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Paulo Peres

O maravilhoso Natal no folclore brasileiro

Imunes à parafernália dos símbolos natalinos europeus de neves, Papai Noel, trenós, renas e pinheiros, algumas regiões brasileiras ainda conseguem fazer um Natal adequado a nossa cultura popular, sob o verão dos trópicos. A tradição natalina dos brasileiros manifesta-se, autenticamente, nos cantos e danças inventados pela imaginação criadora do povo para acrescentar novas informações ao legado de nossos antepassados índios, negros, portugueses. Bois de pano e couro, cangaceiros, reis, rainhas, palhaços, embaixadoras e pastoras saúdam o nascimento do Menino com fé, ingenuidade e a peculiar alegria brasileira. Uma festa bem diferente das realizadas nos grandes centros de consumo.
Paulo Peres

Papai Noel é um bom velhinho

A classe média brasileira, geralmente, gasta 50% do valor que receberá do 13º salário com o pagamento de dívidas, mas vai às compras atendendo ao apelo do Papai Noel, um velhinho bonachão apenas para o comércio. A chegada de Papai Noel na noite de Natal é esperada com ansiedade por inúmeras crianças em todo o mundo, embora o mito do “bom velhinho” carregue outras versões em nada carismáticas ou bondosas, como revela Roland Barthers em seu livro “Mitologias”, que se ocupa com uma análise semiológica das mensagens veiculadas pelos meios de comunicação de massa. Segundo o livro, Papai Noel funciona como imagem reparadora da sociedade. É um momento em que a sociedade se livra de sua culpa através do presente e da imagem idealizadora do “bom velhinho” , do pai e do mundo adulto, pois a sociedade não aceita que se possa ter um lado bom e outro mau. Papai Noel surge, neste aspecto, como um personagem apenas bom e com ele a sociedade se redime. Isso passa para a criança que é impedida de expressar o seu lado agressivo (mau).
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O nascimento de Cristo, na visão dos pintores

Na iconografia cristã, os grandes mestres da pintura sempre deram relevada importância em registrar com talento, criatividade e interpretações diversas, o episódio da Natividade (o nascimento de Cristo) com seus personagens – a Virgem Maria, São José, o Menino Jesus, os animais, os pastores e os Reis Magos. Essas imagens, um dos temas mais comuns na arte cristã, mormente na Idade Média e no Renascimento, estão sempre impregnadas de símbolos, como ressaltam Emile Male e seu discípulo Louis Réau, em livros iconográficos que decodificam a poética dos artistas. A Virgem, o Menino Jesus e São José, personagens principais do ato passado na estrebaria, o Nascimento de Cristo, conforme a época e os pintores, a cena, bastante conhecida, sofre variações de um para outro artista. No Retábulo Portinari, do flamengo Reoger der Weuden, ou na Natividade, do alemão Hans Baldung, há uma inovação: a do Menino iluminado, adorado por seus pais e os pastores.
Paulo Peres

Papai Noel é um bom velhinho

A classe média brasileira, geralmente, gasta 50% do valor que receberá do 13º salário com o pagamento de dívidas, mas vai às compras atendendo ao apelo do Papai Noel, um velhinho bonachão apenas para o comércio. A chegada de Papai Noel na noite de Natal é esperada com ansiedade por inúmeras crianças em todo o mundo, embora o mito do “bom velhinho” carregue outras versões em nada carismáticas ou bondosas, como revela Roland Barthers em seu livro “Mitologias”, que se ocupa com uma análise semiológica das mensagens veiculadas pelos meios de comunicação de massa. Segundo o livro, Papai Noel funciona como imagem reparadora da sociedade. É um momento em que a sociedade se livra de sua culpa através do presente e da imagem idealizadora do “bom velhinho”, do pai e do mundo adulto, pois a sociedade não aceita que se possa ter um lado bom e outro mau. Papai Noel surge, neste aspecto, como um personagem apenas bom e com ele a sociedade se redime. Isso passa para a criança que é impedida de expressar o seu lado agressivo (mau).
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O resgate do Brasil colônia

O engenheiro Alfredo Bondukim, presidente do Sinditêxtil-SP, comenta que, depois de 189 anos de sua independência de Portugal e de uma história de nação soberana permeada de governos de exceção e regimes voláteis, o Brasil desde as “Diretas Já”, em 1984, parece ter consolidado uma firme democracia, que tem resistido às mais duras provas. Mas assinala que a liberdade política parece não ter afastado de modo definitivo o estigma do colonialismo, pois estamos trocando a antiga subserviência econômica ao fraterno povo lusitano por uma nova dependência da China.
Paulo Peres

Na Câmara Municipal do Rio, motorista ganha mais do que vereador

Alguns funcionários da Câmara Municipal do Rio recebem supersalários que, em alguns casos, chegam a ser bem maiores que o vencimento de um vereador, atualmente, na faixa de R$ 15 mil. Para temos uma ideia, um dos 11 motoristas da Casa recebe, brutos, R$ 27.021,55; o líquido chega a R$ 20.629,53. Um dos secretários datilógrafos tem direito, entre salários e vantagens, a R$ 29.062,53; um taquígrafo legislativo fica com R$ 27.244,83. Os vencimentos de um procurador chegam a R$ 48.871,27, com descontos, ele recebe R$ 32.560.08.
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Ironicamente, o Incra é o maior desmatador da Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou na semana passada uma nova etapa da atuação contra o desmatamento ilegal na Amazônia, na qual aponta o Incra como o maior desmatador da floresta. Neste sentido, foram ajuizadas ações em seis Estados: Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e Mato Grosso. Segundo o Ministério Público Federal, essas ações reúnem dados inéditos sobre o desmatamento em assentamentos de reforma agrária que mostram que cerca de um terço das derrubadas ilegais vêm ocorrendo nessas áreas.
Paulo Peres

Fome, apenas uma questão política

Segundo a FAO, a safra 2011/2012 deverá fechar com mais um recorde de produção de cereais, ou seja, 2,325 bilhões de toneladas métricas, que se dividindo pela população mundial e por 365 dias do ano haveria uma disponibilidade técnica de 930 gramas para cada terráqueo. Em termos dietéticos, isto é mais que necessário para alimentar a todos. Estes números são somente de cereais. Se somarmos outros itens da dieta humana (legumes, frutas, carnes, peixes etc), então dá para se empanturrar. Todavia, uma em cada sete pessoas passa fome. Diante destes números, o economista e professor, Sergio Sebold, questiona o seguinte: Por que tanta fome pelo mundo? Será que a diferença fica por conta do “gato que comeu”, usando nossa gíria popular?
Paulo Peres

Brasil gasta quase dois bilhões em operação no Haiti

A operação militar do Brasil no Haiti que, inicialmente, seria apenas uma missão emergencial de seis meses, com um custo previsto de R$ 150 milhões, completou neste mês oito anos de duração, a um preço de quase R$ 02 bilhões, revela o jornal Folha de S. Paulo. Iniciada em 01º de junho de 2004 como parte do plano do governo Lula para obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, a operação consumiu até agora mais de seis vezes o que foi gasto pelo governo federal com a Força Nacional brasileira entre 2006 e 2012. Além disso, equivale a cerca de dois anos de gastos do principal programa de segurança pública da União, o Pronasci.
Paulo Peres

Escravidão persiste na Amazônia

A grande imprensa brasileira não fala do assunto ou se fala o faz difarçadamente, sob o cabresto de certas autoridades, mas a exploração ilegal da mão de obra continua, impunemente, sob condições brutais ao longo dos 2,5 milhões de km² da região amazônica, longe do alcance do governo, diz o jornal americano "Los Angeles Times", em reportagem sobre a escravidão “moderna” encontrada na região. Com o velha estória da garantia de trabalho, as vítimas são geralmente levadas para áreas remotas e se deparam com condições cruéis e impossibilidade de fuga. “Alguns recebem pouco ou nenhum dinheiro”, destaca o jornal. Outros escutam que precisam trabalhar para pagar “despesas” de alojamento e alimentação, e são tratados com violência ou abusados.
Paulo Peres

Passeata de protesto questiona privatização do Maracanã

A indignação uniu cerca de 200 torcedores, domingo último, que promoveram uma passeata contra a possibilidade da concessão do Estádio Mário Filho (conhecido como Maracanã) à iniciativa privada. O grupo reivindica ainda a garantia de setores populares no estádio. O protesto foi organizado pela campanha “O Maraca é Nosso!”, que reúne torcedores de todos os clubes. “É inaceitável que o Estado arque com as despesas e depois entregue o estádio, que é um bem de todos, para a exploração lucrativa de grupos financiadores de campanhas políticas”, disse João Hermínio Marques, da Frente Nacional dos Torcedores, um dos grupos que integra a campanha. Em abril, a Delta Construções, do empresário Fernando Cavendish, deixou o consórcio responsável pelas obras, após denúncias de envolvimento nos esquemas de corrupção do bicheiro-empresário Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal. No mesmo mês, a empresa IMX, de Eike Batista, foi a única a apresentar estudo de viabilidade econômica para assumir o controle do estádio.
Paulo Peres

Campanha contra a corrupção, em jornais, rádio, Tv e tudo o mais

Para acordar a população diante dos inúmeros crimes praticados por alguns políticos e sua trupe, será lançada a campanha Não Aceito Corrupção, uma iniciativa do Movimento do Ministério Público Democrático (MPD), que criou um 0800 para quem estiver interessado em receber propina. A peça, que será veiculada em veículos impressos, trará apenas a mensagem “aceito propina” e um número telefônico, mas ao invés de pedir a conta bancária do interessado, o locutor do outro lado da linha dará uma “lição de moral” a quem se atrever a ligar.
Paulo Peres

Países do G20 precisam gerar 21 milhões de empregos

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) advertem que os países que compõem o G20 (as maiores economias do mundo) devem estimular a geração de 21 milhões de empregos para fortalecer a economia. Segundo a OIT, a Alemanha, o Brasil, a Indonésia, a Rússia, a Turquia e, recentemente, os Estados Unidos registraram queda nas taxas referentes ao desemprego. O estudo também destaca o elevado aumento do emprego informal nos países emergentes, atingindo uma média de 45% em oito dos países do G20.
Paulo Peres

Lei reduz tributos de produtos para pessoas com deficiência

No último dia 18, o Diário Oficial da União publicou a lei que reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre 27 produtos voltados para os 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil. Na lista constam produtos como calculadoras equipadas com sintetizador de voz, teclados com adaptações específicas, mouses com acionamento por pressão, digitalizador de imagens – scanners – equipados com sintetizador de voz, lupas eletrônicas, próteses oculares e softwares de leitores de tela que convertem o texto em voz ou em caracteres braille, para utilização de surdos-cegos.
Paulo Peres

Grande novidade: políticos são os menos confiáveis no país

Antes mesmo do golpe dos governadores e parlamentares na CPI do Cachoeira, fugindo de prestar depoimento, uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que os políticos ocupam a penúltima colocação do ranking da confiança da população. O levantamento que ouviu, recentemente, 1.550 pessoas em seis estados (Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco) e no Distrito Federal mostra que, apenas 5% dos entrevistados disseram acreditar nos partidos políticos.
Paulo Peres

Excesso de agrotóxicos nas lavouras continua a ser um desafio que o governo não vence

O uso excessivo de agrotóxicos nas lavouras brasileiras preocupa cada vez mais especialistas da área de saúde. A aplicação de substâncias químicas para controlar pragas nas plantações e aumentar a produtividade da terra acaba se tornando um problema para os trabalhadores rurais e consumidores, explica o Grupo de Trabalho de Saúde e Ambiente, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco). O grupo, em parceria com outras instituições, lançou, durante o Congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro, um dossiê reunindo diversos estudos sobre o tema. O documento também será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho no Rio.
Paulo Peres

Divulgada a lista de censura à imprensa em diversos países de regime ditatorial

Um tipo de censura imposta não pela polícia federal, mas pelos próprios órgãos de imprensa, é bem diferente daquilo que acontece nos países que mais limitam o trabalho da imprensa no mundo Eritreia (na África), Coreia do Norte (na Ásia), Irã e Síria (Oriente Médio), conforme mostra a pesquisa sobre liberdade de imprensa feita pela organização não governamental Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), divulgada em Nova York, nos Estados Unidos.
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Esmolas ou benefícios sustentam um em cada dez brasileiros!

O mais novo e triste retrato dos empregados brasileiros, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma realidade assustadora em diversos estados: 32,7% das pessoas sobrevivem de benefícios federais ou simplesmente de esmolas. No Nordeste, a situação piora, porque 37,5% dos habitantes dependem de caridade ou de programas como o Bolsa Família. Em Alagoas, o terceiro estado mais pobre do Brasil, atrás de Maranhão e Piauí, são muitos os que tentam a sorte no lixo, catando latas ou garrafas de plástico, moram na rua e ganham, no máximo, R$ 05,00 por dia. Segundo o IBGE, a cada dois alagoanos, um sobrevive dos programas do governo ou à espera de ajuda dos outros.
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Falta de responsabilidade social predomina nos grandes clubes cariocas

Os grandes clubes cariocas, Vasco da Gama, Flamengo, Fluminense e Botafogo sempre tiveram uma preocupação muito grande com as crianças, ou seja, com seus atletas da categoria de base, onde o futebol predomina. Entretanto, estes clubes estão na mira do Ministério Público devido às péssimas condições oferecidas aos jovens, muitos deles residentes nos clubes, pois vêm de outros municípios e estados. O Vasco da Gama, pode servir de exemplo, pois convive, atualmente, com água racionada, alimentação inadequada e insalubridade: adolescentes que sonham em se tornar ídolos do futebol na categoria de base do Vasco são obrigados a enfrentar dificuldades antes mesmo de entrar em campo. Com sede, muitos chegam a beber água do chuveiro, segundo promotores de Justiça da Infância e da Juventude da capital.
Paulo Peres

Conselho Nacional de Justiça realiza pesquisa sobre a lentidão dos Juizados Especiais

Criados em 1995, os Juizados Especiais Cíveis, mantidos pelos Tribunais de Justiça dos estados, tinham por finalidade resolver com maior rapidez as demandas, mas até hoje apenas obtiveram resultados semelhantes ao Poder Judiciário, ou seja, registram acúmulo de processos não resolvidos e o consequente aumento da taxa de congestionamento. Razão pela qual o Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (DPJ/CNJ) decidiu realizar um estudo que aponte as causas e soluções do problema. A pesquisa será feita nos Juizados Especiais Cíveis nas capitais e municípios de interior dos estados do Rio de Janeiro, Amapá e Ceará pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), contratado pelo CNJ para realizar esse estudo, cujo objetivo é dar ao Conselho informações detalhadas sobre o funcionamento dos Juizados e colher opiniões dos usuários para que, assim, seja possível a definição de políticas judiciárias voltadas ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional no país.
Paulo Peres

Energia limpa: Furnas vai investir em usinas eólicas

As usinas eólicas já são consideradas uma fonte de energia barata e relevante em diversos países, e a empresa começa a explorar o potencial da região Nordeste, única área do país onde esse tipo de geração de energia atinge todo o seu potencial. Furnas trabalha na criação de 17 parques eólicos na região e promete inaugurar 13 deles ainda este ano. Além das usinas eólicas, Funas também pretende investir em centrais de energia solar, que segundo os técnicos, é outra excelente alternativa, porque também é menos agressiva ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e não poluente.