro Bondaczuk

Somos todos chapecoenses!

Este é o sentimento dominante em Chapecó, no Brasil e em várias partes do mundo em decorrência da tragédia que se abateu sobre esse modelar clube catarinense, com a queda do avião que transportava seus jogadores, comissão técnica e diretores a Medellin, na Colômbia para aquele que deveria ser seu maior momento de glória desde sua fundação.
Pedro Bondaczuk

Não existe nenhuma fórmula para a felicidade

Todos procuram uma fórmula mágica, transcendental e infalível para serem e tornarem os outros felizes. Claro que nunca a descobriram. E nem poderiam. Por que? Porque ela, simplesmente, não existe. Trata-se de condição particularíssima, individual, exclusiva, de cada pessoa.
Pedro Bondaczuk

Estranhos encontros na Lapa

A Lapa, entre os bairros cariocas, é um dos que mais me fascinam, por duas de suas características. A primeira é a linha de bonde que passa em cima dos seus famosos arcos. A segunda, a boêmia que a caracteriza e lhe dá um estranho encanto, um toque de decadente nostalgia.
Pedro Bondaczuk

A vida fútil e vazia do egoísta

Quem vive apenas para si, fazendo da acumulação de objetos materiais seu objetivo de vida, em determinado momento de reflexão, mesmo que este seja o de uma simples fração de segundo, vai se dar conta de que a sua existência é fútil e vazia.
Pedro Bondaczuk

Na calada da noite

A noite me fascina, mas também me assusta. A razão? Jamais consegui saber. Assim a noite, sendo incubadora de vida é também um laboratório de ruínas. É durante a noite que os doentes graves pioram; é durante a noite que a morte caminha sorrateiramente em direção às suas presas, com a cumplicidade das sombras e do silêncio, como um verme voraz, numa lenta obra de destruição, que só é levada a termo com o completo extermínio do objeto destruído
Pedro Bondaczuk

Perfeccionismo não pode virar obsessão

Há quem chegue ao exagero de nunca dar uma obra por acabada, insistindo em burilá-la, em retocá-la, em refazê-la até, vezes sem fim, a ponto de descaracterizar por completo sua concepção original.
Pedro Bondaczuk

Fator tempo é principal vantagem do escritor sobre o jornalista

A tarefa do escritor é bem diversa da do jornalista. Sua visão dos acontecimentos e as conclusões que elas suscitam tendem a durar, não raro muito além da sua morte. Isso não quer dizer que o escritor, com todo o tempo do mundo para analisar ponto por ponto dos fatos antes de opinar não esteja sujeito a erro. Sempre estará.
Pedro Bondaczuk

Muitos fecham as portas para a felicidade

Não perderei tempo analisando ou rebatendo argumentos de pessoas negativas, permanentemente mal humoradas e pessimistas, segundo as quais, no seu entender, a felicidade é impossível.
Pedro Bondaczuk

O mal não é questão de cultura, mas de “postura”

A cientista política Hannah Arendt dedicou profundo (e famoso) ensaio ao assunto referente á maldade e chegou à mesmíssima conclusão de André Malraux: “o mal é um mistério”. Quem o pratica sabe que está agindo de maneira inadequada. Tem plena consciência que, de uma forma ou de outra, não vai escapar impune.
Pedro Bondaczuk

O príncipe dos prosadores brasileiros

O escritor maranhense Humberto de Campos, que no seu tempo ostentou o título de “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”, nascido em 25 de outubro de 1886 (que teria completado, portanto, em 25 de outubro de 2016, 130 anos de idade caso, por algum desses fenômenos raros e inexplicáveis, ainda estivesse vivo) é uma dessas figuras que sempre me fascinaram.
Pedro Bondaczuk

O poder transformador das idéias

As idéias, mesmo as aparentemente banais, têm incrível poder transformador sobre nossas mentes e, principalmente, sobre nossas vidas. Raramente nos damos conta disso, mas é algo para o que deveríamos atentar.
Pedro Bondaczuk

Nascemos para o mundo

O homem de espírito somente tem seu valor reconhecido quando ou "se" comunica aos que o rodeiam suas observações sobre tudo o que o cerca. Se compartilha as idéias que tem com um número máximo de pessoas que lhe sirvam de "espelho" e reflitam toda essa "luz" que emite. Se tem opinião formada sobre vários assuntos.
Pedro Bondaczuk

O escritor é um obcecado

O escritor, notadamente o que faz carreira na literatura e que, portanto, não se limita a escrever, ou a publicar, um único e solitário livro, é um tremendo obcecado. E suas obsessões são muitas, talvez infinitas (ou quase).
Pedro Bondaczuk

Precisamos agir, em vez de discursar

Precisamos agir, em vez de discursar. Cabe-nos apresentar alternativas, e vivê-las, em vez de nos limitarmos a deblaterar ou a agredir os nossos corpos. Temos que atuar, mesmo que essa atuação implique em riscos iminentes à nossa integridade física e à nossa vida.
Pedro Bondaczuk

A poesia não morrerá jamais

“A poesia está morrendo”. Ouvi uma infinidade de vezes esta tola e inverídica afirmação, que me irrita profundamente sempre que a ouço. E ouço isso com uma freqüência absurda, entre tantas tolices que são ditas por aí, por pessoas que até se consideram sábias, no mínimo eruditas.
Pedro Bondaczuk

Não há colheita sem plantio

Não há colheita sem semeadura, é óbvio (embora muitos ajam como se houvesse essa miraculosa possibilidade). Mesmo se plantarmos, estaremos sujeitos a uma série de fatores que podem redundar ou não em sucesso.
Pedro Bondaczuk

É preciso valorizar e dar condições aos professores

Enquanto a tecnologia teve avanços rapidíssimos e até miraculosos nos últimos anos, o sistema educacional estagnou e não acompanhou esse progresso. Entendo, todavia, que essa estagnação não pode, jamais, ser atribuída ao professor.
Pedro Bondaczuk

Criando utopias

O pessimismo é inimigo feroz contra o qual é necessário lutar sem tréguas e nem descanso. A maioria esmagadora dos livros que temos ao nosso dispor, por exemplo, nos apresenta só o lado obscuro e torpe da natureza humana. Raros, raríssimos, ressaltam o que o homem tem de melhor: seu raciocínio e imenso potencial de grandeza. O mesmo ocorre em relação a filmes, peças de teatro e outras tantas manifestações artísticas.
Pedro Bondaczuk

Emoção e razão

As pessoas mudam, com o passar dos anos, e não somente na aparência, com o progressivo envelhecimento, mas em praticamente todos os aspectos daquilo que são. Gostos, reações e maneiras de encarar o mundo se alteram, ao sabor das circunstâncias e das experiências que temos. Nem sempre, todavia, essas mudanças são para melhor. Não raro, significam mais deterioração do que eventual espécie de evolução.
Pedro Bondaczuk

O valor das idéias

É imprescindível que tenhamos a noção exata do nosso potencial, mas também das nossas vulnerabilidades e dos nossos limites. Temos que fazer tudo o que for possível para melhorar nossas condições materiais, intelectuais e/ou psicológicas.
Pedro Bondaczuk

Neurose nossa de cada dia

A maneira exagerada de reagir leva o indivíduo a adotar uma série de comportamentos que fogem da normalidade. Evita, por exemplo, determinados lugares e recorre a certas práticas para aliviar a ansiedade, entre outras tantas coisas inusitadas e, por isso, anormais, que faz.
Pedro Bondaczuk

Internet ofusca jornais impressos

Com o advento da internet e dos jornais eletrônicos, a “morte” do texto jornalístico é bastante prematura. Salvo se a reportagem for tão excelente, a ponto de ser candidata a algum prêmio jornalístico, o que o jornalista escreveu será logo, logo esquecido.
Pedro Bondaczuk

Entendo que envelhecer bem também é uma arte

Entendo que envelhecer bem, com saúde física e principalmente mental, é, além de grande ventura, uma arte, que nos convém cultivar desde cedo. Manda a prudência que construamos vasta rede de afetos ao nosso redor que nos serão úteis quando as forças minguarem e precisarmos de todo o carinho e compreensão possíveis.
Pedro Bondaczuk

Existe a possibilidade do mundo acabar?

Existe a possibilidade do mundo acabar? Existe! Não em uma data específica e que seja previsível. Isto pode ocorrer tanto hoje, quanto em alguns milhões ou bilhões de anos. E o que me dá a certeza dessa possibilidade de extinção? A lógica.
Pedro Bondaczuk

Solução ou problema?

O Brasil é, hoje, um dos países em que mais a telefonia celular avançou em todo o mundo. E a expansão desse serviço não está com cara de parar ou de pelo menos reduzir o seu ritmo. Hoje esse incrível aparelhinho é dotado, por exemplo, de câmeras digitais, que possibilitam fotografar, com comodidade, rapidez e qualidade, o que quer que seja.
Pedro Bondaczuk

Sonhar e planejar de nada valem sem agir

Sonhar é muito importante, pois, quase sempre, as grandes realizações têm, como origem, mero sonho. Planejar é útil, por organizar nossas ações e tornar nossos esforços racionais e não dispersivos. Só agindo, com rumo, determinação e constância, teremos condições de construir algo, desde um sólido e confortável edifício, a um poema, uma sinfonia, um romance, entre tantas outras coisas.
Pedro Bondaczuk

O futuro sempre tende a ser pior que o presente

O futuro sempre é projetado por nós, em nossa mente, como potencialmente melhor do que o presente. Essas projeções, porém, são ditadas, apenas, pela fantasia. Raramente se baseiam em fatos e sequer levamos em conta os imprevistos.
Pedro Bondaczuk

Limpeza da mente

A mais fascinante (e importante) descoberta que um homem pode fazer ao longo da sua vida não se refere a algum princípio científico, ou processo tecnológico, ou localização de planetas ou galáxias desconhecidos. É a da sua própria pessoa. Não nos conhecemos, embora achemos que sim.
Pedro Bondaczuk

Criação e inventividade

As pessoas verdadeiramente inteligentes, ou seja, as que contam com capacidade de entendimento além da média, não se limitam a observar, elucubrar e refletir sobre tudo e todos que as cercam.. São homens e mulheres práticos, de ação, que não se conformam com a fragilidade humana e por isso fazem, criam e inventam. Mesmo que não reconhecidos, são os responsáveis pelos saltos de civilização e progresso deste estranhíssimo animal, misto de semideus e bronca fera.
Pedro Bondaczuk

As grandes chagas da civilização

Como aceitar que, em um mundo globalizado, mais de um bilhão de pessoas passem fome, quando a natureza tem sido generosa e safras recordes se sucedam de ano para ano? Onde mais de 100 milhões de "homeless" fazem das ruas, de vãos de pontes e viadutos, seus lares, vegetando, em situação muito mais precária do que os ancestrais das cavernas, pois nem estas possuem para se abrigar?
Pedro Bondaczuk

O lado cômico da vida

O universo é trágico ou cômico? É benigno ou maligno ao homem? A resposta mais convincente que encontrei para esta questão foi a dada por Carl Sagan, que o considera “indiferente” ao ser humano. Não foi nem criado para o usufruto dele e muito menos à sua revelia.
Pedro Bondaczuk

É proibido…

As primeiras palavras que mentalizamos, na tenra infância, tão logo começamos a engatinhar e a tomar contato ativo com o mundo, é no sentido de restrição. "Não mexa nisso, não faça aquilo, não ponha isso na boca" e vai por aí afora.
Pedro Bondaczuk

“Nenhum poeta é cavalo de corrida”

Os amigos de Mário Quintana definiam-no como um boêmio, não no sentido pejorativo do termo, mas como um homem que olhava a vida com ternura e com humor. Era um mestre da fina ironia, da tirada inteligente e carregada de lirismo, das definições inusitadas.
Pedro Bondaczuk

Morte na alma

Há pessoas cuja diversão predileta é falar mal da vida alheia. Ninguém escapa de sua língua ferina, deva ou não, seja ou não merecedor de reprovação por idéias, textos, conduta ou ausência dela. Há críticas que são sempre bem-vindas, por servirem de corretivos de rumos em nossas vidas.
Pedro Bondaczuk

Chuva e melancolia

A chuva tem o poder mágico de despertar melancolia nas pessoas. Nossas emoções ficam aguçadas, receptivas, tensas. É verdade que são cinzentas, são gris como o próprio céu nublado. Mas são mais intensas, mais prolongadas, mais profundas. O tempo úmido facilita a introspecção e faz com que as reminiscências sejam mais vivas, mais presentes e mais abundantes, em especial quando estamos sós e sem muito ou nada que fazer.
Pedro Bondaczuk

Por que escrevo tanto?

Dia desses, um dos meus amigos mais diletos, espécie de confidente e confessor simultaneamente, perguntou-me, de repetente, após eu lhe mostrar parte do meu acervo de textos, aquele que produzi antes do advento do computador e que venho, pacientemente, digitando há já alguns anos e registrando na memória eletrônica de meu PC: “Por que você escreve tanto, Pedrão?”.
Pedro Bondaczuk

Namoro perde a melhor característica

Os namorados romperam o que havia de melhor no namoro, que era o mistério, a imaginação, a mútua conquista, tarefa que exigia paciência que se rivalizasse com a do patriarca bíblico Jó. Mas quando se chegava aos finalmente... Era um delírio! Era o transporte do céu para a terra! Naquele tempo pretérito, tocar, mesmo que de leve, como que sem querer, os seios da garota, era uma façanha heróica! E o beijo... Nem é bom falar!
Pedro Bondaczuk

O mundo não é mau, o homem o faz assim!

O planeta em que vivemos é benigno e feito de forma a assegurar não somente a nossa, mas todo o tipo de vida. Maus são os homens, que não conseguem controlar seus instintos de fera e certas tendências que não existem em nenhum outro animal, como a cobiça, rancor, injustiças, e tantos outros comportamentos, que envenenam as relações com o próximo.
Pedro Bondaczuk

Grande baile de máscaras

A vida em sociedade, seja esta de que natureza for, a família, a escola, a igreja, o clube, a comunidade, o bairro, a cidade, o Estado ou a Nação, pode ser comparada a um grande baile de máscaras, em que procuramos dissimular o que de fato somos, numa espécie de autodefesa. Queiramos ou não, estejamos ou não dispostos a admitir, na maior parte do tempo não nos mostramos em nossa plenitude a ninguém e representamos um determinado papel.
Pedro Bondaczuk

O grande reporter das Olimpiadas da Antiguidade

Quantas pessoas assistiam aos jogos em Olímpia? Suponho que o mesmo tanto de espectadores, se não menos, do que o número total de profissionais de imprensa que cobrem as Olimpíadas atuais do Rio de Janeiro. Isso as mais concorridas. Os moradores de fora da Grécia só ficavam sabendo dos resultados das competições meses, quando não anos, depois da realização de cada edição dos Jogos.
Pedro Bondaczuk

Quando ficamos órfãos dos filhos

Tolos os que perdem uma das melhores fases da vida, aquela quando os filhos ainda são crianças e requerem seu carinho e seus cuidados. E um dia se vão, deixando os pais saudosos e alguns frustrados por não terem aproveitado essa tão importante fase. Filhos nunca são estorvos: são bênçãos.
Pedro Bondaczuk

Se fosse possível recomeçar…

Se fosse possível recomeçar a vida do zero, nascer de novo, mas trazendo conosco a experiência que já adquirimos ao longo dos anos, certamente não cometeríamos a maioria dos erros que cometemos. Tenhamos a idade que tivermos, ainda há tempo de valorizar o que temos e o que somos.
Pedro Bondaczuk

Humanização da poesia

A forma de ação do artista, notadamente do poeta, é a sua obra. Trata-se de maneira válida e poderosa não somente de denúncia das mazelas sociais, mas, sobretudo, de cobrança de providências a quem de direito. Muitos torcem o nariz diante da chamada “arte engajada”. Acham que ao poeta compete, somente, descrever o sublime e o belo. Que é tarefa do jornalista tratar das distorções e aberrações políticas e sociais que caracterizam o mundo.
Pedro Bondaczuk

Quem foi o homem Sócrates?

Há séculos que homens de cultura, historiadores, professores de Filosofia, filósofos e pessoas cultas, as que se interessam por fatos e não meramente por lendas, tentam saber, em vão, quem foi, realmente, o grego Sócrates. Não o mito, mas o homem.
Pedro Bondaczuk

Tema recorrente

A solidão é tema recorrente em minhas crônicas. Isto não quer dizer (ressalto) que eu me sinta mais solitário do que a maioria das pessoas ou coisa que o valha. Em absoluto! Sou um sujeito normal, comum, sem nenhuma complexidade psicológica que exija um estudo mais profundo ou até mesmo superficial.
Pedro Bondaczuk

O desafio da Esfinge

Os tempos atuais caracterizam-se pela angústia, pela violência, pela incerteza quanto ao futuro e por um profundo abismo que separa uma inexpressiva minoria, que tudo pode e tudo tem e que detém, virtualmente, todos os bens e recursos do Planeta, e uma imensa maioria, excluída, segregada, vítima do “apartheid” social, que vegeta nos limites ou nas profundezas da miséria.
Pedro Bondaczuk

Luz interior

Podemos, com o nosso texto, tanto consolar, animar e incutir otimismo e vontade de vencer em quem nos lê, quanto levá-lo ao desânimo, à depressão, ao desespero e, em casos extremos, até ao suicídio. E raramente temos ciência dos efeitos e do resultado do que escrevemos.
Pedro Bondaczuk

Vivamos, sobretudo, o momento presente

A sabedoria consiste em viver um dia de cada vez e da melhor maneira possível, de acordo com as condições que tivermos e as circunstâncias que se nos apresentarem. Não é saudável e nem inteligente reviver angústias e frustrações que já superamos, que ficaram para trás, que dificilmente voltarão a gerar conseqüências.
Pedro Bondaczuk

Platão e o Mito da Caverna

O filósofo, para Platão, era aquele que havia atingido a plenitude do conhecimento. Por essa razão, tinha um papel preponderante na vida da cidade ideal. A ele caberia a tarefa de instruir e orientar as pessoas, para que subissem em direção ao sol da realidade. Eles é que teriam que libertar os que estavam atados em frente à entrada da caverna, os ajudar a acostumar a vista à luz natural e impedir que retroagissem às trevas.
Pedro Bondaczuk

Fama é desejada, mas é dispensável e efêmera

As pessoas pouco ou nada mudam no que se refere aos comportamentos básicos na vida em sociedade. Por exemplo, não há quem não sonhe, mesmo que jamais revele a ninguém e até mesmo negue, em ser famoso algum dia.
Pedro Bondaczuk

Apenas de passagem

E qual a solução para usufruirmos a vida? Creio que é gozá-la até onde nos for possível. Que é nos “presentearmos” com o máximo de satisfações que pudermos conseguir, mas sem prejudicar a ninguém e nem “usar” outras pessoas. Dessa forma, quando o “epílogo” da nossa aventura se desenhar, não teremos que nos arrepender de termos sido excessivamente espartanos e estupidamente rigorosos conosco mesmo.
Pedro Bondaczuk

Palavras benditas, palavras malditas

As palavras, como os homens que as criaram, em qualquer dos milhares de idiomas existentes, guardam certa hierarquia entre si. Algumas são nobres, respeitáveis e nos inspiram à simples pronúncia, mesmo que isoladas, esparsas ou fora do contexto. Outras, nomeiam vícios, taras, horrores e perversidades. São a ralé dos dicionários. Outras, ainda, chegam a ser interditas pela moral, por soarem ofensivas (os xingamentos e palavrões). São as marginais do idioma.
Pedro Bondaczuk

Um passo à frente, dois para trás

Fosse apenas ativista político, Anatole France já teria reunido méritos mais do que suficientes para se habilitar a credor do nosso respeito e até da nossa reverência e admiração. Mas ele foi além. Foi dos mais criativos e talentosos escritores da virada do século XIX e do início do século XX.
Pedro Bondaczuk

O mágico lúcido

O assunto, hoje, é Drummond. E tratar do poeta de Itabira, seja por qual motivo for, é sempre agradável, ainda mais ouvindo Beethoven no Sonora, magnífico serviço prestado pelo portal Terra aos amantes do que é estético, belo, divino e mágico.
Pedro Bondaczuk

História ou lenda?

O rei Arthur e seus lépidos e fagueiros Cavaleiros da Távola Redonda existiram, de fato, de carne e osso, ou não passam de remotíssimas lendas, contadas à exaustão e passadas de pai para filho, geração após geração? E o tal reino de Camelot? E as façanhas do mago Merlin, com suas magias e sortilégios? E o que dizer do romance de Sir Lancelot com a rainha Genevieve? E o Santo Graal, foi encontrado? De fato existiu?
Pedro Bondaczuk

Cenários da nossa biografia

Uma recordação puxava outra e, de repente, não mais do que de repente, me dei conta do quanto nossa casa nos é importante. Não apenas como abrigo contra as intempéries, sua função primordial, e nem como símbolo de status, mas como lugar em que estabelecemos nosso mundinho restrito e particular e como cenário (um deles, claro) dos episódios que findam por erigir a nossa biografia.
Pedro Bondaczuk

Saraus literários

Um dos costumes que há décadas deixaram de existir é o da realização de saraus familiares nas casas, em geral, de pessoas da classe média, que era a forma dos nossos antepassados se divertirem. É verdade que então não existia sequer o rádio. A televisão iria surgir apenas em meados da década de 30 do século XX. No Brasil ela chegou, apenas, em setembro de 1950, com a inauguração da TV Tupi de São Paulo. Nem havia, na ocasião, os cinemas.
Pedro Bondaczuk

Dogmas e opiniões

A polêmica é uma arte, mas ainda não é bem entendida, principalmente por quem não está afeito ao campo das idéias. Há quem a entenda como sinônimo de “briga” ou de “discórdia hostil” e que seja, portanto, uma atitude ruim. O polemizador é visto como encrenqueiro, o sujeito que só quer arrumar confusão.