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Paul Krugman

Republicanos contra a realidade nos EUA

Os republicanos da Câmara, votaram pela 40ª vez pela derrubada da reforma da saúde de Obama, o Obamacare. Como nas 39 votações anteriores, essa ação não terá nenhum efeito. Mas foi um dublê para o que os republicanos realmente querem fazer: repelir a realidade, em particular as leis da aritmética. A triste verdade é que o Partido Republicano moderno está perdido na fantasia, incapaz de participar no governar de fato. Para deixar claro, não estou falando sobre o conteúdo das políticas. Posso acreditar que as prioridades dos republicanos estão todas erradas, mas essa não é a questão aqui. Em vez disso, estou falando sobre a aparente incapacidade deles de aceitar restrições reais básicas, como o fato de não ser possível cortar os gastos em geral sem cortar os gastos de programas específicos, ou o fato de votar pela derrubada de uma legislação não mudar a lei quando o outro partido controla o Senado e a Casa Branca.
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Japão, o exemplo na economia, apesar da alta de juros

Uma geração atrás, o Japão era admirado, e temido, por muitos, sendo visto como paradigma econômico. Best-sellers sobre negócios traziam imagens de guerreiros samurais em suas capas, prometendo ensinar ao leitor os segredos da administração à moda japonesa; thrillers de autores como Michael Crichton retratavam as corporações japonesas como gigantes cujo avanço era irrefreável e que estavam rapidamente consolidando seu domínio sobre os mercados mundiais. Então o Japão mergulhou numa queda aparentemente interminável, e a maior parte do mundo perdeu o interesse. As exceções principais foram um grupinho relativamente pequeno de economistas entre os quais, por acaso, figuravam Ben Bernanke, hoje presidente do Federal Reserve, e este que vos escreve.
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A, B e eu

Um rápido comentário genérico: constantemente sou alvo de críticas como “agora você diz A, mas em 1996 ou 2003, ou outro ano, disse B. Você não é coerente”. Como tenho escrito muito ao longo dos anos, há muitas oportunidades para este tipo de comentário ser feito e não tenho tempo para responder a cada um em separado. (...) Os cortes de impostos decididos pelo ex-presidente Bush não podem ser comparados ao programa de estímulo de Obama. Os cortes de impostos deviam ser permanentes, reduzindo a receita em cerca de dois por cento do PIB indefinidamente (e pode muito bem acabar dessa maneira), ao passo que o estímulo sempre foi encarado como uma medida temporária (e provou ser bastante temporária na prática).
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Instabilidade de ouro

Quanto ao GOP (apelido do Partido Republicano), ao ressuscitar a ideia nada boa, muito ruim, na verdade horrível, de um padrão ouro, eles nos oferecem algo sobre o qual refletir a respeito. Matthew O’Brien levanta um ponto muito claro: qualquer pessoa que acreditar que a era do padrão ouro foi marcada pela estabilidade de preços, ou por qualquer tipo de estabilidade, simplesmente não examinou as evidências. O fato é que os preços estiveram muito mais estáveis na época do perigoso incentivador da inflação Ben Bernanke, do que sob o padrão ouro.