Principal » Artigos de Pedro Bondaczuk
Pedro Bondaczuk

É proibido…

As primeiras palavras que mentalizamos, na tenra infância, tão logo começamos a engatinhar e a tomar contato ativo com o mundo, é no sentido de restrição. "Não mexa nisso, não faça aquilo, não ponha isso na boca" e vai por aí afora.
Pedro Bondaczuk

“Nenhum poeta é cavalo de corrida”

Os amigos de Mário Quintana definiam-no como um boêmio, não no sentido pejorativo do termo, mas como um homem que olhava a vida com ternura e com humor. Era um mestre da fina ironia, da tirada inteligente e carregada de lirismo, das definições inusitadas.
Pedro Bondaczuk

Morte na alma

Há pessoas cuja diversão predileta é falar mal da vida alheia. Ninguém escapa de sua língua ferina, deva ou não, seja ou não merecedor de reprovação por idéias, textos, conduta ou ausência dela. Há críticas que são sempre bem-vindas, por servirem de corretivos de rumos em nossas vidas.
Pedro Bondaczuk

Chuva e melancolia

A chuva tem o poder mágico de despertar melancolia nas pessoas. Nossas emoções ficam aguçadas, receptivas, tensas. É verdade que são cinzentas, são gris como o próprio céu nublado. Mas são mais intensas, mais prolongadas, mais profundas. O tempo úmido facilita a introspecção e faz com que as reminiscências sejam mais vivas, mais presentes e mais abundantes, em especial quando estamos sós e sem muito ou nada que fazer.
Pedro Bondaczuk

Por que escrevo tanto?

Dia desses, um dos meus amigos mais diletos, espécie de confidente e confessor simultaneamente, perguntou-me, de repetente, após eu lhe mostrar parte do meu acervo de textos, aquele que produzi antes do advento do computador e que venho, pacientemente, digitando há já alguns anos e registrando na memória eletrônica de meu PC: “Por que você escreve tanto, Pedrão?”.
Pedro Bondaczuk

Namoro perde a melhor característica

Os namorados romperam o que havia de melhor no namoro, que era o mistério, a imaginação, a mútua conquista, tarefa que exigia paciência que se rivalizasse com a do patriarca bíblico Jó. Mas quando se chegava aos finalmente... Era um delírio! Era o transporte do céu para a terra! Naquele tempo pretérito, tocar, mesmo que de leve, como que sem querer, os seios da garota, era uma façanha heróica! E o beijo... Nem é bom falar!
Pedro Bondaczuk

O mundo não é mau, o homem o faz assim!

O planeta em que vivemos é benigno e feito de forma a assegurar não somente a nossa, mas todo o tipo de vida. Maus são os homens, que não conseguem controlar seus instintos de fera e certas tendências que não existem em nenhum outro animal, como a cobiça, rancor, injustiças, e tantos outros comportamentos, que envenenam as relações com o próximo.
Pedro Bondaczuk

Grande baile de máscaras

A vida em sociedade, seja esta de que natureza for, a família, a escola, a igreja, o clube, a comunidade, o bairro, a cidade, o Estado ou a Nação, pode ser comparada a um grande baile de máscaras, em que procuramos dissimular o que de fato somos, numa espécie de autodefesa. Queiramos ou não, estejamos ou não dispostos a admitir, na maior parte do tempo não nos mostramos em nossa plenitude a ninguém e representamos um determinado papel.
Pedro Bondaczuk

O grande reporter das Olimpiadas da Antiguidade

Quantas pessoas assistiam aos jogos em Olímpia? Suponho que o mesmo tanto de espectadores, se não menos, do que o número total de profissionais de imprensa que cobrem as Olimpíadas atuais do Rio de Janeiro. Isso as mais concorridas. Os moradores de fora da Grécia só ficavam sabendo dos resultados das competições meses, quando não anos, depois da realização de cada edição dos Jogos.
Pedro Bondaczuk

Quando ficamos órfãos dos filhos

Tolos os que perdem uma das melhores fases da vida, aquela quando os filhos ainda são crianças e requerem seu carinho e seus cuidados. E um dia se vão, deixando os pais saudosos e alguns frustrados por não terem aproveitado essa tão importante fase. Filhos nunca são estorvos: são bênçãos.
Pedro Bondaczuk

Se fosse possível recomeçar…

Se fosse possível recomeçar a vida do zero, nascer de novo, mas trazendo conosco a experiência que já adquirimos ao longo dos anos, certamente não cometeríamos a maioria dos erros que cometemos. Tenhamos a idade que tivermos, ainda há tempo de valorizar o que temos e o que somos.
Pedro Bondaczuk

Humanização da poesia

A forma de ação do artista, notadamente do poeta, é a sua obra. Trata-se de maneira válida e poderosa não somente de denúncia das mazelas sociais, mas, sobretudo, de cobrança de providências a quem de direito. Muitos torcem o nariz diante da chamada “arte engajada”. Acham que ao poeta compete, somente, descrever o sublime e o belo. Que é tarefa do jornalista tratar das distorções e aberrações políticas e sociais que caracterizam o mundo.
Pedro Bondaczuk

Quem foi o homem Sócrates?

Há séculos que homens de cultura, historiadores, professores de Filosofia, filósofos e pessoas cultas, as que se interessam por fatos e não meramente por lendas, tentam saber, em vão, quem foi, realmente, o grego Sócrates. Não o mito, mas o homem.
Pedro Bondaczuk

Tema recorrente

A solidão é tema recorrente em minhas crônicas. Isto não quer dizer (ressalto) que eu me sinta mais solitário do que a maioria das pessoas ou coisa que o valha. Em absoluto! Sou um sujeito normal, comum, sem nenhuma complexidade psicológica que exija um estudo mais profundo ou até mesmo superficial.
Pedro Bondaczuk

O desafio da Esfinge

Os tempos atuais caracterizam-se pela angústia, pela violência, pela incerteza quanto ao futuro e por um profundo abismo que separa uma inexpressiva minoria, que tudo pode e tudo tem e que detém, virtualmente, todos os bens e recursos do Planeta, e uma imensa maioria, excluída, segregada, vítima do “apartheid” social, que vegeta nos limites ou nas profundezas da miséria.
Pedro Bondaczuk

Luz interior

Podemos, com o nosso texto, tanto consolar, animar e incutir otimismo e vontade de vencer em quem nos lê, quanto levá-lo ao desânimo, à depressão, ao desespero e, em casos extremos, até ao suicídio. E raramente temos ciência dos efeitos e do resultado do que escrevemos.
Pedro Bondaczuk

Vivamos, sobretudo, o momento presente

A sabedoria consiste em viver um dia de cada vez e da melhor maneira possível, de acordo com as condições que tivermos e as circunstâncias que se nos apresentarem. Não é saudável e nem inteligente reviver angústias e frustrações que já superamos, que ficaram para trás, que dificilmente voltarão a gerar conseqüências.
Pedro Bondaczuk

Platão e o Mito da Caverna

O filósofo, para Platão, era aquele que havia atingido a plenitude do conhecimento. Por essa razão, tinha um papel preponderante na vida da cidade ideal. A ele caberia a tarefa de instruir e orientar as pessoas, para que subissem em direção ao sol da realidade. Eles é que teriam que libertar os que estavam atados em frente à entrada da caverna, os ajudar a acostumar a vista à luz natural e impedir que retroagissem às trevas.
Pedro Bondaczuk

Fama é desejada, mas é dispensável e efêmera

As pessoas pouco ou nada mudam no que se refere aos comportamentos básicos na vida em sociedade. Por exemplo, não há quem não sonhe, mesmo que jamais revele a ninguém e até mesmo negue, em ser famoso algum dia.
Pedro Bondaczuk

Apenas de passagem

E qual a solução para usufruirmos a vida? Creio que é gozá-la até onde nos for possível. Que é nos “presentearmos” com o máximo de satisfações que pudermos conseguir, mas sem prejudicar a ninguém e nem “usar” outras pessoas. Dessa forma, quando o “epílogo” da nossa aventura se desenhar, não teremos que nos arrepender de termos sido excessivamente espartanos e estupidamente rigorosos conosco mesmo.
Pedro Bondaczuk

Palavras benditas, palavras malditas

As palavras, como os homens que as criaram, em qualquer dos milhares de idiomas existentes, guardam certa hierarquia entre si. Algumas são nobres, respeitáveis e nos inspiram à simples pronúncia, mesmo que isoladas, esparsas ou fora do contexto. Outras, nomeiam vícios, taras, horrores e perversidades. São a ralé dos dicionários. Outras, ainda, chegam a ser interditas pela moral, por soarem ofensivas (os xingamentos e palavrões). São as marginais do idioma.
Pedro Bondaczuk

Um passo à frente, dois para trás

Fosse apenas ativista político, Anatole France já teria reunido méritos mais do que suficientes para se habilitar a credor do nosso respeito e até da nossa reverência e admiração. Mas ele foi além. Foi dos mais criativos e talentosos escritores da virada do século XIX e do início do século XX.
Pedro Bondaczuk

O mágico lúcido

O assunto, hoje, é Drummond. E tratar do poeta de Itabira, seja por qual motivo for, é sempre agradável, ainda mais ouvindo Beethoven no Sonora, magnífico serviço prestado pelo portal Terra aos amantes do que é estético, belo, divino e mágico.
Pedro Bondaczuk

História ou lenda?

O rei Arthur e seus lépidos e fagueiros Cavaleiros da Távola Redonda existiram, de fato, de carne e osso, ou não passam de remotíssimas lendas, contadas à exaustão e passadas de pai para filho, geração após geração? E o tal reino de Camelot? E as façanhas do mago Merlin, com suas magias e sortilégios? E o que dizer do romance de Sir Lancelot com a rainha Genevieve? E o Santo Graal, foi encontrado? De fato existiu?
Pedro Bondaczuk

Cenários da nossa biografia

Uma recordação puxava outra e, de repente, não mais do que de repente, me dei conta do quanto nossa casa nos é importante. Não apenas como abrigo contra as intempéries, sua função primordial, e nem como símbolo de status, mas como lugar em que estabelecemos nosso mundinho restrito e particular e como cenário (um deles, claro) dos episódios que findam por erigir a nossa biografia.
Pedro Bondaczuk

Saraus literários

Um dos costumes que há décadas deixaram de existir é o da realização de saraus familiares nas casas, em geral, de pessoas da classe média, que era a forma dos nossos antepassados se divertirem. É verdade que então não existia sequer o rádio. A televisão iria surgir apenas em meados da década de 30 do século XX. No Brasil ela chegou, apenas, em setembro de 1950, com a inauguração da TV Tupi de São Paulo. Nem havia, na ocasião, os cinemas.
Pedro Bondaczuk

Dogmas e opiniões

A polêmica é uma arte, mas ainda não é bem entendida, principalmente por quem não está afeito ao campo das idéias. Há quem a entenda como sinônimo de “briga” ou de “discórdia hostil” e que seja, portanto, uma atitude ruim. O polemizador é visto como encrenqueiro, o sujeito que só quer arrumar confusão.
Pedro Bondaczuk

Conforme o original

A rigor, nem na atualidade, nós, escritores, conseguimos com que nossos livros venham a público rigorosamente da forma que os concebemos. É verdade que o computador reduziu a quase zero o número de erros. Imaginem se Guttenberg não houvesse inventado os tipos móveis e estivéssemos, ainda, por conta dos copistas! Seria um Deus nos acuda, não é verdade?!
Pedro Bondaczuk

Miguel Torga: magnífico escritor português

A obra do português Miguel Torga é vastíssima. Ascende a cerca de quatro dezenas de livros, entre poesia e prosa. Não tive acesso aos seus romances, ensaios e peças teatrais, mas, a julgar por sua poética, estou seguro que é sólida e bela, como seu pseudônimo sugere que ele e tudo o que fez sejam.
Pedro Bondaczuk

Notícias que eu gostaria de dar

Perguntaram-me, várias vezes, qual é a notícia que eu gostaria de dar em manchete, para me sentir realizado como jornalista e como homem. São tantas! Uma, por exemplo, seria a de que a ciência descobriu a cura para doenças incuráveis, como a Aids e outras mais.
Pedro Bondaczuk

Se bem utilizada, TV é indispensável no mundo atual

A televisão é um dos maiores fenômenos tecnológicos do século XX, informando, divertindo, divulgando, aproximando pessoas e servindo de companhia a milhões, diria bilhões de solitários mundo afora (inclusive a mim, em determinadas circunstâncias especiais).
Pedro Bondaczuk

Caminho áspero e pedregoso

Hoje, de acordo com dados estatísticos internacionais, existentes em profusão, o Brasil continua sendo uma das sociedades nacionais mais injustas do planeta no que se refere à concentração de renda em pouquíssimas mãos.
Pedro Bondaczuk

Qual sucesso?

O que você classifica de “sucesso”? Ganhar bastante dinheiro com o que faz? Conquistar prestígio, fama, glória? Ser tido como o “melhor” na sua atividade? Tudo isso pode ser considerado, e é, sucesso para uns, mas nem tanto, para outros, que querem mais, muito mais.
Pedro Bondaczuk

Podemos sonhar alto?

Um leitor pergunta-me, em tom claramente provocativo, o quanto nós, escritores do Terceiro Mundo, desta segunda década do terceiro milênio da Era Cristã, podemos sonhar. “Algum de vocês (ou todos vocês) espera, por exemplo, ganhar um Prêmio Nobel de Literatura?”, indaga.
Pedro Bondaczuk

Ficção fundamentada na mais estrita realidade

“Os mistérios de Marselha” é considerado, por boa parte da crítica especializada, como um “livro menor” na monumental obra de Emile Zola. Entendo que é preciso muito cuidado nesse tipo de avaliação. Quem duvidar do que afirmo, que leia “Os mistérios de Marselha” e tire as próprias conclusões.
Pedro Bondaczuk

Novos hábitos

O computador (e incluo nessa classificação o tablete e o celular, que se transformou numa espécie de eclético computador em miniatura) estabeleceu novos hábitos de leitura, que inicialmente não passavam de mera tendência, mas que, aos poucos, vão se consolidando, à medida que essa preciosa máquina se torna crescentemente popular.
Pedro Bondaczuk

O tempo que perdemos e não volta

Perdemos muitas horas num único dia que, somadas, representam perdas imensas, que podem ser traduzidas em anos, em nossas vidas. Raciocinemos. Em metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro esse desperdício é muitíssimo maior.
Pedro Bondaczuk

A boa arte nunca envelhece

As artes têm características peculiares, próprias, únicas – muito diferentes das ciências – que as tornam atemporais. Não são antigas e nem modernas. Não comportam datações.
Pedro Bondaczuk

Nossa missão jamais se esgota

A missão do homem jamais se esgota. Ai daquele que deixa o espírito envelhecer, que não renova idéias, informações, estilos e comportamentos! É posto de lado como objeto imprestável, sem uso, e perde o respeito até dos que gerou. Isso é mais comum do que se pensa e que seria desejável.
Pedro Bondaczuk

Condições para uma sociedade próspera

O planeta está chegando ao seu limite. Está aí o grande objetivo do século XXI: o combate à fome e suas seqüelas e a melhor repartição de renda, estreitando o fosso, hoje profundo e largo, entre milionários (pouquíssimos) e miseráveis (enorme contingente).
Pedro Bondaczuk

Estamos muito distantes do nosso potencial

Um enorme obstáculo a ser superado para que nos “humanizemos” de fato é a nossa impossibilidade de conjugar os propósitos que temos ao nosso poder. Queremos muito mais do que podemos. E por que não conseguimos essa conjugação, se nosso cérebro é, potencialmente, tão poderoso? Exatamente por não concretizarmos esse potencial.
Pedro Bondaczuk

Absurda periodicidade de epidemias

A peste bubônica foi (e em casos esporádicos, continua sendo) a doença que mais vezes se manifestou no mundo, desde que o primeiro Homo Sapiens a contraiu e contaminou sua comunidade. Quando isso se deu?
Pedro Bondaczuk

Escravos das circunstâncias

Essa afirmação sobre o homem pode até parecer paradoxal (não fôssemos um feixe de paradoxos), mas tem lá sua lógica. Nosso comportamento (salvo raras e honrosas exceções), ainda está tão distante do nosso potencial de inteligência, poder e bondade como a Terra está da constelação Alfa Centauro.
Pedro Bondaczuk
Pedro Bondaczuk

Os deslocados no tempo e no espaço

A questão do analfabetismo não deve ser abordada pelo aspecto numérico (ou não somente por ele), já que não se está lidando com objetos, ou com seres irracionais, mas com pessoas.
Pedro Bondaczuk

De repente, não mais nos reconhecemos

Olhamo-nos, todos os dias, no espelho, e não notamos as mudanças que ocorrem em nosso rosto. Hoje, uma ruga, amanhã, um cabelo branco, depois, um início de calvície, mas passamos batidos de cada transformação.
Pedro Bondaczuk

Paradigma da luta das mulheres por igualdade

O acesso à educação formal foi a grande, possivelmente a maior, conquista feminina em todos os tempos. Possibilitou às mulheres adquirir conhecimentos que, por milênios eram, estranhamente, restritos somente aos homens. Mas nem todas as mulheres já podem exercer este direito, que deveria ser inalienável. E os motivos são vários.
Pedro Bondaczuk

A banalização do mal

De tanto lerem e ouvirem notícias referentes à violência, à corrupção e à criminalidade, as pessoas findam por se alienar da realidade. Em suas cabeças, apenas o mal passa a ser soberano no mundo, como se apenas ele existisse, o que está longe de ser verdade.
Pedro Bondaczuk

Permanente processo de renovação

A vida é bela, e fascinante, e misteriosa, por se tratar de permanente processo de renovação, embora, paradoxalmente, envelheçamos a cada dia que passa. É como um rio, cujas águas são sempre diferentes. A verdade é que morremos a cada dia e nascemos a cada dia. Estamos permanentemente nascendo e morrendo. Por isso, o problema do tempo nos afeta mais do que os outros problemas metafísicos.
Pedro Bondaczuk

Polêmica em torno da morte de Camus

Afinal, a morte de Camus foi acidental, como sempre constou, ou foi causada por uma diabólica trama assassina de quem, eventualmente, quisesse calá-lo? Foi acidente ou assassinato? Toda a polêmica começou recentemente, após revelações do escritor e tradutor checo Jan Zambrana, contidas em seu diário, publicado postumamente em forma de livro.
Pedro Bondaczuk

Nossos projetos têm que ser flexíveis

Devemos ter um projeto de vida, para ordenar nossa conduta. Mas não pode ser nada muito rígido. E nem muito de longo prazo. Ou sequer de médio. Para sermos práticos, não convém projetarmos um futuro além do dia seguinte que, mesmo assim, não temos certeza de que estaremos vivos. E para tais projetos, o passado tende a ser essencial. Por que?
Pedro Bondaczuk
Pedro Bondaczuk

A peste negra, foco do romance de Albert Camus

A PESTE NEGRA, FOCO DO ROMANCE DE ALBERT CAMUS A epidemia de que Albert Camus trata em sua obra-prima é a de peste bubônica, também conhecida como peste negra. Se ainda hoje, com todos os recursos tecnológicos de informação – celular, internet, jornais, rádio, televisão etc. etc. etc. – ao nosso dispor, é complicado realizar censos populacionais, o que dizer, então. do ano de 1347, tido e havido como o do auge da tal pandemia?... Leia o restante do artigo pelo link abaixo
Pedro Bondaczuk

Realidade que parece sonho

A vida, muitas vezes, parece-me tão irreal, tão maluca, tão repleta de surpresas (boas e más) e apresenta tantos mistérios insondáveis, que fico, volta e meia, com a estranha impressão de que tudo isso se trate de mero sonho. Claro que não é. Caso fosse, uma dessas duas coisas diferentes (na verdade antagônicas) com certeza iria ocorrer.
Pedro Bondaczuk

Inteligência fotografada

A inteligência é passiva de ser fotografada? Ou seja, é possível obter uma “imagem” (portanto, concreta), de algo que é abstrato? O escritor sérvio Milorad Pavitch entendia que sim. Como? Ele mesmo responde...
Pedro Bondaczuk

Um gênio e seu imortal personagem

O personagem Dom Quixote de La Mancha é uma das maiores criações literárias de todos os tempos. Tanto que, passados mais de 400 anos de sua criação, permanece mais vivo do que nunca, inclusive na mente de pessoas que nunca leram uma única linha do livro em que é uma espécie de anti-heroi (na verdade, não leram nada, de nenhum outro livro), convenhamos, a imensa maioria mundo afora.
Pedro Bondaczuk

Fazer e refazer

O homem tenta, de todas as formas imagináveis, vencer a morte. Não a física, que por uma fatalidade biológica, é a única certeza que tem neste mundo de aparências e mistérios. O que procura é algum tipo de sobrevivência.
Pedro Bondaczuk

TV, educa ou deseduca?

A televisão educa ou deseduca? Essa é uma questão polêmica, com opiniões diversas a propósito. Há, por exemplo, um grupo que só vê defeitos na programação desse veículo, onipresente e incorporado definitivamente à nossa vida. Mas, também, há outro que o defende sem restrições, com vigor. Os que o integram acham que não há absolutamente nada de errado com a televisão.
Pedro Bondaczuk

Grande faro de uma agente literária

Nicholas Sparks, após sucessivos fracassos para publicar seu livro de estreia, topou com um acaso feliz, que modificou todo seu destino. Foi o fato de determinada agente literária, que se emocionou às lágrimas ao ler sua história, acreditar nela e se dispor a arriscar seu prestígio, bancando-a junto a uma editora.
Pedro Bondaczuk

Moto perpétuo

Para quê, ou melhor ainda, para quem escrevemos? O que objetivamos ao colocar no papel nossas opiniões, observações ou emoções? O sucesso pessoal? O acréscimo do patrimônio cultural da humanidade? A satisfação da nossa vaidade? Talvez um pouco de tudo isso.