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Paulo Roberto Labegalini

Provações

Assim é a vida: lutamos pela sobrevivência, nos preocupamos com os filhos, perseguimos os inimigos, ameaçamos a liberdade dos irmãos, nos acomodamos quando a situação nos favorece, mas continuamos dependendo uns dos outros. Àqueles que julgam estar acima do bem e do mal, quando menos esperam, a provação aparece. E nem sempre as piores consequências machucam os mais fracos – como aconteceu com a vaca da história que perdeu a vida!
Paulo Roberto Labegalini

Fé e obediência

O capítulo 6 do Evangelho de São Marcos descreve o envio dos apóstolos dois a dois para sua primeira experiência missionária. Jesus pediu que não levassem dinheiro, nem pão, nem duas túnicas, mas falassem em seu nome contra os espíritos impuros. Sábio conselho! E o resultado foi o melhor possível: converteram muitos corações, expulsaram demônios, curaram doentes e pregaram a paz. Isso tudo só foi possível por dois motivos principais: fé e obediência à Palavra de Deus. Como eles tinham convivido um longo tempo com o Senhor, parece ter sido mais fácil cumprir a missão; porém, hoje, o que nos torna diferentes dos doze apóstolos?
Paulo Roberto Labegalini

Nossa Senhora me curou

Quando a Igreja de Monte Sião estava sendo elevada a Santuário, entreguei ao Pe. Ramon uma declaração, confirmando a cura milagrosa que recebi da padroeira da cidade. O documento, assinado e com firma reconhecida, encontra-se arquivado entre outros de igual importância. Pois é, o tempo passa e a cura permanece. Serei eternamente agradecido a todos que rezaram por mim e continuo fazendo o mesmo pelos enfermos, pobres e desesperados. Quando dou este testemunho em palestras, geralmente choro ao falar do amor que sinto pela Mãezinha querida e de tantas outras graças que ela me concedeu. Viva Nossa Senhora!
Paulo Roberto Labegalini

O tempo voa

Você já disse alguma vez que ‘o tempo voa’? Pois é, pode até não ser verdade, mas já estamos no segundo semestre do ano! E a sua vida, como vai? Muitos problemas para resolver? Por maiores que sejam, há gente com preocupações piores do que as suas, com certeza. O mais importante é termos paz de espírito, com tempo para rezar, servir o próximo, participar dos sacramentos e perdoar. Sempre que agimos assim, muitas bênçãos recaem abundantemente sobre nós a cada instante.
Paulo Roberto Labegalini

Amor e fé

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Paulo Roberto Labegalini

Maneiras de encarar a vida

O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é legendário. Com astúcia, podem ser mortais para os tubarões. Os golfinhos nadam em torno e martelam; nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a caixa torácica do tubarão até que a criatura feroz deslize impotente para o fundo. Portanto, escolhi o golfinho para simbolizar como tomar decisões e como lidar com rápidas mudanças devido às habilidades naturais desse mamífero. Os golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogando o ganha-ganha – tentam encontrar soluções que atendam às necessidades de todos.
Paulo Roberto Labegalini

O caminho para o céu

Quando alguém especial aparece em nossa vida e nos convida para fazer o cursilho, é sorte? E quando um tratamento de saúde nos leva à cura, também é sorte ou é mais competência médica? O que dizer então do ar que respiramos, dos alimentos que comemos, da fé que temos, da família que nos cerca... Na verdade, tudo é graça! Algumas pessoas aproveitam as oportunidades que aparecem para melhorar de vida. Isso acontece, principalmente, porque acreditam na providência Divina, que tarda, mas não falta. Outros seres humanos preferem desprezar a mão de Deus e nem agradecem as graças que recebem.
Paulo Roberto Labegalini

Plantando obediência

Desde pequeno aprendemos que ser obediente é importante na educação do ser humano, mas até que ponto? É difícil discordar que uma criança deve obedecer aos pais, um militar deve obedecer ao comandante e um empregado deve obedecer ao patrão. Por outro lado, nem sempre um político obedece ao partido a que pertence ou um jogador de futebol obedece ao esquema tático do treinador etc. Por que isso acontece? A resposta parece simples: porque o ser humano pensa que não nasceu para ser mandado a vida toda. Por ser dotado de inteligência, não concorda com determinadas regras que limitam o seu comportamento, porém, nem sempre se dá bem sendo desobediente.
Paulo Roberto Labegalini

Uma cidade a ser amada

Não há como negar que o patriotismo e a cidadania já foram mais praticados em nossas cidades. Se considerarmos apenas as formas de corrupção e a depredação ao patrimônio público, já concluiremos que muita coisa piorou no Brasil. Outras coisas melhoraram, é verdade, mas o orgulho de ser brasileiro anda em baixa. Alguém que ama muito o Brasil me passou um texto pela internet contando que, na cidade de Joinville, houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: ‘Dai pão a quem tem fome’. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de 14 anos de idade.
Paulo Roberto Labegalini

Frases de efeito moral

Numa sala de aula, todos os alunos do ensino fundamental estavam preenchendo uma folha de caderno com pensamentos. O título era: ‘Não consigo’. E a relação crescia cada vez mais, tipo: ‘não consigo chutar a bola de futebol com força; não consigo fazer divisões com mais de três números; não consigo fazer com que a Rosa goste de mim; não consigo chegar a dez flexões; não consigo comer um só biscoito...’. Os estudantes escreveram por dez minutos e a maioria encheu sua página. Depois, foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa vazia, que estava sobre a mesa da professora. E assim que ela também colocou seus ‘não consigo’, tampou a caixa e saiu pela porta do corredor.
Paulo Roberto Labegalini

Amar para ser amado

Você cresce quando não perde a esperança nem diminui a fé. Quando sofre com a provação, mas tem garra para construir o que tem pela frente. Cresce quando se valoriza e sabe dar frutos. Cresce quando assimila experiências e semeia a paz. Cresce também quando é sensível no temperamento e humilde de coração. Cresce ajudando seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando mais do que recebe. A felicidade é a consequência de tudo isto. Realizando e superando as dificuldades com amor, tudo se torna mais fácil, mesmo porque o amor que doamos retorna rapidamente. Normalmente, as pessoas que mais amamos são as mesmas que também nos amam de verdade; e as que menos gostamos, pouco se importam conosco.
Paulo Roberto Labegalini

Busque o senhor

Rubens era um homem aposentado, descrente, que valorizava as festas sociais com os amigos. Rose, sua filha, vivia rezando para que o pai recebesse a graça de se voltar mais para as coisas de Deus. Um dia, de tanto insistir com o pai, ela conseguiu levá-lo à missa, esperando que ele se encantasse com a celebração e se convertesse rapidamente. No entanto, naquela noite tudo ‘deu errado’ na igreja: o som pifou; o padre não foi feliz na homilia; os leitores tropeçaram muito ao proclamarem a Palavra; o coral desafinou; na coroação de Nossa Senhora, a coroa foi ao chão etc. Ao voltarem para casa, Rose chegou chorando, desanimada por ter perdido a grande chance de mostrar ao pai as maravilhas do Senhor. Porém, na manhã seguinte, surpreendentemente, Rubens convidou a filha para conversarem com o padre.
Paulo Roberto Labegalini

Como vender felicidade

Pagando bem, consegue-se comprar qualquer coisa, exceto saúde e felicidade, que nem sempre o dinheiro pode bancar. Há pessoas ‘ricas e doentes’ e ‘pobres e felizes’,confirmando o ditado: ‘Somente dinheiro não traz felicidade’. Os humoristas argumentam contra, dizendo: ‘Dinheiro pode não trazer felicidade, mas manda a pobreza para o inferno’. Acho que precisariam refletir um pouco mais sobre isto. Eu classifico a felicidade em dois tipos: a que se busca na Terra e a eterna no Céu. De nada adianta a primeira se não nos salvarmos; portanto, ser completamente feliz é buscar a salvação. E afirmo que é possível conciliar os prazeres da vida sem cometer pecados, basta valorizar os serviços gratuitos a Deus e ao próximo.
Paulo Roberto Labegalini

Obra de arte sem moldura

Eis que um sujeito desce na estação do metrô de Nova Iorque vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passageiros. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo: um Stradivarius de 1713, estimado em mais de três milhões de dólares! Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam mil dólares!
Paulo Roberto Labegalini

Criatividade na evangelização

Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros, porque temos essa visão de consertar o que achamos errado. Se tentássemos enxergar as coisas como realmente são, muito sofrimento seria poupado. Os pais também sofreriam menos com os filhos, pois, conhecendo-os, não colocariam expectativas falsas nas suas vidas, gerando crianças frustradas, rebeldes e inseguras. Pelo menos tente ver as pessoas como são. Pare de imaginar como deveriam ser e não insista em consertá-las da maneira que somente você acha bonito. Crie menos dificuldades no relacionamento; se vemos as coisas como são, muitos problemas deixam de existir, sem brigas, sem ressentimentos.
Paulo Roberto Labegalini

Segredos

Conviver com segredos nem sempre é fácil. Algumas pessoas dizem que são como túmulos e jamais contariam o que lhes disseram em confiança; outras, abrem o coração sem qualquer constrangimento e divulgam tudo o que sabem. Melhor seria se as conseqüências de cada caso fossem muito bem analisadas antes de revelarmos os segredos que sabemos, mas nem sempre isso acontece. Mas há segredos que, se revelados, só trazem bem à humanidade. Veja, por exemplo, os segredos que Deus nos revelou através da História. Até 1500 anos antes de Cristo, ninguém sabia sobre os Dez Mandamentos que foram entregues a Moisés. Na época, os judeus tentavam praticar centenas de princípios religiosos, que fundiam a cabeça de qualquer ser humano.
Paulo Roberto Labegalini

Internet: um bem ou um mal?

Nesta era da internet, temos a possibilidade maior de manter diálogos freqüentes com os amigos, parentes e outras pessoas que nunca vimos pessoalmente. A evangelização também ganhou espaço, já que é muito mais fácil atingir uma grande camada da população através de e-mail ou sites religiosos. E foi por intermédio do correio eletrônico que: fiz contato e participei de programas na televisão; enviei e tive meus livros aceitos para publicação; continuo remetendo artigos para sites católicos; respondo a todos os questionamentos dos amigos; seleciono matérias para este espaço etc. Mesmo enfocando apenas o lado espiritual da vida, quanta coisa maravilhosa usufruí e tenho à disposição, não é mesmo?
Paulo Roberto Labegalini

Casos e conselhos

Um professor de química queria ensinar os alunos sobre os males causados por bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes. Colocando uma criatura na água e outra na cerveja, chamou a atenção da sala para o resultado. O verme que estava na água nadou agilmente no copo como se estivesse brincando. O bicho da cerveja se contorceu desesperadamente, louco para sair do líquido e, depois, afundou absolutamente morto. Satisfeito, o professor perguntou aos alunos
Paulo Roberto Labegalini

Em defesa da fé católica

Um cidadão estava atrasado para uma importante reunião no centro da cidade e não encontrava vaga para estacionar. Então, levantou as mãos para o céu e disse: ‘Senhor, me arruma um estacionamento e prometo que irei à missa todos os domingos pelo resto da minha vida’. Nesse instante, milagrosamente, apareceu uma vaga à sua frente, e ele rapidamente falou: ‘Não se preocupe, Senhor, já achei sozinho’. Infelizmente, coisas assim acontecem. As pessoas se lembram de Deus apenas em momentos de apuros e, pior que isso, costumam criticar a religião que ‘pertencem’ para aliviar a consciência. Por isso, em defesa da fé católica, quero convidar você, leitor, a esta reflexão:
Paulo Roberto Labegalini

Sentimentos que não passam

Quando servi o Exército em Itajubá – NPOR, 1975 –, eu ainda estava amadurecendo na personalidade que carrego hoje. E quando converso com amigos daquela época, vêm à mente algumas imagens agradáveis e outras recordações um pouco tristes. O importante para mim é concluir que o saldo é positivo a favor de momentos felizes. Um dia em particular marcou minha vida de aluno aspirante a oficial da reserva. No exercício de ‘Fuga e Evasão’, éramos prisioneiros e conseguimos fugir do acampamento inimigo. Apenas nove pessoas resolveram escapar num momento de desatenção dos guardas, e eu estava no grupo.
Paulo Roberto Labegalini

O BBB está voltando!

E a explicação para o sucesso popular do BBB é simples: tem quem gosta; aliás, tem muita gente que gosta! E os que não gostam, o que fazer? Há noites que dá vontade de ver programas melhores para aliviar a carga de trabalho daquele dia, mas... Sou da época que ‘BBB’ significava ‘Bom, Bonito e Barato’ – saudoso tempo em que se podia confiar nas aparências e promessas das pessoas. Hoje, sem grandes compromissos com a educação e a moralidade nas famílias brasileiras, faz-se qualquer coisa em troca do lucro e da fama. É claro que não podemos generalizar, mas, se não denunciarmos coisas erradas que vêm acontecendo aos montes, em breve só restarão exceções de ‘Brasileiro Bobo e Burro’. A TV contribui muito para os ‘modismos’ que estamos vivendo e, infelizmente, não sobra quase nada de bom na programação da Globo se deixarmos de fora do horário nobre: notícias, filmes e esportes. E não podemos negar que a culpa disso é só nossa, que damos audiência máxima às novelas e ao ‘Big Brother Brasil’.
Paulo Roberto Labegalini

Unidos para sempre

Sabemos que homem e mulher perfeitos não existem, muito menos sonhos para uma vida sem problemas. Veja esta história: Um homem entra num restaurante com uma avestruz atrás dele. A garçonete pergunta o que querem, e o homem pede: ‘Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca para mim e o mesmo para ela’. Depois, a garçonete traz a conta no valor de R$ 32,45. O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar. No dia seguinte, eles retornam ao local e o homem diz: ‘Um hambúrguer, batatas fritas e um suco de laranja para mim e o mesmo para a avestruz’. Depois, de novo, o homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta: R$ 34,80.
Paulo Roberto Labegalini

Deus está no comando

Não espere as pessoas irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia porque é conhecedor que hoje é o último dia de sua vida, certamente você não teria pressa. Você celebraria até o fim e gostaria de ficar ao lado de quem você ama. Se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história, ao invés de você dizer que gostava, diga que gosta. Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!”
Paulo Roberto Labegalini

O céu em mim

Dei razão a uma amiga que um dia me disse: ‘Não faça da sua vida um rascunho, pois pode não dar tempo de passar a limpo. Lembre-se que somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para melhorar o que somos. Enfim, é até melhor estar preparado para dar uma oportunidade e não ter nenhuma, do que ter uma oportunidade e não estar preparado’. Êpa, após horas sozinho naquele lugar, o elevador parou e a porta se abriu. Então eu acordei. Viva, acordei para uma vida nova! Acorde você também.
Paulo Roberto Labegalini

Será mesmo que tudo passará?

É, nesta vida, tudo passa. Deixamos para trás: as alegrias e as tristezas; os sonhos e os pesadelos; os elogios e as ofensas; as verdades e as mentiras; enfim, o tempo nos ajuda a esquecer, a superar e a conformar com quase tudo. Mas, eu disse ‘quase’? Pensando bem, nem tudo fica no passado, não é mesmo? Carregamos conosco: a nossa experiência de vida, o conhecimento adquirido, a fé viva no coração, o respeito conquistado, as amizades sinceras, as obrigações para com a família... e a verdadeira missão que recebemos de Deus! Quanta coisa, hein? Bem, mas se este assunto fosse discutido em público, acredito que daria muito ‘pano pra manga’, porque nem todos iriam concordar com tudo o que eu disse até agora.
Paulo Roberto Labegalini

A história de uma santa mãe

Cada vez que leio a vida de um santo, tenho vontade de relatá-la aqui, mas acabo dando preferência a outra boa história ou a um tema que me recomendaram. Hoje, porém, vou enfocar uma maravilhosa personagem da nossa Igreja: Santa Mônica – famosa por ter sido mãe de Santo Agostinho e conseguido a plena conversão do filho. Ela nasceu em Tagaste – África do Norte – no ano 332 e desejava dedicar-se à vida de oração e solidão, mas seus pais fizeram-na casar com Patrício – homem de gênio terrível, mulherengo, jogador e sem religião. Ele a fez sofrer por trinta anos, mas jamais levantou a mão contra ela. Tiveram três filhos: dois homens e uma mulher. Os dois menores foram sua alegria e consolo, mas Agostinho também a fez sofrer por dezenas de anos.
Paulo Roberto Labegalini

Ensinar para aprender

Quando prego aos jovens, preciso falar um pouco mais sobre o pecado contra a castidade: buscar prazer sem nenhuma consideração moral, sem amor, sem respeito pelo corpo do outro e sem sensibilidade às conseqüências – isso tudo vai contra o projeto de Deus para a nossa sexualidade. O sexo só tem sentido no amor conjugal a serviço da vida e não como instrumento de escravidão ou de prostituição. Banalizar o próprio corpo é o mesmo que se condenar à morte!
Paulo Roberto Labegalini

Renovar-se para voar alto

O trabalho de evangelização da Igreja Católica não pára e continua trazendo muita gente para perto de Deus por meio de lindas celebrações da Eucaristia, músicas maravilhosas, shows e meios de comunicação diversos, mas, insisto, poucos abrem os corações a Deus. O que fazer então? Bem, em primeiro lugar, não podemos desanimar. Se Jesus Cristo nos passou a missão de pregar o Evangelho, temos que nos preparar para altos vôos, levando a Palavra aos mais pecadores. E para atingir um maior número de pessoas, não devemos descuidar da oração. Quanto mais oração, maior será o Reino de Deus na Terra. A oração nos renova na fé, na esperança e nos impulsiona para o serviço cristão.
Paulo Roberto Labegalini

Qual foi seu melhor gesto na vida?

Se eu fosse responder a esta pergunta, confesso que, no momento, muitas coisas me viriam à cabeça. Pensei nisto e conclui que meu grande gesto não me beneficiou financeiramente, nem agradou somente a mim e também foi algo muito abençoado... Contarei um caso que sempre lembro e agradeço aos céus. Numa sexta-feira de 1998, logo que comecei a minha caminhada de vicentino, fui visitar uma família no bairro Santa Rosa e fiquei impressionado com o que vi. O casal e seis filhos pequenos viviam num local fedido, sem luz, banheiro entupido, fogueira no meio da sala – não tinham gás para cozinhar o restinho de alimento que sobrou –, vidros das janelas quebrados, roupas sujas, enfim, viviam abaixo do limite da miséria.
Paulo Roberto Labegalini

Não perca o seu maior tesouro

Bem, criticar Carlos Drummond é coisa séria e eu não ousaria fazê-lo, mas vou interpretar as suas palavras. Quando ele disse ‘sonhe alto e queira o melhor do melhor’, pareceu-me incoerente com a colocação: ‘encontrar prazer nas coisas simples de novo’; mas, pensando melhor, é possível conseguir as duas coisas ao mesmo tempo, sim. Por exemplo, uma oração é um gesto simples de súplica, agradecimento ou entrega, e nos traz tudo aquilo que merecemos de Deus. Acredito que Drummond também pensou assim, porque demonstrou um pouco de fé no texto. E quantas outras coisas simples ajudam a construir um mundo melhor: o amor ao próximo, o perdão, a paciência, a verdade, o respeito à vida, a fidelidade conjugal, o temor a Deus, a humildade no coração, a mansidão da alma, o espírito de paz... Querer isso tudo na vida não é sonhar em ter o melhor do melhor que existe?
Paulo Roberto Labegalini

Mulher: sexo forte ou frágil?

Até hoje, todos os homens da face da Terra reconhecem que Adão teve muito bom gosto em aceitar o presente de Deus. Feliz o homem que respeita a fragilidade física da esposa e se faz respeitar. Feliz o homem que tem uma mulher religiosa que o ajuda a alcançar graças para toda a família. Feliz o homem que a perdoa e a ama de coração. Feliz o homem que cumpre com as promessas feitas diante do padre no dia do casamento. Feliz o homem que reconhece o sexo forte que tem ao seu lado e luta para viverem juntos na eternidade. A família rezando unida é o maior exemplo do amor que Jesus Cristo tem por nós. Em minha casa, somos consagrados a Nossa Senhora e, Ela, nos mantém firmes na fé.
Paulo Roberto Labegalini

Os cuidados com a língua

Portanto, ler diariamente um trecho da Sagrada Escritura é importante, mas isto pouco adianta àquele que não vive o seu conteúdo de coração aberto. Seguir Jesus é usar de muita sabedoria na observância da Lei, procurando sempre promover a vida plena e eterna para todos. Quem tem em mente a prática do bem e caminha em comunhão com o Espírito Santo, não se torna escravo da hipocrisia religiosa, não é mesmo? Alguns fariseus foram exemplos de que Deus não escolhe os mais capacitados para serví-Lo, mas capacita os escolhidos. E, ainda hoje, os escolhidos são aqueles que respondem ‘sim’ ao chamado e se oferecem para servir com humildade.